Rainhas do Rádio
postado às 19h26 por Cristiane Tavares | 1 comentário
Foi lançado neste mês o filme “Cantoras do Rádio”, um documentário de Gil Baroni que retrata a era de ouro do rádio, entre 1930 e 1950. No filme, Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas, Ellen de Lima e Violeta Cavalcante prestam uma homenagem a 10 grandes divas da época.
Ainda não vi o filme, mas ele me deu uma idéia para o blog. Vou recordar uma passagem dos primórdios do rádio brasileiro. Um acontecimento que está em todo livro de história da radiofonia. Falo dos famosos concursos de “Rainha do Rádio”.

O concurso teve início em 1937, ano em que Linda Batista elegeu-se a primeira Rainha do Rádio Brasileiro. Ela reinou durante 11 anos seguidos, quando em 1948, a ABR – Associação Brasileira de Rádio – decidiu reorganizar o concurso, convocando novas eleições.
A coroa acabou transferida a Dircinha Baptista, irmã de Linda, que manteve-se como “Rainha” até 1949.

A partir daquele ano, a ABR, por intermédio de Victor Costa, firmou um acordo operacional com várias empresas de grande porte, incluindo a “Revista do Rádio”, surgindo uma parceria de patrocínio para o evento.

Na premiação às vencedoras, houve uma melhoria considerável, já que as eleitas passaram a receber, junto com o concorrido título, jóias, viagens, carros, casas e apartamentos.
Em 1949, entre as candidatas que reuniam maiores possibilidades, estavam Marlene e Emilinha Borba. Marlene conseguiu o apoio da Companhia Antartica Paulista, que naquele ano pretendia lançar um novo produto, o Guaraná Caçula. A Antartica desenvolveu uma bem montada campanha promocional em cima do nome de Marlene, que recebeu um cheque em branco, para adquirir quantos votos fossem necessários para assegurar sua eleição naquele pleito.

Emilinha chegou em terceiro lugar e, desapontada, retirou-se da disputa antes mesmo da apuração final, que acusou 529.982 votos para Marlene. A coroação ocorreu num clima tenso e hostil, e Marlene reinou até 1951.
Para o período de 1951-1952, Dalva de Oliveira obteve 311.107 votos, assegurando direito ao trono. A seguir, foi a vez de Mary Gonçalves, eleita com 477.826 votos, sendo a “Rainha do Rádio” entre 1952—1953.
Emilinha Borba, que aguardava uma revanche junto a sua maior rival Marlene, desta vez mais estruturada, com fã-clube e tudo, conseguiu derrotá-la, assim como derrotou Nora Ney, apontada como a favorita.
Emilinha obteve 691.515 votos, e no meio de muita euforia, tornou-se a mais festejada entre todas as detentoras da faixa de “Rainha do Rádio”, entre 1953-1954.

A recordista de votos vem em seguida. Ângela Maria entrou para a história, como a verdadeira campeã de votos: 1.464.996! Seus súditos reverenciaram-na entre 1954-1955, e sua votação jamais foi igualada por nenhuma outra concorrente, em todos os tempos.

As demais “Rainhas do Rádio” foram:
1955-1956 – Vera Lúcia
1956-1958 – Dóris Monteiro
1958 – 1960 – (a última) – Julie Joy e o “Rei do Rádio” foi para Francisco Carlos (El Broto)
(trecho retirado do livro “Histórias Que O Rádio Não Contou” de Reynaldo C. Tavares)
Época boa do rádio, não? Quem seriam nossas "Rainhas" hoje?
Um beijo a vocês...
Contato: ctavares@novabrasilfm.com.br
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Lair Gomes - quinta-feira, 25 de junho de 2009 | 23h21
Posso responder Cris!! Você seria uma forte candidata, lindinha como você é!! Nooosssa depois desse elogio hein!!! Calma, senão vou provocar ciúme em uma pessoinha aki que eu amo!! Brincadeirinha!! Beijão Cris - Lair - Diadema
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