Arco-irisando a solidão
postado às 20h00 por Luciana de Melo | 12 comentários
Frequentemente me pego traduzindo sentimentos através da música e por isso volto a falar aqui sobre a presença dela em nossos dias, as sensações que traz, a mudança de humor que ela provoca... A frase do título é da música “Luz” de Djavan, do álbum de mesmo nome, de 1982. E traduz muito bem a diferença entre “estar só” e “sentir-se só”. “... e na dor eu passo um giz, arco-irisando a solidão...” É possível “arco-irisar” a solidão. A solidão está dentro de nós e cada um a vê de uma maneira. Você pode estar cercado de gente e ser vítima dela. Por outro lado, pode viver só e sentir-se completo, cheio de “luz”. Há pessoas que são dependentes, carentes de atenção e cuidados. E o carinho e amor que recebem nunca é o suficiente. Outras, mesmo vivendo sozinhas, não têm tempo pra solidão. E estão permanentemente abastecidas de amor, nem que seja amor-próprio. “... na lição que o sol me traduz: viver da própria luz.”
Aliás, falando sobre o álbum "Luz", ele traz ainda a belíssima Samurai:
"Ai....
Quanto querer
cabe em meu coração..."
E Pétala é um hino ao amor:
"Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim."
Grande Djavan!
Luz (Djavan) . No burro a canga Marelou... Minha fé riu-se de mim É amor E na dor
na menina a tanga
o verde do mar é um
verde num toque quase azul
do infinito ao zoom...
Candomblé oxum
zamburar pra tirar egum
o que não se ve
tá aí
como tudo o que há
pelo quanto triste
eu falei de dor
como se no fundo
da dor
não vivesse a paixão
Mal-me-quer...
A vida segue seu lamento
um tanto flor
um leito de rio
no cio
um cheiro de amor
quando não diz
é fogo por um triz
um trem entrou
no meu "eu"
e divagou feliz...
eu passo um giz
arco-irisando a solidão
na lição
que o sol me traduz:
viver da própria luz.
Recebi dois comentários que vieram sem nome e e-mail, portanto, não há como eu aprová-los pra que entrem aqui automaticamente. São eles:
- Essa sua visão é bem interessante, o amor, como qualquer outro sentimento, antes de pertencer a outro alguém é nosso, e a pessoa amada é só um pretexto para o amor que é nosso. E a mpb traz isso pro plano real, pro dia-a-dia, por isso é tão sublime.
- Nós somos às vezes indecifráveis porém não somos incompreendidos. Belo texto! Tenho minhas canções sempre à mão para ouvi-las quando aparece um sentimento de pesar. Beijos Lu.
Aproveito pra agradecer a todos pela leitura e comentários. Beijos!
Renata Aparecida de Moura Tressi - quarta-feira, 19 de agosto de 2009 | 22h15
Oi Luciana! Ñ dá para acreditar q vc tem 43 anos!!!Seu rosto meigo transparece a idade de uns 25 anos, qdo eu tiver a sua idade qro estar bem assim como vc! O texto,as frases e a música do Djavan tem tudo haver com o que sentimos e vivemos! Parabéns!!!
Sergio Miramar Alves - sexta-feira, 07 de agosto de 2009 | 13h18
Certa música são eternas marca nossa exitência, Traz recordacoes linda , triste tambem What A Wonderful World lembra Viatina,falamos de amor atrave da musica super beijos
Suely Franco Pavin - sexta-feira, 07 de agosto de 2009 | 00h01
Oi, Lu! Legal esta imagem... vendo a música como um arco-iris. A música provoca sentimentos indescritíveis... a gente sente até saudades do que não foi vivido. Quando me sinto assim, penso que é saudade de uma esperança. Bj
MARIA DAS GRAÇAS BRANDÃO - segunda, 27 de julho de 2009 | 19h51
oi Luciana, adorei o texto e nada melhor que uma boa musica para relaxar, lembrar de alguém que a gente gosta, sufocar a dor da saudade e falar de amor, ainda mais se for do grande Djava. Beijos, graça.
Leila Guimarães - sábado, 25 de julho de 2009 | 12h43
Oi Luciana,belo texto nada melhor do que a tradução dos sentimentos musicados pelo Djavan,que consegue estar presente em todas as suas variações.A solidão é um problema que aflige mais gente do que podemos imaginar ainda bem que eiste a música para ajudar
Camila Santana Ramos - sexta-feira, 24 de julho de 2009 | 08h42
Oi Lu é verdade tenho o mesmo sentimento com relação àmusica, na minha adolescencia tinha um caderno onde escrevia as músicas que expressavam meu sentimentos em determinandas ocasiões e até hoje me pego cantando músicas conforme meu estado de espírito!!
Ana Claudia S Neri dos Santos - quinta-feira, 23 de julho de 2009 | 21h24
Oi Luciana,concordo plenamente o Djavan é maravilhoso.E sobre a solidão também,primeiro temos que aprender a amar à nós mesmos,depois deixar que alguém faça parte de nossa vida e não se tornar nossa razão de viver,Um grande bj!
Ivani Feitosa de Sousa - quinta-feira, 23 de julho de 2009 | 10h28
Lu amaei,parabéns
Adriana Acioli Paggioro - quarta-feira, 22 de julho de 2009 | 00h03
Oi Luciana, achei muito bacana este seu blog, de vez em quando postarei algo. Bjo e muito mais sucesso. Adriana
Paulo Cesar Rodrigues de Oliveira - terça-feira, 21 de julho de 2009 | 22h52
Oi Lú, me identifiquei muito c/este texto, pois tbm ocorre muito isso comigo. Qdo estou me sentindo triste, ponho uma música bem alto astral p/ouvir, e as vezes preciso ouvir uma bem romântica me acalmar. A música tem o poder d transformar as coisas. Bjs.
Denise Fernandes - terça-feira, 21 de julho de 2009 | 20h09
Oi Lu, muito legal... Sabe que as vezes me sinto só no meio da multidão. E muitas vezes, mesmo só, nem sei o que é solidão. Acho que assim é o ser humano. Frágil e forte em menos de segundos. beijos
Davi sevreino possidonio silva - terça-feira, 21 de julho de 2009 | 10h05
Muito legal !!! parabéns!!
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