Titãs - A vida até parece uma festa
postado às 16h29 por Cristiane Tavares | 3 comentários
Mais uma vez vou falar de cinema. Desta vez fui assistir ao documentário “Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa”, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, no MIS.

Aos que sentem saudades dos anos 80, como eu, o filme é um presente. Em 1984, Branco Mello começa a registrar em VHS toda a rotina da banda, dentro e fora dos palcos. São cenas divertidíssimas do começo da carreira, quando eles aparecem na Hebe, com aquelas roupas ridículas da época. Depois numa apresentação no tradicional Sesc Pompéia, no programa do Chacrinha, Barros de Alencar, Gugu, Perdidos na Noite, Clube do Bolinha, Silvio Santos, Marília Gabriela. Nesta última, os “meninos” foram apresentados ao então presidente Jânio Quadros.
Uma cena engraçada é quando os Titãs (acredito eu ainda desconhecidos do grande público) fazem uma apresentação tosca total na TV Tupi, e são submetidos à avaliação dos jurados. Um dos críticos era o saudoso Simonal.E o Nando Reis, com aquela língua presa e aquela aparência de “estudante de tecnologia da informação da USP”? Imperdível.

O documentário relembra também, as notícias da imprensa quando a banda foi acusada de distribuir e consumir cocaína, com fotos de Arnaldo Antunes preso. Em resposta, eles cantam “Polícia” na histórica apresentação no Rock in Rio 2, com zilhões de pessoas cantando junto. Até arrepia.
Nos bastidores, outros famosos aparecem em festas e gravações, como Herbert Viana, Jorge Ben (sem Jor), Paula Toller e até o produtor André Midani. Lembrei muito da minha viagem quando vi os Titãs se divertindo pelas dunas de Natal-RN.

Depois eles vão a Londres, onde fazem uma bagunça homérica. Recebem o Troféu Imprensa de 87. Fazem um dueto com Roberto Carlos na música “Pra Dizer Adeus”. Lembro-me que a música “Bichos Escrotos” quando era tocada nas rádios, tinha o refrão censurado...”Pulgas, que habitam minhas rugas...onçinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo....vão se PIIIIIIIIIII”. HAHAHAHAH...Censura besta.
O aneurisma de Branco Mello muda o tom da narrativa. O cantor é internado e operado em 10 de setembro de 1998. A morte de Marcelo Frommer em 2001, aos 39 anos, atropelado por uma moto na Av. Europa (mesma rua do MIS onde eu assistia ao filme). Ele teve morte cerebral e sua família doou os órgãos. Depois a saída de mais um integrante, Nando Reis. Arnaldo Antunes já tinha se desligado da equipe.

Mas, documentário é documentário. Tem que ser fiel aos acontecimentos, bons ou ruins.
A cantoria é geral dentro do cinema, já que quase todas as músicas dos Titãs, apresentadas no filme, são conhecidas. E não se intimide, cante mesmo! Sonífera Ilha, Televisão, Cabeça de Dinossauro, Domingo, Epitáfio, A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, entre outros sucessos.
E não vá embora antes dos créditos. Eles mostram curiosidades, do tipo onde e quando as músicas foram gravadas, intérpretes, compositores...
É isso aí. Mais uma dica de cinema pra vocês.
Em breve, “Simonal, Ninguém Sabe o Duro que Dei”. Acessem o vídeo-promo em www.simonal.com
Abraços...
Contato: ctavares@novabrasilfm.com.br
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edvaldogomesnascimento - sexta-feira, 20 de março de 2009 | 07h22
Cris, eu garanto que se todos os componentes da banda estivessem unidos seria uma mega banda. O marcelo fromer, o nando reis, arnaldo antunes e outros.
Luciana Moreira da Conceica - quarta-feira, 18 de março de 2009 | 01h29
Valeu Cris,atraves da sua materia, a gente se projeta pro passado e conseguimos reviver momentos maravilhosos que vivemos embalados pelos Titãs.Aliás, q musicas eses caras fazem!! Beiju gde,Luciana Moreira, Salvador-BA
Luciana Moreira da Conceica - quarta-feira, 18 de março de 2009 | 01h12
Ah!Cris,como sempre vc com materias maravilhosas.Se falar de Titãs ja é bom, imagine sobre a historia deles? Amooo os Titãs!! Beiju Cris.
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