Viagem no túnel do tempo
postado às 21h20 por Cristiane Tavares | 1 comentário
Hoje quero sugerir um passeio a vocês. Principalmente aos descendentes de espanhóis, italianos, portugueses, árabes, franceses, e por aí vai. Falo do Memorial do Imigrante, que fica no bairro paulistano do Brás.

Um pouco de história...
A Hospedaria de Imigrantes, onde hoje funciona o Memorial, era um enorme conjunto de prédios destinado a abrigar os recém–chegados nos seus primeiros dias em São Paulo. Isso em 1887!!
Após uma longa e cansativa viagem de navio, os imigrantes desembarcavam no Porto de Santos e seguiam de trem até a Hospedaria, onde ficavam por até oito dias. Em geral esse prazo era suficiente para que acertassem seus contratos de trabalho. A maioria seguia para as lavouras de café do interior do Estado.

Nesse período utilizavam gratuitamente todos os serviços disponíveis. Lá eles dormiam, faziam as suas refeições, recebiam atendimento médico e conseguiam seus empregos.
Nessa época, como não havia mais a escravidão, os barões do café “importavam” pessoal da Europa. Daí vieram nossos avós e bisavós. Os meus, inclusive. Afinal de contas, sou italiana da Mooca, meu!
Agora as dicas...
O visitante do Memorial do Imigrante terá inúmeras opções. Poderá consultar as certidões de desembarque de seus antepassados. Poderá fazer uma visita monitorada, o que é bem aconselhável. Poderá fazer pesquisas na biblioteca. Poderá tirar fotos em sépia, como aquelas antigas, com roupas da década de 20,30,40, e moldurá-las em quadros iguais ao da nossa avó.
E o mais legal, legal, legal mesmo! Poderá ANDAR DE MARIA FUMAÇA!!!

Imperdível. Essa é a parte mais emocionante do Memorial. Ao preço de R$ 5 na classe “econômica” ou R$ 7 no vagão dos barões e baronesas.
Em uma plataforma com ambientação dos idos de 1900, chega a fumegante Maria–Fumaça, puxando um carro bagagem, correio e chefe–de–trem, de 1914, um carro de passageiros de segunda classe, de 1900, e um carro de passageiros de primeira classe, de 1914, todos inteiramente restaurados no Memorial. Depois de todos devidamente acomodados, soa o apito do trem. ( É apito que se fala?). Alto pra caramba! E aquele cheiro de lenha queimada. Fagulhas voam pelas janelas. O ambiente emociona. O balanço dá tontura. A guia, devidamente vestida de cobradora de trem, vai contando a história. Do Memorial, e dos vagões abandonados nos trilhos, que precisam de verba para serem reformados. No fim, ela passa picotando o bilhete! Meu pai disse que era exatamente assim.

O passeio dura rápidos 20 minutos. Você sai de lá com a sensação de que ter vivido nessa época devia ser muito bom. Não tinha tecnologia, não tinha TV, não tinham os remédios atuais...mas também não tinha violência, desequilíbrio social, poluição, seqüestro, não tinha funk, nem poposuda. Afff!
Como eu queria voltar no tempo. Na verdade queria que o tempo parasse naquela Maria-Fumaça. Com aquele aroma. Com aquele dejavu.
Ei, me chama aí, porque eu fiquei lá no último vagão, junto com as baronesas...rs

SERVIÇO
MEMORIAL DO IMIGRANTE
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Brás ( próx. A Estação Bresser-Mooca do metrô)
Ingresso: R$ 4 – visitação de 3ª a domingo – das 10 às 17 hs (inclusive feriados)
Tem o passeio de bonde também, mas ele está desativado temporariamente.
www.memorialdoimigrante.org.br
contato: ctavares@novabrasilfm.com.br
posts anteriores: www.novabrasilfm.com.br/blog/cristiane-tavares
Lair Gomes - sexta-feira, 29 de maio de 2009 | 18h41
Oi Lindinha!! Também faço parte disso,pois meus bisavós eram espanhóis! Deve ser uma maravilha! Tô doido pra conhecer! Beijão - Lair Gomes - Diadema
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