Quando alguém tem uma grande idéia, na verdade ela é captada do universo naquele momento. As grandes invenções teriam surgido assim, aparentemente do “nada”. O mérito, portanto, não é de quem teve a idéia.
E na música parece também acontecer o mesmo. Grandes artistas já deram declarações a respeito ao explicar o processo de algumas composições. Em bate-papos com o Moska, no programa Zoombido, essa teoria parece se confirmar com alguns músicos. Acompanhe.
Lenine: “Tem música que é meio de rompante, assim... Que é... buum! Parece que ela tava ali, esperando só a conexão. E ela chega de imediato. E sai a canção quase toda. Como se já estivesse pronta. Você só capturou. E se você não captura, o cara da esquina captura. Não sei dizer como é que é. É um outro tipo de composição.”
Zeca Baleiro: “É uma coisa mesmo misteriosa. Por que eu faço essa música? Eu não sei porque. Eu posso até detectar alguma informação mais racional nisso, mas tem alguma coisa mesmo que não nos cabe.”
Pedro Luis: “...saiu no guardanapo. E saiu assim... como uma necessidade fisiológica. Saiu e quando eu olhei estava ela pronta ali. Essas eu fico com a impressão que não são minhas... Normalmente essas músicas são melhores do que eu seria capaz de fazer.”
Se você não anota a idéia, ela se perde? Chico César: “Acho que nada se perde... Porque ela não estava aqui antes, devia estar em outro lugar. Então, se você não pegou, não prendeu, então ela pode ir para outro lugar.”
É isso. Agucem os sentidos! Liguem as antenas! O Universo compõe.
postado às 12h24 por Luciana de Melo | 6 comentários
Vindo para a rádio, às 5 e 15 da manhã, passei por uma fila quilométrica que virava o quarteirão ainda com o dia escuro. Eram centenas de pessoas em busca de produtos com até 70% de desconto oferecidos por uma grande rede, como acontece todo início de ano. Em reportagens sobre o assunto, vemos que muitas delas nem têm idéia do que vão comprar, estão ali apenas para aproveitar a promoção, seguindo o pensamento consumista a que estão submetidas, onde “ter é poder”.
Isso me remete a uma matéria que fiz sobre “Simplicidade Voluntária”, um movimento de pessoas que adotaram a simplificação da vida, abrindo mão do consumo desenfreado, mesmo tendo condições financeiras pra isso. Elas trocaram o desperdício pelo consumo consciente, o luxo pelo simples e o “ter” pelo “ser”. A principal reflexão dessa turma é: o que você precisa pra ser feliz? Carros importados, roupas da moda, celular de última geração,são mesmo indispensáveis para uma vida plena e feliz?
Paulo Roberto da Silva, um dos entrevistados, trocou a atividade empresarial por uma vida bem mais simples. De executivo passou a professor e foi viver em um sítio. Abandonou o tipo de vida em que as necessidades são ilimitadas, como ele disse. Uma de suas frases: “como alcançar o estado de felicidade se tudo ao redor estimula para a insatisfação permanente?”Sim, porque o indivíduo que comprou uma televisão de LCD na liquidação que citei anteriormente, precisava mesmo dela? Mas se o vizinho tem, um parente tem, ele só estará satisfeito se tiver também.
Por isso, o mais interessante na “Simplicidade Voluntária” é derrubar essa ilusão de felicidade associada ao consumo e acumulação de bens materiais. As pessoas mais ricas não são as mais felizes, acredite.
postado às 23h24 por Luciana de Melo | 6 comentários
Ao frequentar redes sociais na web, com frequência nos deparamos com a questão e acredito que a maioria arriscou uma descrição, mesmo que não tenha "aberto" a todos o que pensa de si mesmo.
Tenho o hábito da auto-análise e caí na armadilha de expor minhas qualidades e imperfeições num destes "about me" da vida.
Me toquei a tempo. Acho.
Ao estamparmos ali nosso perfil, com descrições minuciosas, o "sou assim, sou assado" torna-se a "sua imagem". Pra sempre, na visão do outro.
E não corresponde à realidade.
Sou geminiana, mudo de idéia e opinião com frequência. Não há uma de mim, única a vida toda.
Mudo de costumes, de gostos, de interesses.
Quem me reencontra hoje, não vê a mesma de tempos atrás.
Gosto muito de uma frase do escritor irlandês George Bernard Shaw:
"O único homem que se comporta de forma sensata é meu alfaiate. Ele tira minhas medidas novas todas as vezes que me vê, enquanto todos os outros continuam com suas medidas velhas e esperam que eu caiba nelas."
É isso, não somos os mesmos por toda a vida, felizmente.
As pessoas crescem. Ou regridem.
São boas, mas também imperfeitas.
Egoístas e ao mesmo tempo fraternais.
Não só os geminianos são dúbios.
Não podemos ser julgados ou avaliados por uma palavra ou um gesto.
Permita-se um segundo olhar para tudo e abra as portas também para que conheçam outras facetas suas.
Minha campanha não é por um mundo sem cigarro. Apenas pra que as pessoas que gosto tenham vida longa e saudável.
Sei que é difícil convencer um fumante a largar o vício baseado apenas no que todos estão cansados de saber – o cigarro mata, mutila, faz sofrer... A possibilidade de adoecer por causa dele parece tão distante...
Meu pai fumou por cerca de 30 anos. Parou quando foi internado com a pressão arterial a quase 300/200 e o médico alertou: a vida ou o tabaco.
Abandonou o cigarro, mas o estrago já estava feito. Cinco anos depois, descobriu que tinha um câncer na bexiga. Tratou e conseguiu ficar curado.
Foi em 2000, nove anos mais tarde, que ficamos sabendo que ele tinha câncer no pulmão, já em estado avançado. Fez radioterapia, quimioterapia, tinha vergonha da falta de cabelo, mas conseguiu continuar com suas atividades normais, como o trabalho. Resistiu bem ao tratamento.
Após um ano e dez meses, entretanto, surgiram outros sintomas. Teve início aí a parte dolorosa, para nós e para ele. Começou a ter paradas respiratórias, numa espécie de convulsão. Quando deitado, perdia o ar e os sentidos. Fazíamos vigília noite e dia para socorrê-lo e garantir que ele voltasse a respirar, caso tivesse a crise. Vieram então o cansaço maior para se movimentar, a dor insuportável na perna que o impedia de andar, a diminuição da visão de um dos olhos. O tubo de oxigênio ficava ao lado para emergências. Não conseguia dormir profundamente, impedido por tanto desconforto.
Na semana anterior à última internação, ele não era mais capaz de qualquer tipo de movimento sem sentir falta de ar. Os vários comprimidos que tomava, a toda hora, pareciam não fazer mais efeito. Toda nossa atenção não tinha qualquer poder de mudar aquela situação. Foi quando descobrimos que a dor na perna e parte da piora de seu estado eram causadas por metástases, no fêmur e no cérebro, que apareceram de maneira acelerada. No hospital, a máscara de oxigênio parecia não resolver, não ser suficiente para ajudá-lo. Foi quando ele pediu, suando e sofrendo, que o médico o fizesse dormir para suportar a dor e a falta de ar. Cerca de dez horas depois, parou de vez de respirar...
O mais irônico de tudo é que agradecemos a Deus por ele não ter sofrido tanto. Na maioria dos casos de câncer de pulmão, o sofrimento é ainda pior.
E saber que essa doença poderia ter sido evitada... Assim como todos os fumantes, meu pai também achava que a possibilidade de um câncer causado por esse vício estava bem distante.. Morreu com 65 anos. Apenas 65 anos. E poderia ter vivido muito mais. Com saúde...
Muitas pessoas, como eu, viram a pessoa que amavam sofrer com uma doença incurável. Sofreram junto, desesperaram-se com cada notícia dos médicos que pouco a pouco acabava com nossas esperanças.
Nunca fumei. Assim como minha mãe e meus irmãos. Meu pai decidiu parar, mas os 15 anos sem cigarro não foram suficientes para evitar o pior.
Falar que o tabaco é uma das maiores causas de doenças evitáveis, pode soar comum. Mas perdi uma das pessoas que mais amava por causa dele.
Alguns parentes e amigos próximos, que acompanharam tudo bem de perto, mudaram suas vidas. Outros não.
Muitos que fumam nem se dão ao trabalho de ler histórias como esta. Se não é o seu caso, se você fuma e chegou até aqui, pense um pouquinho a respeito. Será que não vale a pena trocar o prazer de fumar por uma expectativa de vida mais longa e saudável?
Só não espere pra pensar a respeito quando for tarde demais.
O alpinista brasileiro Bernardo Collares, de 46 anos, sofreu um acidente quando escalava o monte Fitz Roy, em El Chaltén, no sul da Argentina. Por uma falha no equipamento de rapel, ele caiu de uma altura de 20 metros, fraturou a bacia e teve uma hemorragia interna, de acordo com a alpinista que o acompanhava. Ela voltou para pedir socorro, mas levou dois dias até o povoado mais próximo.
Após análise de todo esse cenário e o tempo ruim na região, as autoridades avaliaram que as chances de sobrevivência do montanhista eram mínimas. Com a dificuldade de uma operação de resgate por causa do clima, a família compreendeu que seria melhor, portanto, deixar o corpo do brasileiro no topo do monte.
Resumida assim a história, a impressão que temos é de que esta foi uma decisão fácil. Com certeza não. Nem para as autoridades argentinas, nem para os familiares.
A médica que coordenava a operação disse que preparava uma carta explicando que a morte por hipotermia é uma das menos dolorosas e que ele está num dos lugares mais lindos do mundo para um escalador.
Li que Bernardo, antes de viajar, escreveu um bilhete dizendo: "As montanhas são uma espécie de reino mágico onde por meio de algum encantamento eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo".
Conheci o monte Fitz Roy em abril/maio de 2008, quando fui com duas amigas, a Mônica e a Verônica, para a Patagônia argentina. Parte da nossa aventura foi acampar no Parque Nacional Los Glaciares, onde fica uma cadeia de montanhas, entre elas o Fitz Roy. O parque está localizado na cidade de El Chaltén, província de Santa Cruz, na fronteira com o Chile.
Uma das imagens marcantes, devidamente fotografada (acima), foi justamente a do pico nevado. O clima na região sempre foi ruim e considerado traiçoeiro. Quando fomos, havia neve no parque e não sabíamos se o tempo estaria melhor no dia seguinte ou não. Não sabíamos também se nevaria à noite. Dentro da barraca, o frio não me deixava dormir (mesmo com toda proteção) e minhas pernas doíam. Mesmo assim, o reflexo da lua cheia nos picos nevados compensou todo o “sofrimento”. Sentamos à noite num tronco, as três encolhidas, de braços dados, de frente para aquela imagem indescritível. E éramos só trilheiras naquele momento. Imagino a emoção de um alpinista.
Vendo de fora, é difícil imaginar qual seria minha reação à desistência do resgate se o ocorrido fosse com um irmão, um parente. Sempre acreditamos na possibilidade de um “milagre”. A companheira de escalada de Bernardo havia deixado com ele comida, bebida e um saco de dormir. Mas após cinco dias do acidente, a irmã do brasileiro e as autoridades argentinas decidiram, em acordo, apesar da melhora do clima, abortar o socorro.
Decisões.
Difíceis e necessárias.
Bernardo Collares
Mais imagens da minha aventura no Parque Nacional Los Glaciares:
Em 8 de março de 2004 foi ao ar a 1ª edição do Nova Notícia. E no próximo dia 7 de abril, quarta-feira, vamos comemorar 1.500 edições. Grandes artistas da nossa música estarão parabenizando a equipe do programa, que leva à você, de segunda a sexta-feira, das 6 às 8 horas, música e informação - política, economia, fatos internacionais, cidadania e saúde, não esquecendo de temas mais leves como cultura, esportes e curiosidades.
Tenho o prazer de apresentar o Nova Notícia desde o 1º dia, na ocasião ao lado do Johnny (João Carlos Santana). Com a saída do Johnny passei a dividir a apresentação com o Rodrigo Lobo e atualmente meu companheiro de bancada todas as manhãs é o José Ricardo.
Em seis anos de programa, há algumas histórias pra contar, como quando, às 7 horas da manhã, fomos surpreendidos com um entregador de pizzas. A Cristiane, jornalista da rádio, chegou perguntando se eu e o Zé Ricardo havíamos pedido pizza. Respondemos que não, obviamente, e ela retornou depois dizendo que estava lá um rapaz com a “entrega” para José Ricardo e Luciana de Melo. Era o “Dia da Pizza” e uma tradicional pizzaria de São Paulo nos enviou gentilmente as redondas. Foi o café da manhã de todos na rádio. E sempre brincamos dizendo que estamos à espera do “dia do chocolate”. :-)
Nem o sono atrapalha o clima gostoso do Nova Notícia. Metade da nossa madrugada é dedicada à elaboração do programa. Acordo às 4 e meia e o Ricardo às 3 da manhã. Ele entra às 4 para redigir o NN. Algumas vezes (época de férias, por exemplo), também entro às 4 horas. Mas, como eu disse, é um prazer apresentar o jornal.
Neste aniversário, agradecemos quem nos acompanha e permite nossa companhia no carro, em casa, no ônibus, no metrô, no trabalho... E esperamos pela sua sintonia no dia 7 de abril pra comemorar conosco!
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Grande beijo!
Luciana de Melo
Luciana! O prazer que tem em apresentar o Nova Notícia, é possível sentir nas ondas do rádio. E esse clima gostoso do Nova Notícia não é só aí na rádio e sim em todos os ambientes onde ouvimos... Parabéns à toda a equipe do Nova Notícia!!! Arnaldo Rabelo
postado às 18h53 por Luciana de Melo | 5 comentários
Há um ótimo filme alemão (A Vida dos Outros), encontrado em DVD e já transmitido pela TV a cabo, que mostra uma realidade muito diferente da nossa, mas bem conhecida por todos – o controle do Estado sobre os atos dos cidadãos.
O tema sempre assombra e causa apreensão de alguns ao imaginar esse tipo de controle com câmeras, escutas etc.
O livro de George Orwell, “1984”, já trazia esse temor ao imaginar um futuro com a liberdade individual cerceada pelo “GrandeIrmão”, o Big Brother, como era chamado o Estado que tudo via e nada permitia. As previsões não se confirmaram, felizmente, mas mesmo sem riscos à liberdade, sabemos que por vezes somos vigiados, em muitos casos por segurança.
Há, porém, aqueles que se colocam sob vigília pelo prazer de se expor. E não falo sobre os diversos reality shows que continuam a fazer sucesso, mas também sobre nossa exposição pela internet, por exemplo. Pessoas nos “seguem” através de sites de relacionamentos, blogs e microblogs. O nível de exposição é determinado por cada um, claro, mas há aqueles que disponibilizam passo a passo suas atividades do dia.
Até que ponto isso é interessante? E até que ponto é seguro?
Sabemos, por exemplo, que há pedófilos atuando na internet, se aproveitando justamente das facilidades da web, de exposição de alguns e anonimato de outros. E adultos e jovens não estão livres. Por boa fé, podem também cair em algum tipo de armadilha ao descrever, através de fotos e textos, sua vida, seus passos, de seus amigos e familiares.
Deixando de lado os cuidados, os alertas, me questiono: por que as pessoas (eu inclusive) se interessam tanto pela vida dos outros? Por que querem saber o que pensam e o que fazem pessoas desconhecidas?
Talvez para analisarmos nossa própria vida com base na do outro... Será isso??
postado às 14h29 por Luciana de Melo | 7 comentários
Chegamos a 2010, o último ano da primeira década do século 21.
Há quem diga que já estamos na segunda década, mas sobre isso falo adiante.
A data parece estranha para quem nasceu nos anos 1960, como eu.
O que deve pensar minha avó, então, nascida em 1907?
Aos 92 anos, quase 93, imagino que ela nem pense nisso...
Já a minha geração, em plena atividade durante a virada do século, tem presenciado vários avanços da tecnologia, antes só vistos em filmes de ficção.
Lembro quando meu pai comprou o primeiro telefone e discávamos para fazer uma ligação.
Quando trocamos nossa TV em preto e branco por uma colorida.
Fazíamos curso de datilografia e nos correspondíamos por cartas.
Equipamentos tão comuns atualmente, como microondas, celulares e computadores, pareciam existir somente nos desenhos dos Jetsons.
Qualquer tipo de previsão parecia referir-se a um futuro muito distante.
Mas acontece que, principalmente pra quem já chegou ou passou dos 40 anos, o futuro é hoje.
Quando criança e adolescente, pensava como seria o ano 2000.
Porém, em vez da preocupação com o fim do mundo (muitos acreditavam que não passaríamos desta data), o que causou pavor com a chegada do ano 2000 foi a possibilidade do “Bug do Milênio”, quando todos os sistemas computadorizados entrariam em colapso, provocando um caos no mundo. Tudo não passou de alarme falso.
Agora, não consigo visualizar o ano 2020, 2030, 2040... se é que chegarei até lá.
Quando meus sobrinhos nasceram, assim como muitos ouvintes da Nova Brasil, já existia internet, e-mail. Os avanços ocorridos desde então, tornaram-se comuns para essa nova geração.
As novas tecnologias não causam mais espanto. Celulares mais inteligentes? Laptop que poderá ser transportado enrolado? Telas de computador invisíveis? Já estamos prontos para tudo isso.
Conheci recentemente o movimento Simplicidade Voluntária, que segue o caminho oposto ao das facilidades proporcionadas pela tecnologia que, mesmo necessária ou apenas útil, muitas vezes nos suga o tempo e o prazer da contemplação, do ócio.
Será que novos estilos de vida que abrem mão de todo aparato tecnológico serão predominantes no futuro?
Que venha o “novo” futuro!
Contagem do tempo
Voltando à contagem do tempo, lembra que comemoramos a virada do século em 2001 e não em 2000? Ok, alguns desavisados comemoraram em 2000. E também em 2001! rs
Pense bem, o calendário começa no ano 1 ou zero?
Utilizamos o calendário gregoriano, que começa no ano 1.
Portanto, a primeira década terminou no ano 10, o primeiro século no ano 100, o primeiro milênio no 1000.
Sendo assim, o século 21 teve início em 2001. Logo, a segunda década do século 21 só começa em 2011.
Comentário não identificado:
Eu penso se as crianças das próximas gerações vão empinar pipa ou jogar bolinha de gude. Hoje fazemos amigos online ou até num jogo como o Second Life, mas eu penso que as amizades presenciais sao importante para o desenvolvimento de cada indivíduo.
postado às 18h23 por Luciana de Melo | 4 comentários
Listas, promessas, intenções...
Você é daquelas pessoas que ao final do ano fazem um balanço do que foi positivo e negativo, do que realizou ou deixou de realizar, já pensando em programar sua vida para o ano novo?
Você vive a passagem do ano em oração, fazendo pedidos para a nova fase que se inicia?
Você come lentilha em cima da cadeira, guarda as sementes da romã, salta sete ondas?
Reúne a família, amigos, solta fogos, brinda o primeiro minuto do novo ano?
Não importa como você comemora esta época (ou se comemora).
Importa estar com as pessoas amadas e queridas, mesmo que em pensamento.
Importa renovar esperanças, ser otimista!
Pra você, um Natal de paz e alegrias!
E um 2010 com saúde, amor e prosperidade (repleto de boa música brasileira, claro! rs).
Obrigada pela sua sintonia, pela sua companhia, pelo seu carinho.
postado às 19h10 por Luciana de Melo | 9 comentários
Mais uma vez o Natal.
E a frase que frequentemente se ouve a respeito do último: “parece que foi ontem”.
Pois é, o tempo continua voando...
Será mesmo? O tempo está passando rápido demais ou é a percepção que temos do tempo que nos dá essa impressão?
Por que quando éramos crianças os dias, meses e anos demoravam tanto para passar?
Há algum tempo recebi um e-mail com uma explicação interessante e que me pareceu até ter lógica (embora não tenha encontrado respaldo científico para essa teoria). No início de nossas vidas estamos em fase de aprendizado e vivemos diversas experiências pela primeira vez. Já adultos, quando vivemos uma situação conhecida, quando as experiências começam a se repetir, nosso cérebro não precisa trabalhar para absorver a nova informação, ela já está lá. Então, quando realizamos tarefas automáticas, é como se aquele tempo de execução não existisse, passamos batido por ele. Conclusão a partir desse raciocínio? A rotina faria o tempo passar mais rápido.
Achei interessante essa explicação porque tenho mesmo essa sensação de que o tempo “rende” quando saio da rotina. Já percebeu que quando aproveitamos melhor o fim de semana, visitando lugares diferentes, pessoas diferentes, enfim, fazendo coisas diferentes, temos a impressão de que demorou mais para passar? Já quando ficamos em casa em frente à TV, mal nos damos conta e foi-se embora o fim de semana.
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Mesmo gostando da abordagem do tema desta maneira fui dar uma pesquisada através do nosso grande amigo Google (rsrs.) e cheguei a um artigo na revista Super Interessante, que diz que a culpa é da tecnologia:
“Pesquisadores afirmam que uma pessoa hoje sente que ele passa mais rápido do que para alguém que viveu há cem anos. E dão até uma estimativa de quanto: de 1,08 vez, para quem tem 24 anos, a 7,69 vezes, para quem tem 62 anos – a diferença seria causada pelo período de exposição à vida em alta velocidade”.
A mesma matéria mostra uma explicação bioquímica para essa percepção do ritmo acelerado de horas e dias:
“À medida que envelhecemos, acredita-se, cai a produção cerebral de dopamina, um neurotransmissor responsável pela sensação de energia e disposição. Esse processo pode desacelerar nosso relógio biológico. Uma experiência apresentada pelo neurocientista americano Peter Mangan mostrou como isso ocorre. Ele dividiu voluntários em três grupos etários que deveriam lhe avisar quando 60 segundos houvessem passado. Os jovens levavam, em média, 54 segundos. Os mais velhos, 67 segundos. Ou seja, os idosos eram surpreendidos pela informação de que um minuto inteiro transcorrera antes que eles se dessem conta”.
De qualquer forma, até os pesquisadores divergem sobre o que nos faz ter essa sensação de que o tempo passa tão rápido conforme vamos envelhecendo. O melhor, acredito, é aproveitá-lo, então, da melhor maneira. Saindo da rotina, por exemplo. Mudar, sair da sua área de conforto experimentando coisas novas, conhecendo novos lugares, pessoas, novas atividades, mudar o trajeto, o horário, se estimular ao novo com mais frequência.
Essas dicas parecem mesmo dar resultado. Tente você também. Mudança de estação, mudança de ano, são boas fases para se animar a experimentar o novo. Quem sabe assim seu dia volte a ter as reais 24 horas.
postado às 15h39 por Luciana de Melo | 6 comentários
Ótima a nova campanha lançada pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) por ocasião da Semana Nacional de Trânsito.
Nunca entendi o "poder" que algumas pessoas acreditam ter ao conduzir um veículo. Agem dentro de seus carros como se estivessem num tanque de guerra e esquecem totalmente a educação, como se não tivessem tempo para gentilezas. Sim, a pressa costuma ser a desculpa de muitos ao fechar, cortar e costurar no trânsito, ao andar em fila dupla, não dar passagem e "roubar" uma vaga no estacionamento.
E as brigas, ofensas e os gestos obscenos, então? Um home que faz um "sinal" ofensivo para uma mulher no trânsito, agiria da mesma forma se estivessem ambos na rua, numa calçada, cara a cara, e por um motivo tão banal?
As comparações feitas pelos spots comerciais da Artplan fazem pensar.
E no trânsito também vale a regra "gentileza gera gentileza".
"Seja educado no trânsito como você é na sua vida."
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Mais uma vez alguém deixou um comentário sem nome... mas, desta vez, já identificado. ;-) A seguir:
"Olá Lu, muito criativa essa chamada a todos os motoristas, tem muito tempo que qdo estou na 23 de Maio,me sinto num filme daqueles cavaleiros medievais com seus cavalos, armaduras, escudos,e longas lanças tentando derrubar os adversário,uma guerra! bjs."
Aproveito para agradecer mais uma vez aos ouvintes/leitores. Beijos!
postado às 16h23 por Luciana de Melo | 7 comentários
Há momentos em nossa vida que ficamos sem qualquer inspiração, nos deixamos abalar por uma certa tristeza... Dias em que o ideal seria voltar para a cama e dormir, numa espécie de sonoterapia.
Noutros, porém, estampamos um sorriso fácil no rosto e já saímos da cama achando que tudo parece melhor - o clima, as pessoas e nossa própria vida.
Certa vez entrei numa discussão sobre felicidade.
A questão era: ela vem de fora para dentro ou de dentro para fora?
A felicidade está em você ou fatores externos é que provocam sua felicidade?
Isso aconteceu há uns seis anos e tenho certeza que hoje todos que participaram do papo iriam rever suas posições, baseados em vivências desde então.
Digo, agora, que sou feliz e fatores externos contribuem para momentos de infelicidade.
E como fugir deles ou não permitir que nos atinjam?
Sabemos que mesmo com a irritação à flor da pele é possível fazer uma forcinha para manter o bom humor. Também podemos afirmar que num dia de tristeza, o ambiente ou algumas pessoas conseguem nos animar. Mas é fato que pessoas em grave e profunda depressão, homens e mulheres, não têm controle algum sobre seus atos e sentimentos.
Não é à toa que estudos ainda tentam decifrar as emoções e como elas são desencadeadas. A medicina avança, mas muito do nosso cérebro ainda é mistério.
Por que, por exemplo, as pessoas têm reações diferentes frente a uma mesma situação? Por vezes nos deparamos com explicações científicas, mas talvez o mistério deva permanecer, seja necessário para demonstrar que o entendimento humano é menor que o complexo ser humano, criado de maneira inexplicável.
Bom, acabei seguindo outro caminho, quando na verdade queria falar sobre essa sensação boa de acordar feliz sem nenhum motivo aparente.
E alguém pode perguntar: “viu o passarinho verde?”
A verdade é que se não tivesse acordado feliz, nem notaria o
Ao me deparar com esta faixa na rua, voltei no tempo... 7 de setembro de 1977.
Estava na 5ª série do Primeiro Grau e vivíamos sob o regime militar. O presidente na época era o general Ernesto Geisel. Passávamos um tempo na quadra da escola ensaiando para o desfile de 7 de Setembro e naquele ano sairíamos à frente da fanfarra, no penúltimo bloco, uma posição estratégica para a bagunça, já que ficávamos longe dos olhos controladores das professoras e ainda perto dos meninos com seus instrumentos. Todos com a roupa de educação física, meninos e meninas. As meninas com camiseta branca, short vermelho (aquele que parecia uma fraldinha) e saia branca plissada por cima do short. Acontece que na hora do desfile, a aluna que viria logo à frente, segurando a faixa com o nome da escola, faltou. E a professora Elza começou a circular em busca de uma substituta. No ano anterior ela havia sido a minha professora e ao bater o olho em mim lá no fim, perfilada junto com “a turma”, sobrou! Lá fui eu para o início do desfile, o que seria motivo de orgulho para qualquer um, mas eu só pensava que ficaria longe de todos, da bagunça, solitária como abre-alas, enfim, perderia o melhor da “festa”.
O filme brasileiro Meninos de Kichute, que estréia em novembro nos cinemas, me lembra bem o clima daquela época, o sentimento de civismo. Era criança e não tenho como avaliar o que era realmente viver sob o regime militar, mas tenho saudades do tempo em que autoridades eram respeitadas, assim como pais, mães e os mais velhos. Um tempo em que vivíamos felizes, alheios ao mundo. Nossa escola, nossa casa e nossa rua eram nosso mundo.
Será que existe alguém que não tenha saudades da infância?
postado às 14h51 por Luciana de Melo | 7 comentários
O filme “A Onda” (The Wave), que vi na TV nos anos 80, nunca me saiu da cabeça.
Comentava sobre ele com algumas pessoas, mas raramente encontrava alguém que o tivesse assistido.
Agora a história, verídica, chega às telonas numa refilmagem alemã.
Mostra o “experimento” de um professor como resposta a quem acredita que jamais se deixaria levar pelo fanatismo.
Em 1967, na Califórnia, numa aula de história, um aluno questionou a responsabilidade do povo alemão pelas ações do regime nazista. Por que 80 milhões de alemães se deixaram seduzir por Hitler? O professor, então, fez uma pequena simulação e a chamou de A Terceira Onda. O movimento, no entanto, cresceu e suas ações começaram a sair do controle. Vendo que havia ido longe demais, o professor revelou a farsa, deixando perplexos seus “seguidores”.
O filme revela o aspecto emocional do nazismo. Como você agiria se estivesse envolvido?
O professor real é Ron Jones, hoje com 68 anos, que cedeu os direitos da história para adaptação ao cinema. Há ainda o livro, de Todd Strasser, também lançado em 1981, como o média-metragempara TV.
Em entrevista à Folha de São Paulo, Jones disse que “esse tipo de experimento é útil para mostrar quão facilmente nos tornamos vítimas desse tipo de coisa”, mas que “nunca faria isso de novo”.
Há pessoas que parecem sempre estar à espera de alguém que as encaminhe, que as oriente. E isso pode ser usado para o bem ou para o mal. Daí para o fanatismo é um pulo.
Como disse anteriormente, existe todo um aspecto emocional por trás disso tudo e várias análises poderiam ser feitas (não por mim, obviamente, que não sou especialista nessa área).
Frequentemente me pego traduzindo sentimentos através da música e por isso volto a falar aqui sobre a presença dela em nossos dias, as sensações que traz, a mudança de humor que ela provoca...
A frase do título é da música “Luz” de Djavan, do álbum de mesmo nome, de 1982.
E traduz muito bem a diferença entre “estar só” e “sentir-se só”.
“... e na dor eu passo um giz, arco-irisando a solidão...”
É possível “arco-irisar” a solidão.
A solidão está dentro de nós e cada um a vê de uma maneira.
Você pode estar cercado de gente e ser vítima dela.
Por outro lado, pode viver só e sentir-se completo, cheio de “luz”.
Há pessoas que são dependentes, carentes de atenção e cuidados. E o carinho e amor que recebem nunca é o suficiente.
Outras, mesmo vivendo sozinhas, não têm tempo pra solidão.
E estão permanentemente abastecidas de amor, nem que seja amor-próprio.
“... na lição que o sol me traduz: viver da própria luz.”
Aliás, falando sobre o álbum "Luz", ele traz ainda a belíssima Samurai:
"Ai.... Quanto querer cabe em meu coração..."
E Pétala é um hino ao amor:
"Por ser exato O amor não cabe em si Por ser encantado O amor revela-se Por ser amor Invade E fim."
Grande Djavan!
Luz (Djavan)
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No burro a canga na menina a tanga o verde do mar é um verde num toque quase azul do infinito ao zoom...
Marelou... Candomblé oxum zamburar pra tirar egum o que não se ve tá aí como tudo o que há
Minha fé riu-se de mim pelo quanto triste eu falei de dor como se no fundo da dor não vivesse a paixão
Mal-me-quer... A vida segue seu lamento um tanto flor um leito de rio no cio um cheiro de amor
É amor quando não diz é fogo por um triz um trem entrou no meu "eu" e divagou feliz...
E na dor eu passo um giz arco-irisando a solidão na lição que o sol me traduz: viver da própria luz.
Recebi dois comentários que vieram sem nome e e-mail, portanto, não há como eu aprová-los pra que entrem aqui automaticamente. São eles:
- Essa sua visão é bem interessante, o amor, como qualquer outro sentimento, antes de pertencer a outro alguém é nosso, e a pessoa amada é só um pretexto para o amor que é nosso. E a mpb traz isso pro plano real, pro dia-a-dia, por isso é tão sublime.
- Nós somos às vezes indecifráveis porém não somos incompreendidos. Belo texto! Tenho minhas canções sempre à mão para ouvi-las quando aparece um sentimento de pesar. Beijos Lu.
Aproveito pra agradecer a todos pela leitura e comentários. Beijos!
Em meio a tanta campanha pela juventude eterna, o fato de eu ser “mais velha” parece causar constrangimento em algumas pessoas quando o tema é abordado. Há aqueles que, por gentileza e com intenção de não desagradar, ficam cheios de dedos pra falar sobre o assunto.
Não tenho problema com isso, mas percebo que há uma certa preocupação dos outros.
Num papo normal, muitas vezes uso os termos “depois de velha” ou “mais velha” ao falar de mim e ouvi recentemente: “Não diga `mais velha´. Fale `com mais idade´.”
E qual a diferença?? rs
Sou mais velha do que a maioria das pessoas com as quais me relaciono e não me incomoda isso. Ser “mais velha” pra mim não é problema e utilizo o termo sem depreciação de quem quer que seja.
Uma pessoa de 40 anos é mais velha do que uma de 38, então, pra que falar “com mais idade”? Tem a ver com o politicamente correto? Besteira!
Digo “sou mais velha” como diria “sou mais baixa” ou “mais magra”, enfim, não tenho preocupação com as palavras. É como se fizesse realmente diferença falar “negra” ou “afro-descendente”. O que muda? Nada.
Por que será que as pessoas desconfiam quando afirmo que não tenho problema com a minha idade? É quase o mesmo tipo de dúvida que alguns parecem ter quando digo que sou feliz solteira. Pois é verdade, acredite!
Estou feliz solteira e não me sinto velha, apesar de falar que sou mais velha (porque sou de fato quando comparada a uma criança, a um jovem ou até mesmo a uma pessoa de 30, 35 anos). Sou mais velha sim, sem achar que o termo é pejorativo.
Confesso que quando apareceram as primeiras rugas (que alguns preferem chamar de “marcas de expressão”...rs), não lembro se foi aos 36 ou 38 anos, caiu a ficha de que era um processo sem retorno. Mas foi apenas um impacto inicial. Hoje elas já não incomodam. Ainda bem! Do contrário seria neurótica, como vários por aí que não admitem que o tempo passou, que os anos passaram.
Sabe que o fato de eu conviver muito bem com a minha solteirice talvez ajude a não me importar com esse “processo de envelhecimento”? rs
Na verdade, o que vale é justamente esse “processo”. Se você vive bem, o resto é mero detalhe.
Sempre digo que as pessoas mais interessantes no mundo não são as mais bonitas, as mais jovens, as mais bem-cuidadas fisicamente.
É tão lugar-comum dizer isso, mas há tanto “jovem-velho” por aí...
Eu me sinto muito bem!
Ah, não vou terminar sem dizer... completei 43 anos no dia 23 de maio.
Dois craques do futebol brasileiro recuperaram recentemente a alegria de viver através de seus trabalhos, independentemente do saldo em suas contas bancárias.
São histórias diferentes e justamente por isso vou priorizar a de Adriano para falar sobre “felicidade”.
Nascido numa favela da zona norte do Rio, Adriano teve uma trajetória vitoriosa e com 19 anos chegou ao bem-remunerado clube Inter de Milão, na Itália, onde foi chamado “Imperador”.
Em abril, após partida do Brasil pelas eliminatórias, Adriano não retornou aos treinos na Inter e sumiu, sem comunicação. Três dias depois reapareceu. Estava justamente onde foi criado, na Vila Cruzeiro, “em depressão” sugeriam as reportagens.
Em entrevista coletiva, Adriano explicou o que estava ocorrendo, o que sentia na verdade, causando surpresa em muita gente. O motivo, no entanto, era simples: apesar da fama, da estabilidade financeira e dos benefícios do primeiro mundo, ele não se adaptou à vida na Europa. Tinha saudades dos amigos, da família, do ambiente da favela e da simplicidade da vida que levava por aqui.
Agora, após o acerto com o Flamengo, Adriano parece outro. O sorriso aberto e sincero mostra o que realmente lhe faz bem.
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Disse que voltou para reconquistar sua felicidade, acrescentando: “não é pelo dinheiro que a felicidade vem”.
A declaração conclui toda a história.
O ditado “dinheiro não traz felicidade” faz parte da sabedoria popular e neste caso não traz exageros.
Sabemos que o dinheiro não pode comprar amor, amizade sincera, paz de espírito e, principalmente, a tal da felicidade.
Alguém ainda tem dúvidas?
Não dá pra listar neste espaço todos os acontecimentos, todas as informações que surgiram sobre o Adriano, mas coloco aqui o link da Veja.com, onde são abordados os temas a que alguns se referiram nos comentários.
A matéria encerra inclusive falando sobre a multa por conta da recisão do contrato com a Inter.
Na ocasião da apresentação de Adriano como novo contratado do Flamengo houve outra coletiva, com novas declarações do atleta, como as que citei.
postado às 23h04 por Luciana de Melo | 8 comentários
A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, deu um grande passo ao abordar o homossexualismo em sua 47ª Assembléia Geral, realizada em Indaiatuba, SP.
No encerramento do evento, o vice-presidente da entidade, d. Luís Soares Vieira, afirmou que homossexuais podem ser padres, desde que sejam celibatários*. Na verdade, a mesma exigência que deve ser atendida pelos heterossexuais.
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Ao ser questinado sobre a posição da CNBB sobre o tema, d. Luís declarou: “Eles (os homossexuais) são pessoas humanas. Têm essa constituição e devem ser tratadas como gente, com respeito. Agora, o que se exige do heterossexual para ser padre, se exige também do homossexual. Se ele for entrar no celibato, tem que viver a castidade*.”
Sabemos que os problemas enfrentados pela Igreja não dizem mesmo respeito a padres homossexuais, mas sim às más condutas de alguns que não vivem a castidade como deveriam.
O próprio d. Luís disse que o celibato não é uma “lei divina” e sim “disciplinar”. Ele explica que na Igreja Católica Apostólica Romana há alguns ritos em que padres se casam. No rito latino, que é o nosso, quem quiser ser presbítero tem que fazer a opção pela vida celibatária.
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Muitos perguntam por que padres não podem casar, a exemplo dos pastores evangélicos, e que se pudessem talvez vários problemas fossem evitados.
Pessoalmente concordo com a posição da Igreja. Um padre que se casa não vai se dedicar integralmente ao seu “trabalho” de evangelização. Esposa e filhos exigem tempo, atenção, preocupação, cuidados...
Mas voltando ao homossexualismo, resolvi comentar aqui este tema após noticiá-lo no último sábado pelo Nova Informa. Principalmente porque uma declaração como esta do d. Luís ajuda a diminuir o preconceito e a discriminação de alguns em relação aos homossexuais.
Piadinhas e risinhos continuarão existindo, sabe Deus até quando. Mas a tendência é que, com o tempo (assim como já acontece com os racistas), os “pré-conceituosos” é que acabem discriminados.
Celibato – o estado de uma pessoa que se mantém solteira.
Castidade – abstinência total dos prazeres sexuais.
postado às 14h08 por Luciana de Melo | 1 comentário
A crise financeira continua sendo o tema principal, dentro e fora do país.
Você já foi afetado por ela? Algum parente seu ou amigo (ou até mesmo você) foi demitido por conta da crise?
Pesquisas mostram que este é o maior temor do brasileiro – o desemprego.
O governo tem feito a sua parte, incentivando o consumo através da diminuição de impostos. Espera-se a contrapartida da indústria e do comércio, já que com o aumento na produção e nas vendas, não há motivos para demissões. Até mesmo a construção civil dá sinais de recuperação.
Há, por outro lado, quem não acredite na crise.
Isso porque o momento econômico interno que vivemos é totalmente positivo. Quem viveu a fase negra do final da década de 80, início dos anos 90, sabe do que estou falando. Lembrar dos índices astronômicos de inflação daquela época, das mudanças constantes de moeda, dos sucessivos pacotes econômicos ineficientes, nos mostra que hoje a economia é estável, apesar da crise.
Analistas mundias já falam em sinais de melhora na economia global. Internamente acho que podemos afirmar que, em comparação a tudo o que passamos, já estamos vivendo dias melhores.
Sou de família católica, católica praticante, mas não posso concordar com a decisão da Igreja em excomungar toda a equipe médica responsável pelo atendimento à garota de nove anos, submetida a aborto após engravidar de gêmeos em consequência de um estupro. A mãe da menina também foi excomungada, o que não aconteceu com ela, por ser menor de idade.
O aborto no caso de estupro é permitido por lei até a 20ª semana de gestação. E ainda havia o agravante de a gravidez colocar em risco a vida da menina, o que também autorizaria legalmente o aborto.
Sou contra o aborto, sempre fui.
Mas neste caso todos os detalhes me levaram a ser a favor da interrupção da gravidez.
É um tema polêmico, sem dúvida.
As nossas crenças podem decidir nossos atos, mas até que ponto as religiões podem interferir em nossas vidas?
... cabem tão dentro de mim. Que perguntar carece: “como não fui eu que fiz?”
Como canta Milton Nascimento, algumas músicas dizem exatamente o que sentimos e poderiam ter sido escritas por nós, se tivéssemos talento pra isso. :P
Na maioria das vezes nos identificamos com as histórias de amor, paixão, sonhos, desilusões... Mas nem sempre um flerte, um envolvimento, termina numa grande paixão ou num grande amor. Às vezes a química não acontece e o fato não rende inspiração nem pra uma música.
Será mesmo?
Mero engano. Exatamente aí entra o talento dos letristas.
Como na composição de Itamar Assumpção e Christiaan Oyens, “Vi, não vivi”:
“Vi, não vivi.
Não senti onda por ti
Não senti
nem o menor apetite.
Não senti tremelique...”
Na verdade, há música para todas as “ocasiões”.
Quer mandar um recado pra alguém através delas?
Sempre é possível!
“Eu só quero que você saiba
que eu estou pensando em você...”
“Meu coração pulou.
Você chegou, me deixou assim,
com os pés fora do chão...”
“É só pensar em você
que muda o dia.
Minha alegria dá pra ver,
não dá pra esconder...”
“Um amor assim delicado,
você pega e despreza.
Não devia ter despertado.
Ajoelha e não reza...”
Ou ainda:
“É só isso. Não tem mais jeito.
Acabou. Boa sorte...”
O bom é ter a música em nossas vidas e deixar que ela nos alegre ou emocione.
Como disse Confúcio:
“A música gera um tipo de prazer sem o qual a natureza humana não pode passar.”
postado às 20h49 por Luciana de Melo | 3 comentários
Há alguns anos, passei o Réveillon na Paulista. Trabalhei até a meia-noite na Rede Nova Brasil e desci pra ver a queima de fogos. Estamos no número 2001 da mais paulista das avenidas, bem no local da festa!
São Paulo abriga um dos melhores Réveillons. Vale a pena conferir!
No ano passado, a festa contou com a presença de Lulu Santos, meu ídolo!
Este ano terá o Skank, entre outros.
Você vai? Conte depois! Diga qual foi sua impressão.
Adoro festas! Adoro essas passagens, que parecem mágicas!
E aproveito pra desejar Feliz Ano Novo!!!
Acredite que tudo será melhor!
Esqueça a crise! Pense num mundo melhor. Pense que você pode ter uma vida linda!
E ela será! Acredite!!!
E seja feliz!
Um maravilhoso 2009 pra você!
Nós continuaremos aqui, levando o melhor da moderna música brasileira como trilha sonora pra sua vida.
Grande beijo!
Resposta aos comentários:
Keily, agradeço suas palavras. Acredito que quando trabalhamos com prazer, tudo fica melhor. Felizmente tenho esse privilégio. Grande beijo pra vc!
Pra vcs também, Ana Cláudia e Rosangela, Feliz 2009!
E apesar de tantos absurdos que vemos nas relações humanas (mães que abandonam crianças recém-nascidas, neto batendo em avó, pais matando filhos), ainda acredito nas pessoas.
Acredito que bons exemplos sempre geram outros bons exemplos.
E não falo só em gestos maiores, como a mobilização para ajudar os desabrigados de Santa Catarina, o trabalho de ONG´s e voluntários, mas iniciativas menores e particulares no dia a dia, como ceder passagem no trânsito ou a vez no caixa do supermercado. No trânsito, por exemplo, sempre acho que as pessoas demonstram o que realmente são - gentis ou egoístas. Como aquela frase cuja autoria é atribuída ao Luis Fernando Veríssimo: “Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.”
Às vezes criticamos atitudes alheias, sem levar em conta nossas próprias atitudes.
Conheci recentemente um homem de uma rara gentileza. E acredita que isso chega a incomodar algumas pessoas? Não é absurdo? Há quem não ache possível ser gentil apenas pelo prazer da doação, sem esperar nada em troca.
E não dá pra negar que a gentileza muda humores.
Na verdade, “gentileza gera gentileza”, como já dizia o “profeta” José Datrino.
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(José Datrino - o "profeta" Gentileza - Foto: Alícia Uchôa)
Lembra da música “Gentileza”? É uma homenagem de Marisa Monte a uma figura folclórica do Rio de Janeiro, um andarilho-profeta, morto em 1996, aos 79 anos. Contam que ele andava pelas ruas pregando a boa convivência entre os homens e deixava mensagens escritas nos pilares de um viaduto. Ao levar Carlinhos Brown para mostrar as tais poesias, Marisa viu que haviam passado cal por cima. No dia seguinte, ela teria escrito a música, que tem a participação de Arnaldo Antunes recitando textos junto com Marisa.
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“Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza. A palavra no muro ficou coberta de tinta.
Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza. Só ficou no muro tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados pelas ruas da cidade, merecemos ler as letras e as palavras de Gentileza.
Por isso eu pergunto à você no mundo, Se é mais inteligente o livro ou a sabedoria.
O mundo é uma escola. A vida é o circo. “Amor” palavra que liberta, já dizia o Profeta.”
(Foto: Alícia Uchôa)
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Um beijo pra você!
E obrigada pela passadinha aqui pelo blog e pelos comentários. ;)
Luciana de Melo
Resposta aos comentários:
Carla e Denilson, depois que conhecemos a história de uma música, parece que fica ainda mais gostoso ouvi-la. E realmente essa música é linda.
Não conheço muitas histórias, mas sempre que souber de alguma interessante, passo por aqui pra contar. Combinado?
Luiz Carlos, ainda acredito sim. Não será por causa da conduta de algumas pessoas, que vou desacreditar de toda a humanidade. E é como vc disse, não existe meio termo. Assim como acontece com a gentileza, ninguém é bom pela metade.
Carolina, o mundo seria tão melhor se as pessoas fossem menos egocêntricas e egoístas, não é verdade?
Paulo, obrigada por curtir nosso trabalho.
Dirlaine, que bom que tb gostou.
Raphael, muitos conceitos básicos e necessários são desprezados ultimamente. Sou do tempo em que se respeitava pai, mãe, autoridades e pessoas mais velhas. Hoje, diversos valores foram esquecidos. Fico pensando o que será do filho dos nossos filhos. Tudo parte do exemplo.
Eluzai, Adriana Ornelas, Lilian, Mário Roberto e Neusa, grande beijo também pra vocês!
postado às 12h31 por Luciana de Melo | 5 comentários
Mais um ano chegando ao fim.
E se aproxima aquela sensação de renovação.
Afinal, a vida é feita de ciclos, nem sempre determinados, mas acabamos vendo o fim de ano como mais um ciclo que se encerra. Se o ano não foi bom, vem a esperança de que tudo melhore. Se foi bom, comemoramos as conquistas com a certeza de que tudo vai continuar dando certo.
A aproximação do Ano Novo já torna todos mais otimistas!
E falando em renovação... a Nova Brasil FM não esperou um novo ano pra renovar.
Tomara que você esteja gostando das novidades. Eu adorei!
Muito legal bater este papo com quem nos ouve.
Bem-vindo, bem-vinda!
E obrigada pelas gentis manifestações. ;)
Luciana de Melo
Esperamos tê-los mais um ano na sintonia da Nova Brasil. E que vocês continuem curtindo a programação. ;)
Sejam muito bem-vindos ao novo site da Rede Nova Brasil FM!
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