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blog / Cristiane Tavares

Cristiane Tavares
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

África do Sul 2010

postado às 18h21 por Cristiane Tavares | 9 comentários

2010 é o ano da Copa do Mundo da África do Sul. O Mundial acontecerá de 11 de junho a 11 de julho. Acredito que poucas pessoas conhecem bem esse país, que será o centro das atenções durante 4 semanas. Então, vamos aprender um pouco mais sobre os sul-africanos.

Eles somam mais de 47 milhões de habitantes, das mais diversas origens, culturas, línguas e crenças. Cerca de 79% são negros, 9% são brancos, 9% “mestiços”.  Quem visita a África do Sul sempre faz referência a hospitalidade calorosa, amiga e simpática das pessoas.

Existem 11 línguas oficialmente reconhecidas, grande parte delas naturais da África do Sul. Cerca de 40% da população fala ou isisZulu ou isiXhosa. Mas se você fala inglês, estará salvo. Os sinais de trânsito e os impressos oficiais são sempre em inglês. O Presidente da República faz os seus discursos em inglês. Em qualquer hotel os recepcionistas falam inglês. Ufa!

A moeda é o Rand Sul-Africano, representado por um “R”.

A África do Sul é uma forte democracia multi-partidária, com uma justiça independente e uma imprensa livre. Mas nunca se esqueçam que até abril de 1994 a África do Sul era conhecida pelo apartheid ou regra da minoria branca. Cidade do Cabo é a capital legislativa, Pretória assume a importância administrativa e Blomfontein é a capital do poder judiciário.

O país tem oito locais classificados pela UNESCO como Patrimônio Mundial.

A AIDS, infelizmente, é uma epidemia por lá, com cerca de 5,4 milhões de infectados.

A equipe de futebol Sul Africana é conhecida por Bafana Bafana – que significa “os rapazes, os rapazes” em isiZulu. Este nome vem do grito dos fãs quando da vitória da equipe na Taça das Nações Africanas em 1996 (que também se realizou na África do Sul). Seu técnico é o brasileiro Carlos Alberto Parreira.

 E a tal vuvuzela? Dizem que é o instrumento musical nacional. É uma corneta grande de plástico, de cores vivas, que todos os torcedores sopram a plenos pulmões em todos os jogos de futebol pelo país. É um som ensurdecedor! Que incomoda até os narradores no estádio.

 

 

 

 

Ah,vocês conhecem a dança oficial da Copa do Mundo de 2010? Chama-se Diski Dance. É essa do vídeo abaixo.

 

 

Quer ouvir uma rádio sul-africana? Entre nesse link:

http://www.motswedingfm.co.za/portal/site/motswedingfm/

 

Informações úteis:

EMBAIXADA DA ÁFRICA DO SUL
Av. das Nações, lote 6,
CEP 70406 900 - Brasília DF
Tel.: + 55 61 3312-9500
Fax: + 55 61 3322 8491
E-Mail:
brasilia.general@foreign.gov.za

CONSULADO GERAL DA ÁFRICA DO SUL
AVENIDA PAULISTA 1754 - 12º ANDAR
01310 920 - SÃO PAULO -  SP. – BRASIL
Tel: (11) 3265-0449  E-mail: veronesea@foreign.gov.za

www.africadosul.org.br

 

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VISITEM TAMBÉM http://cristiane-tavares.blogspot.com

 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Hora do Planeta 2010

postado às 15h41 por Cristiane Tavares | 7 comentários

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil participará da Hora do Planeta, evento promovido pela WWF Brasil. Às 20h30min do dia 27 de março de 2010, um sábado, milhões de pessoas em todos os continentes irão desligar as luzes durante uma hora, na maior mobilização mundial contra o aquecimento global.

 O lançamento da Hora do Planeta 2010 ocorreu em Chengdu - a primeira cidade da China a assumir o compromisso de apagar as suas luzes. A cidade é também o berço onde nasceu a (fofa) panda Mei Lan, que foi designada como Embaixadora Mundial da Hora do Planeta.

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Neste Ano Internacional da Biodiversidade, a ursa panda também simboliza a importância de protegermos ecossistemas e espécies em todo o planeta.

Quatro países vão participar pela 1ª vez: Paraguai, Mongólia, Madagascar e a República Tcheca.

 A História

Desde sua primeira edição em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer.  O que era um evento em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação que varreu o mundo, envolvendo centenas de milhões de pessoas em mais de 4.100 cidades em 88 países. A Hora do Planeta 2009 foi o maior ato voluntário que o mundo já conheceu.  Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo as luzes de Las Vegas ficaram no escuro durante sessenta minutos.

Vejam esse vídeo: 

www.horadoplaneta.org.br

www.earthhour.org

www.wwf.org.br

 twitter

www.twitter.com/earthour

www.twitter.com/wwf_brasil

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31 de janeiro de 2010

Avatar

postado às 17h12 por Cristiane Tavares | 2 comentários

Plac, plac, plac, plac...Palmas para James Cameron. Avatar é, sem dúvida, a grande produção cinematográfica dos últimos anos. Tanto que já superou Titanic ( do mesmo diretor) como o filme de maior bilheteria já visto, com uma arrecadação mundial de US$ 1,859 bilhão.

Assistir Avatar em 3-D é uma sensação estranha, mas viciante. No início me deu um pouco de dor de cabeça usar aqueles óculos tridimensionais, mas depois de 1 hora e meia (o filme tem 3 horas) me acostumei. Tive que me conter para não estender a mão para pegar uma estrelinha, que não existe. O filme foi feito 40% em live action (com os atores) e 60% em CGI fotorrealista.

Vamos à sinopse: um ex fuzileiro naval, Jake Sully, confinado numa cadeira de rodas é recrutado para viajar anos-luz até a estação humana em Pandora, onde grandes empresas exploram um mineral raro, que seria a solução da crise energética na Terra. Como a atmosfera de lá é tóxica, foi criado o Programa Avatar, no qual “drivers” humanos têm sua consciência projetada num avatar, isto é, um corpo biológico controlado à distância e que consegue sobreviver naquele ar letal para humanos. Os avatares são híbridos geneticamente manipulados de DNA humano e DNA dos nativos de Pandora, os Na’vi.

Em sua nova forma, Jake consegue voltar a andar. Sua missão é se infiltrar no meio dos Na’vi, que se tornaram um grande obstáculo à exploração do raro minério. Porém, uma linda Na’vi chamada Neytiri salva a vida de Jake, e isso muda tudo. Ele é aceito pelo clã de Neytiri e se torna um deles. O relacionamento de Jake com Neytiri se aprofunda e ele passa a respeitar a cultura dos Na’vi e acaba assumindo seu lugar entre eles. Logo, Jake terá que enfrentar a maior de suas provações ao comandar um conflito épico no qual decidirá o destino de um mundo inteiro. (fonte: www.avatarfilme.com.br)

O que mais me emocionou nesse filme foi a forma como os avatares, e não os seres humanos, respeitam a natureza. Como respeitam o planeta onde vivem. Até para matar um animal para se alimentarem, eles o fazem sem sofrimento, respeitando a alma que havia ali. A reação dos avatares à destruição da árvore sagrada das almas é a parte que mais impressiona. Eu chorei. Alguém chorou em Avatar? Ai que vergonha...

Além de ter uma linda história de amor, respeito e lealdade.

Assistam.

Um beijo

 

 

Contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fim dos tempos

postado às 18h50 por Cristiane Tavares | 12 comentários

O ano começou estranho, não? Primeiro foi a tragédia em Angra dos Reis, no RJ. Depois São Luiz do Paraitinga, em SP, ambas afetadas violentamente pela chuva que não dá trégua desde o início do ano no sul e sudeste. Agora o tremor no Haiti, considerada a mais letal tragédia das Américas em todos os tempos e um dos piores terremotos do mundo nos últimos cem anos. E outro tremor hoje!

Caramba! Anotaram a placa do caminhão? Mas que coisa! Todo o sentimento de esperança de um ano novo bom e produtivo foi por água abaixo, literalmente falando. Confesso a vocês que quando tenho que escrever uma notícia sobre o Haiti, por exemplo, me dá um nó na garganta. Eu não queria dar essas notícias. Mas tenho que ler, reler, acompanhar as buscas, acompanhar TV, rádio, internet, para dar a vocês a informação mais correta possível, já que não temos correspondentes lá.

Pra ser sincera, eu não gostaria de ser enviada para o país caribenho. Não tenho preparo psicológico para ver uma situação dessas de perto. Acho que eu ia colocar todas aquelas crianças órfãs dentro do avião e trazer pra cá. Não pode. Primeiro elas tem que encontrar seus familiares (se sobrou algum) para depois serem disponibilizadas para adoção.

Em meus devaneios (que são diários) eu penso: será que o mundo está acabando mesmo como profetizam? Nunca acreditei nessas histórias de que um meteoro se chocaria com a Terra e todos morreríamos. Nem que um marciano de 4 olhos desceria aqui e levaria todos nós para uma galáxia distante para sermos usados como cobaias. Nem no bug do milênio eu acreditei. Mas agora estou ficando preocupada. Não sei se necessária ou desnecessariamente.

Acho que o fim do mundo está começando. E não só pela revolta da natureza. Mas pela própria deterioração do ser humano.

Filho que mata o pai... pai que deixa a criança morrer de fome... adolescentes que são cruéis com animais indefesos... brigas insanas de trânsito... crimes por poder... no Haiti estão roubando o pouco que os desabrigados têm... a arrecadação humanitária virou um negócio, uma competição na mídia...enfim....são tantos absurdos que nem quero pensar.

A podridão das pessoas, junto com as catástrofes naturais, formam para mim um cenário desolador. Os espíritas dizem “que o planeta passa por um período de ‘expiações e provas’ e que as condições dos mundos variam segundo o grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes”.

Então, devemos estar ainda na pré-história.

Desculpem o desabafo. Um beijo a todos.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Marcha pela Paz

postado às 11h30 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Chega ao Brasil, a partir desta quarta-feira (16/12), a Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência realizada pela organização internacional Mundo Sem Guerras, que trabalha há 15 anos no campo do pacifismo e da não-violência.

Com o projeto de dar uma volta completa ao redor do mundo, a Marcha Mundial teve início na Nova Zelândia, em 2 de outubro, e terminará na Cordilheira dos Andes, no Parque Punta de Vacas (Argentina), em 2 de janeiro de 2010.

E pra quê esse movimento? Para denunciar a perigosa situação mundial que está nos levando à guerra com armamento nuclear, e para dar voz à maioria dos cidadãos do mundo que não estão a favor das guerras nem da corrida armamentista.

O Brasil está representado pela carioca Jacqueline Melo (www.jacmelo.blogspot.com) que realizou o percurso da África e da Europa. A previsão é de que 1 milhão de pessoas participem do percurso da Marcha Mundial e 10 milhões participem virtualmente.

 

 

A partir de amanhã, dia 16, nós, brasileiros, podemos fazer parte deste movimento!

 

Haverá atividades no Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Serão fóruns, exposições, debates e shows musicais.

A programação completa está no site

 www.marchamundial.org.br

 

 

Confiram a “Carta Para Um Mundo Sem Violência”

www.theworldmarch.org

                    

contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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06 de dezembro de 2009

TicTacTicTac

postado às 16h38 por Cristiane Tavares | 3 comentários

Fico contente quando vejo iniciativas em prol da preservação do planeta. Hoje (06/12), por exemplo, estive no Parque do Ibirapuera conferindo o evento “Tô no Clima”, um projeto da campanha global de ações pelo clima TICTACTICTAC.

O principal objetivo é mobilizar a sociedade brasileira a pressionar líderes nacionais e globais para que não seja adiado o compromisso de firmar um novo acordo climático global durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15), que acontece de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca.

Quem foi ao parque conferiu pocket shows de Zélia Duncan, Mariana Aydar, Simoninha e Gabriel O Pensador, que ocorreram na área externa do Auditório do Ibirapuera. Todos deram seus alertas sobre a preservação do planeta.

As apresentações foram intercaladas com a participação de convidados, exibição de depoimentos de lideranças políticas, celebridades e vítimas das mudanças climáticas.

Para garantir a mobilização em todo o país, a campanha recolhe assinaturas que serão encaminhadas ao presidente Lula. A participação pode ser feita online através do site www.tictactictac.org.br

E aí? Vai participar?

 

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Contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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segunda, 30 de novembro de 2009

Conheçam Maceió

postado às 19h10 por Cristiane Tavares | 3 comentários

Estive em Maceió em novembro, de férias. Queria falar um pouco sobre a viagem e sugerir o passeio a quem procura um destino para descansar. Chega-se a Maceió, capital de Alagoas, pelo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, um dos mais modernos do país, entregue em setembro de 2005.

Segundo dados do IBGE, Maceió tem 936.314 habitantes. O nome Maceió veio do tupi Maçayó ou Maçaió-k, que significava "O que tapa o alagadiço”. Lá nasceram nomes ilustres como Djavan, Graciliano Ramos, Zagallo, Cacá Diegues.

Os hotéis estão localizados, em sua maioria, nas praias de Ponta Verde e Pajuçara. E tem para todos os gostos (e bolsos). Na extensa orla encontram-se vários quiosques e uma belíssima e tentadora ciclovia à beira-mar.

Maceió conta com um pólo cloroquímico, que abriga a maior empresa instalada no Estado, a Braskem (exploradora e beneficiadora de sal-gema), que fica no bairro de Pontal da Barra. É gigantesca.

O artesanato local (cerâmica, madeira, palha, pintura e tecido) é vendido no Mercado de Artesanato, nas feirinhas de artesanato de Ponta Verde e da Praia de Pajuçara. No bairro de Pontal da Barra, reduto de pescadores, há rendeiras que fazem trabalhos maravilhosos.

Agora, as praias....ah, as praias. Fui a Paripueira, uma praia próxima a Maceió, no litoral norte. Lá são oferecidos passeios de jipe e barco, e visita a uma praia chamada Carro Quebrado. Ficamos num quiosque chamado Mar & Cia, que dava todo o suporte aos turistas.

Em Paripueira vi um peixe-boi, ele estava no raso, deu até para acariciá-lo. O mamífero é ameaçado de extinção. Hoje não há mais que 20 peixes-boi em todo o litoral do Nordeste, segundo estudiosos do Projeto Peixe-Boi, do Ibama, desenvolvido entre Alagoas e Pernambuco. Uma das unidades do projeto fica em Paripueira, onde quatro desses mamíferos já se transformaram em mascotes dos banhistas. Criados em cativeiro, Astro e Lua, Aldo e Xuxu foram devolvidos ao seu ambiente natural em Paripueira há poucos anos, não sem antes serem marcados com um radiotransmissor, para que fosse possível rastreá-los e estudar seus hábitos.

Em São Miguel dos Milagres ficamos no ponto de apoio do Hotel Costa dos Corais. Uma bela praia com passeio opcional para ver o peixe-boi de perto. Como eu já tinha visto em Paripueira, por sorte, e de graça, nem fui. Mas é uma sugestão.

No município de Jequiá da Praia, temos a praia chamada Dunas de Marapé. De um lado tem o rio Jequiá, pelo qual fiz um passeio de barco, e do outro o mar. Lá têm alguns passeios de bugue e quadriciclo. No caminho para esta praia o que encontramos é uma extensa plantação: de um lado a cana, e do outro, côco.

Já a famosa Praia do Francês é belíssima, mas tem ambulante que não acaba mais. Uma chatice. Para chegar ao Francês, passamos pela lagoa de Mundaú, e pela cidade de Marechal Deodoro, que se preparava para a comemoração de 15 de novembro (passei por lá antes dessa data).

A Praia do Gunga é considerada uma das 10 praias mais belas do Brasil. Tem passeios de escuna e jangadas, mas o movimento de turistas é intenso aos finais de semana e não sobra lugar pra todo mundo. Para se chegar a Gunga de carro, é preciso passar por uma propriedade particular, com uma vasta plantação de coqueiros.

Maragogi também é um dos destinos mais procurados de Alagoas e em breve terá um aeroporto só pra ele. Fica a quase 2 horas de Maceió. O maior atrativo é o passeio de barco às piscinas naturais, para conhecer os recifes de corais.

A Praia de Pajuçara já é urbana, que fica no bairro de mesmo nome. Foi lá que fiz um dos passeios que mais gostei: de jangada até os recifes de corais. Chegando num determinado ponto, o jangadeiro “atraca”, joga sua âncora ao mar e pulamos na água, com coletes, óbvio. Outras jangadas que estão por lá servem comidas e bebidas, como se fossem quiosques, mas em alto-mar! Se você pedir uma porção, o cara sai da jangada-bar e vem nadando com o prato pro alto, sem molhar, e chega até você. Surreal! 

Se continuar andando desde Pajuçara, à oeste, chegaremos à Praia de Ponta Verde, onde fiquei hospedada, que também é uma praia urbana. Mais movimentada à noite com vários quiosques para sentar e ouvir uma música, comendo um prato típico.

As fotos estão em outro blog, aqui não couberam. http://www.maceio2009.zip.net

Beijos...até o próximo

ctavares@novabrasilfm.com.br

 

segunda, 02 de novembro de 2009

Mandem cartas

postado às 22h54 por Cristiane Tavares | 9 comentários

 

Outro dia vi uma reportagem que mostrava que os estudantes de hoje fazem trabalho da escola pelo MSN, ou pelo skype. Não há mais necessidade de ir um à casa do outro. Numa emergência máxima, usa-se o telefone. Isso se o torpedo não resolver antes. Ok, acho bem legal isso, eu mesma uso essas ferramentas interativas. Não vivo mais sem internet. Mas acho que toda essa tecnologia está separando cada vez mais as pessoas.

Quando eu vivia sem email (sim, já vivi sem email, sem internet e sem celular...buuuuu), eu escrevia cartas. Às amigas, aos primos, aos namorados...Nossa, quantas cartas ainda tenho dos namorados. Escritas à mão. Elas vinham perfumadas, o mesmo aroma do pretendente. Imagina a sensação que era aguardar uma carta do gatinho que ainda vinha com o perfume dele? Era sensacional. E isso foi há 15 anos apenas. Não estou falando da idade média, não!!

Hoje, há o email. Cadê a graça? Sim, é mais rápido. E mais frio também. Não tem cheiro, não tem caligrafia, não tem linhas, não tem rasura, não tem liquid paper (ainda existe isso?). Óbvio que eu uso email, diariamente, mas tenho uma saudade das cartas!

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E olha só! No caminho até o Correio eu passava pela padaria, onde conhecia o Seu Manoel, que me dava um mini sonho (tinha sabor). Passava pela casa de uma senhora que vivia com o cachorrinho na porta, com o qual eu sempre brincava (tinha diversão). O próprio funcionário do Correio, o Marcelo, já me conhecia, conhecia minha mãe e sabia até onde eu morava (tinha segurança).  Na volta, já pelo outro lado da rua, tinha uma papelaria onde eu passava pra ver as novidades (tinha informação). Mais adiante, morava uma amiga minha, a Flavia, que sempre me contava as fofocas (tinha notícias fresquinhas da vida alheia), e por fim, já perto de casa, passava pela casa de um menino de quem eu era afim (tinha paquera). Fora a caminhada que já era exercício físico, por isso sempre fui uma magrela.

Agora me diz: mandar um email tem tudo isso? A carta era muuuuuuito mais interessante.

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Voltando às reuniões de escola que hoje são virtuais. Quando eu estudava, nos reuníamos sempre na casa de um integrante do grupo, porque na biblioteca não dava pra fazer bagunça. Então, muitas vezes vinham todos na minha humilde residência. Claro que o trabalho ficava sempre para o dia seguinte, e pro dia seguinte, ou para o próximo final de semana. Mas a diversão que era uma reunião daquela, como diz o Mastercard, não tem preço. Minha mãe sempre colocava uns quitutes na mesa, refrigerante (lembrem-se que eu era magrela, podia), e música. Tinha que ter o rádio ligado.

Não lembro de nenhum trabalho que fiz, mas lembro de cada reunião. Lembro do mantecau que acabou esfarelando quando fui rir, sujei toda a mesa. E o cabelo da Tathiana, minha amiga. Foi uma graça.

E por acaso, uma reunião virtual tem toda essa emoção? Não né.

O que mais me deixa triste é saber que essa relação fria de internet não vai acabar, pelo contrário, cada vez mais as pessoas vão resolver tudo de casa, sem precisar nem tirar o pijama. Aqui onde moro tem gente que faz compras no supermercado pela internet. Outro dia perguntei ao entregador a qual apartamento ele estava indo. Aí sim percebi porque aquela moradora era tão anti-social. Sair para fazer compras também faz parte da necessidade humana, sabia? Você analisa o produto, sente o cheiro, troca idéia com outras pessoas, faz amizades, troca receita, se relaciona, troca olhares, percebe se está frio, se está calor, enfim, VIVE!

Não quero de forma alguma defender o fim do delivery, o fim do email, do skype, do Orkut, do myspace, do blog, do MSN, adoro tudo isso. Mas quero, sim, exigir das pessoas que não se distanciem umas das outras. Que se encontrem mais pessoalmente, que saiam do mundo virtual para dar um abraço real. Que façam compras no supermercado. Que mandem cartas. Que saibam o nome completo e o endereço dos amigos. Por fim, que sejam mais seres humanos.

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Vamos começar agora. Publicarei aqui no blog a carta mais romântica que chegar escrita à mão. Pode ser de homem ou mulher. Pode ser dirigida ao marido, à esposa, ao ficante, à amante, o que for.  O endereço é Av. Paulista 2001, sobreloja 01, Cerqueira Cesar. Cep: 01311-931 São Paulo – SP. Aos meus cuidados. E se puderem, mandem um telefone pra eu entrar em contato. Lembrando que a carta social, até 10 g, custa R$ 0,01.

Quero só ver se consegui convencer alguém. E prometo que responderei a todos os participantes, por carta.

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Um beijo

ps: não me façam pagar mico.


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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O tal bullying

postado às 19h40 por Cristiane Tavares | 13 comentários

Hoje vou aproveitar o espaço do blog para falar sobre um caso um pouco mais pessoal e que, acredito, ocorre com mais freqüência do que pensamos. Muito se tem falado sobre o tal bullying. O que é isso? Pois vou tentar explicar. Bullying é toda forma de atitude agressiva, intencional, repetida, que ocorre sem motivação aparente, incentivada por um ou mais estudantes contra uma pessoa. São situações de bullyng colocar apelidos constrangedores, isolar, ignorar, humilhar, bater, ferir, amedrontar, roubar, discriminar, ofender, e por aí vai.

As vítimas passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola.Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que entram em depressão e acabam tentando ou cometendo o suicídio.

Pois então, desde quando o termo passou a ser utilizado por psicólogos, pude perceber que o que eu passei na escola, no meu ensino médio (antigo colegial) não foi apenas uma brincadeira de mau gosto. Eu fui vítima desse bullying.

Vou contar a história, se vocês tiverem paciência para acompanhá-la.

Estudei num colégio bom na Mooca, do qual não vou citar o nome mesmo porque a direção já é outra, mudou todo mundo, não há necessidade de expô-los. Pois bem. O ano era 1996. Estava no 3º colegial. Minha sala de aula tinha uns 30 alunos. Eu tinha amizade com quase a sala toda, mas nunca consegui arrumar um amigo de verdade lá dentro, porque a maioria deles se conhecia desde o pré. Eu estava lá há 3 anos apenas. Era um colégio de gente riquinha, alguns insuportavelmente arrogantes porque tinham um carro zero, moravam numa cobertura e passavam as férias na Disney.

Eu? Ah, eu estudava lá por causa do ensino, que era forte. Eu não sou rica. Nunca fui.

Bom, nessa época nós, meninas, tínhamos o costume de escrever bilhetinhos, não havia scrap, sms, tampouco o email era comum. Era na canetinha colorida mesmo. Alguns bilhetes tenho até hoje! Os que me fizeram bem, apenas.

Foi numa segunda-feira que tudo mudou. De uma hora para a outra, comecei a ser a vítima das meninas da classe. Os bilhetinhos, antes amigáveis, passaram a ser ofensivos. No intervalo das aulas, eu sentia que as “amigas” se afastavam de mim. Mas não ligava, afinal tinha aquelas que se mantinham ao meu lado. Mas, de repente até essas que ficavam ao meu lado me isolaram.

 

Nas aulas de educação física, onde tínhamos que nos trocar no vestiário, era um tal de tirar sarro de mim! Não lembro bem o que era dito, mas lembro das risadas maldosas. Na sala de aula, a mesma coisa. Jogavam papel picado no meu cabelo. Mexiam nos meus cadernos. Esbarravam em mim pra tentar tirar meu equilíbrio. Nessa escola havia rampas e elas começaram a ser meu terror. E o medo de cair?

Isso durou muito tempo, meses. Eu tentava resolver minha situação me enturmando com os meninos, já que as meninas me isolavam. Piorou. No começo fui forte, dizia que o problema estava com elas, que eu nunca tinha feito nada. Realmente, nunca fiz nada. Até hoje não entendi como tudo começou. Mas depois de uns meses, aquela situação foi me prejudicando. Eu chegava em casa chorando. Fazia os trabalhos sozinha, porque ninguém queria fazer comigo. Uma vez o professor de biologia, com quem tenho contato até hoje, me perguntou o que estava acontecendo. Foi o único que percebeu alguma coisa de errada naquela sala de aula. Ou foi o único que se importou com o que estava acontecendo. Prefiro não julgar.

O isolamento começou a me deixar zonza. Eu nem queria mais sair para o intervalo. Arrumava desculpa para não fazer educação física, e evitar as risadas que me soavam cada vez mais sombrias. Eu estava entrando num tipo de depressão.

E isso não é o tal bullying? Naquela época (nossa, pareço uma tia falando) não havia esse termo. E a psicóloga da escola só se importava com o teste vocacional, com o vestibular que estava chegando. E o teste era tão bom que o meu deu “exatas”. Ainda bem que segui o caminho oposto.

Hoje, lendo sobre o bullying percebo que é exatamente o que eu passei. Superei com a ajuda dos meus pais que sempre me deram sustentação, sempre me colocaram pra cima, abasteciam minha auto-estima. E o final da história? De repente, um dia, a menina que liderava a “perseguição” desistiu daquilo tudo e veio fazer as pazes. Eu fiz. Afinal, o que poderia discutir? Eu era a vítima. Mas confesso que até hoje, 13 anos depois, não faço questão de encontrar com essas pessoas. Engraçado, né? Você pode dizer “mas foi coisa de adolescente, passou”. Sim, mas tem um ditado que diz: “quem bate não lembra, mas quem apanha nunca esquece”. Eu não consigo esquecer uma agressão gratuita, que me prejudicou muito na época escolar, e que HOJE é tratado como um problema educacional. Hoje é pior ainda, as agressões vêm pelo meio virtual (orkut, MSN,myspace, twitter, blog, etc).

Então, quero alertar pais, futuros pais e até jovens adolescentes que este tipo de “brincadeira” é um caso muito sério. Dependendo de quem é a vítima, isso pode trazer conseqüências para o resto da vida. Pais e mães, nunca desdenhem do que seus filhos reclamam. Ouça-os. O bullying é mais comum do que se pensa e mais agressivo do que se pode explicar. E há formas de combatê-lo. O que não podemos é ficar quietos.

Um beijo a todos e até o próximo post, mais leve, prometo.

 

Contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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sábado, 10 de outubro de 2009

Quem não se comunica...

postado às 23h28 por Cristiane Tavares | 4 comentários

...se trumbica, já dizia o velho guerreiro. Pois é sobre ele, o Chacrinha, que vou falar hoje. Estréia dia 30 de outubro nos cinemas o documentário “Alô, Alô, Terezinha!”, de Nelson Hoineff, sobre o maior fenômeno de comunicação do país.

Politicamente incorreto, radical, renovador, Chacrinha mudou para sempre a televisão brasileira. O filme conta a grande aventura de Abelardo Barbosa através da ótica do apresentador.

O filme reúne chacretes, calouros e artistas que passaram por seus programas...Roberto Carlos, Fábio Jr, Gilberto Gil Dercy Gonçalves, Ney Matogrosso, Alceu Valença,  etc, etc.

 

Nega do cabelo duro.....(lembram-se do Luis Caldas?)

Mas o que poucos sabem, é que o Chacrinha começou a carreira como locutor da Rádio Tupi, por volta de 1940. Em 1943, lançou na Rádio Clube Niterói o programa de marchinhas de carnaval Rei Momo na Chacrinha. Fez tanto sucesso que passou a ser conhecido como Abelardo “Chacrinha” Barbosa. Pouco depois, assumiu o apelido como nome artístico.

Durante os anos 1950, trabalhou em várias emissoras de rádio apresentando o programa Cassino do Chacrinha, no qual lançou sucessos como Estúpido cupido, de Celly Campello, e Coração de luto, de Teixeirinha. Mesmo depois de se tornar sucesso na TV, Chacrinha nunca abandonou o trabalho em rádio.

A estréia na televisão aconteceu em 1956, na TV Tupi, com o programa Rancho Alegre. Chacrinha passou pela Tv Excelsior, Tv Globo, voltou para a Tv Tupi, foi para a Tv Bandeirantes, depois retornou à Globo, onde ficou até seu último programa.

Seus bordões inesquecíveis: “Alô, Terezinha!”, “Quem não se comunica se trumbica”, “Na TV nada se cria, tudo se copia” e “Eu vim para confundir e não para explicar”. O apresentador também distribuía bacalhau, farinha, abacaxis e vegetais para os convidados da platéia. Uma verdadeira zona, pra falar a verdade.

Por conta de seu comportamento anárquico, Chacrinha teve problemas com a Censura Federal. Durante sua primeira passagem pela TV Globo, foi importunado pelos censores que não permitiam que as câmeras mostrassem os corpos das chacretes e procuravam inibir suas brincadeiras, especialmente as frases de duplo sentido.

Em 1988, a saúde de Chacrinha começou a piorar. O humorista João Kléber chegou a apresentar alguns programas em seu lugar. Em junho, o apresentador voltou ao comando do programa, mas, ainda não totalmente restabelecido fisicamente. O último Cassino do Chacrinha foi ao ar no dia 2 de junho de 1988. Chacrinha faleceu em 30 de junho de 1988, aos 70 anos.

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SERVIÇO

“Alô, Alô Terezinha!” - Direção: Nelson Hoineff

Produção: Daniel Maia e Paloma Piragibe

30 DE OUTUBRO NOS CINEMAS

www.aloaloterezinhaofilme.com.br

 

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Obs: não sei porquê ( mas descobrirei em breve) a página do blog aparece de forma diferente nos navegadores Internet Explorer e no Mozilla Firefox. Algumas fotos aparecem em um, e não em outro. Então, desculpem se as imagens não aparecerem, eu as postei devidamente.

 

27 de setembro de 2009

Acredite e divirta-se

postado às 11h51 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Lolô é um homossexual assumido, que morre num acidente de carro. Sem acreditar na própria morte, ele se nega a ficar no céu e volta a Terra. Aos poucos vai descobrindo seus poderes e cometendo uma série de trapalhadas, até incorporar num cara machista, noivo de uma perua ciumenta. A dupla personalidade do noivo abala o romance e ainda revela a homossexualidade do cunhado.

Esse é o divertido enredo da peça “Acredite, um espírito baixou em mim”, que está há 11 ANOS E MEIO em cartaz, com texto de Ronaldo Ciambroni e direção de Sandra Pêra. No elenco, os mineiros Maurício Canguçu e Ilvio Amaral, sócios na Cangaral Produções Artísticas, que promove o espetáculo, além de Luiza Ambiel, Enzo Silveira e David Cardozo.

A peça está em cartaz até o final de outubro no teatro Ruth Escobar, aqui em São Paulo.

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Se você quer se divertir, é uma dica imperdível. Os atores são incríveis, com destaque para a dupla Maurício Canguçu e Ilvio Amaral, respectivamente, o “noivo” e o “fantasma gay”. Prestem atenção também nos “efeitos sobrenaturais”: um livro que solta labaredas, um lenço que flutua no ar...coisas assim. Não consegui descobrir o segredo. rs

Outro dia convidei o Maurício para um bate-papo, queria saber mais sobre o sucesso da peça, que virou livro e filme, e sobre ele também. O resultado é essa entrevista que segue abaixo, que aconteceu no Parque Trianon, numa tarde ensolarada do inverno.

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CT: A peça “Acredite, um espírito baixou em mim” está há quantos anos em cartaz?

MC: Há 11 anos e meio.

CT: E como é participar 11 anos e meio de uma mesma peça? É gratificante? É cansativo?

MC: É muito gratificante. Agente aprende sempre. É engraçado, tem gente que acha que é repetitivo e não é. Cada dia que passa é uma apresentação nova. O público é diferente, o dia é diferente, porque teatro é ao vivo, depende do que eu vivi durante o dia. Isso tudo interfere na minha interpretação. É um prazer enorme, é uma sensação de ser querido. Eu adoro fazer. Pra mim cada dia tem um sabor especial.

CT: E como a peça virou um filme e um livro?

MC: Nós filmamos em 2002, com a participação da Marília Pêra, da Arlete Salles, da Nany People, enfim, um elenco maravilhoso. O filme foi lançado no Brasil todo. Em Belo Horizonte ele foi muitíssimo bem, foi um dos 10 filmes mais vistos do ano do cinema nacional, ficamos em 9º lugar. O restante era da Globo Filmes, então eu fiquei feliz (rs). Depois virou  um livro, já que mais de 1 milhão de pessoas já viram esse espetáculo. O livro fala um pouco disso, tem gente que já viu 20 vezes, tem um fã lá de BH que já viu mais de 50 vezes. Então o livro aborda isso, o que essa peça tem que atrai tanta gente.

CT: O texto muda de uma pra outra?

MC: Não, o texto é sempre o mesmo. E lá em BH nos apresentamos num teatro de 1.700 lugares, 2 sessões por dia. Esgotado.  A peça “Acredite” lá realmente é um fenômeno.

CT: Mas você pensa em parar, dar um tempo?

MC: Penso, mas não em definitivo. Nesses 11 anos e meio nós já fizemos vários espetáculos. Fizemos “A Idade da Ameixa”, “Os Sem-Vergonhas”, “A Saga da Senhora Café”. Nesse tempo o “Acredite” fica meio parado. Parado de temporada, mas parar de fazer nunca.

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CT: E você vive de teatro? É possível viver de teatro no Brasil?

MC: Vivo só de teatro. E muito bem. Eu sou feliz, vou onde eu quero, viajo todo ano, tenho minha casa, tenho meu carro, tudo consegui com o teatro. Me considero um privilegiado.

CT: Então você assume que é um privilegiado deste ramo?

MC: Então, eu digo que sou um privilegiado porque eu faço uma peça de muito sucesso e isso sim é um privilégio. Mas dá pra viver de teatro sim. Uns vivem melhor que outros, mas dá sim.

CT: Você já pensou em fazer cinema?

MC: Eu fiz esse filme do “Acredite”, fiz um curta com o Mateus Carrieri, “A arte da violência”, fui chamado pra fazer um filme lá em BH, pra 2010, mas ainda não está certo. Eu adoro cinema, queria fazer muito.

CT: Como você vê essa onda de stand-ups?

MC: Eu acho ótimo. Tem gente que não curte. Eu não tenho nada contra. Acho que todo mundo tem seu espaço, todo mundo tem o direito de se expressar como acha que deve. Se a pessoa acha que a forma de comunicação dela com o público é com o microfone e as suas histórias, que seja assim. Eu não tenho preconceito de nada. Respeito todas as formas de expressões artísticas, pessoais, religiosas, sexuais. E o preconceito que eu tenho, procuro acabar com ele.

CT: Mas para um ator, o preconceito pode atrapalhar. Por exemplo, há algum papel que você jamais faria?

MC: Nenhum. Faria todos. Aliás eu gosto de papéis que são muito distantes de mim. Eu sou um cara normal, que trabalha o dia todo, que rala pra caramba, absolutamente dentro do padrão. Então, eu queria fazer um papel mais maluco, mais desafiador, que mexa comigo.

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Ilvio Amaral e Maurício Canguçu

CT: O que é mais difícil pra você, como ator: fazer o público rir, ou chorar?

MC: O mais difícil é fazer teatro bem feito. Fazer o público rir ou chorar é consequência do trabalho que você realiza. Então, se você faz uma comédia, como é o caso do “Acredite” e do “Sem-Vergonhas”, a platéia ri muito e eu fico muito satisfeito porque acho que é um espetáculo de qualidade e já passou pela aprovação do público. E quando eu faço a “Idade da Ameixa”, que é um espetáculo dramático onde as pessoas choram, eu fico feliz também porque eu consegui atingir meu objetivo.

CT: Você chegou a fazer um papel na novela Mandacaru, na extinta Tv Manchete, em 1997. Em 2004, você participou da Praça é Nossa com 3 quadros: “Acredite, um espírito baixou em mim”, “Amora, a empregadinha” e “Dona Dadá”. Você pensa em voltar a fazer novela? Como funciona o preconceito que os diretores de novelas têm, em escalar para o elenco atores que já passaram por programas de humor?

MC: O humor é classificado como linha de “shows” da televisão, e a novela é linha de “dramaturgia”. E eu não sei porquê, nem como, existe uma divisão disso. Quem está na linha de show dificilmente consegue entrar na linha de dramaturgia. A Maria Clara Gueiros, o Rogério Cardozo quando era vivo, são os poucos que conseguiram ultrapassar essa linha.  O porquê disso eu realmente não entendo. O que sei é que quando se entra na linha de shows na TV, a dificuldade de ir para a dramaturgia é enorme.  Eu já passei por isso. Pelo fato de ter feito A Praça é Nossa, da qual eu me orgulho de ter participado, me orientaram a dar uma “descansada” na imagem.

CT: Isso é uma forma de preconceito, não?

MC: Sim, é um preconceito do mercado. Não entendo o porquê. É uma boa pergunta, e vou deixar no ar.

CT: Qual seu ator ou atriz favorito?

MC: Meu ator preferido é o Ilvio Amaral, acho ele o máximo. Trabalho com ele porque sou fã. Ilvio faz comédia muito bem, drama muito bem, ele tem uma empatia com o público. Atriz, tem várias, mas a que eu mais gosto é a Marília Pêra. Ela tem uma característica que eu admiro muito: ela corre risco artístico. A Marília faz musical, drama, comédia, dança. É uma atriz soberba. Ela faz coisas arriscadas, e isso me estimula muito.  Acho que agente não pode ficar quietinho, na mesmice, fazendo o que é confortável.  Acho que agente tem que tentar o “desconfortável”. Isso pra mim é o maior exemplo dela.

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Serviço

 Acredite, um espírito baixou em mim” – Curta temporada

Teatro Ruth Escobar – Rua dos Ingleses 209 –Bela Vista – Info: 3289-2358

6ª e Sab: (21hs) Dom (19 hs)

Livro: “Acredite, um espírito baixou em mim - a trajetória de um sucesso” de Jefferson da Fonseca Coutinho, Editora Cangaral. 

DVD: “Acredite, um Espírito Baixou em Mim” -  Brasil - 2006. Direção: Jorge Moreno

Mais informações www.cangaral.com.br

 

 

 

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terça-feira, 08 de setembro de 2009

Realizando desejos

postado às 19h31 por Cristiane Tavares | 6 comentários

Hoje quero apresentar a vocês um projeto recente no Brasil, mas que já é sucesso em mais de 30 países. É uma idéia incrível, uma lição de solidariedade, um trabalho do qual todos podem participar.  Falo da Make-A-Wish Brasil , uma organização sem fins lucrativos, que realiza desejos de crianças com alguma doença que coloque em risco suas vidas.

Para vocês entenderem como funciona, vou mostrar um caso atendido pelos voluntários da Ong.

Gabriel é um menino de 6 anos, esperto e lindo. Ele é transplantado de fígado e tem linfoma. Faz tratamento na casa Hope desde que nasceu. Mas como toda criança, tem suas fantasias e desejos. O de Gabriel é ser policial. A família dele, ou os médicos, entraram em contato com o pessoal da Make-A-Wish, por email ou telefone (que estão no site). A partir daí os “coordenadores de desejos” solicitam uma declaração de aptidão física à equipe médica, e já começa a mobilização para realizar o desejo do garoto.

Os voluntários procuram parceiros e patrocinadores que utilizam seu tempo e recursos para que o sonho de Gabriel se realize.

No último dia 29 de junho, Gabriel passou um dia no 3º batalhão da Polícia Militar. No quartel, ele aprendeu a falar no rádio da viatura, aprendeu a marchar e pôde até almoçar ao lado dos policiais. Ele ganhou uma farda, foi promovido a Tenente e participou de uma simulação da Força Tática.

Será que alguém consegue imaginar a alegria do Gabriel?

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O lema da instituição é “desejo é desejo, e tem que ser realizado”, portanto, não há triagem. E os desejos são os mais diversos. O Gabriel queria ser policial. A Jenifer queria um quarto novo. O Lucas queria um gameboy. O Matheus queria conhecer o Marcos, do Palmeiras. E todos foram realizados.

Quem não puder contribuir com dinheiro, pode ajudar com algum item que faça parte da realização do desejo, como um empréstimo de helicóptero, um barco, um guarda-roupa ou mesmo um cavalo.

É isso aí. Fazer o bem faz bem.

Make-A-Wish Brasil

Al. dos Nhambiquaras, 239 - Moema - SP

cep: 04090-010

Tel: (11) 5081-3601

email: desejo@makeawish.org.br

site: www.makeawish.org.br

 

 

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cadê Belchior?

postado às 19h44 por Cristiane Tavares | 5 comentários

E o assunto da semana é: por onde andará Belchior?

Especulações não faltam. E virou assunto internacional! Até o jornal britânico The Guardian está falando disso. Inclusive se referiu a Belchior como “um dos mais amados compositores brasileiros’’. Fãs estão criando blog, sites, comunidades no Orkut, tudo para tentar encontrar o cantor. Eles programaram até um manifesto para este sábado (29) chamado “Campanha Volta Belchior”.

Os políticos também se mobilizaram. O presidente nacional do PV, José Luiz Penna, mostrou preocupação com o sumiço do compositor, que é filiado ao partido.

Segundo uma reportagem que passou no Fantástico, a família de Belchior não o vê desde 2007. Mas um sobrinho já surgiu, dizendo que o tio estaria descansando na Praia da Baleia, em Itapipoca, litoral do Ceará.

Outros fãs espalhados pelo Brasil já disseram, e comprovaram com fotos, que ele está vivinho da silva, em ótimo estado.

Mais boatos dizem que o sumiço do compositor de “Como Nossos Pais” está relacionado ao não pagamento da pensão alimentícia à sua ex-mulher, uma dívida avaliada em R$ 25 mil. Dizem ainda que ele não teria declarado imposto de renda este ano. E um carro, que está abandonado no aeroporto de Congonhas, aqui em São Paulo, há anos, também é dele.

Tom Zé já pensou em copiar a idéia. Ele disse que pretende “sumir”, alegando não suportar mais "o escravismo" de Charles Gavin, que é seu patrão e produtor musical, além de baterista dos Titãs. Coisas de Tom Zé.

De repente tudo isso não passa de um plano de marketing. Será? Não ouso postar nenhuma conclusão.

Ele deve estar mesmo tomando um sol numa praia do Ceará, tomando água de côco (?), curtindo o mar, ouvindo um som, sem deixar de cantar...

"  Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes e vindo do interior

Mas trago na cabeça uma canção do rádio
Em que um antigo compositor baiano me dizia
Tudo é divino, tudo é maravilhoso

Tenho ouvido muitos discos, conversando com pessoas
Caminhado o meu caminho, papo o som dentro da noite
E não tenho um amigo sequer que ainda acredite nisso não
Tudo muda, e com toda a razão"

Ah, não poderia deixar de brincar aqui com um “Onde Está Wally?”, na verdade, “Onde Está Belchior?”...

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E se alguém encontrá-lo pelas ruas (ou pelas praias) mande um email pra mim. Já pensou no furo de reportagem? Prometo que darei os créditos. rsrsrs

ATUALIZAÇÃO:

O Fantástico encontrou Belchior no Uruguai, vivendo numa pousada. Ele diz que está viajando a trabalho e que volta ao Brasil quando terminar seu projeto.

 

Eu estou fazendo um trabalho de tradução da minha música para espanhol, vou lançar um cancioneiro nas duas línguas, meu cancioneiro inteiro, e já fiz aqui um trabalho de tradução da minha música”, diz o cantor.

“No meu roteiro estou compondo muito”, conta ele. “Quero fazer para o próximo ano um trabalho com canções inéditas, que já vinha fazendo
.”
 

 

 

Um beijo a todos

 

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16 de agosto de 2009

Toca Rauuuuul!

postado às 21h16 por Cristiane Tavares | 15 comentários

Quem já não ouviu alguém gritar assim durante um show? Pois é com esse “grito de guerra” que começo meu texto, para marcar os 20 anos da morte de Raul Seixas. Mas não vou ficar falando sobre sua vida e obra, mesmo porque se você jogar no Google surgem inúmeros sites e blogs sobre o Maluco Beleza.

Resolvi descobrir, por conta própria, o que é a tal Sociedade Alternativa. Sempre cantei, fiz até peça de teatro na escola com a música, mas nunca procurei saber o que isso significava. E vou tentar passar pra vocês o que eu entendi, porque é uma coisa de doido mesmo. Rs. Muitos dizem que nem o próprio Raul Seixas sabia explicar direito.

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Em 1971, Raul ganha um amigo e parceiro de várias músicas, o mago Paulo Coelho. Nesse mesmo ano, eles fundam a Sociedade Alternativa, baseada nos princípios de Aleister Crowley. Este um dos maiores esotéricos que já existiu. Ele busca desenvolver técnicas de como entrar em contato com a energia interior e usá-la para modificar a vida. Essa energia seria totalmente liberada com a chegada da Nova Era (Novo Aeon), quando as leis sociais seriam rompidas, para que pudessem viver em plenitude.

Crowley defendia que o conhecimento deveria ser livre, e chegou até mesmo a desvendar segredos de seitas fechadas. Das obras que escreveu, a principal foi “The book of the Law” (O livro da lei) cujas palavras foram responsáveis pela fundação da Sociedade Alternativa. Aquela parte da música homônima “faze o que tu queres, pois é tudo da lei” vem daí.

A idéia principal era: cada um tem o direito de viver como bem entender.

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Interessante? É, mas nem tudo são flores.

Em 1974, Raul Seixas e Paulo Coelho receberam um convite do porta-voz do general Ernesto Geisel, que dizia querer maiores informações sobre a Sociedade Alternativa. Os dois ficaram super felizes quando receberam o comunicado, porque acreditavam que o governo militar queria discutir com eles suas idéias. Doce ilusão.

A dupla acabou presa e exilada nos EUA. Suas casas foram reviradas pelos militares. Segundo Raul, ele foi torturado para dizer os nomes das pessoas que faziam parte da Sociedade Alternativa, que seria, de acordo com seus algozes, um movimento revolucionário contra o governo.

Então Raulzito resolveu mentir, dizendo que tinha pacto com o demônio ao invés de dizer que tinha parte com a revolução.

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Abaixo o texto do manifesto distribuído no primeiro show de Raul em São Paulo em 1973. No ano seguinte, as cópias foram recolhidas pela Polícia Federal e queimadas como material subversivo.

1 - O espaço é livre. Todos têm direito de ocupar seu espaço.

2 - O tempo é livre. Todos têm que viver em seu tempo, e fazer jus as promessas, esperanças e armadilhas.

3 - A colheita é livre. Todos têm direito de colher e se alimentar do trigo da criação.

4 - A semente é livre. Todos têm o direito de semear suas idéias sem qualquer coerção da INTELEGENZIA ou da BURRICIA.

5 - Não existe mais a classe dos artistas. Todos nós somos capazes de plantar e de colher. Todos nós vamos mostrar ao mundo e ao Mundo a nossa capacidade de criação.

6 - "Todos nós" somos escritores, donas-de-casa, patrões e empregados, clandestinos e careta, sábios e loucos.

7 - E o grande milagre não será mais ser capaz de andar nas nuvens ou caminhar sobre as águas. O grande milagre será o fato de que todo dia, de manhã até a noite, seremos capazes de caminhar sobre a Terra.

Sucesso a quem ler e guardar este manifesto. Porque nós somos capazes. Todos nós, todos nós somos capazes.

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Raul morreu aos 44 anos, no dia 21 de agosto de 1989. A bebida acabou com sua saúde, lhe presenteando com uma pancreatite aguda. O Maluco Beleza sofreu uma parada cardiorrespiratória. Foi encontrado sem vida em seu apartamento na Rua Frei Caneca, em SP.

Todas as fotos foram tiradas do site www.raulrockclub.com.br

Inclusive indico a navegação nesse portal, muito legal.

Viva Rauuuuul!

 

Links sugeridos:

Raul e Paulo Coelho nos EUA: www.youtube.com/watch?v=QoIBW43-JfQ

Raul compara Elvis a Luis Gonzaga: www.youtube.com/watch?v=R1EnZrhrAI8

Plunct, Plact, Zum, clássico dos anos 80: www.youtube.com/watch?v=septscqFF48

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09 de agosto de 2009

Repórter Esso

postado às 23h34 por Cristiane Tavares | 2 comentários

 Testemunha ocular da história”, ou então “o primeiro a dar as últimas”. Esses eram os slogans do Repórter Esso, o programa jornalístico que mudou a forma de se dar notícia. Até então, os profissionais de imprensa liam ao microfone informações recortadas de jornais. Eram usados, literalmente, tesoura, cola e papel. Conseguem imaginar?

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O Repórter Esso mudou tudo isso. O noticioso entrou no ar em 28 de agosto de 1941, quando o Brasil entrou na II Guerra Mundial, ao lado das forças aliadas. O noticiário era da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, e patrocinado, obviamente, pela petrolífera Esso. O mesmo estilo de programa já existia em NY, Buenos Aires, Havana, Lima, Santiago, fruto da política de boa vizinhança dos Estados Unidos, com os países da América Latina, seus aliados na guerra.

O programa era elaborado por uma agência de publicidade, a McCan, que redigia o noticiário a partir dos Estados Unidos, desde o início até 31 de dezembro de 1968, quando foi ao ar a última edição no rádio. Uma das metas do programa era impedir que o Brasil criasse sua própria empresa petrolífera.

Outra característica do programa, pelo menos até a entrada do Brasil na Segunda Guerra, era a total ausência de notícias locais. A Esso levava ao público apenas notícias que lhe interessavam comercialmente.

Bom, esquecendo esse lado obscuro da (falta de) liberdade de informação, a maior contribuição do Repórter Esso foi introduzir o noticiário adaptado para a linguagem radiofônica. Pela primeira vez, um jornal falado tinha horários certos para entrar no ar: 12h55, 18 h, 19h55 e 22h55 - sem contar as edições extras, que dependiam de informações urgentes do front direto da Europa.

Boa parte da grande credibilidade do Repórter Esso junto aos ouvintes na época da guerra foi resultado da locução de Heron Domingues, escolhido entre centenas de candidatos para dar voz ao programa. Olha aí a importância do locutor!

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Depois da Segunda Guerra Mundial, o Repórter Esso noticiou grandes fatos, como a Guerra da Coréia (1950), a morte de Getúlio Vargas (1954) e a Revolução Cubana (1959).

O programa encerrou suas transmissões em 31 de dezembro de 1968 com Heron Domingues narrando a abertura, e Roberto Figueiredo despedindo-se dos ouvintes, bastante emocionado.

Gostaria que acompanhassem essa despedida neste vídeo do youtube. O link está abaixo. São apenas 7 min 32 seg. Emocionante tanto aos que viveram essa época, quanto aos mais jovens e estudantes de jornalismo que precisam entender a importância do Repórter Esso. Mas ouçam até o fim. Depois me digam.

 

http://www.youtube.com/watch?v=cIgSWgWH2kg

 

Ah, como eu gosto dessas histórias..rsrs

Um beijo!

 

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Amigos do Bem

postado às 18h31 por Cristiane Tavares | 13 comentários

Se não posso fazer tudo que devo, devo ao menos, fazer tudo que posso”. É com esse lema que inicia o trabalho da ONG Amigos do Bem, de quem quero falar hoje. É um projeto sério, que dará excelentes frutos.

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A ONG, presidida por Alcione de Albanesi, tem como objetivo principal erradicar ou diminuir a fome e a miséria do sertão nordestino. E eles têm conseguido transformar muitas vidas, atuando em regiões completamente abandonadas pelo governo local. Um exemplo de que se tiver boa vontade e compaixão pelos que têm fome, tudo é possível.

A grande realização desse grupo é a edificação das “Cidades do Bem”. Eles escolhem uma região do sertão onde falta tudo, menos esperança. E lá iniciam projetos de infra-estrutura, urbanização e construção de casas para as famílias carentes. Tudo organizado por voluntários de São Paulo!

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Imagina a alegria de uma pessoa, que nunca teve energia elétrica, que tinha que caminhar quilômetros até encontrar um pouco de água, que cozinhava num precário fogão a lenha, que nunca foi a um dentista, que dormia no chão...ganhar uma casa de alvenaria, limpa, com água encanada, luz, fogão a gás, cama, armário, roupas de cama, mesa e banho. Eu não posso imaginar, acho que nem você. Porque nós nunca passamos por isso.

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E não é só uma casa. Há toda uma infra-estrutura na Cidade do Bem. Os moradores são registrados e trabalham nas vilas agrícolas, produzindo seu próprio sustento. É o tal do “ensinar a pescar o peixe”.

Todas as crianças freqüentam a escola em um período e no outro participam de atividades pedagógicas diárias. Há cursos de informática e música para os jovens. E muito importante: um trabalho de conscientização realizado mensalmente por médicos voluntários, que acompanham e orientam cada família sobre controle de natalidade.

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E essas famílias não são abandonadas. Os voluntários acompanham o dia-a-dia delas, vendo se as casas estão organizadas e as crianças na escola.

No começo do ano, 120 voluntários saíram de São Paulo com a missão de realizar o sonho de mais de mil crianças do Sertão: conhecer o mar. Uma emoção única. Para os menores e para os adultos.

O projeto é muito maior. É que não dá pra colocar tudo aqui no blog. Visitem o portal www.amigosdobem.org

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Agora você me pergunta: como eles conseguem tudo isso? Com a contribuição de doadores voluntários, que (ainda bem) são em boa quantidade. E não é preciso ser nenhum milionário para ajudar. Uma cisterna, para armazenamento de água, custa R$ 1.000,00. Uma irrigação, R$ 3.000,00 por hectare. Uma CASA, veja só, UMA CASA para uma família inteira viver decentemente, custa R$ 10.000,00.

(O castelo do deputado lá, cujo processo foi arquivado, estava avaliado em R$ 25 milhões. Só ele poderia construir 2,5 mil moradias. Óbvio que ele não faria isso. Manter a população em estado de necessidade ajuda a obter votos).

Quem não puder ajudar com dinheiro, pode contribuir com doações de roupas, sapatos e brinquedos em bom estado, ou com a divulgação. Quanto mais pessoas souberem do projeto, melhor.

É tão gostoso fazer o bem. Traz uma felicidade que nenhum dinheiro no mundo compra. Experimente.

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Amigos do Bem

www.amigosdobem.org

Central São Paulo - SP
Rua Dr. Gabriel de Resende, 122
Tel.: (11) 3665-0003 / 2966-6388

E-mail: informacoes@amigosdobem.org

 

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Herbert De Perto

postado às 19h54 por Cristiane Tavares | 9 comentários

Um pequeno paraibano, lá no início dos anos 60, tinha um sonho: ser piloto de avião. Mas a miopia e o astigmatismo o impediram de ir adiante. Depois pediu ao Papai Noel que trocasse sua bicicleta nova por um violão, e foi atendido. A partir daí ninguém mais segurou o pequeno “arretado”. Ainda bem.

Esse é apenas o início da gloriosa vida musical de Herbert Viana, dos Paralamas do Sucesso, que os fãs poderão acompanhar a partir de outubro, na estréia do filme “Herbert De Perto”, produzido por Roberto Berliner e Pedro Bronz. Berliner pode falar com precisão sobre o assunto já que acompanha de perto a trajetória dos Paralamas há mais de vinte anos.

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O documentário traz imagens do grupo desde 1983, e depoimentos dos companheiros Bi Ribeiro e João Barone, da família Vianna, de amigos e parceiros. Estão lá o músico Dado Villa-Lobos, o produtor musical Pedro Ribeiro e fotógrafo Maurício Valladares. Além da declaração emocionada de Zé Fortes, empresário dos “meninos”, e do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil que ressaltam a importância do grupo no cenário do rock brasileiro.

O filme percorre as diversas fases da vida de Herbert Vianna, o acidente de ultraleve em Angra dos Reis, em 2001, e sua incrível recuperação, contada pelos médicos Paulo Niemeyer e Lúcia Willadino.

O filme também conta com as imagens inéditas da reabilitação de Herbert no hospital Sara, incluindo sua primeira apresentação tocando para os outros pacientes.

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Tem histórias engraçadas. No dia da apresentação no primeiro Rock in Rio, em 1985, todas as bandas tinham um cenário, menos os Paralamas. A solução encontrada foi simples: colocaram as plantas do camarim para decorar o palco.  Tem mais, como a reação negativa da mãe de Herbert, Tereza Vianna, ao ouvir Vital, antecessor de Barone nas baquetas. “Vocês não vão a lugar nenhum com esse baterista!” Curiosidades de bastidores que ninguém fica sabendo.

O documentário apresenta também o dia-a-dia do músico, da inauguração da Lona Cultural batizada com seu nome no Complexo da Maré, no Rio, até as gravações de Hoje (2005), disco de composições inéditas que ratificou sua recuperação criativa.

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Serviço

Herbert De Perto

Direção: Roberto Berliner e Pedro Bronz

Produção Executiva: Rodrigo Letier e Roberto Berliner

ESTRÉIA NOS CINEMAS EM 09 DE OUTUBRO

TRAILER OFICIAL: http://www.youtube.com/watch?v=8_xdGPfmulw&feature=channel_page

 

 

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Até um dia!

postado às 17h59 por Cristiane Tavares | 86 comentários

Sinto muito deixá-los, assim, tão abruptamente. Ouço daqui suas rezas e vibrações. Continuem, pensamentos positivos só vão me fazer bem.

Tive uma vida conturbada, foi mesmo. Tive um pai que me impediu de curtir a infância. Ao perceber meu gosto (e talento) pela música, brilharam cifrões em sua mente. Obedecendo-o, assim como todos os meus irmãos, e sem capacidade de avaliar nada, eu tinha apenas 10 anos, não tive outra escolha. A religião também era uma coisa muito forte dentro de casa. E a estupidez de meu pai desnecessária.

Comecei a trabalhar dia e noite. Era gravação após gravação. Ensaio após ensaio. Eram 3 horas na sala de aula e 18 no estúdio. Entre uma pausa e outra, eu olhava pela janela e via um parque de diversões, onde eu daria tudo para estar. Um grito me tira da fantasia e me traz a realidade. Retorno ao trabalho. Mas eu não queria trabalhar. Queria brincar com meus amigos. E eu apanhava muito.

Fui crescendo nesse clima. Uma criança que quer ser criança, mas com obrigações de adulto. Aos 14 anos, já com um sucesso imenso, parti para a carreira solo. Aos 24, uma incrível sorte e um perfeito plano de marketing, me deixam no topo das paradas de sucesso, colocando-me como o cantor que mais vendeu discos da história da música mundial.

Sucesso, fama e dinheiro. Hoje percebo como esse trio é perigoso. Traz conforto, mas não alimenta a alma.

Com muito dinheiro e uma tendência ao desequilíbrio emocional, fui ousado. Mudei o rumo na vida de muitas pessoas. Apresentei-me em shows bilionários. Arrebatei multidões e corações. Conheci o mundo. As pessoas. Ah! As pessoas. Sempre rodeado de muita gente, produtores, maquiadores, cinegrafistas, repórteres... mas a alma continuava sozinha.

No palco eu me transformava. Encarnava um Deus, um ser superior, invencível, inalcançável e estranho. Sim, fui um cara estranho. Todos diziam, mas eu não me via assim. Meus problemas de pele provocaram polêmica em todo o mundo. Minhas plásticas faciais me deformaram. Meu vegetarianismo obrigou-me a ingerir comprimidos de vitamina. Fui chamado de louco e excêntrico.  E com cada vez mais dinheiro.

Nos fundos de minha mansão, montei um parque de diversões, do mesmo jeito daquele que eu via pela janela do estúdio. Chamei-o de Neverland, ou “Terra do Nunca”, a mesma do Peter Pan, o menino que não queria crescer. Eu era um Peter Pan, em carne e osso. Reunia crianças em meu castelo e as deixava soltas, livres, nos brinquedos, exatamente como eu queria ter sido. Mas essas reuniões causaram-me problemas.

Aproveitadores de plantão, como existem em volta de todos que tem muita fama,  perceberam que era hora de tirar uma “lasquinha” da minha fortuna. Acusaram-me de assédio sexual contra um garoto. Declarei que preferia “cortar meus pulsos” do que abusar de um inocente. Mas a mídia gostou do escândalo e o alimentou. Isso me prejudicou muito e me deixou cada vez mais fraco psicologicamente.

Para mudar o foco dos jornalistas, já que eu era a bola da vez, casei-me, aos 37 anos. Com Lisa Presley, filha do Rei do Rock. O Rei do Pop genro do Rei do Rock. Pronto, esse era o material para me deixarem em paz por um bom tempo.

A separação veio 19 meses depois. Eu era realmente um cara diferente. Depois, casei-me novamente, com Debbie, com quem tive meus 3 filhos. Porém, nunca moramos juntos. Eu tinha necessidade de ter herdeiros. Eu os cobria para protegê-los. Protegê-los da sociedade. Do mundo. Da maldade. Da inveja. De tudo que eu passei a vida inteira. Não queria o mesmo para eles. Que inocência, não? Acabei deixando-os tão estranhos quanto eu. E assustei o mundo ao balançar meu pequeno na janela do hotel. Não fiz por mal, eu só queria aparecer mais um pouco.

Enquanto isso, mais álbuns foram lançados, porém, nem todos com tanto sucesso. E mais gente querendo aproveitar-se de minha fama. Desta vez, confiei num repórter que passou meses ao meu lado, gravando meu dia-a-dia. Registrou, obviamente, um garoto dormindo em meu quarto, fato que era comum em casa. Sua alegria era tanta que fez seu tumor retroceder enquanto esteve ao meu lado. Só que a edição do documentário não foi bem assim. Mais uma acusação sem fundamento. Mais uma decepção. Mais um sofrimento.  Mais um espetáculo midiático. Meu equilíbrio psicológico não era dos melhores, e o fato de eu ter que ir a julgamento, com algemas, acabou com minha já baixa auto-estima.

Passei dias, meses e anos recluso, longe dos holofotes e da maldade humana. Apesar do sucesso, me sentia cada vez mais um fracassado. Minhas dívidas aumentavam. Meu rosto envelhecia. Minha vaidade era atacada.

Mas eu poderia dar a volta por cima. Afinal, eu era o Rei do Pop. E meus filhos poderiam me ver, pela primeira vez, em cima dos palcos. Fechei 50 apresentações. Todos os ingressos vendidos. Que sucesso! Olha só, ainda tenho fãs, ainda sou admirado! Mas sentia que meu corpo não seguia o compasso da mente. Deixe-me enganar pela ilusão de que estava em plena forma. E por que não estaria com 50 anos? É uma idade jovem ainda.

Estaria saudável se eu tivesse respeitado os limites de meu corpo. Se eu tivesse me aceitado do jeito que vim ao mundo. Se eu tivesse permitido a aproximação de familiares que queriam me alertar sobre o fundo do poço. Se eu tivesse compreendido que uma câmera hiperbárica não me traria a juventude de volta. Se eu tivesse compreendido que existe um cara grande aqui em cima, em quem eu deveria ter acreditado.

E numa tarde de junho de 2009, esse mesmo cara grande me chamou. Entrei por uma porta especial, por onde só passam os bons de coração. Mas fui encaminhado a um hospital, onde passarei algum tempo em tratamento. Afinal, minha doença não era apenas do corpo, mas também do espírito.

Continuem rezando por mim.

Amo vocês. Até um dia!

MJ

ctavares@novabrasilfm.com.br

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Rainhas do Rádio

postado às 19h26 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Foi lançado neste mês o filme “Cantoras do Rádio”, um documentário de Gil Baroni que retrata a era de ouro do rádio, entre 1930 e 1950. No filme, Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas, Ellen de Lima e Violeta Cavalcante prestam uma homenagem a 10 grandes divas da época.

Ainda não vi o filme, mas ele me deu uma idéia para o blog. Vou recordar uma passagem dos primórdios do rádio brasileiro. Um acontecimento que está em todo livro de história da radiofonia. Falo dos famosos concursos de “Rainha do Rádio”.

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O concurso teve início em 1937, ano em que Linda Batista elegeu-se a primeira Rainha do Rádio Brasileiro. Ela reinou durante 11 anos seguidos, quando em 1948, a ABR – Associação Brasileira de Rádio – decidiu reorganizar o concurso, convocando novas eleições.

A coroa acabou transferida a Dircinha Baptista, irmã de Linda, que manteve-se como “Rainha” até 1949.

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A partir daquele ano, a ABR, por intermédio de Victor Costa, firmou um acordo operacional com várias empresas de grande porte, incluindo a “Revista do Rádio”, surgindo uma parceria de patrocínio para o evento.

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Na premiação às vencedoras, houve uma melhoria considerável, já que as eleitas passaram a receber, junto com o concorrido título, jóias, viagens, carros, casas e apartamentos.

Em 1949, entre as candidatas que reuniam maiores possibilidades, estavam Marlene e Emilinha Borba. Marlene conseguiu o apoio da Companhia Antartica Paulista, que naquele ano pretendia lançar um novo produto, o Guaraná Caçula. A Antartica desenvolveu uma bem montada campanha promocional em cima do nome de Marlene, que recebeu um cheque em branco, para adquirir quantos votos fossem necessários para assegurar sua eleição naquele pleito.

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Emilinha chegou em terceiro lugar e, desapontada, retirou-se da disputa antes mesmo da apuração final, que acusou 529.982 votos para Marlene. A coroação ocorreu num clima tenso e hostil, e Marlene reinou até 1951.

Para o período de 1951-1952, Dalva de Oliveira obteve 311.107 votos, assegurando direito ao trono. A seguir, foi a vez de Mary Gonçalves, eleita com 477.826 votos, sendo a “Rainha do Rádio” entre 1952—1953.

Emilinha Borba, que aguardava uma revanche junto a sua maior rival Marlene, desta vez mais estruturada, com fã-clube e tudo, conseguiu derrotá-la, assim como derrotou Nora Ney, apontada como a favorita.

Emilinha obteve 691.515 votos, e no meio de muita euforia, tornou-se a mais festejada entre todas as detentoras da faixa de “Rainha do Rádio”, entre 1953-1954.

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A recordista de votos vem em seguida. Ângela Maria entrou para a história, como a verdadeira campeã de votos: 1.464.996! Seus súditos reverenciaram-na entre 1954-1955, e sua votação jamais foi igualada por nenhuma outra concorrente, em todos os tempos.

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As demais “Rainhas do Rádio” foram:

1955-1956 – Vera Lúcia

1956-1958 – Dóris Monteiro

1958 – 1960 – (a última) – Julie Joy e o “Rei do Rádio” foi para Francisco Carlos (El Broto)

(trecho retirado do livro “Histórias Que O Rádio Não Contou” de Reynaldo C. Tavares)

Época boa do rádio, não? Quem seriam nossas "Rainhas" hoje?        

 

Um beijo a vocês...

 

Contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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14 de junho de 2009

Festa da diversidade

postado às 21h57 por Cristiane Tavares | 10 comentários

São Paulo recebeu neste domingo, a 13ª Parada Gay, considerada uma das maiores do mundo. Resolvi conferir de perto essa festa colorida para mostrar a vocês, leitores e ouvintes da Nova Brasil, o que é realmente esse encontro GLS. Peguei minha bolsa, meu bloquinho, minha máquina fotográfica e “me joguei” na Av. Paulista!

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Já no metrô, uma bagunça que até assustava. Uma gritaria cada vez que o vagão chegava. Lá dentro, alguns mais exaltados batiam no teto, assim como torcedores de futebol dentro do ônibus.

Cheguei a espirrar quando uma linda pluma lilás fez cócegas em meu nariz.

Descendo na Avenida Paulista, mais de 20 trios elétricos faziam o som. E que som! O volume estava até mais alto do que nos anos anteriores. Mas com o tecno rolando solto, até as famílias que assistiam da calçada ensaiavam alguns passos, inclusive crianças.

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O desfile começava no MASP (que ficou fechado para visitação) e seguia pela Rua da Consolação rumo à Praça Roosevelt, perto da igreja da Consolação. Acabou com a missa do domingo.

Fui andando no meio do pessoal, conversei com homens e mulheres. Todos muito felizes de estarem ali, afinal, era um dia de desfile mas também de protesto. O tema deste ano foi: “Sem homofobia, mais cidadania. Pela isonomia de direitos”.

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Uma briga acontece perto do Museu de Arte de São Paulo. Os agressores usaram objetos cortantes, e feridos, foram levados à Santa Casa. Outras duas pessoas foram presas vendendo lança-perfume. Também vi muita gente alcoolizada. Mas muita mesmo!

Fora o cheiro de maconha no ar! Fiquei tonta por tabela.  Aí é ruim né. Ter que beber e usar drogas para se divertir, não tá com nada! Maior babaquice. Só o som e o dia ensolarado já eram combustíveis para uma festa saudável.

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Passei num mercado, tipo Mundo Mix, na esquina com a Rua Pamplona, com várias grifes de roupas, acessórios e bijoux. Nada muito barato, mas tudo muito interessante. E colorido.

Andando mais um pouco encontrei um rapaz com a faixa: “Sou Feliz, Sou Cristão, Sou Gay”.  Aí recebi um panfleto da Comunidade Cristã Nova Esperança, cuja igreja fica na República. O Papa Bento XVI ia adorar!!!

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Conversei com um rapaz que carregava uma bandeira, que não era a brasileira. Aproximei-me e li “Venezuela”. Perguntei-lhe, em espanhol (ele não entendia português), se lá na terra de Hugo Chávez também tem parada gay. O fofo disse que sim, que acontece no final deste mês,mas que é bem menor que a paulistana.

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Tinha muito turista. No ano passado, foram 237 mil turistas de outras cidades brasileiras e mais de 11 mil do exterior.

No total, segundo a organização, a Parada Gay de 2009 reuniu 3,5 milhões de pessoas.

Ano que vem tem mais!

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sábado, 06 de junho de 2009

O poeta das paixões

postado às 21h59 por Cristiane Tavares | 17 comentários

Está chegando o dia dos namorados. Pensei em falar algo sobre o amor, o romantismo, relacionamentos. Mas prefiro falar sobre um homem que passou pela vida absolutamente apaixonado. Para ele, todo dia era 12 de junho. Basta dizer que teve 9 esposas ao longo de sua vida! E suas paixões lhe ofereceram combustível para as mais maravilhosas composições, em música e poesia.

Nesta semana onde os corações batem mais forte, não posso deixar de lembrar do nosso “Poetinha”, Vinícius de Moraes.

Diplomata, jornalista, dramaturgo, poeta e compositor, Vinícius tinha uma sensibilidade única. Dizia em sonetos o que ninguém conseguia expressar em palavras. Sobre o amor é difícil dizer. Mais fácil sentir. Poucos conseguem traduzir em frases as batidas do coração. Vinícius conseguia.

Sou fã deste homem incrível e de seu legado. Tenho uma inseparável antologia poética, um livro de bolso publicado pela Companhia das Letras.  E obviamente tenho meus poemas preferidos. “Soneto de Separação”, “Receita de Mulher”, “Soneto do Amor Total”, ‘Soneto de Fidelidade”, “ A Hora Íntima”.

 

“Quem pagará o enterro e as flores

Se eu me morrer de amores?”

E na música! As inesquecíveis “Insensatez”, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, “Samba de Carioca”, “Garota de Ipanema”.

“A Rosa de Hiroshima”, que conhecemos com Ney Matogrosso e a brincadeira de criança “Era Uma Casa, Muito Engraçada, Não Tinha Teto, Não Tinha Nada...”, chamada “A Casa” também são de Vinícius de Moraes.

Gostaria de falar mais sobre ele, mas sua vida é tão intensa e tão longa, que não caberia tudo aqui. Mas indico um site: www.viniciusdemoraes.com.br

Sugiro ainda o filme “Vinícius”, de Miguel Faria Jr, lançado em 2005. São dois DVD’s que vem com um manuscrito de um poema em papel vegetal.

Deixo então aos namorados, noivos, casados, ficantes e enrolados, uma das obras mais bonitas do poeta Vinícius de Moraes. Feliz 12 de junho!

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

ctavares@novabrasilfm.com.br

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Viagem no túnel do tempo

postado às 21h20 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Hoje quero sugerir um passeio a vocês. Principalmente aos descendentes de espanhóis, italianos, portugueses, árabes, franceses, e por aí vai. Falo do Memorial do Imigrante, que fica no bairro paulistano do Brás.

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Um pouco de história...

A Hospedaria de Imigrantes, onde hoje funciona o Memorial, era um enorme conjunto de prédios destinado a abrigar os recém–chegados nos seus primeiros dias em São Paulo. Isso em 1887!!

Após uma longa e cansativa viagem de navio, os imigrantes desembarcavam no Porto de Santos e seguiam de trem até a Hospedaria, onde ficavam por até oito dias. Em geral esse prazo era suficiente para que acertassem seus contratos de trabalho. A maioria seguia para as lavouras de café do interior do Estado.

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Nesse período utilizavam gratuitamente todos os serviços disponíveis. Lá eles dormiam, faziam as suas refeições, recebiam atendimento médico e conseguiam seus empregos.

Nessa época, como não havia mais a escravidão, os barões do café “importavam” pessoal da Europa. Daí vieram nossos avós e bisavós. Os meus, inclusive. Afinal de contas, sou italiana da Mooca, meu!

 

Agora as dicas...

O visitante do Memorial do Imigrante terá inúmeras opções. Poderá consultar as certidões de desembarque de seus antepassados. Poderá fazer uma visita monitorada, o que é bem aconselhável. Poderá fazer pesquisas na biblioteca. Poderá tirar fotos em sépia, como aquelas antigas, com roupas da década de 20,30,40, e moldurá-las em quadros iguais ao da nossa avó.

E o mais legal, legal, legal mesmo! Poderá ANDAR DE MARIA FUMAÇA!!!

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Imperdível. Essa é a parte mais emocionante do Memorial. Ao preço de R$ 5 na classe “econômica” ou R$ 7 no vagão dos barões e baronesas.

Em uma plataforma com ambientação dos idos de 1900, chega a fumegante Maria–Fumaça, puxando um carro bagagem, correio e chefe–de–trem, de 1914, um carro de passageiros de segunda classe, de 1900, e um carro de passageiros de primeira classe, de 1914, todos inteiramente restaurados no Memorial. Depois de todos devidamente acomodados, soa o apito do trem. ( É apito que se fala?). Alto pra caramba! E aquele cheiro de lenha queimada. Fagulhas voam pelas janelas. O ambiente emociona. O balanço dá tontura. A guia, devidamente vestida de cobradora de trem, vai contando a história. Do Memorial, e dos vagões abandonados nos trilhos, que precisam de verba para serem reformados. No fim, ela passa picotando o bilhete! Meu pai disse que era exatamente assim.

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O passeio dura rápidos 20 minutos. Você sai de lá com a sensação de que ter vivido nessa época devia ser muito bom. Não tinha tecnologia, não tinha TV, não tinham os remédios atuais...mas também não tinha violência, desequilíbrio social, poluição, seqüestro, não tinha funk, nem poposuda. Afff!

Como eu queria voltar no tempo. Na verdade queria que o tempo parasse naquela Maria-Fumaça. Com aquele aroma. Com aquele dejavu.

Ei, me chama aí, porque eu fiquei lá no último vagão, junto com as baronesas...rs

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SERVIÇO

MEMORIAL DO IMIGRANTE

Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Brás ( próx. A Estação Bresser-Mooca do metrô)

Ingresso: R$ 4 – visitação de 3ª a domingo – das 10 às 17 hs (inclusive feriados)

Tem o passeio de bonde também, mas ele está desativado temporariamente.

www.memorialdoimigrante.org.br

 

contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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segunda, 18 de maio de 2009

Simplesmente, Pedro Mariano

postado às 18h55 por Cristiane Tavares | 23 comentários

Quando escutei sua voz pela 1ª vez, há muitos anos, pedi para aumentarem o volume. Depois, pedi para ouvir de novo. E de novo. E mais uma vez. Perguntei quem era! Comprei o CD. Espalhei aos amigos. Virei fã. Fui aos shows. Como jornalista, o encontrei em algumas emissoras de rádio. Tivemos breves contatos. Entrei na Nova Brasil FM e pude acompanhar mais de perto seu trabalho e sua trajetória dentro da MPB.

Falo de Pedro Mariano, que se apresentará no Tom Jazz, aqui em São Paulo, na próxima 6ª, sábado e domingo, dentro do Projeto Sons da Nova.

Hoje, orgulhosamente, apresento a vocês ouvintes da Nova, leitores do blog e fãs do Pedro, uma entrevista exclusiva com o cantor.

Curtam!!

Beijo a todos (as).

 

CT. Você já gravou músicas de inúmeros compositores. Quais são seus preferidos?

Pedro Mariano- É muito difícil apontar um. Não costumo escolher as músicas pensando no compositor, isso pode gerar alguma trava ou sugestionamento. Se gosto, se ela me emociona, eu gravo, mas é claro que depois de gravar uma música de um determinado compositor, cria-se uma conexão que pode ser duradoura. Como o caso do Jair Oliveira e do Jorge Vercilo. São compositores que escolho as músicas de “ouvido fechado”!

 

CT. O que você escuta na sua casa? Quais suas influências musicais?

Pedro Mariano -Em casa não tenho hábito de ficar ouvindo música. Quando paro para ouvir, normalmente não tem uma lógica. Pode ser desde um disco meu, até Frank Sinatra. Procuro ouvir de tudo sempre que posso. Mas quando estou na estrada, é quase toda hora com o iPod no ouvido. Como disse sempre ouvindo de tudo e procurando tirar todas as informações possíveis. Sempre tem alguma coisa que sobra como resíduo, o que podemos chamar de influência. Tento tirar lições de todos os sons que escuto.

 

CT. Sendo filho da maior cantora do Brasil, Elis Regina, é de se prever que você carregue nos genes o talento herdado dela. Mas, mesmo sendo filho de pessoas famosas, sem esquecer seu pai, Cesar Camargo Mariano, o caminho para se chegar ao sucesso não é fácil. Tem que saber lidar com interesses conflitantes, com diferentes modos de pensar, até com a inveja. Qual foi sua maior dificuldade até hoje?

Pedro Mariano - Não enfrentei nenhuma grande dificuldade em minha carreira por estes motivos. O que eu enfrentei e ainda enfrento é aquela famosa situação em que um filho, ou parente de uma pessoa talentosa se depara com pessoas que acreditam que só pelo fato de ser filho, ou parente desta talentosa pessoa, você não precise trabalhar, se esforçar, porque tudo já está pronto. Se eu tenho talento para alguma coisa, a contribuição dos meus pais é pequena, porque se eu não trabalhar este talento não chegarei em lugar nenhum. São 10% inspiração e 90% transpiração.

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CT. Você tem uma filhinha pequena, a Rafaela.  Certamente ela irá acompanhá-lo na sua carreira, conhecerá os bastidores dos shows, a produção de um disco. Você gostaria que ela seguisse a carreira artística?

Pedro Mariano - Na verdade, eu ficaria muito orgulhoso se ela escolhesse a mesma profissão da família, mas não tenho o direito de opinar nesse assunto. Ela vai fazer o que ela quiser. Terá o meu apoio e o suporte necessário para seguir a profissão que ela se sentir feliz. Para mim só interessa isso, que ela seja leve e feliz.

 

CT. Lembro-me muito da época dos Artistas Reunidos, um projeto que reunia no palco do antigo Blen Blen você, Jair Oliveira, Luciana Melo, Daniel Carlomagno, Simoninha e Max de Castro.  Inclusive nasceu um CD desses encontros, lançado em 2000. Hoje todos têm suas carreiras bem definidas, estão mais maduros profissional e musicalmente. Você não pensa em reunir todos novamente para um show?

Pedro Mariano - Sinceramente não. Vejo como uma coisa mais possível de acontecer se eu me juntasse com um deles para projetos específicos. Coisa que pode realmente acontecer devido ao fato de estarmos juntos, somos amigos e partilhamos de idéias semelhantes. Mas um show ou um projeto com todos nós, da minha parte não acredito que aconteça.

 

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CT. O governo está propondo um benefício aos trabalhadores, o chamado vale- cultura. São R$ 50 por mês (sendo R$ 10 pagos pelo trabalhador) e o restante custeado pela empresa e governo. O valor pode ser usado na compra de ingressos para shows, teatro, cinema e CDs. Como você, como parte do meio cultural, vê essa iniciativa?

Pedro Mariano - Como iniciativa, penso que é um bom começo. Mas sinceramente muito longe do necessário. Sem me estender, acredito que uma série de medidas precisam urgentemente serem tomadas, senão a cultura pode começar a perder espaços que para serem retomados pode ficar muito difícil. Não adianta dar vale-cultura de R$50, se quando você for comprar o CD, este tem sobre ele, mais de 40% de impostos fazendo, às vezes, com que com esse vale, o trabalhador possa comprar apenas 1 CD e não sobrará nada para ele ir a um show, uma peça ou coisa que o valha. Shows caros, discos caros, cinemas caros. Medidas populistas não fazem minha cabeça. Quero ver dar o vale-cultura e ainda criar medidas inibidoras contra a pirataria, os cambistas, regular a meia-entrada e reduzir os impostos daqueles que alem de gerar empregos investem na cultura do pais, que são os artistas e os produtores de discos e eventos culturais. Sonhar não custa nada e nem se cobra imposto!

 

CT. Falando sobre futebol... Uma pesquisa recente constatou que 79% dos torcedores que gostam do esporte não freqüentam os estádios por causa da falta de segurança, e 14% pela falta de conforto. O ministro dos esportes, Orlando Silva, defende projeto de lei para punir com prisão, o torcedor brigão que provocar tumulto nos estádios.  Em sua opinião, o que resolveria o problema da violência no futebol?

Pedro Mariano - Não sei!! As pessoas envolvidas em resolver o problema, são as mesmas que resolveriam o problema da pobreza, da saúde, da educação da segurança e há 500 anos não só não conseguem resolver como ainda por cima tentam nos convencer que algo está sendo feito. Falta de vontade política é o mal de uma nação. Talvez se os clubes se organizassem para tentar dar mais comodidade e segurança aos torcedores que realmente querem assistira a uma partida de futebol como entretenimento familiar, pudesse mudar as coisas. Mas voltamos ao mesmo assunto: a iniciativa privada fazendo o papel do Estado, ainda por cima sem qualquer contra-partida. É frustrante.

 

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CT. Você é uma pessoa “atuante virtualmente”? Tem blog, perfil no Orkut, twitter?

Pedro Mariano - Tenho, atualmente, um blog no ar. Nele coloco muitas informações que o público normalmente não tem acesso. Costumo contar curiosidades de uma gravação de disco, backstage de shows, diários de bordo da estrada, mas tudo em caráter informativo. Discussões sobre pirataria e compartilhamento de música na web são os assuntos mais abordados. E os mais polêmicos.

 

CT. Como será seu show no Tom Jazz ?

Pedro Mariano - Será um show no formato “Acústico”, em trio, com o Conrado Goys nas guitarras e violões e com o Leandro Matsumoto no contra-baixo. Apresentaremos músicas de quase todos os discos e ainda faremos um “preview” do disco novo “Incondicional”. Esse show é bem descontraído. A cara do Tom Jazz.

 

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SERVIÇO

PEDRO MARIANO – TOM JAZZ – 22, 23 e 24 DE MAIO de 2009

Av. Angélica, 2332 – Higienópolis – SP – Tel (11) 3255-0084 www.tomjazz.com.br

www.pedromariano.com 

blog  http://pedromariano.zip.net

Agradecimento especial à Papa

 

 

contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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quarta-feira, 06 de maio de 2009

Maestro Simonal

postado às 16h02 por Cristiane Tavares | 3 comentários

Isso mesmo: maestro.

Estive nesta terça-feira na pré-estréia do documentário “Simonal – Ninguém Sabe O Duro Que Dei”, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvio Leal.  A produção revela a ascensão e queda de um dos maiores cantores do Brasil: Wilson Simonal (1939-2000).

 

Antes de começar o filme, os diretores fazem uma breve apresentação e seus agradecimentos. Sessão lotada. Pessoas de todas as idades. Sessentões e jovens. De várias tribos. De saudosistas a fãs de Max de Castro e Simoninha. Enfim, o filme começa.

 

De origem humilde, Simonal ganhou destaque na televisão nos anos 60, rivalizando com o domínio de Roberto Carlos e outros ídolos da Jovem Guarda.

No auge da fama, chegou a dividir o palco com a cantora Sarah Vaughan, em visita ao Brasil. O dueto é incrível!  Acho até que ele foi jantar com a Sarah depois daquela apresentação.

 

Simonal acompanhou a seleção brasileira ao México na conquista do tricampeonato, em 1970, e até arriscou a reflexão política sobre a negritude, na canção "Tributo a Martin Luther King", composta em parceria com Ronaldo Bôscoli. Pelé e Simona eram grandes amigos.  E as histórias são engraçadas.

 

 

O documentário é costurado com os depoimentos de grandes nomes do meio artístico: Chico Anysio, Nelson Motta, Toni Tornado, Boni, etc.

Simonal tem um feito único: chegou a reger um coro de 15 mil vozes no show de encerramento do IV Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho. As imagens são geniais. Ele era o verdadeiro maestro das massas.

Em 1972, no entanto, uma história mal explicada. Simonal é acusado de ser o mandante de uma surra, dada por dois policiais, no contador de sua firma, que o teria roubado. Denunciado, o cantor é condenado – e durante o inquérito, um agente do Dops ainda revelou que ele tinha sido informante do órgão. Com essa acusação de dedurismo em plena ditadura militar, Simonal passou para o completo ostracismo.

Simonal morreu em 25 de junho de 2000, aos 62 anos, em decorrência de uma doença hepática crônica.

A parte mais tensa do documentário é durante o depoimento de Rafael Viviani, o contador. A câmera ainda foca bem de perto os olhos dele, como numa tentativa de intimidá-lo, de forçá-lo a dizer a verdade. E será que aquela foi a verdade?

Outra parte emocionante é o depoimento da 2ª esposa dele, Sandra. Ela que cuidou de Simona quando ninguém mais o enxergava.   

No final, todos se levantam e aplaudem por alguns minutos. Começam as perguntas da platéia aos diretores. E um gênio fez uma que eu queria fazer: se durante a produção do documentário, eles receberam muitos “nãos” de pessoas que ainda não queriam falar sobre Simonal. E acreditem: teve gente que recusou o diálogo.

Faltou um tema importante, que vou complementar. Em 2003, a Ordem dos Advogados do Brasil “absolveu” Wilson Simonal da acusação de delação. A Comissão de Direitos Humanos da OAB examinou documentos (do SNI e da Polícia Federal, registrados na época do regime militar), depoimentos de pessoas que conviveram com Simonal e material jornalístico do começo dos anos 70 para afirmar que não procede a fama de dedo-duro que foi colada ao cantor.   

SIMONAL – NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI

15 de maio nos cinemas

Veja o trailer em www.simonal.com

 

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Vale-Cultura

postado às 18h46 por Cristiane Tavares | 11 comentários

Uma boa notícia para quem tem sede de cultura. O governo vai enviar em breve ao Congresso, um projeto de lei que cria o vale-cultura.

A proposta prevê que o trabalhador receba um vale de R$ 50 mensalmente, para gastar em teatro, cinema, shows e CD’s. Desse total, 20% serão pagos pelo trabalhador (R$ 10) e o restante será dividido entre a empresa e o governo por meio de um sistema de dedução semelhante ao do vale-refeição.

Segundo o ministro da cultura, Juca Ferreira, diversos segmentos da sociedade se posicionaram de maneira "absolutamente favorável” sobre a criação do vale-cultura. Algumas centrais sindicais, inclusive, estão dispostas a incluir o benefício nos acordos coletivos.

Para Juca, este será um estímulo à inclusão cultural. Os números no Brasil são muito ruins. Só 17% dos brasileiros compram livros, 5% deles, alguma vez na vida, entraram num museu. Não chega a 20% o índice dos que vão a espetáculos de dança ou teatro e só 13% frequentam cinemas.

Eu curti a idéia. E você, o que achou? Mande email ou comente o post. Agora o blog tem um recurso legal. Posso responder individualmente a cada mensagem recebida.

Beijo a todos...

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Somos todos iguais

postado às 17h50 por Cristiane Tavares | nenhum comentário

Li hoje na web um estudo publicado pela Agência de Direitos Fundamentais da União Européia, falando que 44% dos 64 mil brasileiros que residem legalmente em Portugal teriam sofrido algum tipo de discriminação nos últimos 12 meses.

Brasileiro discriminado em Portugal? Sim, e não é piada.

Segundo esse estudo, os cidadãos tupiniquins teriam sofrido preconceito ao tentar abrir conta no banco, ao buscar trabalho, serviços sociais e de saúde. São encarados de maneira indiferente até em bares, restaurantes e lojas.

Muitos sofreram ameaças, assédios e até roubos!!

Tenho um amigo que mora lá, o Leanderson. Ele vive há seis anos em Viseu. Enviei essa matéria a ele pra conferir se é mesmo assim. O pior é que é exatamente assim. Leia o que ele me respondeu:

Sim, isso infelizmente é a mais pura verdade. A discriminação racial aqui é demais. Posso até dizer que 98% das pessoas são racistas e isso para eles é normal. Tem até piadas na TV e no trabalho. Quando cheguei aqui fiquei alarmado! Como pode um país de 1º mundo ser tão racista e xenófobo! Quando a pessoa chega aqui na Europa vê que a realidade é outra, não é aquela maravilha que tanto falam aí no Brasil. Acho que o tempo das “vacas gordas” da Europa está acabando. O continente em duas décadas vai acabar. Aí o mundo vai se virar para os países emergentes e à África”.

Pra quê isso, hein, portugas? Que mentalidade é essa? O pior é que esse lance de xenofobia está se espalhando no mundo inteiro.

Na Espanha, duas crianças brasileiras foram agredidas pelos colegas, apenas por serem estrangeiras. O caso ganhou destaque na imprensa local e levou o governo da Espanha a reconhecer que estudantes imigrantes são alvo de xenofobia nas escolas do país.

Outra: o governo do Japão oferece 300 mil ienes (cerca de R$ 7 mil) para imigrantes brasileiros e peruanos desempregados deixarem o país. Em troca do dinheiro, exige que o imigrante não volte mais ao Japão por um período ainda não determinado.

Aí chega a Copa do Mundo ou uma Olimpíada e vira tudo amigo. Eu hein?! Que falsidade!

Aqui no Brasil é o contrário (e é até exagerado). O estrangeiro é tratado como gente fina, dotado de boa cultura e bons modos. Vira notícia. Fica todo mundo olhando pra ele. Parece um ET.

Que pena que as coisas são assim. Ninguém pensa que somos todos iguais? Qual a diferença entre um espanhol e eu? Nenhuma. Nós dois pertencemos à espécie homo sapiens. Meu sangue não é diferente do dele. Temos as mesmas necessidades fisiológicas. E quando morrermos, vamos todos para o mesmo lugar.

O preconceito, seja ele qual for, é uma idiotice, coisa de gente que não evoluiu na vida.

Um beijo a todos, brancos, negros, pardos, amarelos, cor de rosa...

 

 

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segunda, 20 de abril de 2009

Ano da França no Brasil

postado às 18h43 por Cristiane Tavares | nenhum comentário

Começa oficialmente no dia 21 de abril, Feriado de Tiradentes, às oito da noite, o Ano da França no Brasil.

 

A programação - que reúne eventos artísticos, culturais, acadêmicos e econômico-comerciais - acontecerá em todo o território brasileiro até 15 de novembro deste ano.

 

Quem mora no Rio de Janeiro poderá conferir um espetáculo pirotécnico multimídia: O Encontro da Água e do Fogo, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

 

Também chamado de França.Br 2009 e lançado em dezembro passado pelos presidentes dos dois países, o evento acontece em reciprocidade ao Ano do Brasil na França, realizado em 2005. A ocasião é importante para o aprofundamento das parcerias franco-brasileiras e para a consolidação das relações bilaterais nas diferentes áreas, tanto do ponto de vista cultural, como na área comercial, universitária e econômica.

 

Abaixo, alguns destaques da programação, que pode ser conferida no www.anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

 

- festivais de Ópera de Manaus e Mundial do Circo em Belo Horizonte;

- homenagem especial à França no Festival de Música Clássica de Campos do Jordão;

- show de música francesa e africana em São Luís no Maranhão;

- inauguração do Centro de Música Negra de Salvador;

-espetáculo pirotécnico do Groupe F na Lagoa Rodrigo de Freitas, durante o evento de abertura oficial da programação.

- “restodontê” lá em casa....(ops...essa é brincadeira).

 

 

 

Quando estava pesquisando sobre a França, encontrei uma página dentro do site oficial da presidência da república, que mostra todos os cômodos do Palácio de Eliseu, com fotos em 360º. Façam uma visita virtual a Nicolas Sarcozy, vale a pena... http://www.elysee.fr/panoramic/index.php

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

120 anos de Charles Chaplin

postado às 14h07 por Cristiane Tavares | 13 comentários

Há 120 anos, em 16 de abril, nascia Sir Charles “Charlie” Spencer Chaplin (1889 – 1977), o mais famoso ator dos primeiros momentos do cinema hollywoodiano e, posteriormente um notável diretor.  

No Brasil, é também conhecido como Carlitos, nome de um dos seus personagens mais conhecidos.

 

Chaplin foi uma das personalidades mais criativas da Era do Cinema Mudo, em que atuou, dirigiu, escreveu, produziu e, eventualmente, financiou seus próprios filmes. Chaplin, cujo quociente de inteligência era de 140, foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o então campeão americano, da época, Samuel Reshevsky. Nasceu em Walworth, Londres (Inglaterra), dos pais Sr. Charles e Hannah Harriette Hill, ambos artistas do Music Hall.

 

Seu principal personagem foi "O Vagabundo" ("The Tramp") em que interpretou um andarilho pobretão com as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro ao vestir casaco firme e esgarçado, calças, sapatos desgastados e mais largos que o seu número, chapéu-coco ou cartola, bengala de bambú, além de sua marca pessoal e mundialmente conhecida, um pequeno bigode.

 

 

 

Chaplin iniciou sua carreira como ator de music hall, fazia excursões para apresentar junto a cia. de Fred Karno. Em 1913, durante uma de suas viagens pelo mundo, este grande ator conheceu o cineasta Mack Sennett, em Nova York (EUA), que o contratou para estrelar seus filmes. Em 1918, no auge de seu sucesso, abriu sua própria empresa cinematográfica, e, a partir daí, fazia seus próprios roteiros e dirigia seus filmes. Crítico ferrenho da sociedade, não se cansava de denunciar os grandes problemas sociais, tais como a miséria e o desemprego.

 

Produziu grandes obras como: "O Circo", "Luzes da Cidade", "Tempos Modernos". Adepto ao cinema mudo, o também cineasta, era contra o surgimento do cinema sonoro, mas como grande artista que era logo se adaptou e, voltou a produzir verdadeiras obras primas tais como "O Grande Ditador" e "Luzes da Ribalta".

 

 

 

 

 “Cada segundo é tempo de mudar tudo para sempre”. (CHARLES CHAPLIN)

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sábado, 11 de abril de 2009

Adoráveis mesmo

postado às 22h45 por Cristiane Tavares | nenhum comentário

Oi amigos leitores, tenho gostado bastante do retorno de vocês. Obrigada. Podem continuar enviando emails, garanto que todos serão respondidos.

Mas hoje vou falar de teatro, arte que eu adoro. Inclusive fiz há algum tempo, uma oficina com o grupo TAPA lá na Rua da Consolação. Minha professora foi “apenas” Sandra Corveloni, vencedora do prêmio de melhor atriz em Cannes no ano passado, pelo filme “Linha de Passe”. Ao lado dela, na oficina, o divertido e super profissional Paulo Marcos. Uma excelente dupla.

Na sexta-feira da paixão fui até o Teatro Artur Azevedo, na Mooca, local que sempre prestigio, afinal está no meu bairro do coração. Pena que o prédio está tão abandonado. Parece uma selva, de tanto mato. Fui assistir à comédia  Adoráveis Sem Vergonhas”, de Guilherme Leme, baseado no filme “Ou Tudo Ou Nada”.

Aviso às mulheres: é melhor ir com amigas do que com o marido ou namorado ou qualquer outro homem. Mas, se não for possível dar aquele “perdido”, vá com ele . Mas tente não se empolgar, evite seus comentários após o final da peça. rsrs

Segundo aviso: não sei se acontece em todas as apresentações, mas fui escolhida para dar uma “sambadinha” logo no início da peça. Os atores surgem do fundo da sala em direção ao tablado. Se você sentar na ponta da fileira, estará vulnerável. Eu já paguei meu mico (e esta não foi a 1ª vez, mas outra hora eu conto).

A peça apresenta o universo de um grupo de amigos às voltas com as dificuldades do dia-a-dia: falta de dinheiro, desemprego, amores e desilusões. O cenário, uma oficina mecânica. Seis homens que chegam ao limite, mas não perdem a esperança e o sonho de serem felizes. Para dar a volta por cima eles precisarão de coragem e criatividade. Aí começa.

Depois de muitas idéias, absurdas e engraçadas, finalmente eles chegam a um consenso. Fazer strip-tease dá dinheiro.  

Com este enredo eles abordam, de forma divertida, um problema atual e preocupante: o desemprego. Também tocam em pontos delicados, como religião e homossexualismo, mas sem ofender ninguém.

Agora, o final... o final eu não conto. É como filme. Perde a graça se falar. O que posso dizer é que é surpreendente. Muitas vão querer o chapéu de lembrança.

Não entendeu né...vá assistir e depois me conte. rs

Serviço:

Adoráveis Sem Vergonhas - Teatro Artur Azevedo – Av. Paes de Barros  955 – Mooca - Tel: 2605.8007 / 2093.3176

Direção e adaptação: Guilherme Leme.
Elenco: Maurício Canguçu, Paulo Goulart Filho, Ílvio Amaral, Gilmar Guido, Clóvis Gonçalves, e Vinícius Calamari.

 Temporada: até 31 de maio - sextas e sábados, às 21 horas e domingos, às 19 horas.

Preço: R$  15 inteira e R$ 7,50 meia (lembrando que o Teatro Artur Azevedo não tem cadeiras numeradas, forma-se uma fila para entrar)

Duração: 80 minutos. Classificação etária: 12 anos.
Estacionamento gratuito para os 50 primeiros carros.

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quinta-feira, 02 de abril de 2009

Ajuda ao Quintal de São Francisco

postado às 20h36 por Cristiane Tavares | 15 comentários

Amigos, hoje vou aproveitar o blog para pedir ajuda. Uma Ong chamada Quintal de São Francisco, que existe há 47 anos aqui em São Paulo, localizada no bairro de Parelheiros, que abriga cães e gatos abandonados, vai encerrar as atividades. Segundo a proprietária do local, Ângela Caruso, não há mais dinheiro para manter as funções, e agora será necessário doar todos os bichinhos. A queda nas doações piorou após denúncias sobre as Ong’s que mantinham parcerias com a Prefeitura de São Paulo, os exorbitantes reajustes dos produtos do mercado animal e as especulações do mercado financeiro.

 

Reproduzo aqui parte da carta escrita pela dona do abrigo. Ela explica o que está acontecendo com a organização e pede ajuda. E eu, continuo indignada com essas coisas. Com este país!

 

 

“A nossa realidade:

Os abrigos de animais brasileiros, na sua maioria, são “sonhos” de pessoas que nutrem pelos animais um sentimento de piedade e de inconformismo ao perceberem a indiferença das autoridades e da sociedade em geral. O abandono de animais e as suas conseqüências impulsionam essas “alternativas” (abrigos improvisados) que acabam se transformando em locais desordenados pelo excesso de animais, ultrapassando sempre a sua capacidade, prejudicando assim a qualidade e o bem-estar dos animais, cuidadores e funcionários.

O Quintal de São Francisco nessa estrada experimentou alguns momentos e situações difíceis que apontaram para uma “reflexão” bastante explícita - qual proteção está se dando a esses animais? Qual exemplo se está oferecendo à sociedade quando aprisionamos por tempo indeterminado, recebendo somente alimentação e medicamentos de funcionários que mal conseguem tocá-los quando estão na tarefa diária de limpeza e higienização de seus compartimentos?


Para sustentar o Abrigo nossas despesas estão na casa dos R$ 25.000,00 por mês. Como manter esses números a cada mês pedindo ajuda – pedindo doações para uma sociedade assustada e, hoje, prejudicada com a CRISE econômica mundial e falta de emprego?

Por essa compreensão e por estarmos enfrentando muita dificuldade, decidimos deixar definitivamente de alimentar a “ilusão do abrigo ideal”, somada a ilusão de sermos auto-suficientes ou de encontrarmos abnegados que possam assumir e dar continuidade ao Abrigo do Quintal de São Francisco.

Amigos, com a mesma DIGNIDADE com que chegamos aos 50 anos nessa luta, pretendemos finalizar as atividades do Abrigo do Quintal de São Francisco e contamos com a sua derradeira AJUDA, a mesma que sempre compartilhamos em benefício dos animais.


A nossa Verdade:

O Quintal de São Francisco trabalhou muito, mas não conseguiu oferecer aos animais abrigados condições de bem-estar devidas e preconizadas. Foram inúmeras as tentativas de melhorias, com investimentos e dedicação, porém, os animais recolhidos e abrigados, reconhecidamente não gozam dessa máxima. Mesmo dedicando empenho nas adoções, animais envelhecem e permanecem no Abrigo, especialmente os deficientes, idosos e doentes controlados, mas incuráveis!

Se existem culpados pela existência e pelo final dessa história, teremos de avaliar em cotas de responsabilidades. A queda nas doações, agravada em 2007, após denúncias injustificadas sobre as ONGs que mantinham parcerias com a Prefeitura de São Paulo, os exorbitantes reajustes dos produtos do mercado animal e as especulações do mercado financeiro são, sim, possibilidades de recessão econômica e intimidação ainda maior dos doadores.

Portanto, todos nós que estivemos juntos nesses anos e fizemos o máximo, dedicamos nosso amor e atenção pelos animais, honra em representarmos o Quintal de São Francisco, não nos isentamos da responsabilidade de termos tentado, e tentado muito, porém sem o êxito esperado.

Com imensa gratidão, Diretoria e Conselho agradecem aos Colaboradores, Padrinhos, Apoiadores e Voluntariado, abnegados e valiosos parceiros, na caminhada de tantos anos em que o Abrigo do Quintal de São Francisco fez sua trajetória de alegrias e angústias.”

 

http://www.quintaldesaofrancisco.org.br



Ângela Caruso
Presidente
11-2062-8263

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terça-feira, 31 de março de 2009

Photografia

postado às 18h53 por Cristiane Tavares | 3 comentários

Oi amigos, tudo bem?  Hoje quero mostrar umas fotos. Navegando pela web encontrei algumas imagens curiosas. E se você acha que só você envelhece, ts, ts, a idade chega para todos. Não que isso seja algo ruim, conheço senhores e senhoras que dão um show de vitalidade! Mas o interessante é ver como nosso corpo muda. Ginástica é importante? É. Mas a ginástica não devolve colágeno, não devolve firmeza da pele, não devolve cabelo. Rsrs Brincadeirinha, carecas, não fiquem bravos.

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david_hasselhoff_400

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(Aretha Franklin, Pierce Brosnan, Arnold Schwarzenegger, Clint Eastwood, David Hasselhoff, Richard Gere, Rod Stewart e Roger Moore)

Agora quero que vocês vejam essa foto, premiada pela National Geographic.

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O que você vê em preto não são os camelos. A parte escura na verdade é a sombra dos animais. Os camelos são os pontinhos em branco, já que a foto foi tirada do alto.  Muito bom, né!

Agora essa é excelente! Mas precisa acessar o link abaixo para entender o que é.

obamafesta_400

O fotógrafo norte-americano David Bergman é o responsável pela obra. Com uma montagem de 220 imagens distintas da cerimônia de posse de Obama, Bergman criou uma imagem gigantesca e panorâmica de 1.474 megapixels (59.783 x 24.658 pixels).

Para unir as centenas de imagens --feitas com a câmera Canon G10 e uma poderosa lente objetiva AF-S VR Zoom Nikkor 200-400mm-- o fotógrafo utilizou o programa Gigapan, que é uma câmera robótica com a capacidade fundir e complementar imagens múltiplas, criando um arquivo homogêneo, único e navegável --é possível aproximar ou retroceder, a partir de cliques duplos no mouse, pontos da imagem.

Há como observar os rostos e fisionomias das pessoas, em diversos ângulos da posse presidencial, do público aos VIP's, passando pela inusitada presença de um telefone na orquestra, quase escondido no pedestal do maestro.

Percam um tempo nessa imagem. Vale a pena. Divirtam-se. Acessem o link

http://gigapan.org/viewGigapanFullscreen.php?auth=033ef14483ee899496648c2b4b06233c

 

Um beijo a todos!

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terça-feira, 24 de março de 2009

Inculta e bela

postado às 19h03 por Cristiane Tavares | 2 comentários

Já está em vigor, desde 1º de janeiro deste ano, o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa. No Brasil, 0,5% das palavras sofrerão modificação, enquanto em Portugal esse  índice chega a 1,6% do vocabulário total. Em terras lusitanas, 57% das pessoas são contra a aplicação do acordo! Por aqui, até o momento, ninguém fez abaixo assinado. Então, o negócio é se conformar e estudar as novas regras.

Vamos lá. Vou citar algumas só

As letras “k”, “w” e “y” fazem parte oficialmente do alfabeto. Pode pedir um suco de kiwi sem peso na consciência.

O trema, que o Word insiste em colocar nos textos (coitado, ele ainda não foi atualizado), sumiu. Eloqüência vira eloquência. (a pronúncia, no entanto, não é alterada). E pode ter certeza que virá grifado em vermelho. Pinguim, linguiça e delinquente seguem o mesmo caminho.

Ditongos abertos (ei, oi) não serão mais acentuados em palavras paroxítonas. Só nas paroxítonas, hein? Tá fácil,olha só: assembléia vira assembleia. (grifou de novo de vermelho). Coréia do Sul vira Coreia do Sul (Corêia, né). Plateia, colmeia, paranoia, heroico seguem a mesma trilha. Ficou estranho!

Já nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas, o acento continua. Por exemplo: herói, anéis, papéis, céu, ilhéu.

Agora sem olhar, repete tudo que falei. rs

Tá bom, ta bom. Continuemos...

Os hiatos “oo” e “ee” não têm mais acento circunflexo. Vôo vira simplesmente voo.  Lêem vira leem.  Povôo vira povoo. Crêem vira creem.  Conseguem crer? Acho essa a mudança mais difícil de acostumar.

Já o emprego do hífen é uma enciclopédia a parte.

Pára-quedas vira paraquedas.

Manda-chuva vira mandachuva.

O hífen desaparece quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplo: infra-estrutura vira infraestrutura.

Já se o segundo elemento é iniciado por B, H ou R, o hífen retorna. Exemplo: subepático fica sub-hepático.

O hífen desaparece com o prefixo “bem”. Bem-feito e bem-querer são aglutinadas e viram benfeito e benquerer.

Já o prefixo terminado em “R” mantém o hífen, quando o segundo elemento é iniciado por “H” ou “R”. Super-homem e inter-relação ficam assim, iguais.

Já estou ficando atrapalhada. Melhor parar por aqui.

Amo a Língua Portuguesa, sempre foi minha disciplina favorita, mas tenho que reconhecer. É um verdadeiro enigma.

Se você quiser uma fonte de consulta, indico esse link http://www.abril.com.br/reforma-ortografica

Fiquem agora com um poema de Olavo Bilac, em homenagem ao nosso idioma. A “última flor” é a língua portuguesa, considerada a última das filhas do latim. O termo “inculta” fica por conta de todos aqueles que a maltratam (falando e escrevendo errado), mas que continua a ser bela.

 

LÍNGUA PORTUGUESA

Olavo Bilac


Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

olavobilac

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terça-feira, 17 de março de 2009

Titãs - A vida até parece uma festa

postado às 16h29 por Cristiane Tavares | 3 comentários

Mais uma vez vou falar de cinema. Desta vez fui assistir ao documentário “Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa”, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, no MIS.

titas_22

 Aos que sentem saudades dos anos 80, como eu, o filme é um presente. Em 1984, Branco Mello começa a registrar em VHS toda a rotina da banda, dentro e fora dos palcos. São cenas divertidíssimas do começo da carreira, quando eles aparecem na Hebe, com aquelas roupas ridículas da época. Depois numa apresentação no tradicional Sesc Pompéia, no programa do Chacrinha, Barros de Alencar, Gugu, Perdidos na Noite, Clube do Bolinha, Silvio Santos, Marília Gabriela. Nesta última, os “meninos” foram apresentados ao então presidente Jânio Quadros.

Uma cena engraçada é quando os Titãs (acredito eu ainda desconhecidos do grande público) fazem uma apresentação tosca total na TV Tupi, e são submetidos à avaliação dos jurados. Um dos críticos era o saudoso Simonal.E o Nando Reis, com aquela língua presa e aquela aparência de “estudante de tecnologia da informação da USP”? Imperdível.

titas_nandoreis

O documentário relembra também, as notícias da imprensa quando a banda foi acusada de distribuir e consumir cocaína, com fotos de Arnaldo Antunes preso. Em resposta, eles cantam “Polícia” na histórica apresentação no Rock in Rio 2, com zilhões de pessoas cantando junto. Até arrepia.

Nos bastidores, outros famosos aparecem em festas e gravações, como Herbert Viana, Jorge Ben (sem Jor), Paula Toller e até o produtor André Midani. Lembrei muito da minha viagem quando vi os Titãs se divertindo pelas dunas de Natal-RN.  

titas_natal

Depois eles vão a Londres, onde fazem uma bagunça homérica. Recebem o Troféu Imprensa de 87. Fazem um dueto com Roberto Carlos na música “Pra Dizer Adeus”. Lembro-me que a música “Bichos Escrotos” quando era tocada nas rádios, tinha o refrão censurado...”Pulgas, que habitam minhas rugas...onçinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo....vão se PIIIIIIIIIII”. HAHAHAHAH...Censura besta.

O aneurisma de Branco Mello muda o tom da narrativa. O cantor é internado e operado em 10 de setembro de 1998. A morte de Marcelo Frommer em 2001, aos 39 anos, atropelado por uma moto na Av. Europa (mesma rua do MIS onde eu assistia ao filme). Ele teve morte cerebral e sua família doou os órgãos. Depois a saída de mais um integrante, Nando Reis. Arnaldo Antunes já tinha se desligado da equipe.

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Mas, documentário é documentário. Tem que ser fiel aos acontecimentos, bons ou ruins.

A cantoria é geral dentro do cinema, já que quase todas as músicas dos Titãs, apresentadas no filme, são conhecidas. E não se intimide, cante mesmo!  Sonífera Ilha, Televisão, Cabeça de Dinossauro, Domingo, Epitáfio, A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, entre outros sucessos.

E não vá embora antes dos créditos. Eles mostram curiosidades, do tipo onde e quando as músicas foram gravadas, intérpretes, compositores...

É isso aí. Mais uma dica de cinema pra vocês.

Em breve, “Simonal, Ninguém Sabe o Duro que Dei”. Acessem o vídeo-promo em www.simonal.com

 

Abraços...

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08 de março de 2009

Entrevista com Thedy - Nenhum de Nós

postado às 19h33 por Cristiane Tavares | 11 comentários

O projeto Sons da Nova traz este mês a banda gaúcha NENHUM DE NÓS aos palcos do Tom Jazz, em São Paulo, nos dias 13 e 14 de março. Estes cinco meninos de Porto Alegre são responsáveis por grandes sucessos que marcaram uma geração, e ainda marcarão as próximas. Afinal de contas, são 20 anos de estrada, com a mesma formação e sem intenção alguma de parar. Sorte a nossa! Aos meus leitores e ouvintes da Nova Brasil, um presente: uma entrevista exclusiva com Thedy Corrêa, o vocalista do grupo. Ele fala sobre as composições atuais, pirataria, seus ídolos, Copa do Mundo no Brasil, trabalho social e vários outros assuntos. Confiram!

CT - Vocês sempre se preocupam em transmitir uma mensagem nas músicas. Como você explica o sucesso de bandas cujas músicas nada dizem, que fazem sucesso com apenas um refrão?

Thedy - Creio que é o retrato do momento pelo qual passa nosso país. Pouca paciência para a reflexão, a crítica e o conteúdo um pouco mais comprometido. É aquela velha história: quanto menos questionar, melhor! Então as pessoas andam se contentando com muito pouco...É uma pena que as relações superficiais é que sejam a tônica no que diz respeito às canções.

CT - Como você se sente sabendo que suas músicas marcaram uma época, que as pessoas ainda se emocionam ao ouvir Camila Camila, ou Astronauta de Mármore?

Thedy - Fico imensamente feliz em saber isso, pois é a certeza que nós temos um trabalho sem prazo de validade. Nunca quisemos correr atrás do sucesso, da moda ou de alguma "tendência". Nossa música busca atingir as pessoas sem delimitar idade ou época, ou seja, Camila fez sentido há 20 anos e faz sentido ainda hoje. Isso é DEMAIS!!

 CT- Você já pensou em fazer um álbum inteiro em outro idioma, e partir para o exterior?

Thedy - Adoramos a música latino americana, do rock ao folclore, então temos um sonho de gravar um disco inteiro em espanhol.

 

CT - Na música “Santa Felicidade” teve a participação, belíssima por sinal, de uma orquestra. É uma tendência, ou foi uma experimentação?

Thedy - Fizemos vários shows com uma orquestra de câmara (de uma universidade). Foi apenas a continuidade de um trabalho que já estamos amadurecendo com eles há alguns anos. Talvez um dia role um disco inteiro... 

CT - A pirataria prejudica o trabalho do Nenhum? Você é a favor do download de músicas pela web?

Thedy - A pirataria foi o tiro de misericórdia na indústria fonográfica. O que já vinha mal, ficou moribundo. Meu pensamento é simples: tudo aquilo que alguém pega sem autorização do dono é roubo. Só isso! Quem pega sem pagar música imagina que pode fazer isso com qualquer coisa. 


CT - Surgem histórias de que o disco em vinil poderá voltar. Será mesmo? Você é uma pessoa nostálgica?

Thedy - Não sou nostálgico. Sinto saudade das capas do vinil, mas acho que o som do CD já me satisfaz.


CT - O Nenhum abriu o show do R.E.M. no ano passado e foi um evento inesquecível. Quais são seus ídolos?

Thedy - Fora o REM, o U2, Oasis, Radiohead (já comprei meu ingresso!), Bowie e Dylan. No Brasil Chico, Caetano e Vinícius – na poesia. 


CT - Você gosta muito dos Beatles. Já pensou em fazer um show tributo a eles?

Thedy - Claro! Acho que toda banda já pensou isso...he he 


CT - Você disse em seu blog que o Nenhum está em estúdio, preparando uma surpresa aos fãs. Pode adiantar alguma coisa?

Thedy -Trata-se de um projeto que foi gravado e ficou guardado. Como um bom vinho, acho que o tempo lhe fez bem... Sai em breve.

 

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CT - O Nenhum tem algum trabalho social?

Thedy - Apoiamos muito um projeto chamado VIDA URGENTE direcionado à educação dos jovens no trânsito que tem como principal objetivo diminuir os acidentes e aumentar a conscientização. Fora isso, apoiamos várias instituições menores, contribuindo mensalmente.

CT -Se você fosse presidente do Brasil, qual seria sua primeira ação?

Thedy - Colocar em prática DE VERDADE o ensino público, gratuito e de qualidade. Educação é TUDO. É aquela velha história de não dar o peixe, mas ensinar a pescar.

CT -  Como bom brasileiro, você gosta de futebol. O que você pensa sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil? Você acha que o país tem condições de sediar um evento desse porte?

Thedy - Tenho uma opinião que vai contra a maioria das pessoas: penso que vai ser ótimo! Todos os melhoramentos que serão obrigatoriamente feitos serão bastante aproveitados pela população menos favorecida. É o caso da ampliação das linhas de metrô – no caso de Porto Alegre, o metrô finalmente vai sair do papel. Acredito que os empregos que serão gerados são um grande ganho também. Quanto à roubalheira...bem, ela nunca deixou de existir...

 
CT -  Que livro você está lendo?

Thedy - Gravando!, de Phil Ramone.


CT - Vinte anos de estrada não é pra qualquer um, ainda mais com a mesma formação. (casamentos hoje duram bem menos que isso). Qual o segredo para uma boa convivência?

Thedy -Respeito pelo colega e amigo. Sem respeito não se chega a lugar nenhum. E além disso, a fé no que fazemos.

 

 CT - Você tem um blog que te permite um contato mais direto com os fãs. (www.clicrbs.com.br/astrothedy). Essa aproximação foi benéfica para ti, ou a cobrança aumentou?

Thedy -Está sendo bacana! Escrevo quando tenho algo a dizer. O problema é que as pessoas querem que isso aconteça várias vezes por dia...he he


CT - Como será seu show no Tom Jazz?

Thedy -Emoção na ponta da chuteira! Os ambientes menores rendem muito para as canções do Nenhum de Nós. Vai ser a hora de cantar junto sem medo...

 

 

 

SERVIÇO

NENHUM DE NÓS  - Tom Jazz – 13 e 14 de Março de 2009  - INGRESSOS ESGOTADOS!!!!!!

Av. Angélica 2332 – Higienópolis – SP -  Tel : (11) 3255-0084 www.tomjazz.com.br

www.nenhumdenos.com.br

Agradecimento especial ao amigo Eduardo "Cabello" Bergamini

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 “NENHUM DE NÓS A CÉU ABERTO” é  um registro ao vivo - nos formatos de CD e DVD - onde a banda comemora os 20 anos de carreira  num emocionante show gravado no dia 24 de março de 2007, ao ar livre, no Parque Harmonia em Porto Alegre.

 

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Contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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Fotos do show de 14.03.2009

 

 

quarta-feira, 04 de março de 2009

Como surgiu o oito de março

postado às 21h03 por Cristiane Tavares | 4 comentários

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque fizeram uma grande greve. Ocuparam a unidade e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga horária diária, equiparação salarial com os homens e tratamento digno dentro do ambiente.

A manifestação foi reprimida com violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Porém, somente em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU.

 

Reflexão (olha que profundo)...

Ser mulher é nunca encontrar na bolsa aquele gloss da Avon, que custou uma fortuna...

... é andar de salto alto e ter uma havaianas no carro para aliviar os pés...

... é dizer “ah, não” quando quer dizer “pode ser agora?”...

... é achar que toda mulher famosa e bonita tem celulite ( e os homens nem percebem isso)...

... é levar na viagem o guarda-roupa IN-TEI-RO e só usar as três peças preferidas...

... é alisar o cabelo quando ele é crespo, e enrolar quando ele é liso...

... é chorar com a folha que cai do galho quando está de TPM...

... é torrar o salário naquela liquidação “imperdível” e depois dizer que não tem roupa pra sair...

... é ir em grupo ao banheiro a cada meia hora, apenas para fofocar (os homens acham que é incontinência urinária)...

...é ser forte, mas fingir ser frágil só para ganhar um afago...

 

E aos meninos, uma dica... Neste Dia Internacional da Mulher não precisa comprar o buquê mais caro da loja, com flores importadas da Tanzânia. Basta um botão de rosas, devidamente acompanhado de um cartão com palavras simples, mas verdadeiras. Se for sincero, basta.

Um beijo a todos (as)...

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EM BREVE...ENTREVISTA EXCLUSIVA COM THEDY, DO NENHUM DE NÓS.

AGUARDEM!

 

 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dia da Criança no Rádio e na TV

postado às 18h06 por Cristiane Tavares | 2 comentários

Será comemorado neste domingo, dia 1º de março, o Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV. O tema de 2009 será: “Todos juntos pelas crianças: Sintonize na infância!”.

Criada em 1992 pelo Unicef, a data é celebrada em todo o mundo.  Neste dia, mais de duas mil emissoras de TV e rádio dos mais diferentes pontos do planeta dedicarão sua programação às crianças e aos jovens. O objetivo é promover e garantir a informação de qualidade e estimular a participação de crianças e adolescentes nos meios de comunicação.

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No Brasil, a TV Cultura é a única que participa desde o início da proposta. A emissora conquistou 3 Emmy consecutivos,  em  1997, 1998 e 1999, por promover a data.

O tema me levou aos anos 80 (de novo). Na hora me veio a cabeça o programa Bambalalão, transmitido pela TV Cultura (em São Paulo).  Eu adorava as histórias contadas pela Gigi ...” essa história entrou por uma porta e saiu por outra...quem quiser que conte outra!...”. Lembram?  Além, obviamente, da Silvana, do palhaço Tic-Tac e do professor Poropopó. Isso sim era um programa para criança. Aí pensei: o que será que eles pensam hoje, sobre esses programas infantis da TV?

Então, leiam abaixo o que pensa a Gigi sobre tudo isso. Siimmmmm, eu a encontrei pelo mundo virtual e ela continua a mesma fofa! Aceitou responder as minhas perguntas, contou seu trabalho e ainda convidou todos para vê-la no Sesc Pinheiros, no dia 8 de março.

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foto: Jaqueline Melo

  Sempre perguntam minha opinião sobre a programação infantil. Penso que atualmente as crianças estão sem muita opção com relação a programas de TV. Na verdade tem muitos programas de desenhos, principalmente na TV por assinatura. Já vi alguns desenhos que me surpreendem, com personagens francamente desagradáveis. Gosto de irreverência e brincadeiras, mas é preciso certo cuidado ao estimular alguns comportamentos. 

A mídia é poderosa. O que aparece na TV acaba sendo encarado como aquilo que é o certo, aquilo que vou repetir na vida real.  Por outro lado, já vi alguns programas, como o “Urso da Casa Azul” que é muito bonitinho, apresenta fantoches bem manipulados e conteúdo interessante. A TV RATIMBUM tem bons programas além de exibir programas antigos que priorizam um conteúdo sério, mas ao mesmo tempo divertido. Na TV aberta parece que também não existe muita novidade. A melhor programação continua sendo da TV Cultura.

Em 95 produzi um programa de rádio para crianças na Rede América SAT, o Rádio Ação. Era ao vivo e interativo. As crianças escolhiam o conteúdo do programa votando por telefone. Escolhiam a história, as músicas, participavam de brincadeiras. Era bem interessante.

 

Perguntei ainda, o que ela anda fazendo hoje em dia...

 

Atualmente apresento o “Brincando de Bambalalão”, com o palhaço Perereca e o Doctor Xyss.  Durante todo o ano de 2008, nos apresentamos no Teatro Padre Bento em Guarulhos, em um projeto da Secretaria de Cultura em parceria com a Secretaria de Educação. Levamos também esse espetáculo para várias cidades, como São Bernardo, Campinas, Sorocaba, Itatiba, Araçatuba, Birigui.

Faço também apresentações em várias unidades do SESC, tanto de teatro quanto de espetáculos de contação de histórias. Além disso também produzo conteúdo para livros e CDs didáticos. Tenho ainda espetáculos para o público “mais crescidinho”, como o “ Mulher, Poesia & Companhia”. É uma espécie de sarau, com música e poesia sob a ótica feminina e histórias das deusas gregas e sua correspondência com os arquétipos femininos. Apresento esse espetáculo com os músicos Doctor Xyss e Flawio Lara. No dia 8 de março, dia internacional da mulher, estaremos no SESC Pinheiros, às 15h. Quem quiser conferir, está convidado.

Beijocas estaladas!

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foto: Zé Renato - "brincando de bambalalão"

Teatro Padre Bento  / Guarulhos 2008

 

É isso, quem quiser que conte outra!

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segunda, 23 de fevereiro de 2009

Vencedores do Oscar 2009

postado às 09h43 por Cristiane Tavares | 2 comentários

O filme "Quem quer ser um milionário?" foi o grande vencedor do Oscar 2009. O longa concorria à 10 estatuetas e levou 8! "O Curioso Caso de Benjamin Button", com Brad Pitt, líder de indicações (13 no total) levou três prêmios. O ator Heath Ledger, que morreu no ano passado, foi homenageado com um Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante por seu papel de Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas".

Confiram a relação completa dos vencedores da 81ª edição do Oscar:

Melhor filme:
- “Quem quer ser um milionário?” (vencedor)

- “Frost/Nixon”

- “O curioso caso de Benjamin Button”

- “Milk - A voz da liberdade”

- “O leitor” 

 

Melhor ator:
- Mickey Rourke - “O lutador”

- Sean Penn - “Milk - A voz da liberdade” (vencedor)
- Frank Langella – “Frost/Nixon”

- Brad Pitt - "O curioso caso de Benjamin Button"

- Richard Jenkins - "The visitor” 
 

Melhor atriz:
- Meryl Streep – “Dúvida” 
- Kate Winslet – “O leitor” (vencedora)
- Anne Hathaway – “O casamento de Rachel”
- Angelina Jolie – “A troca”
- Melissa Leo - "Rio congelado" 

 

Melhor diretor:
- Danny Boyle - “Quem quer ser um milionário?” (vencedor)

- Ron Howard - “Frost/Nixon”

- David Fincher - “O curioso caso de Benjamin Button”
- Gus Van Sant - “Milk - A voz da liberdade”

- Stephen Daldry - "O leitor" (filme, atriz, roteiro adaptado, fotografia) 
 

Melhor filme em língua estrangeira:
- "Revanche", de Gotz Spielmann (Áustria)
- "The class", de Laurent Cantet (França)
- "The Baader Meinhof Complex", de Uli Edel (Alemanha)
- "Waltz with Bashir", de Ari Folman (Israel)
- "Departures", de Yojiro Takita (Japão) (vencedor)
 

Melhor canção original:
- “Down to Earth”, de Peter Gabriel and Thomas Newman - “Wall.E”

- “Jai Ho” de A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?” (vencedor)

- “O Saya”, de A.R. Rahman e Maya Arulpragasam – “Quem quer ser um milionário?” 

 

Melhor trilha sonora original:
- Alexandre Desplat - “O curioso caso de Benjamin Button”
- James Newton Howard – “Defiance”
- Danny Elfman – “Milk – A voz da liberdade”
- Thomas Newman – “Wall.E”

- A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?” (vencedor)

 

Melhor edição:
- “O curioso caso de Benjamin Button”

- “Batman – O cavaleiro das trevas”

- “Frost/Nixon”

- “Milk – A voz da liberdade”
- “Quem quer ser um milionário?” (vencedor)

 

Melhor mixagem de som:
- “O curioso caso de Benjamin Button”

- “Batman – O cavaleiro das trevas”
- “Quem quer ser um milionário?” (vencedor)
- “Wall.E”

- “Procurado” 

 

Melhor edição de som:
- “Batman – O cavaleiro das trevas” (vencedor)

- “Homem de Ferro”

- “Wall.E”

- “Procurado”

- “Quem quer ser um milionário?” 

 

Melhores efeitos especiais:
- “Batman - O cavaleiro das trevas”

- “Homem de Ferro”

- “O curioso caso de Benjamin Button” (vencedor)

 

Melhor documentário de curta-metragem:
- “The conscience of Nhem En”
- “The final inch”
- “Smile Pinki” (vencedor)
- “The witness - From the balcony of room 306”

 

Melhor documentário de longa-metragem:
- “The betrayal”
- “Encounters at the end of the world”
- “The garden”
- “Man on wire” (vencedor)
- “Trouble the water” 
 

Melhor ator coadjuvante:
- Heath Ledger - “Batman – O cavaleiro das trevas” (vencedor)
- Josh Brolin - "Milk - A voz da liberdade"

- Robert Downey Jr. - "Trovão tropical"
- Philip Seymour Hoffman - "Dúvida"

- Michael Shannon - "Foi apenas um sonho"

 

Melhor curta-metragem:
- “Auf der strecke (On the Line)”
- “Manon on the asphalt”
- “New Boy”
- “The Pig”
- “Spielzeugland (Toyland)” (vencedor) 

 

Melhor fotografia:
- “A troca”

- “O curioso caso de Benjamin Button”
- “O leitor”
- “Batman – O cavaleiro das trevas”

- “Quem quer ser um milionário?” 

 

Melhor maquiagem:
- "O curioso caso de Benjamin Button" (vencedor)
- "Batman – O cavaleiro das trevas"

- "Hellboy II – O exército dourado”  

 

Melhor figurino:
- “Austrália”
- “O curioso caso de Benjamin Button”

- “A duquesa” (vencedor)

- “Milk – A voz da liberdade”

- “Foi apenas um sonho”

 

Melhor direção de arte:
- “A troca”

- “O curioso caso de Benjamin Button” (vencedor)

- “Batman – O cavaleiro das trevas”

- “A duquesa”
- “Foi apenas um sonho” 
 

Melhor animação de curta-metragem:
- “La maison en petits cubes” (vencedor)
- “Lavatory - Lovestory”
- “Oktapodi”
- “Presto”
- “This Way Up”

 

Melhor longa de animação:
- “Wall.E” (vencedor)

- “Kung Fu Panda”
- “Bolt – Supercão” 

 

Melhor roteiro adaptado:
- “O caso curioso de Benjamin Button”

- “Dúvida”

- “Frost/Nixon”

- “O leitor”

- “Quem quer ser um milionário?” (vencedor)

 

Melhor roteiro original:
- “Rio congelado”
- “Na mira do chefe”
- “Wall.E” (longa de animação, mixagem de som, edição de som, trilha sonora original, canção original)
- “Milk – A voz da liberdade” (vencedor)

- “Happy-go-lucky”

 

Melhor atriz coadjuvante:

- Amy Adams - "Dúvida"

- Penélope Cruz - "Vicky Cristina Barcelona" (vencedora)
- Viola Davis - "Dúvida"

- Taraji P. Henson - "O curioso caso de Benjamin Button"
- Marisa Tomei - "O lutador"

 

 

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O Lutador

postado às 18h34 por Cristiane Tavares | 5 comentários

Fui assistir ao filme “O Lutador”, com o já cinquentão Mickey Rourke. Fui no Cine Bombril, aqui perto da rádio. Mas antes de falar sobre o filme, permitam-me iniciar o post com algumas curiosidades.

Este cinema tem uns sofás vermelhos “tentadores”! Ainda mais depois do almoço (fui na sessão das 14 horas), quase “capotei” aguardando a abertura da sala 01.

 

Pra falar a verdade, não sabia muito sobre o filme. Li a sinopse, mas não me aprofundei. Sabia que era de luta, que o protagonista, “O Carneiro”, ganhou o Globo de Ouro, o Bafta e ainda foi indicado ao Oscar deste ano como melhor ator.

Estava eu no referido sofá, quando termina a sessão anterior à minha e o pessoal começa a sair da sala. De repente senta-se ao meu lado uma senhora com as mãos no peito. Falei: “f...é enfarte!”. A mulher olhou pra mim, eu sorri timidamente, e ela me disse: “nossa, quase que meu coração não aguentou esse filme!”. Ufa, não era enfarte. Não daquela vez. A simpática senhora emendou dizendo que havia sofrido um há pouco tempo. Aí começou a puxar conversa enquanto a filha dela, uma professora, ia ao banheiro. A mulher devia ter já uns 65 anos, e me espantou sua vitalidade e cultura. Contou-me a biografia com-ple-ta do ator Mickey Rourke, que ele tinha feito várias cirurgias plásticas, que fez o “9 -1/2 Semanas de Amor”, etc, etc. Aí eu disse, que já que aquele tipo de filme fazia o coração dela disparar, que optasse por um mais suave, tipo “Se eu fosse você”. “Ah, já vi todos, só faltava O Lutador” ela disse. Fiquei tão pequenininha.

Realmente o filme tem umas cenas pesadas. Pesadas pra mim, que não posso ver sangue. E provavelmente pra minha amiga cinéfila da sessão anterior.

Entrei na sala e sentei-me na poltrona, que é numerada. Aí começo a reparar nas pessoas. Por que todas procuram o número atrás das cadeiras, se o número que está na cadeira da frente corresponde à mesma que a sua? No teatro é a mesma coisa! Dá vontade de falar: “ei, não precisa se contorcer pra olhar o número atrás, olhe o da frente!”. Bom, tudo bem, não serei igual ao meu colega Cri-Crítico do Guia do Estado (apesar de adorar e me divertir com as críticas dele).

O Lutador” conta a história de Randy "The Ram" Robinson, um lutador que fez muito sucesso nos anos 80. Agora, porém, participa de competições de luta livre, aqueles “telecatchs”, enquanto atrasa seu aluguel, faz bicos no açougue, não fala com sua filha e tem como melhor amiga uma stripper, Cassidy, vivida por Marisa Tomei.

 

 

No filme, o protagonista, usuário de drogas pesadas, sofre um enfarte após uma luta. Imaginem de quem eu lembrei.

Achei o filme muito bom, apesar das cenas mais fortes. A mensagem é basicamente uma: não importa sua fama, sua profissão, seu “valor de mercado”, se você não tem a saúde em ordem e uma família por perto. Quando você está no topo, todos são seus amigos. Depois, quando você está lá embaixo, precisando de apenas uma palavra, ninguém está por perto. Pior que isso não acontece só na ficção.

Curiosidade: vejam a transformação do ator, na vida real, em www.folha.com.br/090431

Beijo a todos...

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Skidum X Patagônia

postado às 16h41 por Cristiane Tavares | 9 comentários

O carnaval está aí. Considerada a festa mais popular do mundo. Você sabe quando surgiram os primeiros blocos? Foi no final do século 19, com os famosos “corsos”. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, saíam pelas ruas da cidade. Essa é também a origem dos carros alegóricos de atualmente.

 

O carnaval popularizou-se mesmo no século 20, com a ajuda das marchinhas. A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca Ismael Silva. Anos mais tarde, a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá.

A partir daí, outras escolas surgem no Rio e em São Paulo. Elas se organizam em Ligas e começam os primeiros campeonatos pra escolher a mais bonita e organizada.

Hoje o carnaval atrai milhares de turistas todos os anos. Virou um grande negócio. Porém, perdeu o objetivo.

Eu não agüento mais acompanhar o carnaval. Não agüento ver tanta mulher pelada na televisão. Começo a achar realmente, que carnaval é festa pra homem. Não consigo mais me divertir. A graça acabou pra mim quando, num baile do Juventus, há uns 12 anos, presenciei cenas grotescas e ainda fui taxada de “antiquada”. Olha só, eu antiquada!

Era um tal de beija daqui, beija de lá, beija qualquer um, todos bêbados ( e bêbadas), me deu um nojo. A competição era quem conseguia beijar mais. As meninas, de família, se comportando como verdadeiras prostitutas. E tinha muita droga também. Parece que se você não fuma, não bebe e não “sai” com alguém, você não se divertiu. Ah, faça-me o favor né! 

Por isso que digo que a festa do carnaval, aquela que descrevi no início do texto, não existe mais. No interior, onde dizem que é melhor, é igual. A erotização está em todos os lugares. Não é a toa que o Ministério da Saúde intensifica a campanha pelo uso da camisinha bem nessa época.

A imagem que vai do Brasil para o exterior é essa. Mulher pelada, rebolando na câmera, corpos sarados e vazios, competição de quem tem mais silicone e menos cérebro, e os gringos loucos com isso. Depois querem prender os alemães que trocaram de roupa no saguão do aeroporto de Salvador. Ué, aqui não fica todo mundo pelado mesmo?

Se você gosta do carnaval, não recrimino, bom divertimento. Cuide-se. Eu vou para a Patagônia.

Contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

 

sábado, 07 de fevereiro de 2009

Hora do Planeta 2009

postado às 16h16 por Cristiane Tavares | nenhum comentário

Oi pessoal, tudo bem?

No dia 28 de março de 2009, 375 cidades de 74 países participarão da Hora do Planeta. Trata-se de uma iniciativa da Rede WWF (www.wwf.org.br) conhecida globalmente como Earth Hour. No sábado em questão, dia 28, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes por uma hora, para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global.

Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, dois milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas em todo o globo aderiram à ação. E agora, em 2009, a Hora do Planeta pretende atingir um bilhão de pessoas, em mil cidades.

No Brasil, a cidade do Rio de Janeiro vai participar pela 1º vez.  O prefeito Eduardo Paes anunciou que desligará as luzes de monumentos cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes. O Jockey Club também confirmou sua participação.

Além do Rio, vão participar Londres, Pequim, Roma, Moscou, Los Angeles, Hong Kong, Dubai, Cingapura, Atenas, Buenos Aires, Toronto, Sydney, Cidade do México, Istambul, Copenhague, Manila, Las Vegas, Bruxelas, Cidade do Cabo e Helsinki.

Outros monumentos que vão apagar neste dia são o Opera House, em Sydney, a Torre CN, em Toronto, o Estádio do Milênio, em Cardiff (Inglaterra) e o edifício mais alto do mundo, o Taipei 101, em Taiwan.

O ano de 2009 é decisivo para as ações de combate ao efeito estufa, já que as lideranças mundiais têm um encontro marcado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que se realiza em Copenhague, em dezembro, em substituição ao Protocolo de Kyoto.

Visitem o site www.horadoplaneta.org.br  ou www.earthhour.org e saibam como ajudar, inclusive reduzindo sua emissão de carbono diária.

Não deixem de assistir a este vídeo, que mostra exatamente o que é a Hora do Planeta. É emocionante. Liguem o som.

http://www.youtube.com/watch?v=aeYugbX8YDU

Espero que vocês entendam a importância desse evento. Espero realmente, que todos façam uma reflexão sobre a situação do nosso planeta. Sobre a situação dos nossos mares, oceanos, florestas, animais, todos ameaçados pelo aquecimento global. São atitudes nossas, diárias, que farão toda a diferença nesse cenário.

wwfbrasil horadoplaneta

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segunda, 02 de fevereiro de 2009

Guerra dos Mundos

postado às 21h02 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Remexendo na mini biblioteca lá de casa, encontrei meu livro favorito. Um que eu nunca esquecerei. Um livro que me incentivou a aprofundar mais meus conhecimentos sobre este veículo tão importante que é o rádio. A obra chama-se “Histórias Que O Rádio Não Contou”, do jornalista e radialista Reynaldo C.Tavares. Não, ele não é meu parente, bem que eu gostaria que fosse.

O livro vem acompanhado de 2 CD’s com as melhores e mais emocionantes transmissões radiofônicas, depoimentos, programas de humor, pronunciamentos, jingles, spots publicitários, radionovelas, enfim, tudo que marcou a era do rádio desde o galena até o digital.

Um dos fatos mais marcantes, e que eu sempre fico tentando entender como isso aconteceu, foi a transmissão da “Guerra dos Mundos”, do gênio Orson Welles. Vou contar como foi.

“Em 1938, no dia 31 de outubro, dia das bruxas, Orson Welles, com sua voz grave e marcante, assombrou o mundo, protagonizando um dos eventos de maior repercussão e cujas conseqüências extrapolaram toda e qualquer expectativa, ratificando definitivamente a força do rádio como veículo de comunicação de massa e seu poder de persuasão.

Tudo começa assim, com seguidas interrupções na programação musical da rádio CBS, dos Estados Unidos:

- Atenção, senhoras e senhores ouvintes. Os marcianos estão invadindo a Terra...Atenção, senhoras e senhores, os marcianos estão invadindo os Estados Unidos da América...

Foram várias as entradas. Aquela notícia, que fazia parte de uma dramatização, revestiu-se de tal realismo que causou um verdadeiro pânico nas pessoas. Muitas sintonizaram o programa após o aviso inicial, de que aquilo seria apenas um programa de rádio.

Mas a 'brincadeira' provocou fugas, desmaios, juras de amor, arrependimentos de última hora, enfartos, suicídios e todo tipo de desconcertos que uma catástrofe dessa ordem provocaria. As pessoas fugiam desesperadas para lugar nenhum, lotando as estradas, ou tentavam se esconder em celeiros. As mais corajosas carregaram suas armas e saíram à procura dos monstros marcianos, mesmo que acabassem atirando em caixas d'água, razoavelmente parecidas com as máquinas de guerra alienígenas. A extensão foi tão grande que obrigou a Columbia Broadcasting System a “retirar do ar” aquelas transmissões, antes mesmo do final.

A “Guerra dos Mundos”, de Orson Welles, um terrível evento, catastrófico e infeliz, foi capaz de parar uma das maiores nações do mundo, espalhando horror por todo o país.

Mesmo com tudo isso, o rádio paradoxalmente consagrou o nome de Orson Welles como autêntico gênio na difícil arte de representar, culminando com seu ingresso no cinema, no teatro, na TV e no showbusiness. Inclui-se aí sua produção de 1941, Citizen Kane – Cidadão Kane  -  sua obra máxima, considerada pela crítica especializada como um dos melhores clássicos de todos os tempos na história do cinema mundial.” (pág. 210).

Orson Welles faleceu no dia 10 de outubro de 1985, aos 70 anos, diabético e cardíaco, aparentemente de um ataque do coração.

Incrível mesmo foi como as pessoas acreditaram naquilo. O rádio era o dono absoluto da verdade. Hoje, se chega alguma notícia meio estranha quanto à veracidade, recorremos à TV, a internet, e até outras emissoras de rádio. Naquele tempo não tinha opção.

Mas, vem cá... acreditar que MARCIANOS invadiam a Terra, ameaçando os seres humanos com “raios de calor”, é muito né!

Acompanhem um pouco do “assustador” programa de Orson Welles neste link do youtube (em inglês).

http://br.youtube.com/watch?v=4wf5TPVz56A

welles

 

Beijos  e obrigada pelo retorno positivo de vocês com relação ao meu blog. Os elogios são incentivos para eu continuar escrevendo.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Conto um conto

postado às 14h12 por Cristiane Tavares | 5 comentários

Era uma vez, uma menina. Ela tinha 10 anos. Estudava num bom colégio. Não era rica. Classe média. Muito dedicada. Nunca repetiu nenhum ano. Seus pais não tinham trabalho com ela. Era uma menina responsável. Tímida. Mas chegou a ser retirada da sala de aula por falar muito. Diante da diretora, silêncio. Diante dos coleguinhas, uma palhaça. Em festa de família, comportada.

Aos 15 anos, com uma amiga “carne e unha”, começa a sair. Matinê. Seus pais não a deixavam sair a noite. Razões óbvias. Na praia, uma turma inseparável. Todos da mesma idade, começam os romances. Rodrigo, Daniel, Fabio, Guilherme, Gustavo. Paixões avassaladoras. Cartas, não emails. Telefonemas intermináveis. Contas igualmente intermináveis. Nenhum beijo na boca. Apenas abraços e cafunés.

Aos 16 teve que mudar de colégio. Muitas mudanças. Amigos perdidos. Amigos novos. Novos, riquinhos e irresponsáveis. Foram 3 anos nesta escola. Três anos de muito estudo. Ensino puxado. E dificuldade para pagar a mensalidade. Livros emprestados. Apostilas xerocadas. Os novos amigos passavam férias na Disney. Durante o ano letivo, destruíam o patrimônio da escola. A menina seguia inconformada. Tanto dinheiro, tanta falta de educação. Mas seguiu forte, em frente, recuperada. Presenciou atos de vandalismos. Denunciou-os. Detestava impunidade. Começa a solidificar sua personalidade.

Aos 18, entra na faculdade. Novos amigos. Novos desafios. Novos hábitos. Não era preciso pedir para ir ao banheiro. Uma sala com 105 alunos. Artistas, cantores de samba enredo, maconheiros, malucos, e gente que queria estudar. Um namorico surge novamente. Não vai pra frente, ela tinha amadurecido, ele não. Começam as ofertas. Bebida. Cigarro. Drogas.  Nada disso a agradava. Ao invés da cerveja, ela ficava no suco de melancia. Nunca cedeu às brincadeiras de que “água enferruja”. Tinha personalidade forte. “Dane-se quem discordar de mim”, dizia ela. Por isso mesmo, não fazia parte das grandes rodinhas. Por isso mesmo fez poucos, mas verdadeiros amigos.

Concluiu seus 4 anos de faculdade. Formou-se. Viu os amigos se casarem. A amiga “carne e unha” também. Viu os amigos indo embora para outros países. Mas novos vieram em seus lugares. Namorou, namorou, namorou. Desmanchou, desmanchou, desmanchou. Arrumou emprego fixo. Faz o que gosta. Resolveu viajar sozinha. Viu que é a melhor coisa do mundo. A amiga “carne e unha” se separou. Outros também estão seguindo o mesmo caminho.

A menina, agora uma mulher de 30, tem opinião bem formada sobre tudo. Usou tudo que passou na vida como aprendizado. Viu que dinheiro não compra felicidade. Comprovou que nem sempre quem tem dinheiro, tem educação. Aprendeu que não é preciso uma aliança no dedo para ser feliz. Ser feliz é ter a saúde intacta. Ter uma mente ocupada. Ter quem amar.

Esta mulher sente saudade do passado, mas não vive dele. Tem planos para o futuro. Mas está desiludida com as pessoas. Muita maldade nesse planeta. Muita maldade entre seres chamados humanos. Humanos? São é “bárbaros”, diz ela. Não há nada de “humano” em matar os próprios pais. Não há nada de “humano” em abandonar crianças em sacolas plásticas. Não há nada de “humano” em largar um animal de estimação na rua, passando fome e frio. Não há nada de “humano” nas guerras entre nações. Isso tudo a deixa inconsolável. Mesmo assim, é uma boa pessoa. Os amigos dizem.

 (qualquer semelhança com a realidade, não é mera coincidência)

contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

 

 

 

 

18 de janeiro de 2009

A posse de Barack Obama

postado às 11h36 por Cristiane Tavares | 3 comentários

Na próxima 3ª feira, dia 20/01, Barack Obama toma posse na Casa Branca. Particularmente estou satisfeita, afinal, o presidente dos EUA é o presidente do mundo. Uma decisão que ele toma lá, reflete no planeta. Se eu morasse nos Estados Unidos, este teria sido meu candidato.

Suas propostas são modernas e necessárias. Obama defende a retirada das tropas americanas do Iraque; defende a legalização dos imigrantes desde que paguem multa e aprendam o inglês; o presidente também é a favor da união civil de pessoas do mesmo sexo; é a favor do aborto e das pesquisas com célula-tronco. Pronto, está aí o porquê de eu gostar tanto dele.

Mas, tenho um medo (de repente você também já pensou nisso). Obama é negro. Apesar do esquema de segurança sem precedentes no dia da posse, temo por sua vida. O racismo nos EUA ainda é muito grande. Pouco mudou na mentalidade dos norte-americanos desde a época de Martin Luther King (em abril de 1968, ele foi assassinado em Memphis, Tenessee, por um branco que havia escapado da prisão). Se puderem, assistam a esse vídeo do youtube, (http://www.youtube.com/watch?v=iEMXaTktUfA) com o discurso de Luther King e vejam a semelhança com a situação de Obama: uma multidão o aplaude, o venera a cada final de frase, carregam faixas de apoio, seguranças por todos os lados...

Na semana passada, um homem foi preso no Mississipi por ter ameaçado, via chat, assassinar o presidente eleito durante a cerimônia de posse. Babaquice ou não, é fato. É melhor não pagar pra ver.

Abaixo, um pouco da vida de Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos.

Nascido em 4 de agosto de 1961, em Honolulu, Havaí, Barack Obama é casado com Michelle, com quem tem duas filhas, Malia e Natasha. Filho de um queniano e uma norte-americana do Kansas, Obama tem parte da família ainda na África.

Na infância, viveu durante anos em Jacarta (Indonésia) após o divórcio dos pais e o novo casamento da mãe. Aluno de Harvard, Obama foi o primeiro negro a presidir a prestigiosa revista universitária "Harvard Law Review" e, em 2004, ingressou no Senado.

A carreira política de Obama começou em 1996, ao ser eleito para o senado estadual de Illinois. Em 2000 tentou sem sucesso a Câmara dos Representantes. Obama decidiu então ficar pelo senado estadual, sendo re-eleito em 2002. Mas, Washington continuava a ser a sua meta, e em 2004 conseguiu uma das duas cadeiras no senado pelo estado de Illinois.

Em Fevereiro de 2007, Barack Obama oficializava a sua corrida à nomeação à presidência pelo partido democrata. Hoje é o mais novo ocupante da Casa Branca.

 email:ctavares@novabrasilfm.com.br

terça-feira, 06 de janeiro de 2009

Imagens da Paulicéia

postado às 20h42 por Cristiane Tavares | 5 comentários

Neste post quero deixar algumas imagens de São Paulo, que não couberam no anterior. Lembrando que se você tiver fotos interessantes da Paulicéia, pode mandar pra mim. As melhores serão inseridas no blog, em um post especial. email: ctavares@novabrasilfm.com.br

 

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Av. 23 de Maio

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Catedral da Sé

 

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                                                                                                                                                    Estação da Luz

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                                           Estação Julio Prestes

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Estádio  do Pacaembu

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                                                                                                                                                                       MASP

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                                                                                                                                                Teatro  Municipal

 

créditos das imagens: Jeferson Pancieri / Wanderley Celestino / Caio Silveira /Alexandre Diniz ( SP Turis)

sábado, 03 de janeiro de 2009

São Paulo - 455 anos

postado às 17h24 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Olá amigos (as) ouvintes,

Já estamos em 2009. Este mês, minha querida cidade de São Paulo completa 455 anos. Vou contar um pouquinho sobre sua história...

A Vila de São Paulo de Piratininga teve início em 25 de janeiro de 1554, com a construção de um colégio jesuíta pelos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí.

Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha por finalidade a catequese dos índios que viviam na região.

O povoamento teve início em 1560, quando por ordem de Men de Sá, governador geral da colônia, mandou a população da vila de Santo André da Borda do Campo para os arredores do colégio, denominado “Colégio de São Paulo de Piratininga”. (O nome foi escolhido por que dia 25 de janeiro, a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tharso). Assim, a vila de Santo André da Borda do Campo foi extinta, e São Paulo elevada à categoria de vila.

São Paulo permaneceu durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada, que se mantinha por meio de lavouras de subsistência.

Por ser a região mais pobre da colônia, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se espalharam pelo interior do país à caça de índios, ouro e diamantes. A descoberta de ouro em Minas Gerais fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo, que foi elevada à categoria de cidade em 1711.

Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo paulista do açúcar. A produção se espalhou pelo interior da província, que já tinha a obrigação de escoá-la para o porto de Santos.

Em 1828 instalou-se a 1ª faculdade de Direito, dando um novo impulso à cidade, com fluxo de estudantes e professores, juntamente com a produção do café nas regiões de Campinas e Rio Claro.

Neste período, São Paulo começou a receber muitos imigrantes, especialmente italianos, dos quais muitos se fixaram na capital e as primeiras indústrias começaram a se instalar.

O auge do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (o prédio atual) no fim do século VIX. Neste período, o centro financeiro da cidade se desloca de seu centro histórico para as regiões mais a oeste. O Vale do Anhangabaú é ajardinado e a região do outro lado do rio passa a ser conhecida como Centro Novo.

Com o crescimento industrial no século XX, a área urbanizada da cidade aumentou, e alguns bairros residenciais foram construídos sobre chácaras. O grande surto industrial se deu durante a II Guerra Mundial, devido à crise na cafeicultura e às restrições ao comércio internacional, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento muito elevada, até hoje.

 

Curiosidades da Metrópole

 A cidade de São Paulo é mais rica que Nova Zelândia, Irlanda, Chile, Venezuela e Peru;

A cidade de São Paulo é considerada a Capital Mundial da Gastronomia (desde 1997) ;

A melhor Pizza do mundo hoje é feita somente na cidade de São Paulo;

São Paulo é maior cidade italiana do mundo;

São Paulo é maior cidade japonesa fora do Japão;

São Paulo é maior cidade portuguesa fora de Portugal;

São Paulo é maior cidade espanhola fora da Espanha;

São Paulo é a maior cidade do Brasil. É conhecida como a “capital dos negócios” já que 75% das feiras e congressos realizados no Brasil acontecem aqui;

São Paulo tem quase 300 salas de cinema, mais de 100 teatros, 70 museus, além de uma dezena de centros culturais;

São Paulo tem a 2ª maior frota de helicópteros do mundo, atrás apenas de Nova York.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Você é mal-humorado?

postado às 21h11 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Ah, se for, mantenha distância. Conviver com pessoas assim não dá. E elas estão se multiplicando, estão por toda parte, no trabalho, no metrô, nas lojas, nas repartições públicas, nas universidades, em casa.

Quando você entra no elevador com um sonoro “bom dia” e seu companheiro de quadrado não lhe dá a mínima, ele é, além de mal educado, um grande mal-humorado. Custa?

Quando você entra num cartório e faz mais do que 1 pergunta, já viu a cara que o atendente faz? Será que é tão ruim assim trabalhar ali? E o que EU tenho a ver com isso? Precisa fazer cara feia?

Quando eu entro numa loja (de qualquer coisa) e sou recebida de cara fechada, imediatamente eu giro meus pezinhos, dou meia volta e desapareço. E ainda digo um “até logo” que, obviamente, ficará no vácuo.

Pessoas mal-humoradas têm uma áurea ruim. São pessoas negativas, parece que andam com uma nuvem cinza sobre suas cabeças.Por maiores que sejam os problemas, a cara sempre fechada não vai resolver nadica. Pelo contrário: aquela pessoa que poderia dialogar para encontrar uma solução, se afasta cada vez mais.

Há pessoas que são tão mal-humoradas, que são doentes. E a doença chama-se Distimia. O distímico só enxerga o lado negativo do mundo e não sente prazer em nada. Esse transtorno mental atinge, pelo menos, 180 milhões de pessoas no mundo. Já as causas, como na depressão, estão em um possível desequilíbrio químico que envolve uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal. Nesses casos, o antidepressivo é fundamental.

Mas, como eu sempre digo que “sua forma de pensar faz sua forma de viver”, tenho métodos melhores para os “rabugentos” de plantão do que remédios.

Acorde todos os dias com otimismo, com uma oração agradecendo seu amanhecer, agradecendo o sol, a energia, o canto dos pássaros, oferecendo sua ajuda, sorrindo sempre, mesmo com o trânsito engarrafado da Marginal Tietê... sua cara feia e seu pessimismo não farão os carros andarem mais rápido.

Agradeça sua vida, mesmo que haja alguma doença física. Afinal, você está vivo. Ouça uma música que lhe faz bem. Agradeça se você tem um trabalho, mesmo que não seja aquele dos seus sonhos (pense nos que fariam de tudo para estar no seu lugar). Beije seus pais, seus filhos, seus netos, seus cachorros. Abrace pessoas queridas, essa é uma troca de energia incomensurável!

 

Enfim, seja bem-humorado, encontre graça nas pequenas coisas do seu dia-a-dia. Tente, vale a pena.

Que 2009 seja um ano alegre, de boas energias, de felicidade, de festas, de brindes, de elogios, de amizade, de saúde e de PAZ NO PLANETA

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Termino meu último post de 2008 com a letra da música “Amor pra Recomeçar”, do Frejat, artista que admiro tanto pelo profissionalismo como pelas composições.

Um beijo a todos!!

email: ctavares@novabrasilfm.com.br

 

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!