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blog / Cristiane Tavares

Cristiane Tavares
segunda, 19 de dezembro de 2011

Eu e ela

postado às 17h34 por Cristiane Tavares | 10 comentários

Aprendi muita coisa nesses 8 anos ao seu lado.

Aprendi que existem anjos na Terra.

Aprendi que um olhar vale mais que um milhão e meio de palavras.

Aprendi que não custa absolutamente nada dar carinho e amor sem limites.

Aprendi que latido não é tudo igual: cada expressão sua significava uma coisa diferente.

Aprendi que a humildade é virtude de poucos.

Você me mostrou como é bom trocar uma balada de sábado à noite por um cafuné no sofá. E foram inúmeras vezes.

Você me mostrou que o ser humano ainda está em evolução e que muitos ainda são extremamente primitivos, pré-históricos.

Você me deu amor incondicional e nunca pediu nada em troca. Um ossinho, talvez.

Você uniu, ainda mais, nossa família.

Você secou minhas lágrimas quando eu estava triste. Perdi a conta das lambidas que tomei.

Você me mostrou que roupa com cristais, cama importada da Tailândia, esmalte para unhas e festa de aniversário com direito a placa de ouro no pescoço não vale nada se não houver respeito e amor de verdade.

Você me alertou para um problema grave do nosso país: a quantidade de animais abandonados nas ruas e maltratados pelos próprios donos. Talvez porque você mesma tenha passado por isso antes de vir pra mim.

Você me mostrou toda a beleza de sua inocência eterna.

Você me manteve em equilíbrio, dando-me forças para te defender de todo o mal.

Acariciar-te me mantinha em contato direto com a natureza.

Você me ensinou a escutar sua respiração e as batidas do seu coração, quando dormíamos juntas.

Você me fazia chorar de alegria só por te ter na minha vida. Só por isso.

Você me ensinou a cuidar de você, para cuidar das outras duas irmãs suas que vieram depois.

Me ensinou também que qualquer um que achar essa nossa relação absurda, é porque não tem sensibilidade, nem um espírito evoluído o suficiente para entender que Deus também se expressa nos animais.

Você me ensinou como a vida é simples. E breve.

Você me ensinou que a saúde é o bem mais valioso que temos. E foi por causa de uma maldita insuficiência renal, doença sem cura, que eu te perdi.

 

Ao leitor do meu blog, eu desejo um 2012 COM MAIS RESPEITO PELOS ANIMAIS.

Com mais compaixão por esses seres incríveis enviados à Terra para nos auxiliar na nossa evolução. Sou uma pessoa muito melhor hoje, graças aos 8 anos de convivência com a Mel, minha cachorrinha que virou estrelinha no último dia 16/12.

Feliz Natal e ótimo 2012

 

contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

http://cristiane-tavares.blogspot.com

 

"Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto quem chuta ou maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar" .  Chico Xavier

segunda, 31 de outubro de 2011

Fale agora ou...

postado às 17h21 por Cristiane Tavares | 10 comentários

É tão divertido assistir àquelas fitas VHS antigas que temos em casa, não é? Recordamos de parentes, amigos, lugares, músicas e de todo um contexto que gerou experiências hoje integrantes de nossa história de vida. Relembramos também de pessoas que partiram deste mundo, outras que sumiram, outras que ainda estão ao nosso lado, enfim, ver esses vídeos é sempre emocionante.

Mas, para algumas daquelas pessoas eu deixei de dizer algo. Deixei de dizer o quanto os amava. Deixei de dizer o quanto eles faziam bem para mim. Não fui capaz de manter um laço de amizade com alguns deles, porque, pela própria correria da vida, acabamos nos afastando, sem ter um porquê. Meu aniversário de 18 anos foi incrível, vi o vídeo dessa festa nos últimos dias. Mas não cheguei a cada um dos meus convidados para agradecer a presença deles nesse dia que ficou marcado na minha vida. Arrependo-me profundamente. Hoje, não sei onde alguns deles estão. Se vivos, casados, solteiros, felizes, saudáveis... não sei.

O que eu quero deixar claro com isso é: nunca, nunca, nunca deixe pra dizer depois o que você pode dizer agora. Se você tem um amigo que você gosta muito, mande um torpedo a ele dizendo “amigo, te amo, sabia?”. Eu recebi um desse da minha melhor amiga outro dia e chorei o dia inteiro.

Se você tem um amor na sua vida, diga o que você sente por ele (a). Não temos, ainda, bola de cristal pra saber o pensamento do outro. E fale hoje! Amanhã essa pessoa pode não estar mais aqui. E dependendo do que for dito, poderá mudar todo o curso da história.

Lembre-se do ditado...”arrependa-se do que você NÃO fez...”

Se você tem vergonha de chegar agora no seu amigo, pai, irmão, primo, seja quem for, e lhe dizer “eu gosto muito de você e você é importante pra mim”, talvez no futuro poderá se sentir como estou agora, lamentando a perda de uma oportunidade de ter dito o que meu coração sentia. Mande um email, um sms, ou uma flor, um livro, um bombom, e junto coloque um bilhete escrito a mão. E se essa pessoa não entender nada do que está acontecendo, te olhar estranho, pode imprimir este texto e anexar junto com seu bilhete. Daqui uns 15 anos, essa pessoa vai se lembrar do seu gesto, tenha certeza.

Não adie suas palavras. Não permita que pessoas importantes na sua vida desapareçam, mesmo que o dia-a-dia provoque essa distância. Vá atrás de quem realmente lhe faz bem. E seja feliz.

Beijo a todos

Contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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quarta-feira, 03 de agosto de 2011

Animais soltos. Divirta-se

postado às 22h26 por Cristiane Tavares | 5 comentários

“Abra a porta com cuidado: animais soltos”. Foi com esse aviso inédito que o pessoal da ONG Natureza em Forma me ganhou quando visitei o espaço deles, dentro do Matilha Cultural, aqui na capital Paulista. A ONG trabalha com resgate e recolocação de animais, silvestres e domésticos, e promove mutirões de castração, essencial para evitar a superpopulação de animais de rua. Também organiza todos os domingos o evento de adoção. Mas pode ter certeza que é diferente de tudo que você já viu, a começar pelo local.

A Natureza em Forma, que antes ocupava o Casarão da Avenida Paulista, agora está instalada no Matilha Cultural (www.matilhacultural.com.br). Esse local é inovador no conceito. É na verdade uma casa dos animais, onde os humanos são bem vindos, desde que se comportem bem. Lá ocorrem exposições de arte, sessões de cinema, debates, cursos e apresentações musicais. Todos os domingos há o evento de adoção na parte térrea da casa. É aí que rola a maior diversão aos que amam os animais, como eu. Todos os cães que procuram um lar ficam soltos, andando pela sala, interagindo com os visitantes, que podem sentar-se no chão com eles, brincar e olhar nos olhos desses anjos que só pedem uma família nova. Ninguém fica preso em gaiolas, nem em coleiras.

Para adotá-los, o interessado deve responder a um questionário, que avaliará se ele realmente tem condições de cuidar de um animal, e também assinará um termo de responsabilidade.

O Matilha Cultural é ambientalmente correto. O cardápio dos eventos que lá ocorrem e do café é vegetariano e dá-se prioridade a produtos orgânicos e de cooperativas. Não é permitido o uso de copos e embalagens descartáveis, para reduzir a quantidade de lixo. Os resíduos orgânicos são compostados no jardim. Utiliza-se papel reciclado nos impressos. Um exemplo de instituição de primeiro mundo.

O Instituto Nina Rosa (www.institutoninarosa.org.br) que defende o direito dos animais, também tem um espaço dentro do Matilha, merecidamente.

Deixo aqui o convite a quem mora em São Paulo e também a quem vem aqui nos visitar, para conhecer o Matilha Cultural. Tenho certeza que não há outro lugar assim na cidade. Um lugar onde o respeito pelos animais e pelo meio ambiente é a prioridade.

Matilha Cultural  - Rua Rego Freitas 542  - República * Centro de SP

Tel: (11) 3256-2636 www.matilhacultural.com.br

ONG Natureza em Forma : www.naturezaemforma.com

 

 

 ctavares@novabrasilfm.com.br

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"UM PAÍS, UMA CIVILIZAÇÃO, PODEM SER JULGADOS PELA FORMA COM QUE TRATAM SEUS ANIMAIS." (MAHATMA GANDHI)

 

 

 

 

terça-feira, 05 de julho de 2011

A Corrente do Bem

postado às 20h25 por Cristiane Tavares | 25 comentários

O mundo está ficando mesmo egoísta. As pessoas cada vez mais fechadas em seu próprio mundo. As relações de amizade se deteriorando. As relações de trabalho se afundando em mesquinhez. Ninguém faz nada por ninguém se não receber algo em troca. E esse é o pior pensamento que um ser humano pode ter.

Me entristece tudo isso. Eu não sou assim, meus pais não me ensinaram a ser assim. Inclusive não me dou bem com seres egoístas, que só olham ao próprio umbigo. Mesmo assim, eu não desisto de tentar mudar essa situação. Mesmo porque sinto na pele como é bom fazer o bem e receber apenas um “muito obrigado” de volta. É uma lei física: faça o bem e receberás o bem. Fato indiscutível.

Eis que nesta semana chega até a redação um material sobre A Corrente do Bem, e não poderia ter aparecido em melhor hora. Deixe-me contar o que é.

A Corrente do Bem é um movimento que veio para o Brasil em janeiro desse ano, com a proposta de conscientizar as pessoas de que boas ações se fazem no dia a dia. Pode ser no quintal de casa, entre amigos, para desconhecidos que cruzam o seu caminho, no trabalho, na escola, na hora do almoço e até pela internet; é só fazer.

O importante é perceber as pessoas ao nosso redor e, através de um gesto, fazer com que elas também reconheçam a existência do outro, gerando um fator multiplicador desse sentimento.

A proposta é inspirada no filme e no livro de mesmo nome (foto acima), no qual o protagonista ensina que se você fizer boas ações para três pessoas e essas replicarem para outras três, é possível gerar um grande impacto de acordo com uma escala matemática básica.

E tem mais: após cada gesto de gentileza, distribua um cartão (que pode ser impresso pelo site) no qual está um pedido para que a corrente do bem não seja quebrada, para isso, ajudando também outras pessoas.

Exemplos:

Faça algum trabalho filantrópico. Trabalhe para algum cliente que não pode pagar e peça a ele para ajudar outra pessoa de alguma forma.

Doe seu guarda-chuva que está dentro do carro para quem está no ponto de ônibus tomando chuva.
Ajude a empurrar o carro de alguém que ficou enguiçado. Dê uma carona para alguém que precisa.

Pague o cafezinho de um desconhecido.

Doe ingressos de teatro, cinema, shows para um casal desconhecido, para alguém que cruzar na rua, para o caixa do supermercado, etc (eu já fiz isso).

Visite um(a) vizinho(a) idoso(a) e pergunte se algo precisa ser consertado em sua casa, como por exemplo uma lâmpada queimada, ou uma torneira pingando.

Sem muita explicação, dê aquele abraço apertado e encha de beijos aquele seu amigo que está precisando de um carinho.

Organize um flash mob com seus amigos, nem que seja para abraçar pessoas desconhecidas na rua, lavar uma calçada, pintar uma parede.

Converse com alguém que está em crise ou precisa de ajuda.

É engraçado ter que fazer uma campanha para que as pessoas façam o bem, quando isso deveria ser natural. Mas a idéia é boa e pode ser divertida.

E lembre-se: gentileza gera gentileza.

Mais informações no site www.acorrentedobem.org

 

Beijo a todos

ctavares@novabrasilfm.com.br

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Trilhas Sonoras da vida

postado às 22h23 por Cristiane Tavares | 9 comentários

 A maioria das fitas gravadas se transformaram em CD’s, que se transformaram em playlists. A tecnologia muda, mas o espírito é o mesmo. É uma necessidade humana fundamental passar canções adiante e não importa como a tecnologia evolua, a música continua em movimento.”

Esse foi o texto de apresentação da peça “Trilhas Sonoras de Amor Perdidas”, que está em cartaz no Sesc Belenzinho, aqui na capital paulista. Como eu poderia perder um enredo desses? Pois estive lá e durante 3 horas acompanhei Guilherme Weber e Natália Lage numa discussão amorosa, envolvendo trilhas sonoras de momentos inesquecíveis de suas vidas. Ele grava uma fita com suas músicas favoritas e oferece a ela. Quem nunca fez isso?

Na minha adolescência as fitas eram separadas em “músicas para dançar”, “músicas para dormir”, “lentas”, “músicas para viajar”. Assim como acontece na peça. Eu ganhava fitas de namoradinhos, feitas só pra mim, com músicas que marcaram nossos encontros. E na caixa ainda vinham os nomes das canções, escritas a mão. Ainda tenho algumas delas.

O tempo passa, mas a necessidade de marcar os momentos com trilhas sonoras continua. Minhas viagens sempre têm alguma música tema. Minhas amigas também. Minhas festas de aniversário sempre eram baladas, com direito a luz negra, globo espelhado e aquela luz estroboscópica que até hoje me deixa zonza. Se tocar Repetition, do Information Society, automaticamente volto a 1988 e te digo os nomes de todas minhas amiguinhas da escola que foram na minha festa de aniversário. Engraçado isso, porque hoje em dia eu não lembro o que almocei ontem. E garanto, com toda certeza, que só me lembro desses detalhes porque havia uma música, uma trilha sonora que ficou memorizada.

Não sei se vocês são assim, mas quanto toca uma música que me lembra algo ou alguém, eu revivo as mesmas emoções daquele momento, ainda que sejam de 15 anos atrás! É um momento único de “revival” que dura alguns segundos. Talvez lágrimas caiam nesses segundos, se a lembrança for triste. Gostaria muito de entender o mecanismo que o cérebro usa para fazer isso. Talvez se encontre um remédio para a amnésia.

Para vocês verem como a música me ajuda na memorização dos fatos, eu aprendi tabuada com um disco emprestado de uma vizinha. Até hoje não faço as contas se eu não cantar aquela melodia. (Canto em pensamento, óbvio, vocês não vão me ver pagar esse mico). Mais uma vez, a música deixando marcas irreversíveis na minha vida. E acho tudo isso muito legal.

Uma vez um amigo apareceu na minha rua, com o som no último volume tocando Pretty Woman, do Roy Orbison. Eu moro no 10º andar! Essa era a dica pra eu descer, pra gente sair. Parece coisa de filme, meio “Grease”, não é? Imagina se eu não lembro dele quanto toca essa música! Pra sempre.

Tenho uma lista interminável de canções e seus personagens. A ligação entre a melodia e os fatos é instantânea e fugaz. Mas eterna. Estarei com 90 anos, talvez não lembrando meu nome, mas lembrarei, certamente, de uma trilha sonora de uma viagem inesquecível, ou do maior amor da minha vida.

Não deixem de ver a peça “Trilhas Sonoras de Amor Perdidas”, que faz parte da Mostra Sutil Companhia de Teatro, no Sesc Belenzinho até 31 de julho de 2011. Muitos voltarão às suas casas com vontade de ouvir aquela velha fita K-7 Basf Ferro Standart 60 min.

 

ctavares@novabrasilfm.com.br

 


quarta-feira, 08 de junho de 2011

Crônica de uma escuridão

postado às 12h28 por Cristiane Tavares | 15 comentários

 

Ontem choveu muito em São Paulo. Eu chegava em casa por volta das 16:30 horas. Foi o tempo de pegar o elevador, chegar ao décimo andar e a luz acabar. Ainda estava claro, consegui encontrar as chaves. Porém, muito rápido o dia se fez noite e a escuridão tomou conta da sala.

Aquele espírito de jornalista se fez presente e tentei descobrir o que teria acontecido. Mas...como fazer isso? Peguei meu mp3 e sintonizei no rádio. Assim que eu consegui encontrar alguém falando sobre o assunto, a bateria acaba. Já xinguei a mãe de alguém, mas, nesse breu, acabei pedindo desculpas. Melhor não brincar com isso. Minha única companhia nessa escuridão era a Mel, que dormia tranquilamente num sono cheio de biscroks.

 

 

Que fazer então? Computador não liga. Rádio e TV não ligam. Recarregar baterias nem pensar. Andar pela casa, só guiada pela minha intuição de 32 anos morando no mesmo lugar. Peguei um cobertor e deitei-me ao lado da Mel, esperando a Eletropaulo acabar o serviço. O tempo foi longo. Longo. Loooongo.

No silêncio, passei a prestar atenção em certas coisas. Há tempos não escutava as batidas do meu coração. Ontem as escutei. Fiquei um minuto só contando os tun-tuns, como numa hipnose, e só despertei com um clarão de um farol de carro, refletido no teto da sala. Do coração, passei a acompanhar o movimento daquelas luzes, que corriam pelo teto como se fugissem de alguém e sumiam pelas paredes. Pensei nessas pessoas que estariam voltando para suas casas após o trabalho, e também se sentariam em alguma escada esperando a luz retornar e nesse meio tempo, colocariam o papo em dia com aquele vizinho sumido.

De repente, outro clarão. Um raio forte que refletiu na carinha assustada da Mel. Peguei-a no colo, embrulhada num cobertor, e fomos à janela acompanhar o fenômeno natural pelo vidro. Ouvia a respiração dela ofegante. Depois acalmando, relaxando o corpinho e ficando sonolenta de novo. A orelhinha dela esbarrava na minha. Só no silêncio é possível ouvir a respiração de um cachorro, as batidas do nosso coração e os barulhos da cidade. Coisas que passam despercebidas no nosso dia-a-dia.

Outro raio e esse consegui ver refletido no copo de cristal da estante. Há quanto tempo eu não usava aquele copo! Fiquei olhando para ele e lembrando de quem o ganhei. Bateu saudades. Voltaram as recordações. E o breu continuava, cada vez mais breu.

Me deu vontade de escrever. Solução? Vela. Acendi uma e peguei papel e caneta. Nesse clima já olhei para a caneta como se ela fosse uma pena e voltei à época medieval. Escrevi breves linhas dessa crônica , mas a luz fraca incomodou meus olhos. Fechei-os e só ouvia o barulho do vento nas frestas das portas. Lembrei de todas as cartas que eu escrevia antes de existir o email. Era bem mais interessante. E mais humano.

Sem música, sem livro, sem vozes, o silêncio começa a fazer barulho. Barulho dentro da minha cabeça, e começo a pensar nas pessoas com quem deixei de falar nesse dia. Pensar nas palavras que deixei de dizer. Nos abraços que deixei de dar. E os raios caindo, e os carros passando, e a Mel dormindo, e a fome chegando. Ouço o barulho do meu estômago. Já são quase 20:00 horas e a luz não volta.

Mas confesso que essa escuridão e o silêncio foram necessários para mim. O pensamento foi longe, houve uma espécie de “balanço” final do dia e o retorno de lembranças antes adormecidas. Acredito que todos nós precisamos desses momentos. Um blecaute na rotina. Um teste nos cinco sentidos. Uma parada obrigatória nos boxes dos pensamentos. Desacelerar. Desligar a tecnologia que nos cerca para poder realmente entender os sentimentos. E apenas olhar um relâmpago, ouvir os batimentos do coração e acariciar um ser que você ama para agradecer por mais um dia de vida.

 

 

 beijo a todos...

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Virada Sustentável 2011

postado às 17h24 por Cristiane Tavares | 9 comentários

Nos dias 4 e 5 de junho de 2011, São Paulo recebe a primeira edição do evento Virada Sustentável. Serão 300 atividades culturais e educativas, sempre ligadas ao tema da sustentabilidade, que agitarão a capital paulista no final de semana do Dia Mundial do Meio Ambiente.

A idéia é espalhar por mais de 60 espaços verdes da cidade, atrações como filmes, oficinas, workshops, peças de teatro e shows musicais, sempre com conteúdo ligado a temas como biodiversidade, mudanças climáticas, mobilidade urbana, lixo e qualidade de vida.

Todas as atrações serão gratuitas, e começam no sábado (04/06) às oito horas da manhã seguindo até a meia noite. No domingo (05/06), novamente das oito da manhã até às oito da noite. E apesar do nome, não será como a Virada Cultural, que tem 24 horas de atrações, avançando madrugada adentro. A Virada sustentável não tem a intenção de se tornar uma “balada”, como garante seu organizador André Palhano. Até porque o evento não aceita patrocínio de bebidas alcoólicas, cigarro ou armamento.

Pra se ter uma idéia de como o evento é levado a sério, nem na coletiva de imprensa eles forneceram a programação impressa, para evitar o uso desnecessário de papel, já que as informações estarão disponíveis no site www.viradasustentavel.com (a partir de 23 de maio).

Como o tema da sustentabilidade ainda é difícil para muitos, a Virada fará com que esse nome enorme se torne algo simples, usando a arte e a cultura para explicá-lo. Por exemplo, uma das atrações será o “homem refluxo” (www.homemrefluxo.com). Um cara chamado Peri Pane usa uma capa de plástico com vários bolsos, todos cheios de material que seriam descartados no lixo comum. Os restos, antes esquecidos com um gesto automático nas lixeiras, se transformaram em parte do seu corpo. É uma forma de causar um choque de realidade nas pessoas, que poderão parar pra pensar na quantidade de lixo que produzem.

O evento ainda terá o carbono neutralizado com a plantação de quatro a seis mil árvores. (www.greenco2.net), entre outras atividades sustentáveis.

Que o evento seja um sucesso!!!

Beijo a todos

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Feliz sexta-feira 13

postado às 21h32 por Cristiane Tavares | 9 comentários

Preocupa-me a sexta-feira 13. E não é por nada dessas besteiras nas quais as pessoas acreditam: que dá azar, que não pode encontrar um gato preto, não pode passar debaixo da escada...ah, quanta bobeira. Desculpe-me quem ainda crê nessas coisas, mas estamos no século 21. Pára né. Vejo essas superstições como forma de justificar algo que se desconhece.

O que tem a ver o fato de um espelho quebrar e você ter 7 anos de azar? Qual a explicação lógica disso? Nenhuma. Pura falta do que fazer. Igual àquelas pessoas que não tomam banho depois de comer. Hã??????

Agora, o que me preocupa mesmo nesta data é a ignorância daqueles que atribuem ao gato preto a origem dos males nesse dia. Na idade média, acreditava-se que os felinos negros eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição (idiota) diz que cruzar com gato preto é azar na certa e muitos reagem com violência.

Como sou protetora independente, já levanto nesse dia pedindo proteção à esses animais. Tanto é problemática a data, que as ONGs que doam bichinhos suspendem a doação de gatinhos pretos nas sextas-feiras treze. A que ponto chega a maldade das pessoas!

Se você só pratica o bem, tem respeito pelo próximo, tem amor no coração, não tem porque temer o azar. Ele não existe. O que existem são momentos infortúnios, que fazem parte do nosso aprendizado, da nossa evolução, e não tem nada a ver com o fato de ter quebrado um espelho, ou encontrado um gato preto pelo caminho. Mas nada a ver mesmo!  

Agora, se você realmente se considera um azarado, esse seu pessimismo só vai lhe trazer nuvens cinzas que dificilmente deixarão o sol brilhar.

Portanto, nessa sexta-feira 13 tenha pensamentos positivos, respeite os animais, cumprimente as pessoas, faça sua parte bem feita na vida pessoal e no trabalho, ignore as provocações, e se encontrar um bichano preto pelo caminho, apenas sorria para ele. Te garanto que sua aura ficará mais bela e um sentimento de felicidade tomará conta de você.

 

Feliz sexta-feira 13!

Um beijo

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Sacolas plásticas: livre-se delas

postado às 21h55 por Cristiane Tavares | 2 comentários

Eis que surge mais uma polêmica, que não deveria ser polêmica, mas uma mobilização em prol do meio ambiente. A restrição ao uso de sacolas plásticas no comércio. Como tem gente reclamando!  Em Jundiaí (58 Km de São Paulo) a prefeitura aboliu as sacolas do mercado. Outras 13 cidades brasileiras devem ir pelo mesmo caminho.  Ambientalistas comemoram a iniciativa, eu inclusive que já uso minha ecobag muito antes dessa onda ecológica começar.

O plástico leva mais de um século para se decompor no ambiente. E pior! Jogado na rua, ele vai para o bueiro, que leva ao rio, que deságua no mar e é ingerido por tartarugas marinhas, que acabam morrendo asfixiadas. Olha esse ciclo, que horror!

Para evitar essa catástrofe invisível à maioria das pessoas, basta evitar o uso de sacolas plásticas. O comércio tem oferecido sacolas à base de amido de milho, biodegradável, ao custo de R$ 0,19. E há quem ache caro! Pense nas tartarugas marinhas!!!!!

Não quer pagar por algo que sempre foi gratuito? Leve sua ecobag, ou use as caixas de papelão que deverão estar disponíveis nos mercados. É simples. “ah mas comprei muita coisa, não cabe”. Ué, como faziam meus pais quando eu era criança? Não tinha essa história de sacolas plásticas, eles se viravam encaixotando tudo.  Lembram-se do retorno do vasilhame? Defendo a volta das garrafas de vidro retornáveis também. A Coca-Cola já faz isso.

Empresários do setor, lógico, vão defender que as sacolas plásticas são mais sustentáveis que as ecobags. Dá para entender porquê, eles vivem disso. Mas o lance não é esse: se as pessoas levassem as sacolas de plástico ao mercado e as utilizassem como se fosse de pano, a história seria outra. O problema é o descarte desse material no meio ambiente! Pense nas tartarugas marinhas! (de novo).

Torço para que um dia as sacolinhas, hoje de plástico, sejam todas biodegradáveis, assim acaba essa polêmica. Ninguém vai precisar pagar por nada (mesmo que centavos) e elas vão se decompor na natureza sem agredir o meio ambiente.

 

Ei! Plastivida!  Pense também no futuro do planeta, não apenas no lucro!

O Ministério do Meio Ambiente tem uma campanha sensacional: Saco é um Saco! Recuse, Reduza, Reutilize.

Acesse www.sacoeumsaco.com.br/blog

Beijo a todos!

 

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03 de abril de 2011

O rádio e eu

postado às 22h22 por Cristiane Tavares | 14 comentários

Na verdade o título desse post deveria ser “o rádio e nós”, 

porque tenho certeza de que o que vou escrever aqui será familiar a muitos de vocês. Esse aparelhinho que apareceu no Brasil em 1922, e em 1923 já colocava no ar a primeira estação no dial, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Não vou contar a história, mesmo porque é só jogar no Google que ela aparece. Mas quero falar da minha relação com esse meio de comunicação.

 

 

Quando criança, eu já gostava de rádio. Não sei qual era a emissora que eu ouvia, mas já exigia uma musiquinha pra realizar as atividades. Tinha a vitrola da Mônica também, que está guardada até hoje em algum canto da minha casa. Nela rodavam discos infantis, com histórias do Pernalonga, mas eu curtia rádio! Gostava de mexer naquele botãozinho que fazia “barulho”, o chiado entre as estações.

Já mais grandinha, lá pelos 10 anos, eu já prestava atenção nas letras, queria saber quem era o cantor ou a banda, e já discutia música com os amigos. Aos 12, aprendi a gravar. A fita K-7 era a minha maior paixão na vida! Gravava tudo. Deixava lá no “rec” e “play” prontos, só pra soltar o “pause” assim que a música começasse. Pena que não tenho mais essas gravações, eu usava a mesma fita várias vezes.

E quando o locutor falava antes de terminar a música? Ah que bronca que me dava. Eu tinha que cortá-la abruptamente. Havia uma emissora, não lembro qual, que para nos ajudar nessa tarefa, soltava um sinal antes da música começar para poder gravar, sem a fala do locutor. E deixava o som rolar até o final. Aí sim. Mas hoje gostaria muito de ouvir essas gravações, com locutor, vinheta e tudo, seria uma recordação incrível.

Eu usava essas fitas, gravadas do rádio, nos bailinhos que eu organizava. Mas era péssimo, imagina o casal dançando e a música pára de repente, entra outra, já pela metade...hahahahaha... Ainda tenho dezenas de fitas K-7 em casa. Estão guardadas junto ao Atari. Sim, eu tenho Atari, gente!!!! Não funciona, claro.

E quando a rádio fazia pedágio perto de casa? Eu saía correndo pra ganhar uma camiseta, um boné, um adesivo,um disco...Aí acabava pegando amizade com o pessoal da promoção e já ganhava ingressos pra shows e outras coisas mais legais. Pensando bem agora, o rádio já me fez perder muitas calorias nessas de sair correndo.

E uma vez que eu ganhei uma promoção da Nova FM! Quando o locutor falou meu nome no ar, fiquei embasbacada. Ganhei uma camiseta da rádio, que todos queriam na época. Vim até aqui, onde hoje é a Nova Brasil FM, com a minha mãe, sentei naquele sofá onde hoje vocês sentam quando vêm buscar seus prêmios, e dei até uma olhada pra dentro, onde hoje, 17 anos depois, eu trabalho. Doido isso, né?!

E a imaginação rolava solta quando eu ouvia a voz de veludo daquele meu locutor preferido. Na época não tinha site, blogs, não dava pra saber quem era o dono da voz, se correspondia à mesma beleza. Esses locutores, hoje é sabido, recebiam cartas e cartas de mulheres apaixonadas, carentes, taradas, sabe-se lá mais o que. É a tal magia do rádio, que hoje ainda existe, certamente. Caco Singer que o diga!

E os deslizes dos locutores que viram piada no meio? Há vários, quero até um dia escrever um livreto com elas. Um locutor (que não é da Nova Brasil, fiquem tranqüilos) uma vez desanunciou assim: “ essa foi Elis Regina, de Chico, Atrás da Porta”. Lendo de uma vez o que dá pra entender? Pois é, isso mesmo. Só que o Chico em questão, era Chico Buarque! Hilário!

Hoje em dia, o rádio é pra mim, meu trabalho. Ouço todas as emissoras, pelo menos pra saber o que se passa nelas. Novidades, mudanças, notícias, promoções. Estou sempre ligada. Mas não deixei de ser ouvinte. De querer participar de uma promoção. De querer a camiseta. Colar um adesivo no carro. De conhecer um locutor, hoje, colega de trabalho. Esse mundo me acompanha desde a infância, não vou conseguir mais sair dele. Nem quero.

 

Vocês também devem ter “histórias radiofônicas”. Podem contá-las.

Beijo

Cristiane Tavares

 

 

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quarta-feira, 08 de dezembro de 2010

O tempo...

postado às 16h50 por Cristiane Tavares | 15 comentários

Mas como passou rápido o ano, não? Tá bom, sei que é um clichê básico dizer isso, mas garanto que muitos concordaram comigo. Pesquisando nos googles da vida encontrei uma explicação até que convincente para tal fenômeno. Vejam:

Por que o tempo passa rápido? ( texto de Benito Pepe, do site Planeta News)

Isto é apenas uma conseqüência da percepção, da observação, da rotina em que vivemos. A sensação do tempo depende de nossa vida e das experiências vivenciadas. A nossa mente sente o tempo passar através dos movimentos percebidos, das observações, ou da rotina e isto é computado em nosso cérebro de forma similar ao computador que entra em uma página da internet pela primeira vez de forma mais lenta e depois de “conhecer” o caminho “carrega” mais rapidamente a página da próxima vez. Assim quando vivemos uma nova experiência a vivemos mais lentamente, ela parece mais demorada, ela é mais observada mais percebida pois nosso cérebro precisa apreender as novas informações os novos caminhos. Outro exemplo facilmente compreensível é propriamente os caminhos para uma viagem de automóvel. Normalmente quando vamos pela primeira vez a algum lugar distante nos parece mais longe do que quando vamos várias vezes depois. Isto ocorre porque o cérebro a primeira vez estava com mais atenção e observando tudo à sua volta, o caminho as placas etc. Quando já sabemos o caminho de “cor e salteado” não nos preocupamos com detalhes, assim nos “distraímos” com outras coisas e quando vemos já chegamos ao destino.

Chego à conclusão, então, que estou numa rotina lascada. Porque pra mim 2010 voou! Nesta semana peguei a lista de objetivos deste ano e posso dizer que cumpri 60%. E o restante? Porque não cumpri? Falta de tempo, responderiam todos. Ou seria uma leve preguiça de assumir um compromisso a longo prazo...ou então a falta do dinheiro para fazer tal curso...ou tudo isso junto.

Para 2011 minha meta é arrumar mais tempo. É fazer coisas novas que oxigenem meu cérebro, deixar minhas sinapses soltas, esquecer que existe televisão (emburrece pra caramba), encontrar mais os amigos, não deixar nada para o dia seguinte.

E vocês, quais os objetivos para 2011?

Desejo muita paz e saúde a todos! Que 2011 passe lentamente, para que possamos aproveitar cada segundo dele!

Beijo a todos

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

O barquinho vai...

postado às 19h59 por Cristiane Tavares | 11 comentários

Dia de luz, festa de sol, e o barquinho a deslizar, no macio azul do mar...Quem não conhece esse clássico da bossa nova, composto por Roberto Menescal? Pois vocês sabem como surgiu essa história do “barquinho”?

“O compositor Roberto Menescal era um apaixonado pelo mar e um dia resolveu levar seus amigos a uma pescaria em Cabo Frio, na belíssima região dos lagos do Rio de Janeiro. Estavam em oito ou dez, entre eles Nara Leão, Ronaldo Bôscoli, a esposa Yara e mais alguns casais. Eles alugaram um barquinho e foram. Mais ou menos às três horas da tarde, o barco enguiçou num lugar muito profundo, que nem a âncora daria jeito. A embarcação foi ficando cada vez mais afastada da costa. A bateria tinha acabado e não havia como ligar o barco. O motor não pegava de jeito nenhum e Menescal começou a brincar, imitando o barulho dele ...tacatacataca... taca..taca...taca e morria. Cada vez que o motor morria o pessoal ficava apavorado.

Eram quase seis horas da tarde quando surgiu uma embarcação grande, que estava por ali pescando há quase um mês. Fizeram sinal de socorro e foram atendidos. Ao serem rebocados, a tardinha caía, o sol morrendo e a turma começou a brincar. Menescal cantou: “o barquinho vai, a tardinha cai...”mas só isso.

No dia seguinte, Ronaldo Bôscoli perguntou-lhe: “Beto, como era aquela coisa que você estava cantando do motor?”. Menescal começou a cantar “o barquinho vai, a tardinha cai...”. Bôscoli disse: “Isso não, disso eu me lembro. Mas como era aquela coisa que tinha um ritmo legal?”.

Menescal fez uma melodia em cima e ficou repetindo. A música estava pronta. Segundo o músico, a bossa nova tinha um dom quase que geral de transformar tudo em coisa boa, mesmo que as coisas não fossem boas. Eles estavam numa situação realmente perigosa. Apesar disso, no dia seguinte, aquilo tudo foi transformado num dia de luz, festa de sol.”

Essa história foi retirada do livro “O barquinho vai...Roberto Menescal e suas histórias”, da escritora Bruna Fonte, que será lançado nesta 4ª feira (20/10) em São Paulo. E lá tem dezenas de outras histórias curiosas, narradas de forma simples e bem humoradas, privilegiando não somente os tempos da Bossa Nova (como sua parceria com Ronaldo Bôscoli, a amizade com Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes), como também sobre os vários artistas produzidos ou descobertos por ele (entre eles Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Fagner, Emílio Santiago, Raul Seixas), além de histórias inéditas dos bastidores da música brasileira desconhecidas do grande público.

O último capítulo do livro se chama O que dizer de você e é um espaço onde amigos e familiares contaram histórias e falaram sobre Roberto Menescal. Entre os entrevistados estão: Paulo Coelho, Ivan Lins, Oswaldo Montenegro, Miele, Cacá Diegues, Carlos Lyra, Leila Pinheiro, Marcos Valle, André Midani.

Vale a leitura!

Para ler trechos do livro, acesse www.obarquinhovai.wordpress.com

Beijo a todos...

 

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não compre, adote!

postado às 18h47 por Cristiane Tavares | 14 comentários

Estima-se que 75% dos cães do mundo estejam nas ruas, segundo dados da WSPA (Sociedade Mundial de Proteção aos Animais). Aqui no Brasil são centenas perambulando nas grandes metrópoles. E a população só parece aumentar, já que eles se reproduzem rapidamente e não há uma política pública de castração destes animais. Diante dessa lamentável situação, eu encorajo desde sempre os amigos a adotarem um amiguinho, em vez de comprarem. Nos abrigos da prefeitura e nas dezenas de ONGS que existem em São Paulo e no resto do país, há animais incríveis precisando de um lar. Tudo bem, você quer porque quer um golden? Ok, compre um golden e adote um vira-lata. Onde mora um, moram dois.

Adotar um cachorrinho é a sensação mais gostosa que tem. Falo por experiência própria. A gratidão que eles terão por você será eterna e perceptível em cada abanada de rabo. Tenho 3 meninas em casa, todas SRD (sem raça definida) e as encontrei na rua. Todas “grávidas”. Uma delas doente, com piometra. Depois de terem dado suas crias, foram castradas e hoje são parte da minha família. É balela essa história de que castrar o cão ou o gato o deixa triste. As pessoas tem costume de comparar com o ser humano. Nada a ver. O máximo que pode acontecer com o animal é ele engordar um pouquinho. Vá correr com ele no Ibirapuera que tudo se resolve. rsrs

É muito triste ver esses bichinhos dentro de uma gaiola, numa feira de doação, olhando pra você pedido para ser “salvo”. SALVE-OS! Faça isso. É muito bom ter um animal de estimação, principalmente quem tem criança. Mas pense numa coisa: o cãozinho ou gatinho deverá receber cuidados até o fim da vidinha dele! Ele depende de você. Nem pense em abandoná-lo assim que crescer. Muitos ignorantes fazem isso. “Ah, não quero mais esse cachorro, ele ficou muito grande”, ou “ah, dá muito trabalho, muita despesa”, são frases que já tiveram coragem de proferir na minha frente.

Quando chegam as férias e as famílias viajam, é a época que mais tem cachorro abandonado nas ruas. É um dos maiores absurdos do mundo: a pessoa viaja e larga o animal em qualquer lugar, porque não dá pra levá-lo. Como se ele não tivesse sentimento e não sentisse saudade do seu dono. INADMISSÍVEL. ISSO CHAMA-SE POSSE IRRESPONSÁVEL. Tinha que ter prisão para esse tipo de caso. Não tem para quem abandona criança? Então.

Sei que não vou conseguir mudar o mundo. Sinto um certo fracasso por isso. Mas tenho a oportunidade de falar para um monte de gente e tentar mudar o modo de ver as coisas. Animal não é brinquedo! Estúpido quem falou que eles são irracionais. Irracional é o sujeito que muda de casa e abandona o cão na corrente sem água, nem comida. Irracional é aquele que chuta o pobre coitado só porque ele passou na sua calçada. Irracional é quem maltrata um ser indefeso.

Já dizia Leonardo da Vinci : "Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade".

Mais uma vez vou reafirmar:

NÃO COMPRE ANIMAIS, ADOTE-OS.

Assim você também contribui para um mundo melhor. Espero que ele melhore.

Beijo a todos

 

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segunda, 20 de setembro de 2010

Feliz primavera!

postado às 22h24 por Cristiane Tavares | 3 comentários

E começa a primavera! A estação florida, que deixa a cidade colorida, que faz brotar as plantinhas de casa, que deixa os passarinhos mais felizes, espalhando novas sementes pela natureza, que já não faz aquele frio de doer, que deixa os dias mais longos e as noites mais curtas.

21 de setembro também é o Dia da Árvore. Alguns podem me chamar de doida, mas...alguém aí já abraçou uma árvore? É sério, não tem sensação igual. Você sente energia, parece que ela te agradece o carinho, que o "coração" dela bate mais rápido, que a seiva corre mais depressa, que a fotossíntese se acelera e que todo o oxigênio que ela libera é pra você.

Não sei se vocês sentem isso. Acho que eu, por amar e respeitar tanto a natureza, tenho sentimentos e aflições diferentes. Tem alguém aí doido igual a mim? rsrsrs

E para comemorar as datas, coloco abaixo um poema de Cecília Meireles.

Feliz primavera a todos vocês!!

 

"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera."

 

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um bilhão de famintos

postado às 18h06 por Cristiane Tavares | 2 comentários

 A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) promove uma campanha mundial para pressionar os líderes de todos os países a dar um basta à fome no planeta. Chama-se 1 Billion Hungry (Um Bilhão de Famintos). Ela pede que as pessoas fiquem furiosas com esta triste realidade.

Para participar basta assinar uma petição online e espalhar a notícia para que os amigos façam o mesmo.  Um apito amarelo é o símbolo da campanha.

Deveríamos estar furiosos com o vergonhoso fato de que seres humanos ainda sofram de fome”, disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. “Se você também se sente assim, quero que você dê voz à sua raiva. Todos vocês, ricos e pobres, jovens e idosos, em países em desenvolvimento e desenvolvidos, devem expressar sua raiva sobre a fome mundial assinando a petição global que está no site www.1billionhungry.org

Um dos destaques da campanha é o vídeo promocional estrelado pelo ator britânico Jeremy Irons, em que ele interpreta um personagem baseado na famosa cena do filme ‘Rede de Intrigas’ no qual Peter Finch, que ganhou um Oscar por esse papel, diz que está mad as hell (furioso).

Se o mundo continuar nesse ritmo, o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir pela metade o percentual de pessoas com fome até 2015 não será alcançado. Dos cerca de um bilhão de pessoas com fome, 642 milhões vivem na Ásia e no Pacífico, 265 milhões na África Subsaariana, 53 milhões na América Latina e Caribe, 42 no Oriente Médio e norte da África e 15 milhões em países desenvolvidos.

Fique furioso você também! Vamos assinar a petição, não custa nada. Eu já assinei.

www.1billionhungry.org

 

Beijo a todos

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quinta-feira, 02 de setembro de 2010

Nosso Lar

postado às 16h20 por Cristiane Tavares | 9 comentários

Estreia nos cinemas uma superprodução baseada no livro homônimo de Chico Xavier: “Nosso Lar”, com direção de Wagner de Assis. Já assisti à pré-estreia e posso dizer que é um filme intenso, muito intenso. Trata-se da história de André Luiz, um médico que em vida não era muito um bom exemplo. Ao desencarnar, ele vai para o umbral, uma espécie de purgatório. Nesse momento são as cenas mais pesadas, algo que crianças não devem assistir, a não ser que entendam muito bem a doutrina espírita. Caso contrário, ficarão assustadas.

Daí em diante, começa o verdadeiro aprendizado de André. Ele sofre demais e após humildemente pedir ajuda, é resgatado por espíritos de luz e levado ao Nosso Lar. Passa um tempo no hospital. Um espírito, chamado Lísias o acompanha em toda sua trajetória, explicando-lhe como funciona aquela cidade “futurista”.

Aí começa uma lição de moral na platéia inteira do cinema. A regeneração do espírito de André Luiz é um exemplo que os homens aqui na Terra deveriam seguir. Nem vou entrar no campo da religião, mesmo porque certamente receberei emails de evangélicos, católicos, muçulmanos e demais crenças, que não acreditam em nada disso. Tudo bem, é a liberdade de cada um. Mas uma coisa é comum a todos, independentemente da religião: a importância de ser uma pessoa boa.

André Luiz aprende a ser solidário. A ser humilde. A ser amigo das pessoas. A ajudar sem pedir nada em troca. A não ser egoísta. A valorizar o trabalho. Ele entende a lei da ação e reação. Tudo que você faz de mal aos outros volta pra você na mesma intensidade.

Então você acaba fazendo uma avaliação do seu planeta e das pessoas com quem convive, e chega a conclusão que realmente essas coisas só acontecem no Nosso Lar. Por aqui, os seres ainda são muito subdesenvolvidos (com raríssimas exceções, que ainda hei de conhecê-las). Aqui as pessoas ainda acham que ter um carro caro faz com que elas sejam importantes. Ou que ter arrumado um trabalho por ser amante do chefe a torna mais inteligente. Que amebas. Estão há anos-luz de distância de André Luiz. Nem existe essa comparação.

Bom, assistam ao Nosso Lar, vale a pena, mesmo para quem não é espírita, apesar de ser um filme espírita. Os ensinamentos são para a vida toda. Esta e a outra.

Beijo a todos

www.nossolarofilme.com.br

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atualização em 14/09/2010

O longa “Nosso Lar” estabelece um novo recorde ao registrar a melhor bilheteria de um segundo fim de semana de um filme nacional desde a “Retomada”, com renda de R$ 4.580.149,00 e público de 434.831 espectadores. Em apenas 10 dias, mais de 1,6 milhão de pessoas assistiram ao filme baseado no livro homônimo, psicografado pelo médium Chico Xavier. A bilheteria acumulada até o momento é de R$ 16.209.776,00. Anteriormente, ‘Nosso Lar’ já havia registrado outro recorde, quando atingiu a marca de mais de 1 milhão de público, em apenas 5 dias em cartaz.

29 de agosto de 2010

"Baquetas" no sangue

postado às 21h53 por Cristiane Tavares | 2 comentários

Música é tudo de bom. Música relaxa. Música diverte. Música emociona. Música marca época. Música reabilita. Eu sempre, desde pequena, realizei minhas atividades acompanhada por música. Estudando, por exemplo. Se desligassem o rádio, eu desconcentrava. Tinha que ser o contrário né!

Tenho o hábito de pegar uma canção de que gosto muito e destrinchá-la. Ou seja, na primeira audição eu presto atenção só na voz. Na segunda, só na bateria. Na terceira, só nos metais. Na quarta, só no baixo. E assim por diante. Gosto mesmo de bateria. Não, não sei tocar não. Só toco campainha!! rs Aí outro dia navegando pela internet encontrei um vídeo de um garoto de 5 anos chamado Jonah Rocks, deve ser americano, que me deixou horas pendurada na net. Assisti a quase todos os vídeos dele (acho que meus vizinhos também ouviram rsrs). O moleque começou a tocar aos 3 anos de idade com uma bateria que o pai lhe deu. Nunca teve aula, é auto didata. E certamente nasceu com “baquetas” no lugar de “plaquetas” no sangue...só pode ser!!!

Quem sabe um dia ele não toca uma música brasileira nessa batera!!!!

Divirtam-se com os vídeos.

Beijo a todos

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

A saudade

postado às 20h32 por Cristiane Tavares | 26 comentários

Saudade segundo o Aurélio: s.f. Recordação suave e melancólica de pessoa ausente, local ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir. Nostalgia.

Eu sinto saudade. Muita. De várias coisas. De várias pessoas. De vários momentos. Quem não a sente é porque não aproveita a vida. A saudade é um sentimento que mora dentro da alma e que não tem como tirá-lo de lá.

Sinto saudade da minha infância. Da minha escola. Dos meus professores. Dos meus cadernos. Dos meus estojos. Da minha caneta de 10 cores. Da minha saia plissada.

Sinto saudade das minhas férias com as amigas na praia. Dos biquínis de babado fosflorescente. Do pôr do sol à base de suco de tangerina. De achar sempre que o Gatorade tinha gás.

Sinto saudade de pular corda na rua. De andar de bike na vila da minha avó no Belenzinho. 

 Do sorvete de leite condensado, do gelinho que o tio vendia de porta em porta. Das amigas daquela época. Dos bons tempos do Juventus, quando o clube ficava lotaaaaaado.

 

Sinto saudade da minha mobilete Caloi azul, que roubaram. De colecionar figurinhas e pôsters das minhas bandas preferidas. De mandar cartas. E recebê-las. De jogar atari. Do moleton amarelo da Pakalolo.

 

Sinto saudade dos anos 80. A melhor década de todos os tempos. Sobre isso já falei no meu primeiro post neste blog, láaaaa atrás.

Sinto saudade da minha festa de 15 anos. Do meu vestido curto. (Todos eram longos). Das matinês na Krypton, Stravaganza (que tinha aqueles telefones nas mesas) e depois no Moinho Santo Antonio. Das roupas dessa época. Do cinto prateado. Do keds. Do boné cor de palha.

Sinto saudade das primeiras paixões. Daquele frio na barriga. Daquele pânico quando o telefone tocava. Dos choros quando tomava um fora. De escrever na agenda tu-do o que tinha acontecido. De uma amiga em especial, que morava no meu prédio e me aguentou. Mas essa me agüenta até hoje.

Sinto saudade do vestibular. Do meu primeiro ano em comunicação na São Judas numa sala com 105 alunos. Da minha primeira entrevista, que foi com o Padre Julio Lancelotti para o Canal Universitário. Do meu último dia de aula.

Sinto saudade de pessoas que sumiram da minha vida. E não sei onde encontrá-las. Pessoas que nem devem imaginar que são tão importantes para mim. Que fizeram parte dessas lembranças todas.

Moral da história? Aproveite cada momento da sua vida. Que a saudade seja sempre de coisas bem vividas, de amigos verdadeiros, de momentos de emoção, de missões cumpridas. Assim, se suas lágrimas caírem, que caiam sobre uma foto da melhor festa da sua vida, ou do maior amor já vivido.

p.s: neste momento, sinto uma saudade imensa de alguém.

Beijo a todos

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

O que está acontecendo?

postado às 22h13 por Cristiane Tavares | 33 comentários

Pára o mundo que eu quero descer!

Eu definitivamente não sei o que estou fazendo aqui. Me colocaram no lugar errado. Talvez eu seja de Marte, Vênus, não sei.

É bom começar a explicar, senão alguém aí vai chamar um psiquiatra. Não, não preciso de psiquiatra. Preciso entender o que está acontecendo neste mundo.

Como é que um pai estupra a própria filha? Como é? Eu não entendi ainda.

Como uma mulher dá a luz e deixa seu bebê abandonado num saco de lixo, ainda com o cordão umbilical? Será que ela não olhou para a criança chorando e não percebeu que aquele ser indefeso depende dela para sobreviver? É uma questão de instinto. Minha cadelinha quando deu a luz, não deixava ninguém chegar perto dos filhotes, rosnava pra todo mundo, e amamentava com uma delicadeza que só ela tinha. Então, me explica como essa mulher consegue largar seu bebê recém-nascido?

Não consigo ver aquelas imagens de babás sacudindo bebês como se fossem bonecos. Nem posso ver a cara daquela procuradora que torturou uma criança de 2 anos, prestes a adotá-la.

E o caso Bruno, do Flamengo. Quem diria que aquele goleiro bonitinho é um homem cruel, insensível e que ainda ri da nossa cara?

E o caso Mercia Nakashima, que morreu afogada na represa? O principal suspeito é um advogado, que foi sócio e namorado dela! 

Saindo do mundo do crime, que me deixa angustiada, coisas simples do dia-a-dia também me fazem crer que estou no planeta errado. Só pode ser.

Meu vizinho da frente joga lata de alumínio pela janela do carro, estaciona em local proibido, toma multa e continua fazendo tudo igual.

Um sujeito vende ingresso cortesia, sem avisar que é cortesia, para ganhar dinheiro em cima dos amigos. Muy amigo.

Outro marca um almoço, não aparece, não avisa e depois age como se nada tivesse acontecido.

Pára o mundo que eu quero descer...

E com relação aos animais então, ainda estamos no período paleolítico. O que falar da tourada, da Espanha? Quem é que se diverte com o sofrimento de um animal? Ver um animal sangrando e dar risada? Meu Deus!

Não precisa ir longe. Aqui mesmo no Brasil temos a tal vaquejada. Principalmente no nordeste. Que coisa de idiota! De gente rude, sem sensibilidade. Rodeio ...sem comentários.

E aquelas pessoas que tem um cachorro de estimação por 1 ou 2 anos, e depois resolve se desfazer dele, ou porque vai mudar, ou porque ele cresceu (óbvio), ou porque faz barulho. Como se o animal fosse um objeto, do qual se enjoa e se desfaz. O que é isso? O que está acontecendo com as pessoas? Cadê o sentimento, o RESPEITO?

Lembram-se da tragédia em Santa Catarina, para onde foram doados donativos do Brasil inteiro? Lembram-se também daquela mulher voluntária que foi pega roubando tênis ou roupas do depósito? O mesmo aconteceu agora em Alagoas, mas foram três bombeiros que “surrupiaram” doações. Eles furtaram, entre outras coisas, pares de chinelos Havaianas. Dá pra acreditar?

Desculpem o desabafo. Mas eu precisava demonstrar minha indignação.

Por outro lado temos um brasileiro chamado Edélson José dos Santos, um taxista de Salvador, de 58 anos, que arriscou a vida num prédio prestes a desabar para salvar dois pássaros que estavam numa gaiola. Ele acabou preso nos escombros. Foram mais de 4 horas debaixo da terra até que o Corpo de Bombeiros conseguisse resgatá-lo. Sabe o que ele disse? “O pássaro não era meu, era do meu amigo. Mas entrei porque defendo os animais. Não queria ver os bichinhos sofrerem”. (Em tempo, os pássaros também sobreviveram).

Esse é o cara que conseguiu me deixar feliz no meio de tanta tragédia e notícia ruim. Seu Edélson, o senhor não é desse mundo.

Acho que nem eu.

Beijo a todos

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sexta-feira, 02 de julho de 2010

Enquanto isso, no nordeste...

postado às 15h17 por Cristiane Tavares | 6 comentários

Não foi dessa vez, Brasil. Mas calma, o mundo não acabou. É apenas um jogo de futebol. Não vou entrar em análises porque, confesso, não sou boa comentarista. A equipe de Dunga fez o seu trabalho, tentou, mas não deu. Daqui 4 anos tem mais. Agora, brasileiros, mudem o foco. Em Alagoas e Pernambuco tem gente que perdeu TUDO nas enchentes.  As imagens que vêm de lá são desoladoras. Isso me deixa muito mais triste.

Vamos ajudar?

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Alagoas informa que no momento não são mais necessárias doações de roupas e calçados, pois já existe estoque destes produtos. O apelo agora é por colchões, cobertores, produtos de higiene pessoal e material de limpeza.

Quem deseja saber informações sobre o desaparecimento de parentes que residiam nos municípios afetados pela chuva no Alagoas pode saber informações pelo telefone (82) 3315-2822.

Para os que desejam ser voluntários basta entrar no site SOS Alagoas, clicar em "cadastre-se", e preencher os campos disponíveis com nome, endereço, data de nascimento, telefone e e-mail. É importante preencher também as habilidades, como, por exemplo, se é motorista, médico, enfermeiro, entre outras. Assim, de acordo com as necessidades para determinado dia e região, os voluntários serão convocados por telefone.

Para conhecer os locais de arrecadação de doações em Alagoas, acesse www.sosalagoas.al.org.br

Para ajudar Pernambuco, acesse http://www.diariodepernambuco.com.br/hotsite/2010/chuvas/ajude.shtml

 

Doações em dinheiro:
Pernambuco:

Banco do Brasil

Agência 1836-8

Conta corrente 100.000-4

Caixa Econômica Federal

Agência 1294

Conta corrente 0062010


Alagoas

Banco do Brasil

Agência 3557-2

Conta Corrente 5241-8

Caixa Econômica Federal

Agência 2735 Conta Corrente 006955-6

 

 

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pula a fogueira!

postado às 19h38 por Cristiane Tavares | 9 comentários

Ah, festa junina! Lembro-me dos ensaios na escola para dançar a quadrilha, das idas à costureira para fazer meu vestido, da maquiagem pra ficar com cara de caipira, do cheiro do quentão (apesar de não bebê-lo). Amo festa junina. Adoro o som da sanfona e do triângulo. Pena que aqui em São Paulo não tem mais festa legal. Algumas de rua, mas que tem bingo no lugar de quadrilha. Pára né.

Sabe porque a festa é “junina”? Óbvio que é porque acontece em junho, mas também porque ela teria origem em países católicos da Europa e seria homenagem a São João. Na verdade, a festa era chamada de “joanina”.

Aí ela foi trazida pra cá pelos portugueses (ao menos uma boa herança!) que acabou se misturando aos demais costumes europeus na época colonial.

A dança marcada da quadrilha, com aqueles passinhos, veio da França. É uma característica típica das danças nobres.

Já o hábito de soltar fogos veio da China, região onde teria surgido a manipulação da pólvora para fabricação desses artefatos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Depois tudo se misturou às característica das diversas regiões do Brasil, sendo que o nordeste é o campeão das festas juninas. E por que lá? O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

O turismo também se anima nessa época. Muita gente sobe o mapa pra se divertir. Queria eu ir pra Campina Grande, na Paraíba, onde tem a maior festa de São João do mundo!

Como é realizada num mês frio (e bota frio nisso) a fogueira nos salva do congelamento. Mas porque me diziam que quem fica perto do fogo, faz xixi na cama? Afff...coisa da minha bisavó.

E as brincadeiras? Pau de sebo, correio elegante, prisão. Pena que não pode mais soltar balão. Mas chinesinho pode né? Solta aqui e ele cai na próxima esquina. Biribinha também.

E a comida? nham  nham Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos

E as simpatias? São várias. Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, domingo agora, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

E as músicas? A minha preferida, que eu dançava na escola, é “O sanfoneiro só tocava isso” (Tonico e Tinoco).

Ei, quem quiser me convidar pra dançar quadrilha em algum lugar, eu vou. Vou de hômi, de muié, de noivinha ou padre. Tanto faz. O importante é se divertir!

Abaixo a música que falei. E a letra, pra já ir aprendendo.

Vejo ocêis num arraiá quarquer!

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essa de azul sou eu em 1986 na festa junina do Colégio Santa Catarina

O sanfoneiro só tocava isso

O baile lá na roça foi até o sol raiar
A casa estava cheia, mar se podia andar
Estava tão gostoso aquele reboliço
Mas é que o sanfoneiro, só tocava isso
De vez em quando arguém vinha pedindo pra mudar
O sanfoneiro ria querendo agradar
Diabo que a sanfona tinha quarquer inguiço
Mais é que o sanfoneiro, só tocava isso

 

 

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sexta-feira, 04 de junho de 2010

I Festival Nova Brasil de MPB

postado às 14h04 por Cristiane Tavares | 44 comentários

Já estão a venda os ingressos para o I Festival Nova Brasil de MPB. A grande festa será dia 28 de agosto de 2010 na Arena Anhembi, em São Paulo, com shows completos de Nando Reis, Maria Rita, Zeca Baleiro e Jorge Benjor. Imperdível hein!

Anote os pontos de venda

WWW.ticketsforfun.com.br

 Fnac dos shoppings Paulista, Pinheiros e Morumbi.

 Saraiva dos shoppings Morumbi, Eldorado, Ibirapuera, Anália Franco, Center Norte, Paulista.

 

Preços promocionais até 31/07:

Pista: R$ 70

Cadeira numerada: R$ 120

Camarote numerado: R$ 120

 

Preços a partir de 01/08 até o dia do evento:

Pista: R$ 120

Cadeira numerada: R$ 240

Camarote numerado: R$ 240

 

Informações pelo telefone (11) 4003.5588

A Nova Brasil vai sortear ingressos para o Festival, fiquem ligados na programação!

Um beijo a todos

 

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

10 anos de Nova Brasil FM

postado às 10h04 por Cristiane Tavares | 18 comentários

A Rádio Nova Brasil FM completa 10 anos em 2010. Para comemorar essa década bem vivida de muita música brasileira, programamos um show imperdível com Jorge Vercillo e participação especial de Maria Gadú, neste domingo, dia 30 de maio de 2010, na Via Funchal. Vamos nos divertir! Abaixo segue o convite. Nos encontramos lá. Beijo

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cuidando do planeta

postado às 19h12 por Cristiane Tavares | 20 comentários

“Lá vem mais uma tentando nos convencer a preservar o meio ambiente, a economizar água, reciclar o lixo”. Ouvi alguém dizer isso aí. Pois então, pode me agüentar porque é exatamente esse meu assunto de hoje. Consciência ambiental. Poucos têm, infelizmente.

A mudança é simples e começa ao acordar. Já sabe né. Ao escovar os dentes, feche a bendita da torneira! E se ela estiver com vazamento, conserte-a. É rápido e indolor. No banho, coloque o chuveiro no modo “verão”. Economiza energia e faz bem para o seu bolso também.

Ah alguém conhece a campanha “Faça xixi no banho”, da SOS Mata Atlântica? (www.xixinobanho.org.br) De acordo com a organização, cada vez que se faz xixi no banho, evitando fazer no vaso sanitário, economizamos 12 litros de água, que seria desperdiçada na descarga. Parece pouco, mas multiplicando isso num mês teremos 360 litros de água economizada.

Tomou um iogurte com ração humana batido no liquidificador no café da manhã? Perfeito. Enxágue o potinho plástico do seu activia e coloque-o naquele recipiente lá no quintal separado para reciclagem, onde devem estar também embalagens vazias, vidros, papel e garrafas pet. Não dá nenhum trabalho, vai.

Mora em prédio, vai pegar o elevador mas mora no 1º andar? Desça de escada, preguiçoso! Pra descer o santo empurra. Se puder, opte pelo transporte coletivo. Se for de carro, dê caronas. Seja sempre bonzinho e educado no trânsito, por favor.

No trabalho, se possível, use folhas frente e verso. Consegui convencer o pessoal do departamento artístico da Nova Brasil a ter esse hábito. Dá dó de jogar a folha novinha no lixo. Então, riscamos um lado e usamos o outro, já que notícia é descartável mesmo. Os jornais também vão para o saco azul, de reciclagem.

Apague as luzes ao sair. O monitor do computador deve sempre ter o modo de economia de energia. É fácil, eu te ensino,vamos lá: iniciar – painel de controle – vídeo – proteção de tela – energia do monitor – esquema de energia – desligar monitor após 10 minutos. Simples assim.

Vai lavar roupa na máquina de lavar? OK, após o 2ª enxágüe, quando a água é mais limpa e tem menos sabão, acondicione-a num tambor, colocando a mangueira que solta a água dentro dele. Chama-se água de reuso, e pode ser utilizada para lavar o quintal e a calçada. Mais uma vez, preservando a natureza, economizando água e trazendo espanto na conta no final do mês. Eu garanto.

Fez fritura (harg!)? NUNCA jogue o óleo usado na pia. Mas NUNCA MESMO. Minha avó faz isso e eu odeio. Coloque o gordurento dentro de uma garrafa pet, e quando ela encher, leve-a a qualquer um dos postos de coleta de óleo usado. Se você jogar no “santo” Google, vão surgir inúmeros lugares que fazem esse serviço. No meu prédio quem vem buscar o óleo usado é a Ong Trevo (www.trevo.org.br). Esta fica na Mooca.

Agora a dica é legal para os fashionistas de plantão. Ir ao supermercado com uma bolsa de pano reutilizável (eco bag), decorada com folhas e galhos, com a frase “Faça o bem, recicle você também” é tudo!!!  

Nada de usar sacolas plásticas. Elas só entopem o meio ambiente e levam 300 anos para se decompor. Uma bolsa dessas, sem grife, nem frescura, custa cerca de R$ 10, R$15. Achou caro? Pois pense que elas vão poupar, ao longo de sua vida útil, milhares de sacolinhas de plástico. A minha eco bag é toda preta com aquele símbolo da reciclagem em branco. Preto é básico, vai com tudo. rsrsrsrs

(Obs: em São Paulo, já existem supermercados que dão desconto no preço dos itens comprados para quem usa caixas de papelão e sacolas retornáveis. Além disso, há ainda um caixa preferencial para esses clientes).

 

Plante uma árvore. Confira a procedência da madeira que você compra, veja se ela possui o selo FSC (Forest Stewardship Council, em inglês). Adquira eletrodomésticos com o selo Procel de economia de energia.

E então, você será meu parceiro nessa? Pense no futuro do planeta. Modifique seus hábitos. É tudo tão fácil. Basta ter boa vontade.

Beijo a todos

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sexta-feira, 26 de março de 2010

O mito Renato Russo

postado às 19h31 por Cristiane Tavares | 13 comentários

“É tão estranho. Os bons morrem jovens”, já dizia a letra da música composta por Renato Russo. O gênio e vocalista da banda Legião Urbana faria 50 anos neste sábado, dia 27 de março, se estivesse vivo. Infelizmente, em 11 de outubro de 1996 ele morria vítima de complicações decorrentes da Aids. No dia 22 de outubro do mesmo ano, onze dias após a morte do cantor, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá anunciariam o fim do grupo.

Mas a obra fica. Eternamente.

“Será”, “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica”, “Tempo Perdido”, “Monte Castelo”, “Faroeste Caboclo”, “Índios”, “Pais e Filhos”, “Meninos e Meninas”, ”Vamos fazer um filme”, “La solitudine”, “Strani Amori”, “Música Urbana 2”, “Como é que se diz eu te amo?”, “Que país é este?”, “Há tempos”, “Será?”, “O mundo anda tão complicado”, “Vento no litoral”, “Eu sei”, “Angra dos Reis”, “Hoje a noite não tem luar”...quanta música boa, de qualidade, com letra e mensagem. São músicas pra ouvir no último volume, sentir a voz e a emoção de Renato Russo, pensar no que ele quis dizer com aquilo e entender o modo como ele via o mundo.

“ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria”...

“é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há”...

Eu sou super fã. As músicas do Renato foram trilhas sonoras de centenas de momentos importantes na minha vida. Acho que muitos de vocês devem compartilhar o mesmo comigo.

“Vento no litoral” é especial pra mim.

 

Neste ano, serão lançados vários produtos para celebrar os 50 anos de nascimento de Renato Russo.

O CD “Duetos” idealizado por Marcelo Fróes, com aval da família Manfredini, que, como o próprio nome diz, reúne catorze duetos de Renato Russo com artistas variados (sendo sete virtuais). Destaque para a primeira faixa de trabalho, "Like a Lover", dueto com Fernanda Takai.

O livro “Como se não houvesse amanhã”, de Henrique Rodrigues, no qual 20 autores recriam, em forma de conto, as músicas do Legião Urbana.

O filme “Somos tão Jovens” de Antonio Carlos da Fontoura focará o início da carreira de Renato Russo. O ator Thiago Mendonça viverá o compositor, enquanto os filhos de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá assumirão os papéis de seus pais.

A discografia da Legião ganhará nova roupagem em junho, quando será relançada em vinil e digipack. Os CD’s poderão ser comprados numa caixa, que terá material extra com vídeos do grupo. Os LP’s não terão as letras, que poderão ser consultadas no novo portal da banda, que ficará pronto em abril. www.legiaourbana.com.br

No fim do ano, Dado e Bonfá passarão por 7 capitais brasileiras com um tributo.

 

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14 de março de 2010

Quer ficar famosa?

postado às 16h42 por Cristiane Tavares | 17 comentários

Ultimamente tenho visto muita gente comum ficar famosa de uma hora para a outra. Nem sempre por boas ações. Mas é incrível a rapidez com que elas aparecem na mídia e conquistam seu espaço.

Uma que vai à faculdade com um vestido que não se usa nem na praia, acaba nos noticiários, desfila no carnaval, faz cirurgia plástica e ganha um programa de TV.

Outra suposta cantora do Piauí fez um clipe-paródia medonho de uma música da Vanessa Carlton, usando o carro Crossfox, postou-o no youtube, foi parar na TV, fez “transformação” e ganhou o carro da Volks. E capotou no sábado. (Mais um gancho pra sair nos jornais).

Outra fã do Guns N’Roses enfrenta uma maratona para assistir aos shows da banda no Brasil, sai de casa brigada com os pais, posta tudo no twitter, gasta todo o dinheiro perseguindo os roqueiros, se hospedando no mesmo hotel que eles, passando fome, reclamando que não dorme há dias, e sua história acaba na mídia. Agora ela diz que a “aventura” vai virar blog e livro.

Eu não sei, sinceramente, se os jornalistas estão cada dia mais fúteis em dar espaço a esse tipo de assunto, ou se o público realmente está a fim de consumir porcarias. Talvez um pouco dos dois.

Uma modelo que eu não sei o nome andava distante dos holofotes e resolveu fazer um trabalho fotográfico. A decisão por si só não daria mídia, já que todos os dias essas moças recebem propostas para trabalhos do tipo. Só que as fotos eram sensuais, tendo o filho dela de 18 anos como coadjuvante, com direito a beijo na boca e seios de fora.

Agora me diz: essa mulher (mãe?) merece atenção? Se cai uma pauta dessa na minha mão eu fico tão indignada que eu deleto na hora. Mas nas mãos de outros jornalistas ela vira notícia. E vira por que? Porque há um público que consome orgulhosamente esse tipo de informação. Dá audiência.

Eu gostaria que as pessoas ficassem famosas por terem criado uma ONG de proteção aos animais abandonados. Por terem achado a cura de certas doenças. Por terem feito o BEM a alguém. Mas se nesse meio tempo alguma maluca resolver andar de biquíni na Avenida Paulista, esquece. Ela será a notícia principal, receberá convite para pousar na Playboy (por mais horrorosa que seja) e ganhará em 1 mês o que nem eu, nem você ganhamos trabalhando honestamente em 10 anos.

Esse é o Brasil.

Abraços a todos

 


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

África do Sul 2010

postado às 18h21 por Cristiane Tavares | 9 comentários

2010 é o ano da Copa do Mundo da África do Sul. O Mundial acontecerá de 11 de junho a 11 de julho. Acredito que poucas pessoas conhecem bem esse país, que será o centro das atenções durante 4 semanas. Então, vamos aprender um pouco mais sobre os sul-africanos.

Eles somam mais de 47 milhões de habitantes, das mais diversas origens, culturas, línguas e crenças. Cerca de 79% são negros, 9% são brancos, 9% “mestiços”.  Quem visita a África do Sul sempre faz referência a hospitalidade calorosa, amiga e simpática das pessoas.

Existem 11 línguas oficialmente reconhecidas, grande parte delas naturais da África do Sul. Cerca de 40% da população fala ou isisZulu ou isiXhosa. Mas se você fala inglês, estará salvo. Os sinais de trânsito e os impressos oficiais são sempre em inglês. O Presidente da República faz os seus discursos em inglês. Em qualquer hotel os recepcionistas falam inglês. Ufa!

A moeda é o Rand Sul-Africano, representado por um “R”.

A África do Sul é uma forte democracia multi-partidária, com uma justiça independente e uma imprensa livre. Mas nunca se esqueçam que até abril de 1994 a África do Sul era conhecida pelo apartheid ou regra da minoria branca. Cidade do Cabo é a capital legislativa, Pretória assume a importância administrativa e Blomfontein é a capital do poder judiciário.

O país tem oito locais classificados pela UNESCO como Patrimônio Mundial.

A AIDS, infelizmente, é uma epidemia por lá, com cerca de 5,4 milhões de infectados.

A equipe de futebol Sul Africana é conhecida por Bafana Bafana – que significa “os rapazes, os rapazes” em isiZulu. Este nome vem do grito dos fãs quando da vitória da equipe na Taça das Nações Africanas em 1996 (que também se realizou na África do Sul). Seu técnico é o brasileiro Carlos Alberto Parreira.

 E a tal vuvuzela? Dizem que é o instrumento musical nacional. É uma corneta grande de plástico, de cores vivas, que todos os torcedores sopram a plenos pulmões em todos os jogos de futebol pelo país. É um som ensurdecedor! Que incomoda até os narradores no estádio.

 

 

 

 

Ah,vocês conhecem a dança oficial da Copa do Mundo de 2010? Chama-se Diski Dance. É essa do vídeo abaixo.

 

 

Quer ouvir uma rádio sul-africana? Entre nesse link:

http://www.motswedingfm.co.za/portal/site/motswedingfm/

 

Informações úteis:

EMBAIXADA DA ÁFRICA DO SUL
Av. das Nações, lote 6,
CEP 70406 900 - Brasília DF
Tel.: + 55 61 3312-9500
Fax: + 55 61 3322 8491
E-Mail:
brasilia.general@foreign.gov.za

CONSULADO GERAL DA ÁFRICA DO SUL
AVENIDA PAULISTA 1754 - 12º ANDAR
01310 920 - SÃO PAULO -  SP. – BRASIL
Tel: (11) 3265-0449  E-mail: veronesea@foreign.gov.za

www.africadosul.org.br

 

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Hora do Planeta 2010

postado às 15h41 por Cristiane Tavares | 7 comentários

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil participará da Hora do Planeta, evento promovido pela WWF Brasil. Às 20h30min do dia 27 de março de 2010, um sábado, milhões de pessoas em todos os continentes irão desligar as luzes durante uma hora, na maior mobilização mundial contra o aquecimento global.

 O lançamento da Hora do Planeta 2010 ocorreu em Chengdu - a primeira cidade da China a assumir o compromisso de apagar as suas luzes. A cidade é também o berço onde nasceu a (fofa) panda Mei Lan, que foi designada como Embaixadora Mundial da Hora do Planeta.

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Neste Ano Internacional da Biodiversidade, a ursa panda também simboliza a importância de protegermos ecossistemas e espécies em todo o planeta.

Quatro países vão participar pela 1ª vez: Paraguai, Mongólia, Madagascar e a República Tcheca.

 A História

Desde sua primeira edição em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer.  O que era um evento em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação que varreu o mundo, envolvendo centenas de milhões de pessoas em mais de 4.100 cidades em 88 países. A Hora do Planeta 2009 foi o maior ato voluntário que o mundo já conheceu.  Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo as luzes de Las Vegas ficaram no escuro durante sessenta minutos.

Vejam esse vídeo: 

www.horadoplaneta.org.br

www.earthhour.org

www.wwf.org.br

 twitter

www.twitter.com/earthour

www.twitter.com/wwf_brasil

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31 de janeiro de 2010

Avatar

postado às 17h12 por Cristiane Tavares | 2 comentários

Plac, plac, plac, plac...Palmas para James Cameron. Avatar é, sem dúvida, a grande produção cinematográfica dos últimos anos. Tanto que já superou Titanic ( do mesmo diretor) como o filme de maior bilheteria já visto, com uma arrecadação mundial de US$ 1,859 bilhão.

Assistir Avatar em 3-D é uma sensação estranha, mas viciante. No início me deu um pouco de dor de cabeça usar aqueles óculos tridimensionais, mas depois de 1 hora e meia (o filme tem 3 horas) me acostumei. Tive que me conter para não estender a mão para pegar uma estrelinha, que não existe. O filme foi feito 40% em live action (com os atores) e 60% em CGI fotorrealista.

Vamos à sinopse: um ex fuzileiro naval, Jake Sully, confinado numa cadeira de rodas é recrutado para viajar anos-luz até a estação humana em Pandora, onde grandes empresas exploram um mineral raro, que seria a solução da crise energética na Terra. Como a atmosfera de lá é tóxica, foi criado o Programa Avatar, no qual “drivers” humanos têm sua consciência projetada num avatar, isto é, um corpo biológico controlado à distância e que consegue sobreviver naquele ar letal para humanos. Os avatares são híbridos geneticamente manipulados de DNA humano e DNA dos nativos de Pandora, os Na’vi.

Em sua nova forma, Jake consegue voltar a andar. Sua missão é se infiltrar no meio dos Na’vi, que se tornaram um grande obstáculo à exploração do raro minério. Porém, uma linda Na’vi chamada Neytiri salva a vida de Jake, e isso muda tudo. Ele é aceito pelo clã de Neytiri e se torna um deles. O relacionamento de Jake com Neytiri se aprofunda e ele passa a respeitar a cultura dos Na’vi e acaba assumindo seu lugar entre eles. Logo, Jake terá que enfrentar a maior de suas provações ao comandar um conflito épico no qual decidirá o destino de um mundo inteiro. (fonte: www.avatarfilme.com.br)

O que mais me emocionou nesse filme foi a forma como os avatares, e não os seres humanos, respeitam a natureza. Como respeitam o planeta onde vivem. Até para matar um animal para se alimentarem, eles o fazem sem sofrimento, respeitando a alma que havia ali. A reação dos avatares à destruição da árvore sagrada das almas é a parte que mais impressiona. Eu chorei. Alguém chorou em Avatar? Ai que vergonha...

Além de ter uma linda história de amor, respeito e lealdade.

Assistam.

Um beijo

 

 

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fim dos tempos

postado às 18h50 por Cristiane Tavares | 12 comentários

O ano começou estranho, não? Primeiro foi a tragédia em Angra dos Reis, no RJ. Depois São Luiz do Paraitinga, em SP, ambas afetadas violentamente pela chuva que não dá trégua desde o início do ano no sul e sudeste. Agora o tremor no Haiti, considerada a mais letal tragédia das Américas em todos os tempos e um dos piores terremotos do mundo nos últimos cem anos. E outro tremor hoje!

Caramba! Anotaram a placa do caminhão? Mas que coisa! Todo o sentimento de esperança de um ano novo bom e produtivo foi por água abaixo, literalmente falando. Confesso a vocês que quando tenho que escrever uma notícia sobre o Haiti, por exemplo, me dá um nó na garganta. Eu não queria dar essas notícias. Mas tenho que ler, reler, acompanhar as buscas, acompanhar TV, rádio, internet, para dar a vocês a informação mais correta possível, já que não temos correspondentes lá.

Pra ser sincera, eu não gostaria de ser enviada para o país caribenho. Não tenho preparo psicológico para ver uma situação dessas de perto. Acho que eu ia colocar todas aquelas crianças órfãs dentro do avião e trazer pra cá. Não pode. Primeiro elas tem que encontrar seus familiares (se sobrou algum) para depois serem disponibilizadas para adoção.

Em meus devaneios (que são diários) eu penso: será que o mundo está acabando mesmo como profetizam? Nunca acreditei nessas histórias de que um meteoro se chocaria com a Terra e todos morreríamos. Nem que um marciano de 4 olhos desceria aqui e levaria todos nós para uma galáxia distante para sermos usados como cobaias. Nem no bug do milênio eu acreditei. Mas agora estou ficando preocupada. Não sei se necessária ou desnecessariamente.

Acho que o fim do mundo está começando. E não só pela revolta da natureza. Mas pela própria deterioração do ser humano.

Filho que mata o pai... pai que deixa a criança morrer de fome... adolescentes que são cruéis com animais indefesos... brigas insanas de trânsito... crimes por poder... no Haiti estão roubando o pouco que os desabrigados têm... a arrecadação humanitária virou um negócio, uma competição na mídia...enfim....são tantos absurdos que nem quero pensar.

A podridão das pessoas, junto com as catástrofes naturais, formam para mim um cenário desolador. Os espíritas dizem “que o planeta passa por um período de ‘expiações e provas’ e que as condições dos mundos variam segundo o grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes”.

Então, devemos estar ainda na pré-história.

Desculpem o desabafo. Um beijo a todos.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Marcha pela Paz

postado às 11h30 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Chega ao Brasil, a partir desta quarta-feira (16/12), a Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência realizada pela organização internacional Mundo Sem Guerras, que trabalha há 15 anos no campo do pacifismo e da não-violência.

Com o projeto de dar uma volta completa ao redor do mundo, a Marcha Mundial teve início na Nova Zelândia, em 2 de outubro, e terminará na Cordilheira dos Andes, no Parque Punta de Vacas (Argentina), em 2 de janeiro de 2010.

E pra quê esse movimento? Para denunciar a perigosa situação mundial que está nos levando à guerra com armamento nuclear, e para dar voz à maioria dos cidadãos do mundo que não estão a favor das guerras nem da corrida armamentista.

O Brasil está representado pela carioca Jacqueline Melo (www.jacmelo.blogspot.com) que realizou o percurso da África e da Europa. A previsão é de que 1 milhão de pessoas participem do percurso da Marcha Mundial e 10 milhões participem virtualmente.

 

 

A partir de amanhã, dia 16, nós, brasileiros, podemos fazer parte deste movimento!

 

Haverá atividades no Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Serão fóruns, exposições, debates e shows musicais.

A programação completa está no site

 www.marchamundial.org.br

 

 

Confiram a “Carta Para Um Mundo Sem Violência”

www.theworldmarch.org

                    

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06 de dezembro de 2009

TicTacTicTac

postado às 16h38 por Cristiane Tavares | 3 comentários

Fico contente quando vejo iniciativas em prol da preservação do planeta. Hoje (06/12), por exemplo, estive no Parque do Ibirapuera conferindo o evento “Tô no Clima”, um projeto da campanha global de ações pelo clima TICTACTICTAC.

O principal objetivo é mobilizar a sociedade brasileira a pressionar líderes nacionais e globais para que não seja adiado o compromisso de firmar um novo acordo climático global durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15), que acontece de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca.

Quem foi ao parque conferiu pocket shows de Zélia Duncan, Mariana Aydar, Simoninha e Gabriel O Pensador, que ocorreram na área externa do Auditório do Ibirapuera. Todos deram seus alertas sobre a preservação do planeta.

As apresentações foram intercaladas com a participação de convidados, exibição de depoimentos de lideranças políticas, celebridades e vítimas das mudanças climáticas.

Para garantir a mobilização em todo o país, a campanha recolhe assinaturas que serão encaminhadas ao presidente Lula. A participação pode ser feita online através do site www.tictactictac.org.br

E aí? Vai participar?

 

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segunda, 30 de novembro de 2009

Conheçam Maceió

postado às 19h10 por Cristiane Tavares | 3 comentários

Estive em Maceió em novembro, de férias. Queria falar um pouco sobre a viagem e sugerir o passeio a quem procura um destino para descansar. Chega-se a Maceió, capital de Alagoas, pelo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, um dos mais modernos do país, entregue em setembro de 2005.

Segundo dados do IBGE, Maceió tem 936.314 habitantes. O nome Maceió veio do tupi Maçayó ou Maçaió-k, que significava "O que tapa o alagadiço”. Lá nasceram nomes ilustres como Djavan, Graciliano Ramos, Zagallo, Cacá Diegues.

Os hotéis estão localizados, em sua maioria, nas praias de Ponta Verde e Pajuçara. E tem para todos os gostos (e bolsos). Na extensa orla encontram-se vários quiosques e uma belíssima e tentadora ciclovia à beira-mar.

Maceió conta com um pólo cloroquímico, que abriga a maior empresa instalada no Estado, a Braskem (exploradora e beneficiadora de sal-gema), que fica no bairro de Pontal da Barra. É gigantesca.

O artesanato local (cerâmica, madeira, palha, pintura e tecido) é vendido no Mercado de Artesanato, nas feirinhas de artesanato de Ponta Verde e da Praia de Pajuçara. No bairro de Pontal da Barra, reduto de pescadores, há rendeiras que fazem trabalhos maravilhosos.

Agora, as praias....ah, as praias. Fui a Paripueira, uma praia próxima a Maceió, no litoral norte. Lá são oferecidos passeios de jipe e barco, e visita a uma praia chamada Carro Quebrado. Ficamos num quiosque chamado Mar & Cia, que dava todo o suporte aos turistas.

Em Paripueira vi um peixe-boi, ele estava no raso, deu até para acariciá-lo. O mamífero é ameaçado de extinção. Hoje não há mais que 20 peixes-boi em todo o litoral do Nordeste, segundo estudiosos do Projeto Peixe-Boi, do Ibama, desenvolvido entre Alagoas e Pernambuco. Uma das unidades do projeto fica em Paripueira, onde quatro desses mamíferos já se transformaram em mascotes dos banhistas. Criados em cativeiro, Astro e Lua, Aldo e Xuxu foram devolvidos ao seu ambiente natural em Paripueira há poucos anos, não sem antes serem marcados com um radiotransmissor, para que fosse possível rastreá-los e estudar seus hábitos.

Em São Miguel dos Milagres ficamos no ponto de apoio do Hotel Costa dos Corais. Uma bela praia com passeio opcional para ver o peixe-boi de perto. Como eu já tinha visto em Paripueira, por sorte, e de graça, nem fui. Mas é uma sugestão.

No município de Jequiá da Praia, temos a praia chamada Dunas de Marapé. De um lado tem o rio Jequiá, pelo qual fiz um passeio de barco, e do outro o mar. Lá têm alguns passeios de bugue e quadriciclo. No caminho para esta praia o que encontramos é uma extensa plantação: de um lado a cana, e do outro, côco.

Já a famosa Praia do Francês é belíssima, mas tem ambulante que não acaba mais. Uma chatice. Para chegar ao Francês, passamos pela lagoa de Mundaú, e pela cidade de Marechal Deodoro, que se preparava para a comemoração de 15 de novembro (passei por lá antes dessa data).

A Praia do Gunga é considerada uma das 10 praias mais belas do Brasil. Tem passeios de escuna e jangadas, mas o movimento de turistas é intenso aos finais de semana e não sobra lugar pra todo mundo. Para se chegar a Gunga de carro, é preciso passar por uma propriedade particular, com uma vasta plantação de coqueiros.

Maragogi também é um dos destinos mais procurados de Alagoas e em breve terá um aeroporto só pra ele. Fica a quase 2 horas de Maceió. O maior atrativo é o passeio de barco às piscinas naturais, para conhecer os recifes de corais.

A Praia de Pajuçara já é urbana, que fica no bairro de mesmo nome. Foi lá que fiz um dos passeios que mais gostei: de jangada até os recifes de corais. Chegando num determinado ponto, o jangadeiro “atraca”, joga sua âncora ao mar e pulamos na água, com coletes, óbvio. Outras jangadas que estão por lá servem comidas e bebidas, como se fossem quiosques, mas em alto-mar! Se você pedir uma porção, o cara sai da jangada-bar e vem nadando com o prato pro alto, sem molhar, e chega até você. Surreal! 

Se continuar andando desde Pajuçara, à oeste, chegaremos à Praia de Ponta Verde, onde fiquei hospedada, que também é uma praia urbana. Mais movimentada à noite com vários quiosques para sentar e ouvir uma música, comendo um prato típico.

As fotos estão em outro blog, aqui não couberam. http://www.maceio2009.zip.net

Beijos...até o próximo

ctavares@novabrasilfm.com.br

 

segunda, 02 de novembro de 2009

Mandem cartas

postado às 22h54 por Cristiane Tavares | 9 comentários

 

Outro dia vi uma reportagem que mostrava que os estudantes de hoje fazem trabalho da escola pelo MSN, ou pelo skype. Não há mais necessidade de ir um à casa do outro. Numa emergência máxima, usa-se o telefone. Isso se o torpedo não resolver antes. Ok, acho bem legal isso, eu mesma uso essas ferramentas interativas. Não vivo mais sem internet. Mas acho que toda essa tecnologia está separando cada vez mais as pessoas.

Quando eu vivia sem email (sim, já vivi sem email, sem internet e sem celular...buuuuu), eu escrevia cartas. Às amigas, aos primos, aos namorados...Nossa, quantas cartas ainda tenho dos namorados. Escritas à mão. Elas vinham perfumadas, o mesmo aroma do pretendente. Imagina a sensação que era aguardar uma carta do gatinho que ainda vinha com o perfume dele? Era sensacional. E isso foi há 15 anos apenas. Não estou falando da idade média, não!!

Hoje, há o email. Cadê a graça? Sim, é mais rápido. E mais frio também. Não tem cheiro, não tem caligrafia, não tem linhas, não tem rasura, não tem liquid paper (ainda existe isso?). Óbvio que eu uso email, diariamente, mas tenho uma saudade das cartas!

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E olha só! No caminho até o Correio eu passava pela padaria, onde conhecia o Seu Manoel, que me dava um mini sonho (tinha sabor). Passava pela casa de uma senhora que vivia com o cachorrinho na porta, com o qual eu sempre brincava (tinha diversão). O próprio funcionário do Correio, o Marcelo, já me conhecia, conhecia minha mãe e sabia até onde eu morava (tinha segurança).  Na volta, já pelo outro lado da rua, tinha uma papelaria onde eu passava pra ver as novidades (tinha informação). Mais adiante, morava uma amiga minha, a Flavia, que sempre me contava as fofocas (tinha notícias fresquinhas da vida alheia), e por fim, já perto de casa, passava pela casa de um menino de quem eu era afim (tinha paquera). Fora a caminhada que já era exercício físico, por isso sempre fui uma magrela.

Agora me diz: mandar um email tem tudo isso? A carta era muuuuuuito mais interessante.

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Voltando às reuniões de escola que hoje são virtuais. Quando eu estudava, nos reuníamos sempre na casa de um integrante do grupo, porque na biblioteca não dava pra fazer bagunça. Então, muitas vezes vinham todos na minha humilde residência. Claro que o trabalho ficava sempre para o dia seguinte, e pro dia seguinte, ou para o próximo final de semana. Mas a diversão que era uma reunião daquela, como diz o Mastercard, não tem preço. Minha mãe sempre colocava uns quitutes na mesa, refrigerante (lembrem-se que eu era magrela, podia), e música. Tinha que ter o rádio ligado.

Não lembro de nenhum trabalho que fiz, mas lembro de cada reunião. Lembro do mantecau que acabou esfarelando quando fui rir, sujei toda a mesa. E o cabelo da Tathiana, minha amiga. Foi uma graça.

E por acaso, uma reunião virtual tem toda essa emoção? Não né.

O que mais me deixa triste é saber que essa relação fria de internet não vai acabar, pelo contrário, cada vez mais as pessoas vão resolver tudo de casa, sem precisar nem tirar o pijama. Aqui onde moro tem gente que faz compras no supermercado pela internet. Outro dia perguntei ao entregador a qual apartamento ele estava indo. Aí sim percebi porque aquela moradora era tão anti-social. Sair para fazer compras também faz parte da necessidade humana, sabia? Você analisa o produto, sente o cheiro, troca idéia com outras pessoas, faz amizades, troca receita, se relaciona, troca olhares, percebe se está frio, se está calor, enfim, VIVE!

Não quero de forma alguma defender o fim do delivery, o fim do email, do skype, do Orkut, do myspace, do blog, do MSN, adoro tudo isso. Mas quero, sim, exigir das pessoas que não se distanciem umas das outras. Que se encontrem mais pessoalmente, que saiam do mundo virtual para dar um abraço real. Que façam compras no supermercado. Que mandem cartas. Que saibam o nome completo e o endereço dos amigos. Por fim, que sejam mais seres humanos.

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Vamos começar agora. Publicarei aqui no blog a carta mais romântica que chegar escrita à mão. Pode ser de homem ou mulher. Pode ser dirigida ao marido, à esposa, ao ficante, à amante, o que for.  O endereço é Av. Paulista 2001, sobreloja 01, Cerqueira Cesar. Cep: 01311-931 São Paulo – SP. Aos meus cuidados. E se puderem, mandem um telefone pra eu entrar em contato. Lembrando que a carta social, até 10 g, custa R$ 0,01.

Quero só ver se consegui convencer alguém. E prometo que responderei a todos os participantes, por carta.

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Um beijo

ps: não me façam pagar mico.


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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O tal bullying

postado às 19h40 por Cristiane Tavares | 13 comentários

Hoje vou aproveitar o espaço do blog para falar sobre um caso um pouco mais pessoal e que, acredito, ocorre com mais freqüência do que pensamos. Muito se tem falado sobre o tal bullying. O que é isso? Pois vou tentar explicar. Bullying é toda forma de atitude agressiva, intencional, repetida, que ocorre sem motivação aparente, incentivada por um ou mais estudantes contra uma pessoa. São situações de bullyng colocar apelidos constrangedores, isolar, ignorar, humilhar, bater, ferir, amedrontar, roubar, discriminar, ofender, e por aí vai.

As vítimas passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola.Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que entram em depressão e acabam tentando ou cometendo o suicídio.

Pois então, desde quando o termo passou a ser utilizado por psicólogos, pude perceber que o que eu passei na escola, no meu ensino médio (antigo colegial) não foi apenas uma brincadeira de mau gosto. Eu fui vítima desse bullying.

Vou contar a história, se vocês tiverem paciência para acompanhá-la.

Estudei num colégio bom na Mooca, do qual não vou citar o nome mesmo porque a direção já é outra, mudou todo mundo, não há necessidade de expô-los. Pois bem. O ano era 1996. Estava no 3º colegial. Minha sala de aula tinha uns 30 alunos. Eu tinha amizade com quase a sala toda, mas nunca consegui arrumar um amigo de verdade lá dentro, porque a maioria deles se conhecia desde o pré. Eu estava lá há 3 anos apenas. Era um colégio de gente riquinha, alguns insuportavelmente arrogantes porque tinham um carro zero, moravam numa cobertura e passavam as férias na Disney.

Eu? Ah, eu estudava lá por causa do ensino, que era forte. Eu não sou rica. Nunca fui.

Bom, nessa época nós, meninas, tínhamos o costume de escrever bilhetinhos, não havia scrap, sms, tampouco o email era comum. Era na canetinha colorida mesmo. Alguns bilhetes tenho até hoje! Os que me fizeram bem, apenas.

Foi numa segunda-feira que tudo mudou. De uma hora para a outra, comecei a ser a vítima das meninas da classe. Os bilhetinhos, antes amigáveis, passaram a ser ofensivos. No intervalo das aulas, eu sentia que as “amigas” se afastavam de mim. Mas não ligava, afinal tinha aquelas que se mantinham ao meu lado. Mas, de repente até essas que ficavam ao meu lado me isolaram.

 

Nas aulas de educação física, onde tínhamos que nos trocar no vestiário, era um tal de tirar sarro de mim! Não lembro bem o que era dito, mas lembro das risadas maldosas. Na sala de aula, a mesma coisa. Jogavam papel picado no meu cabelo. Mexiam nos meus cadernos. Esbarravam em mim pra tentar tirar meu equilíbrio. Nessa escola havia rampas e elas começaram a ser meu terror. E o medo de cair?

Isso durou muito tempo, meses. Eu tentava resolver minha situação me enturmando com os meninos, já que as meninas me isolavam. Piorou. No começo fui forte, dizia que o problema estava com elas, que eu nunca tinha feito nada. Realmente, nunca fiz nada. Até hoje não entendi como tudo começou. Mas depois de uns meses, aquela situação foi me prejudicando. Eu chegava em casa chorando. Fazia os trabalhos sozinha, porque ninguém queria fazer comigo. Uma vez o professor de biologia, com quem tenho contato até hoje, me perguntou o que estava acontecendo. Foi o único que percebeu alguma coisa de errada naquela sala de aula. Ou foi o único que se importou com o que estava acontecendo. Prefiro não julgar.

O isolamento começou a me deixar zonza. Eu nem queria mais sair para o intervalo. Arrumava desculpa para não fazer educação física, e evitar as risadas que me soavam cada vez mais sombrias. Eu estava entrando num tipo de depressão.

E isso não é o tal bullying? Naquela época (nossa, pareço uma tia falando) não havia esse termo. E a psicóloga da escola só se importava com o teste vocacional, com o vestibular que estava chegando. E o teste era tão bom que o meu deu “exatas”. Ainda bem que segui o caminho oposto.

Hoje, lendo sobre o bullying percebo que é exatamente o que eu passei. Superei com a ajuda dos meus pais que sempre me deram sustentação, sempre me colocaram pra cima, abasteciam minha auto-estima. E o final da história? De repente, um dia, a menina que liderava a “perseguição” desistiu daquilo tudo e veio fazer as pazes. Eu fiz. Afinal, o que poderia discutir? Eu era a vítima. Mas confesso que até hoje, 13 anos depois, não faço questão de encontrar com essas pessoas. Engraçado, né? Você pode dizer “mas foi coisa de adolescente, passou”. Sim, mas tem um ditado que diz: “quem bate não lembra, mas quem apanha nunca esquece”. Eu não consigo esquecer uma agressão gratuita, que me prejudicou muito na época escolar, e que HOJE é tratado como um problema educacional. Hoje é pior ainda, as agressões vêm pelo meio virtual (orkut, MSN,myspace, twitter, blog, etc).

Então, quero alertar pais, futuros pais e até jovens adolescentes que este tipo de “brincadeira” é um caso muito sério. Dependendo de quem é a vítima, isso pode trazer conseqüências para o resto da vida. Pais e mães, nunca desdenhem do que seus filhos reclamam. Ouça-os. O bullying é mais comum do que se pensa e mais agressivo do que se pode explicar. E há formas de combatê-lo. O que não podemos é ficar quietos.

Um beijo a todos e até o próximo post, mais leve, prometo.

 

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sábado, 10 de outubro de 2009

Quem não se comunica...

postado às 23h28 por Cristiane Tavares | 4 comentários

...se trumbica, já dizia o velho guerreiro. Pois é sobre ele, o Chacrinha, que vou falar hoje. Estréia dia 30 de outubro nos cinemas o documentário “Alô, Alô, Terezinha!”, de Nelson Hoineff, sobre o maior fenômeno de comunicação do país.

Politicamente incorreto, radical, renovador, Chacrinha mudou para sempre a televisão brasileira. O filme conta a grande aventura de Abelardo Barbosa através da ótica do apresentador.

O filme reúne chacretes, calouros e artistas que passaram por seus programas...Roberto Carlos, Fábio Jr, Gilberto Gil Dercy Gonçalves, Ney Matogrosso, Alceu Valença,  etc, etc.

 

Nega do cabelo duro.....(lembram-se do Luis Caldas?)

Mas o que poucos sabem, é que o Chacrinha começou a carreira como locutor da Rádio Tupi, por volta de 1940. Em 1943, lançou na Rádio Clube Niterói o programa de marchinhas de carnaval Rei Momo na Chacrinha. Fez tanto sucesso que passou a ser conhecido como Abelardo “Chacrinha” Barbosa. Pouco depois, assumiu o apelido como nome artístico.

Durante os anos 1950, trabalhou em várias emissoras de rádio apresentando o programa Cassino do Chacrinha, no qual lançou sucessos como Estúpido cupido, de Celly Campello, e Coração de luto, de Teixeirinha. Mesmo depois de se tornar sucesso na TV, Chacrinha nunca abandonou o trabalho em rádio.

A estréia na televisão aconteceu em 1956, na TV Tupi, com o programa Rancho Alegre. Chacrinha passou pela Tv Excelsior, Tv Globo, voltou para a Tv Tupi, foi para a Tv Bandeirantes, depois retornou à Globo, onde ficou até seu último programa.

Seus bordões inesquecíveis: “Alô, Terezinha!”, “Quem não se comunica se trumbica”, “Na TV nada se cria, tudo se copia” e “Eu vim para confundir e não para explicar”. O apresentador também distribuía bacalhau, farinha, abacaxis e vegetais para os convidados da platéia. Uma verdadeira zona, pra falar a verdade.

Por conta de seu comportamento anárquico, Chacrinha teve problemas com a Censura Federal. Durante sua primeira passagem pela TV Globo, foi importunado pelos censores que não permitiam que as câmeras mostrassem os corpos das chacretes e procuravam inibir suas brincadeiras, especialmente as frases de duplo sentido.

Em 1988, a saúde de Chacrinha começou a piorar. O humorista João Kléber chegou a apresentar alguns programas em seu lugar. Em junho, o apresentador voltou ao comando do programa, mas, ainda não totalmente restabelecido fisicamente. O último Cassino do Chacrinha foi ao ar no dia 2 de junho de 1988. Chacrinha faleceu em 30 de junho de 1988, aos 70 anos.

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SERVIÇO

“Alô, Alô Terezinha!” - Direção: Nelson Hoineff

Produção: Daniel Maia e Paloma Piragibe

30 DE OUTUBRO NOS CINEMAS

www.aloaloterezinhaofilme.com.br

 

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Obs: não sei porquê ( mas descobrirei em breve) a página do blog aparece de forma diferente nos navegadores Internet Explorer e no Mozilla Firefox. Algumas fotos aparecem em um, e não em outro. Então, desculpem se as imagens não aparecerem, eu as postei devidamente.

 

27 de setembro de 2009

Acredite e divirta-se

postado às 11h51 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Lolô é um homossexual assumido, que morre num acidente de carro. Sem acreditar na própria morte, ele se nega a ficar no céu e volta a Terra. Aos poucos vai descobrindo seus poderes e cometendo uma série de trapalhadas, até incorporar num cara machista, noivo de uma perua ciumenta. A dupla personalidade do noivo abala o romance e ainda revela a homossexualidade do cunhado.

Esse é o divertido enredo da peça “Acredite, um espírito baixou em mim”, que está há 11 ANOS E MEIO em cartaz, com texto de Ronaldo Ciambroni e direção de Sandra Pêra. No elenco, os mineiros Maurício Canguçu e Ilvio Amaral, sócios na Cangaral Produções Artísticas, que promove o espetáculo, além de Luiza Ambiel, Enzo Silveira e David Cardozo.

A peça está em cartaz até o final de outubro no teatro Ruth Escobar, aqui em São Paulo.

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Se você quer se divertir, é uma dica imperdível. Os atores são incríveis, com destaque para a dupla Maurício Canguçu e Ilvio Amaral, respectivamente, o “noivo” e o “fantasma gay”. Prestem atenção também nos “efeitos sobrenaturais”: um livro que solta labaredas, um lenço que flutua no ar...coisas assim. Não consegui descobrir o segredo. rs

Outro dia convidei o Maurício para um bate-papo, queria saber mais sobre o sucesso da peça, que virou livro e filme, e sobre ele também. O resultado é essa entrevista que segue abaixo, que aconteceu no Parque Trianon, numa tarde ensolarada do inverno.

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CT: A peça “Acredite, um espírito baixou em mim” está há quantos anos em cartaz?

MC: Há 11 anos e meio.

CT: E como é participar 11 anos e meio de uma mesma peça? É gratificante? É cansativo?

MC: É muito gratificante. Agente aprende sempre. É engraçado, tem gente que acha que é repetitivo e não é. Cada dia que passa é uma apresentação nova. O público é diferente, o dia é diferente, porque teatro é ao vivo, depende do que eu vivi durante o dia. Isso tudo interfere na minha interpretação. É um prazer enorme, é uma sensação de ser querido. Eu adoro fazer. Pra mim cada dia tem um sabor especial.

CT: E como a peça virou um filme e um livro?

MC: Nós filmamos em 2002, com a participação da Marília Pêra, da Arlete Salles, da Nany People, enfim, um elenco maravilhoso. O filme foi lançado no Brasil todo. Em Belo Horizonte ele foi muitíssimo bem, foi um dos 10 filmes mais vistos do ano do cinema nacional, ficamos em 9º lugar. O restante era da Globo Filmes, então eu fiquei feliz (rs). Depois virou  um livro, já que mais de 1 milhão de pessoas já viram esse espetáculo. O livro fala um pouco disso, tem gente que já viu 20 vezes, tem um fã lá de BH que já viu mais de 50 vezes. Então o livro aborda isso, o que essa peça tem que atrai tanta gente.

CT: O texto muda de uma pra outra?

MC: Não, o texto é sempre o mesmo. E lá em BH nos apresentamos num teatro de 1.700 lugares, 2 sessões por dia. Esgotado.  A peça “Acredite” lá realmente é um fenômeno.

CT: Mas você pensa em parar, dar um tempo?

MC: Penso, mas não em definitivo. Nesses 11 anos e meio nós já fizemos vários espetáculos. Fizemos “A Idade da Ameixa”, “Os Sem-Vergonhas”, “A Saga da Senhora Café”. Nesse tempo o “Acredite” fica meio parado. Parado de temporada, mas parar de fazer nunca.

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CT: E você vive de teatro? É possível viver de teatro no Brasil?

MC: Vivo só de teatro. E muito bem. Eu sou feliz, vou onde eu quero, viajo todo ano, tenho minha casa, tenho meu carro, tudo consegui com o teatro. Me considero um privilegiado.

CT: Então você assume que é um privilegiado deste ramo?

MC: Então, eu digo que sou um privilegiado porque eu faço uma peça de muito sucesso e isso sim é um privilégio. Mas dá pra viver de teatro sim. Uns vivem melhor que outros, mas dá sim.

CT: Você já pensou em fazer cinema?

MC: Eu fiz esse filme do “Acredite”, fiz um curta com o Mateus Carrieri, “A arte da violência”, fui chamado pra fazer um filme lá em BH, pra 2010, mas ainda não está certo. Eu adoro cinema, queria fazer muito.

CT: Como você vê essa onda de stand-ups?

MC: Eu acho ótimo. Tem gente que não curte. Eu não tenho nada contra. Acho que todo mundo tem seu espaço, todo mundo tem o direito de se expressar como acha que deve. Se a pessoa acha que a forma de comunicação dela com o público é com o microfone e as suas histórias, que seja assim. Eu não tenho preconceito de nada. Respeito todas as formas de expressões artísticas, pessoais, religiosas, sexuais. E o preconceito que eu tenho, procuro acabar com ele.

CT: Mas para um ator, o preconceito pode atrapalhar. Por exemplo, há algum papel que você jamais faria?

MC: Nenhum. Faria todos. Aliás eu gosto de papéis que são muito distantes de mim. Eu sou um cara normal, que trabalha o dia todo, que rala pra caramba, absolutamente dentro do padrão. Então, eu queria fazer um papel mais maluco, mais desafiador, que mexa comigo.

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Ilvio Amaral e Maurício Canguçu

CT: O que é mais difícil pra você, como ator: fazer o público rir, ou chorar?

MC: O mais difícil é fazer teatro bem feito. Fazer o público rir ou chorar é consequência do trabalho que você realiza. Então, se você faz uma comédia, como é o caso do “Acredite” e do “Sem-Vergonhas”, a platéia ri muito e eu fico muito satisfeito porque acho que é um espetáculo de qualidade e já passou pela aprovação do público. E quando eu faço a “Idade da Ameixa”, que é um espetáculo dramático onde as pessoas choram, eu fico feliz também porque eu consegui atingir meu objetivo.

CT: Você chegou a fazer um papel na novela Mandacaru, na extinta Tv Manchete, em 1997. Em 2004, você participou da Praça é Nossa com 3 quadros: “Acredite, um espírito baixou em mim”, “Amora, a empregadinha” e “Dona Dadá”. Você pensa em voltar a fazer novela? Como funciona o preconceito que os diretores de novelas têm, em escalar para o elenco atores que já passaram por programas de humor?

MC: O humor é classificado como linha de “shows” da televisão, e a novela é linha de “dramaturgia”. E eu não sei porquê, nem como, existe uma divisão disso. Quem está na linha de show dificilmente consegue entrar na linha de dramaturgia. A Maria Clara Gueiros, o Rogério Cardozo quando era vivo, são os poucos que conseguiram ultrapassar essa linha.  O porquê disso eu realmente não entendo. O que sei é que quando se entra na linha de shows na TV, a dificuldade de ir para a dramaturgia é enorme.  Eu já passei por isso. Pelo fato de ter feito A Praça é Nossa, da qual eu me orgulho de ter participado, me orientaram a dar uma “descansada” na imagem.

CT: Isso é uma forma de preconceito, não?

MC: Sim, é um preconceito do mercado. Não entendo o porquê. É uma boa pergunta, e vou deixar no ar.

CT: Qual seu ator ou atriz favorito?

MC: Meu ator preferido é o Ilvio Amaral, acho ele o máximo. Trabalho com ele porque sou fã. Ilvio faz comédia muito bem, drama muito bem, ele tem uma empatia com o público. Atriz, tem várias, mas a que eu mais gosto é a Marília Pêra. Ela tem uma característica que eu admiro muito: ela corre risco artístico. A Marília faz musical, drama, comédia, dança. É uma atriz soberba. Ela faz coisas arriscadas, e isso me estimula muito.  Acho que agente não pode ficar quietinho, na mesmice, fazendo o que é confortável.  Acho que agente tem que tentar o “desconfortável”. Isso pra mim é o maior exemplo dela.

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Serviço

 Acredite, um espírito baixou em mim” – Curta temporada

Teatro Ruth Escobar – Rua dos Ingleses 209 –Bela Vista – Info: 3289-2358

6ª e Sab: (21hs) Dom (19 hs)

Livro: “Acredite, um espírito baixou em mim - a trajetória de um sucesso” de Jefferson da Fonseca Coutinho, Editora Cangaral. 

DVD: “Acredite, um Espírito Baixou em Mim” -  Brasil - 2006. Direção: Jorge Moreno

Mais informações www.cangaral.com.br

 

 

 

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terça-feira, 08 de setembro de 2009

Realizando desejos

postado às 19h31 por Cristiane Tavares | 6 comentários

Hoje quero apresentar a vocês um projeto recente no Brasil, mas que já é sucesso em mais de 30 países. É uma idéia incrível, uma lição de solidariedade, um trabalho do qual todos podem participar.  Falo da Make-A-Wish Brasil , uma organização sem fins lucrativos, que realiza desejos de crianças com alguma doença que coloque em risco suas vidas.

Para vocês entenderem como funciona, vou mostrar um caso atendido pelos voluntários da Ong.

Gabriel é um menino de 6 anos, esperto e lindo. Ele é transplantado de fígado e tem linfoma. Faz tratamento na casa Hope desde que nasceu. Mas como toda criança, tem suas fantasias e desejos. O de Gabriel é ser policial. A família dele, ou os médicos, entraram em contato com o pessoal da Make-A-Wish, por email ou telefone (que estão no site). A partir daí os “coordenadores de desejos” solicitam uma declaração de aptidão física à equipe médica, e já começa a mobilização para realizar o desejo do garoto.

Os voluntários procuram parceiros e patrocinadores que utilizam seu tempo e recursos para que o sonho de Gabriel se realize.

No último dia 29 de junho, Gabriel passou um dia no 3º batalhão da Polícia Militar. No quartel, ele aprendeu a falar no rádio da viatura, aprendeu a marchar e pôde até almoçar ao lado dos policiais. Ele ganhou uma farda, foi promovido a Tenente e participou de uma simulação da Força Tática.

Será que alguém consegue imaginar a alegria do Gabriel?

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O lema da instituição é “desejo é desejo, e tem que ser realizado”, portanto, não há triagem. E os desejos são os mais diversos. O Gabriel queria ser policial. A Jenifer queria um quarto novo. O Lucas queria um gameboy. O Matheus queria conhecer o Marcos, do Palmeiras. E todos foram realizados.

Quem não puder contribuir com dinheiro, pode ajudar com algum item que faça parte da realização do desejo, como um empréstimo de helicóptero, um barco, um guarda-roupa ou mesmo um cavalo.

É isso aí. Fazer o bem faz bem.

Make-A-Wish Brasil

Al. dos Nhambiquaras, 239 - Moema - SP

cep: 04090-010

Tel: (11) 5081-3601

email: desejo@makeawish.org.br

site: www.makeawish.org.br

 

 

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cadê Belchior?

postado às 19h44 por Cristiane Tavares | 5 comentários

E o assunto da semana é: por onde andará Belchior?

Especulações não faltam. E virou assunto internacional! Até o jornal britânico The Guardian está falando disso. Inclusive se referiu a Belchior como “um dos mais amados compositores brasileiros’’. Fãs estão criando blog, sites, comunidades no Orkut, tudo para tentar encontrar o cantor. Eles programaram até um manifesto para este sábado (29) chamado “Campanha Volta Belchior”.

Os políticos também se mobilizaram. O presidente nacional do PV, José Luiz Penna, mostrou preocupação com o sumiço do compositor, que é filiado ao partido.

Segundo uma reportagem que passou no Fantástico, a família de Belchior não o vê desde 2007. Mas um sobrinho já surgiu, dizendo que o tio estaria descansando na Praia da Baleia, em Itapipoca, litoral do Ceará.

Outros fãs espalhados pelo Brasil já disseram, e comprovaram com fotos, que ele está vivinho da silva, em ótimo estado.

Mais boatos dizem que o sumiço do compositor de “Como Nossos Pais” está relacionado ao não pagamento da pensão alimentícia à sua ex-mulher, uma dívida avaliada em R$ 25 mil. Dizem ainda que ele não teria declarado imposto de renda este ano. E um carro, que está abandonado no aeroporto de Congonhas, aqui em São Paulo, há anos, também é dele.

Tom Zé já pensou em copiar a idéia. Ele disse que pretende “sumir”, alegando não suportar mais "o escravismo" de Charles Gavin, que é seu patrão e produtor musical, além de baterista dos Titãs. Coisas de Tom Zé.

De repente tudo isso não passa de um plano de marketing. Será? Não ouso postar nenhuma conclusão.

Ele deve estar mesmo tomando um sol numa praia do Ceará, tomando água de côco (?), curtindo o mar, ouvindo um som, sem deixar de cantar...

"  Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes e vindo do interior

Mas trago na cabeça uma canção do rádio
Em que um antigo compositor baiano me dizia
Tudo é divino, tudo é maravilhoso

Tenho ouvido muitos discos, conversando com pessoas
Caminhado o meu caminho, papo o som dentro da noite
E não tenho um amigo sequer que ainda acredite nisso não
Tudo muda, e com toda a razão"

Ah, não poderia deixar de brincar aqui com um “Onde Está Wally?”, na verdade, “Onde Está Belchior?”...

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E se alguém encontrá-lo pelas ruas (ou pelas praias) mande um email pra mim. Já pensou no furo de reportagem? Prometo que darei os créditos. rsrsrs

ATUALIZAÇÃO:

O Fantástico encontrou Belchior no Uruguai, vivendo numa pousada. Ele diz que está viajando a trabalho e que volta ao Brasil quando terminar seu projeto.

 

Eu estou fazendo um trabalho de tradução da minha música para espanhol, vou lançar um cancioneiro nas duas línguas, meu cancioneiro inteiro, e já fiz aqui um trabalho de tradução da minha música”, diz o cantor.

“No meu roteiro estou compondo muito”, conta ele. “Quero fazer para o próximo ano um trabalho com canções inéditas, que já vinha fazendo
.”
 

 

 

Um beijo a todos

 

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16 de agosto de 2009

Toca Rauuuuul!

postado às 21h16 por Cristiane Tavares | 15 comentários

Quem já não ouviu alguém gritar assim durante um show? Pois é com esse “grito de guerra” que começo meu texto, para marcar os 20 anos da morte de Raul Seixas. Mas não vou ficar falando sobre sua vida e obra, mesmo porque se você jogar no Google surgem inúmeros sites e blogs sobre o Maluco Beleza.

Resolvi descobrir, por conta própria, o que é a tal Sociedade Alternativa. Sempre cantei, fiz até peça de teatro na escola com a música, mas nunca procurei saber o que isso significava. E vou tentar passar pra vocês o que eu entendi, porque é uma coisa de doido mesmo. Rs. Muitos dizem que nem o próprio Raul Seixas sabia explicar direito.

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Em 1971, Raul ganha um amigo e parceiro de várias músicas, o mago Paulo Coelho. Nesse mesmo ano, eles fundam a Sociedade Alternativa, baseada nos princípios de Aleister Crowley. Este um dos maiores esotéricos que já existiu. Ele busca desenvolver técnicas de como entrar em contato com a energia interior e usá-la para modificar a vida. Essa energia seria totalmente liberada com a chegada da Nova Era (Novo Aeon), quando as leis sociais seriam rompidas, para que pudessem viver em plenitude.

Crowley defendia que o conhecimento deveria ser livre, e chegou até mesmo a desvendar segredos de seitas fechadas. Das obras que escreveu, a principal foi “The book of the Law” (O livro da lei) cujas palavras foram responsáveis pela fundação da Sociedade Alternativa. Aquela parte da música homônima “faze o que tu queres, pois é tudo da lei” vem daí.

A idéia principal era: cada um tem o direito de viver como bem entender.

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Interessante? É, mas nem tudo são flores.

Em 1974, Raul Seixas e Paulo Coelho receberam um convite do porta-voz do general Ernesto Geisel, que dizia querer maiores informações sobre a Sociedade Alternativa. Os dois ficaram super felizes quando receberam o comunicado, porque acreditavam que o governo militar queria discutir com eles suas idéias. Doce ilusão.

A dupla acabou presa e exilada nos EUA. Suas casas foram reviradas pelos militares. Segundo Raul, ele foi torturado para dizer os nomes das pessoas que faziam parte da Sociedade Alternativa, que seria, de acordo com seus algozes, um movimento revolucionário contra o governo.

Então Raulzito resolveu mentir, dizendo que tinha pacto com o demônio ao invés de dizer que tinha parte com a revolução.

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Abaixo o texto do manifesto distribuído no primeiro show de Raul em São Paulo em 1973. No ano seguinte, as cópias foram recolhidas pela Polícia Federal e queimadas como material subversivo.

1 - O espaço é livre. Todos têm direito de ocupar seu espaço.

2 - O tempo é livre. Todos têm que viver em seu tempo, e fazer jus as promessas, esperanças e armadilhas.

3 - A colheita é livre. Todos têm direito de colher e se alimentar do trigo da criação.

4 - A semente é livre. Todos têm o direito de semear suas idéias sem qualquer coerção da INTELEGENZIA ou da BURRICIA.

5 - Não existe mais a classe dos artistas. Todos nós somos capazes de plantar e de colher. Todos nós vamos mostrar ao mundo e ao Mundo a nossa capacidade de criação.

6 - "Todos nós" somos escritores, donas-de-casa, patrões e empregados, clandestinos e careta, sábios e loucos.

7 - E o grande milagre não será mais ser capaz de andar nas nuvens ou caminhar sobre as águas. O grande milagre será o fato de que todo dia, de manhã até a noite, seremos capazes de caminhar sobre a Terra.

Sucesso a quem ler e guardar este manifesto. Porque nós somos capazes. Todos nós, todos nós somos capazes.

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Raul morreu aos 44 anos, no dia 21 de agosto de 1989. A bebida acabou com sua saúde, lhe presenteando com uma pancreatite aguda. O Maluco Beleza sofreu uma parada cardiorrespiratória. Foi encontrado sem vida em seu apartamento na Rua Frei Caneca, em SP.

Todas as fotos foram tiradas do site www.raulrockclub.com.br

Inclusive indico a navegação nesse portal, muito legal.

Viva Rauuuuul!

 

Links sugeridos:

Raul e Paulo Coelho nos EUA: www.youtube.com/watch?v=QoIBW43-JfQ

Raul compara Elvis a Luis Gonzaga: www.youtube.com/watch?v=R1EnZrhrAI8

Plunct, Plact, Zum, clássico dos anos 80: www.youtube.com/watch?v=septscqFF48

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09 de agosto de 2009

Repórter Esso

postado às 23h34 por Cristiane Tavares | 2 comentários

 Testemunha ocular da história”, ou então “o primeiro a dar as últimas”. Esses eram os slogans do Repórter Esso, o programa jornalístico que mudou a forma de se dar notícia. Até então, os profissionais de imprensa liam ao microfone informações recortadas de jornais. Eram usados, literalmente, tesoura, cola e papel. Conseguem imaginar?

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O Repórter Esso mudou tudo isso. O noticioso entrou no ar em 28 de agosto de 1941, quando o Brasil entrou na II Guerra Mundial, ao lado das forças aliadas. O noticiário era da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, e patrocinado, obviamente, pela petrolífera Esso. O mesmo estilo de programa já existia em NY, Buenos Aires, Havana, Lima, Santiago, fruto da política de boa vizinhança dos Estados Unidos, com os países da América Latina, seus aliados na guerra.

O programa era elaborado por uma agência de publicidade, a McCan, que redigia o noticiário a partir dos Estados Unidos, desde o início até 31 de dezembro de 1968, quando foi ao ar a última edição no rádio. Uma das metas do programa era impedir que o Brasil criasse sua própria empresa petrolífera.

Outra característica do programa, pelo menos até a entrada do Brasil na Segunda Guerra, era a total ausência de notícias locais. A Esso levava ao público apenas notícias que lhe interessavam comercialmente.

Bom, esquecendo esse lado obscuro da (falta de) liberdade de informação, a maior contribuição do Repórter Esso foi introduzir o noticiário adaptado para a linguagem radiofônica. Pela primeira vez, um jornal falado tinha horários certos para entrar no ar: 12h55, 18 h, 19h55 e 22h55 - sem contar as edições extras, que dependiam de informações urgentes do front direto da Europa.

Boa parte da grande credibilidade do Repórter Esso junto aos ouvintes na época da guerra foi resultado da locução de Heron Domingues, escolhido entre centenas de candidatos para dar voz ao programa. Olha aí a importância do locutor!

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Depois da Segunda Guerra Mundial, o Repórter Esso noticiou grandes fatos, como a Guerra da Coréia (1950), a morte de Getúlio Vargas (1954) e a Revolução Cubana (1959).

O programa encerrou suas transmissões em 31 de dezembro de 1968 com Heron Domingues narrando a abertura, e Roberto Figueiredo despedindo-se dos ouvintes, bastante emocionado.

Gostaria que acompanhassem essa despedida neste vídeo do youtube. O link está abaixo. São apenas 7 min 32 seg. Emocionante tanto aos que viveram essa época, quanto aos mais jovens e estudantes de jornalismo que precisam entender a importância do Repórter Esso. Mas ouçam até o fim. Depois me digam.

 

http://www.youtube.com/watch?v=cIgSWgWH2kg

 

Ah, como eu gosto dessas histórias..rsrs

Um beijo!

 

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Amigos do Bem

postado às 18h31 por Cristiane Tavares | 14 comentários

Se não posso fazer tudo que devo, devo ao menos, fazer tudo que posso”. É com esse lema que inicia o trabalho da ONG Amigos do Bem, de quem quero falar hoje. É um projeto sério, que dará excelentes frutos.

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A ONG, presidida por Alcione de Albanesi, tem como objetivo principal erradicar ou diminuir a fome e a miséria do sertão nordestino. E eles têm conseguido transformar muitas vidas, atuando em regiões completamente abandonadas pelo governo local. Um exemplo de que se tiver boa vontade e compaixão pelos que têm fome, tudo é possível.

A grande realização desse grupo é a edificação das “Cidades do Bem”. Eles escolhem uma região do sertão onde falta tudo, menos esperança. E lá iniciam projetos de infra-estrutura, urbanização e construção de casas para as famílias carentes. Tudo organizado por voluntários de São Paulo!

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Imagina a alegria de uma pessoa, que nunca teve energia elétrica, que tinha que caminhar quilômetros até encontrar um pouco de água, que cozinhava num precário fogão a lenha, que nunca foi a um dentista, que dormia no chão...ganhar uma casa de alvenaria, limpa, com água encanada, luz, fogão a gás, cama, armário, roupas de cama, mesa e banho. Eu não posso imaginar, acho que nem você. Porque nós nunca passamos por isso.

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E não é só uma casa. Há toda uma infra-estrutura na Cidade do Bem. Os moradores são registrados e trabalham nas vilas agrícolas, produzindo seu próprio sustento. É o tal do “ensinar a pescar o peixe”.

Todas as crianças freqüentam a escola em um período e no outro participam de atividades pedagógicas diárias. Há cursos de informática e música para os jovens. E muito importante: um trabalho de conscientização realizado mensalmente por médicos voluntários, que acompanham e orientam cada família sobre controle de natalidade.

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E essas famílias não são abandonadas. Os voluntários acompanham o dia-a-dia delas, vendo se as casas estão organizadas e as crianças na escola.

No começo do ano, 120 voluntários saíram de São Paulo com a missão de realizar o sonho de mais de mil crianças do Sertão: conhecer o mar. Uma emoção única. Para os menores e para os adultos.

O projeto é muito maior. É que não dá pra colocar tudo aqui no blog. Visitem o portal www.amigosdobem.org

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Agora você me pergunta: como eles conseguem tudo isso? Com a contribuição de doadores voluntários, que (ainda bem) são em boa quantidade. E não é preciso ser nenhum milionário para ajudar. Uma cisterna, para armazenamento de água, custa R$ 1.000,00. Uma irrigação, R$ 3.000,00 por hectare. Uma CASA, veja só, UMA CASA para uma família inteira viver decentemente, custa R$ 10.000,00.

(O castelo do deputado lá, cujo processo foi arquivado, estava avaliado em R$ 25 milhões. Só ele poderia construir 2,5 mil moradias. Óbvio que ele não faria isso. Manter a população em estado de necessidade ajuda a obter votos).

Quem não puder ajudar com dinheiro, pode contribuir com doações de roupas, sapatos e brinquedos em bom estado, ou com a divulgação. Quanto mais pessoas souberem do projeto, melhor.

É tão gostoso fazer o bem. Traz uma felicidade que nenhum dinheiro no mundo compra. Experimente.

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Amigos do Bem

www.amigosdobem.org

Central São Paulo - SP
Rua Dr. Gabriel de Resende, 122
Tel.: (11) 3665-0003 / 2966-6388

E-mail: informacoes@amigosdobem.org

 

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Herbert De Perto

postado às 19h54 por Cristiane Tavares | 9 comentários

Um pequeno paraibano, lá no início dos anos 60, tinha um sonho: ser piloto de avião. Mas a miopia e o astigmatismo o impediram de ir adiante. Depois pediu ao Papai Noel que trocasse sua bicicleta nova por um violão, e foi atendido. A partir daí ninguém mais segurou o pequeno “arretado”. Ainda bem.

Esse é apenas o início da gloriosa vida musical de Herbert Viana, dos Paralamas do Sucesso, que os fãs poderão acompanhar a partir de outubro, na estréia do filme “Herbert De Perto”, produzido por Roberto Berliner e Pedro Bronz. Berliner pode falar com precisão sobre o assunto já que acompanha de perto a trajetória dos Paralamas há mais de vinte anos.

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O documentário traz imagens do grupo desde 1983, e depoimentos dos companheiros Bi Ribeiro e João Barone, da família Vianna, de amigos e parceiros. Estão lá o músico Dado Villa-Lobos, o produtor musical Pedro Ribeiro e fotógrafo Maurício Valladares. Além da declaração emocionada de Zé Fortes, empresário dos “meninos”, e do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil que ressaltam a importância do grupo no cenário do rock brasileiro.

O filme percorre as diversas fases da vida de Herbert Vianna, o acidente de ultraleve em Angra dos Reis, em 2001, e sua incrível recuperação, contada pelos médicos Paulo Niemeyer e Lúcia Willadino.

O filme também conta com as imagens inéditas da reabilitação de Herbert no hospital Sara, incluindo sua primeira apresentação tocando para os outros pacientes.

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Tem histórias engraçadas. No dia da apresentação no primeiro Rock in Rio, em 1985, todas as bandas tinham um cenário, menos os Paralamas. A solução encontrada foi simples: colocaram as plantas do camarim para decorar o palco.  Tem mais, como a reação negativa da mãe de Herbert, Tereza Vianna, ao ouvir Vital, antecessor de Barone nas baquetas. “Vocês não vão a lugar nenhum com esse baterista!” Curiosidades de bastidores que ninguém fica sabendo.

O documentário apresenta também o dia-a-dia do músico, da inauguração da Lona Cultural batizada com seu nome no Complexo da Maré, no Rio, até as gravações de Hoje (2005), disco de composições inéditas que ratificou sua recuperação criativa.

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Serviço

Herbert De Perto

Direção: Roberto Berliner e Pedro Bronz

Produção Executiva: Rodrigo Letier e Roberto Berliner

ESTRÉIA NOS CINEMAS EM 09 DE OUTUBRO

TRAILER OFICIAL: http://www.youtube.com/watch?v=8_xdGPfmulw&feature=channel_page

 

 

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Até um dia!

postado às 17h59 por Cristiane Tavares | 86 comentários

Sinto muito deixá-los, assim, tão abruptamente. Ouço daqui suas rezas e vibrações. Continuem, pensamentos positivos só vão me fazer bem.

Tive uma vida conturbada, foi mesmo. Tive um pai que me impediu de curtir a infância. Ao perceber meu gosto (e talento) pela música, brilharam cifrões em sua mente. Obedecendo-o, assim como todos os meus irmãos, e sem capacidade de avaliar nada, eu tinha apenas 10 anos, não tive outra escolha. A religião também era uma coisa muito forte dentro de casa. E a estupidez de meu pai desnecessária.

Comecei a trabalhar dia e noite. Era gravação após gravação. Ensaio após ensaio. Eram 3 horas na sala de aula e 18 no estúdio. Entre uma pausa e outra, eu olhava pela janela e via um parque de diversões, onde eu daria tudo para estar. Um grito me tira da fantasia e me traz a realidade. Retorno ao trabalho. Mas eu não queria trabalhar. Queria brincar com meus amigos. E eu apanhava muito.

Fui crescendo nesse clima. Uma criança que quer ser criança, mas com obrigações de adulto. Aos 14 anos, já com um sucesso imenso, parti para a carreira solo. Aos 24, uma incrível sorte e um perfeito plano de marketing, me deixam no topo das paradas de sucesso, colocando-me como o cantor que mais vendeu discos da história da música mundial.

Sucesso, fama e dinheiro. Hoje percebo como esse trio é perigoso. Traz conforto, mas não alimenta a alma.

Com muito dinheiro e uma tendência ao desequilíbrio emocional, fui ousado. Mudei o rumo na vida de muitas pessoas. Apresentei-me em shows bilionários. Arrebatei multidões e corações. Conheci o mundo. As pessoas. Ah! As pessoas. Sempre rodeado de muita gente, produtores, maquiadores, cinegrafistas, repórteres... mas a alma continuava sozinha.

No palco eu me transformava. Encarnava um Deus, um ser superior, invencível, inalcançável e estranho. Sim, fui um cara estranho. Todos diziam, mas eu não me via assim. Meus problemas de pele provocaram polêmica em todo o mundo. Minhas plásticas faciais me deformaram. Meu vegetarianismo obrigou-me a ingerir comprimidos de vitamina. Fui chamado de louco e excêntrico.  E com cada vez mais dinheiro.

Nos fundos de minha mansão, montei um parque de diversões, do mesmo jeito daquele que eu via pela janela do estúdio. Chamei-o de Neverland, ou “Terra do Nunca”, a mesma do Peter Pan, o menino que não queria crescer. Eu era um Peter Pan, em carne e osso. Reunia crianças em meu castelo e as deixava soltas, livres, nos brinquedos, exatamente como eu queria ter sido. Mas essas reuniões causaram-me problemas.

Aproveitadores de plantão, como existem em volta de todos que tem muita fama,  perceberam que era hora de tirar uma “lasquinha” da minha fortuna. Acusaram-me de assédio sexual contra um garoto. Declarei que preferia “cortar meus pulsos” do que abusar de um inocente. Mas a mídia gostou do escândalo e o alimentou. Isso me prejudicou muito e me deixou cada vez mais fraco psicologicamente.

Para mudar o foco dos jornalistas, já que eu era a bola da vez, casei-me, aos 37 anos. Com Lisa Presley, filha do Rei do Rock. O Rei do Pop genro do Rei do Rock. Pronto, esse era o material para me deixarem em paz por um bom tempo.

A separação veio 19 meses depois. Eu era realmente um cara diferente. Depois, casei-me novamente, com Debbie, com quem tive meus 3 filhos. Porém, nunca moramos juntos. Eu tinha necessidade de ter herdeiros. Eu os cobria para protegê-los. Protegê-los da sociedade. Do mundo. Da maldade. Da inveja. De tudo que eu passei a vida inteira. Não queria o mesmo para eles. Que inocência, não? Acabei deixando-os tão estranhos quanto eu. E assustei o mundo ao balançar meu pequeno na janela do hotel. Não fiz por mal, eu só queria aparecer mais um pouco.

Enquanto isso, mais álbuns foram lançados, porém, nem todos com tanto sucesso. E mais gente querendo aproveitar-se de minha fama. Desta vez, confiei num repórter que passou meses ao meu lado, gravando meu dia-a-dia. Registrou, obviamente, um garoto dormindo em meu quarto, fato que era comum em casa. Sua alegria era tanta que fez seu tumor retroceder enquanto esteve ao meu lado. Só que a edição do documentário não foi bem assim. Mais uma acusação sem fundamento. Mais uma decepção. Mais um sofrimento.  Mais um espetáculo midiático. Meu equilíbrio psicológico não era dos melhores, e o fato de eu ter que ir a julgamento, com algemas, acabou com minha já baixa auto-estima.

Passei dias, meses e anos recluso, longe dos holofotes e da maldade humana. Apesar do sucesso, me sentia cada vez mais um fracassado. Minhas dívidas aumentavam. Meu rosto envelhecia. Minha vaidade era atacada.

Mas eu poderia dar a volta por cima. Afinal, eu era o Rei do Pop. E meus filhos poderiam me ver, pela primeira vez, em cima dos palcos. Fechei 50 apresentações. Todos os ingressos vendidos. Que sucesso! Olha só, ainda tenho fãs, ainda sou admirado! Mas sentia que meu corpo não seguia o compasso da mente. Deixe-me enganar pela ilusão de que estava em plena forma. E por que não estaria com 50 anos? É uma idade jovem ainda.

Estaria saudável se eu tivesse respeitado os limites de meu corpo. Se eu tivesse me aceitado do jeito que vim ao mundo. Se eu tivesse permitido a aproximação de familiares que queriam me alertar sobre o fundo do poço. Se eu tivesse compreendido que uma câmera hiperbárica não me traria a juventude de volta. Se eu tivesse compreendido que existe um cara grande aqui em cima, em quem eu deveria ter acreditado.

E numa tarde de junho de 2009, esse mesmo cara grande me chamou. Entrei por uma porta especial, por onde só passam os bons de coração. Mas fui encaminhado a um hospital, onde passarei algum tempo em tratamento. Afinal, minha doença não era apenas do corpo, mas também do espírito.

Continuem rezando por mim.

Amo vocês. Até um dia!

MJ

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Rainhas do Rádio

postado às 19h26 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Foi lançado neste mês o filme “Cantoras do Rádio”, um documentário de Gil Baroni que retrata a era de ouro do rádio, entre 1930 e 1950. No filme, Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas, Ellen de Lima e Violeta Cavalcante prestam uma homenagem a 10 grandes divas da época.

Ainda não vi o filme, mas ele me deu uma idéia para o blog. Vou recordar uma passagem dos primórdios do rádio brasileiro. Um acontecimento que está em todo livro de história da radiofonia. Falo dos famosos concursos de “Rainha do Rádio”.

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O concurso teve início em 1937, ano em que Linda Batista elegeu-se a primeira Rainha do Rádio Brasileiro. Ela reinou durante 11 anos seguidos, quando em 1948, a ABR – Associação Brasileira de Rádio – decidiu reorganizar o concurso, convocando novas eleições.

A coroa acabou transferida a Dircinha Baptista, irmã de Linda, que manteve-se como “Rainha” até 1949.

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A partir daquele ano, a ABR, por intermédio de Victor Costa, firmou um acordo operacional com várias empresas de grande porte, incluindo a “Revista do Rádio”, surgindo uma parceria de patrocínio para o evento.

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Na premiação às vencedoras, houve uma melhoria considerável, já que as eleitas passaram a receber, junto com o concorrido título, jóias, viagens, carros, casas e apartamentos.

Em 1949, entre as candidatas que reuniam maiores possibilidades, estavam Marlene e Emilinha Borba. Marlene conseguiu o apoio da Companhia Antartica Paulista, que naquele ano pretendia lançar um novo produto, o Guaraná Caçula. A Antartica desenvolveu uma bem montada campanha promocional em cima do nome de Marlene, que recebeu um cheque em branco, para adquirir quantos votos fossem necessários para assegurar sua eleição naquele pleito.

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Emilinha chegou em terceiro lugar e, desapontada, retirou-se da disputa antes mesmo da apuração final, que acusou 529.982 votos para Marlene. A coroação ocorreu num clima tenso e hostil, e Marlene reinou até 1951.

Para o período de 1951-1952, Dalva de Oliveira obteve 311.107 votos, assegurando direito ao trono. A seguir, foi a vez de Mary Gonçalves, eleita com 477.826 votos, sendo a “Rainha do Rádio” entre 1952—1953.

Emilinha Borba, que aguardava uma revanche junto a sua maior rival Marlene, desta vez mais estruturada, com fã-clube e tudo, conseguiu derrotá-la, assim como derrotou Nora Ney, apontada como a favorita.

Emilinha obteve 691.515 votos, e no meio de muita euforia, tornou-se a mais festejada entre todas as detentoras da faixa de “Rainha do Rádio”, entre 1953-1954.

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A recordista de votos vem em seguida. Ângela Maria entrou para a história, como a verdadeira campeã de votos: 1.464.996! Seus súditos reverenciaram-na entre 1954-1955, e sua votação jamais foi igualada por nenhuma outra concorrente, em todos os tempos.

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As demais “Rainhas do Rádio” foram:

1955-1956 – Vera Lúcia

1956-1958 – Dóris Monteiro

1958 – 1960 – (a última) – Julie Joy e o “Rei do Rádio” foi para Francisco Carlos (El Broto)

(trecho retirado do livro “Histórias Que O Rádio Não Contou” de Reynaldo C. Tavares)

Época boa do rádio, não? Quem seriam nossas "Rainhas" hoje?        

 

Um beijo a vocês...

 

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14 de junho de 2009

Festa da diversidade

postado às 21h57 por Cristiane Tavares | 10 comentários

São Paulo recebeu neste domingo, a 13ª Parada Gay, considerada uma das maiores do mundo. Resolvi conferir de perto essa festa colorida para mostrar a vocês, leitores e ouvintes da Nova Brasil, o que é realmente esse encontro GLS. Peguei minha bolsa, meu bloquinho, minha máquina fotográfica e “me joguei” na Av. Paulista!

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Já no metrô, uma bagunça que até assustava. Uma gritaria cada vez que o vagão chegava. Lá dentro, alguns mais exaltados batiam no teto, assim como torcedores de futebol dentro do ônibus.

Cheguei a espirrar quando uma linda pluma lilás fez cócegas em meu nariz.

Descendo na Avenida Paulista, mais de 20 trios elétricos faziam o som. E que som! O volume estava até mais alto do que nos anos anteriores. Mas com o tecno rolando solto, até as famílias que assistiam da calçada ensaiavam alguns passos, inclusive crianças.

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O desfile começava no MASP (que ficou fechado para visitação) e seguia pela Rua da Consolação rumo à Praça Roosevelt, perto da igreja da Consolação. Acabou com a missa do domingo.

Fui andando no meio do pessoal, conversei com homens e mulheres. Todos muito felizes de estarem ali, afinal, era um dia de desfile mas também de protesto. O tema deste ano foi: “Sem homofobia, mais cidadania. Pela isonomia de direitos”.

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Uma briga acontece perto do Museu de Arte de São Paulo. Os agressores usaram objetos cortantes, e feridos, foram levados à Santa Casa. Outras duas pessoas foram presas vendendo lança-perfume. Também vi muita gente alcoolizada. Mas muita mesmo!

Fora o cheiro de maconha no ar! Fiquei tonta por tabela.  Aí é ruim né. Ter que beber e usar drogas para se divertir, não tá com nada! Maior babaquice. Só o som e o dia ensolarado já eram combustíveis para uma festa saudável.

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Passei num mercado, tipo Mundo Mix, na esquina com a Rua Pamplona, com várias grifes de roupas, acessórios e bijoux. Nada muito barato, mas tudo muito interessante. E colorido.

Andando mais um pouco encontrei um rapaz com a faixa: “Sou Feliz, Sou Cristão, Sou Gay”.  Aí recebi um panfleto da Comunidade Cristã Nova Esperança, cuja igreja fica na República. O Papa Bento XVI ia adorar!!!

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Conversei com um rapaz que carregava uma bandeira, que não era a brasileira. Aproximei-me e li “Venezuela”. Perguntei-lhe, em espanhol (ele não entendia português), se lá na terra de Hugo Chávez também tem parada gay. O fofo disse que sim, que acontece no final deste mês,mas que é bem menor que a paulistana.

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Tinha muito turista. No ano passado, foram 237 mil turistas de outras cidades brasileiras e mais de 11 mil do exterior.

No total, segundo a organização, a Parada Gay de 2009 reuniu 3,5 milhões de pessoas.

Ano que vem tem mais!

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sábado, 06 de junho de 2009

O poeta das paixões

postado às 21h59 por Cristiane Tavares | 17 comentários

Está chegando o dia dos namorados. Pensei em falar algo sobre o amor, o romantismo, relacionamentos. Mas prefiro falar sobre um homem que passou pela vida absolutamente apaixonado. Para ele, todo dia era 12 de junho. Basta dizer que teve 9 esposas ao longo de sua vida! E suas paixões lhe ofereceram combustível para as mais maravilhosas composições, em música e poesia.

Nesta semana onde os corações batem mais forte, não posso deixar de lembrar do nosso “Poetinha”, Vinícius de Moraes.

Diplomata, jornalista, dramaturgo, poeta e compositor, Vinícius tinha uma sensibilidade única. Dizia em sonetos o que ninguém conseguia expressar em palavras. Sobre o amor é difícil dizer. Mais fácil sentir. Poucos conseguem traduzir em frases as batidas do coração. Vinícius conseguia.

Sou fã deste homem incrível e de seu legado. Tenho uma inseparável antologia poética, um livro de bolso publicado pela Companhia das Letras.  E obviamente tenho meus poemas preferidos. “Soneto de Separação”, “Receita de Mulher”, “Soneto do Amor Total”, ‘Soneto de Fidelidade”, “ A Hora Íntima”.

 

“Quem pagará o enterro e as flores

Se eu me morrer de amores?”

E na música! As inesquecíveis “Insensatez”, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, “Samba de Carioca”, “Garota de Ipanema”.

“A Rosa de Hiroshima”, que conhecemos com Ney Matogrosso e a brincadeira de criança “Era Uma Casa, Muito Engraçada, Não Tinha Teto, Não Tinha Nada...”, chamada “A Casa” também são de Vinícius de Moraes.

Gostaria de falar mais sobre ele, mas sua vida é tão intensa e tão longa, que não caberia tudo aqui. Mas indico um site: www.viniciusdemoraes.com.br

Sugiro ainda o filme “Vinícius”, de Miguel Faria Jr, lançado em 2005. São dois DVD’s que vem com um manuscrito de um poema em papel vegetal.

Deixo então aos namorados, noivos, casados, ficantes e enrolados, uma das obras mais bonitas do poeta Vinícius de Moraes. Feliz 12 de junho!

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

ctavares@novabrasilfm.com.br

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Viagem no túnel do tempo

postado às 21h20 por Cristiane Tavares | 1 comentário

Hoje quero sugerir um passeio a vocês. Principalmente aos descendentes de espanhóis, italianos, portugueses, árabes, franceses, e por aí vai. Falo do Memorial do Imigrante, que fica no bairro paulistano do Brás.

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Um pouco de história...

A Hospedaria de Imigrantes, onde hoje funciona o Memorial, era um enorme conjunto de prédios destinado a abrigar os recém–chegados nos seus primeiros dias em São Paulo. Isso em 1887!!

Após uma longa e cansativa viagem de navio, os imigrantes desembarcavam no Porto de Santos e seguiam de trem até a Hospedaria, onde ficavam por até oito dias. Em geral esse prazo era suficiente para que acertassem seus contratos de trabalho. A maioria seguia para as lavouras de café do interior do Estado.

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Nesse período utilizavam gratuitamente todos os serviços disponíveis. Lá eles dormiam, faziam as suas refeições, recebiam atendimento médico e conseguiam seus empregos.

Nessa época, como não havia mais a escravidão, os barões do café “importavam” pessoal da Europa. Daí vieram nossos avós e bisavós. Os meus, inclusive. Afinal de contas, sou italiana da Mooca, meu!

 

Agora as dicas...

O visitante do Memorial do Imigrante terá inúmeras opções. Poderá consultar as certidões de desembarque de seus antepassados. Poderá fazer uma visita monitorada, o que é bem aconselhável. Poderá fazer pesquisas na biblioteca. Poderá tirar fotos em sépia, como aquelas antigas, com roupas da década de 20,30,40, e moldurá-las em quadros iguais ao da nossa avó.

E o mais legal, legal, legal mesmo! Poderá ANDAR DE MARIA FUMAÇA!!!

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Imperdível. Essa é a parte mais emocionante do Memorial. Ao preço de R$ 5 na classe “econômica” ou R$ 7 no vagão dos barões e baronesas.

Em uma plataforma com ambientação dos idos de 1900, chega a fumegante Maria–Fumaça, puxando um carro bagagem, correio e chefe–de–trem, de 1914, um carro de passageiros de segunda classe, de 1900, e um carro de passageiros de primeira classe, de 1914, todos inteiramente restaurados no Memorial. Depois de todos devidamente acomodados, soa o apito do trem. ( É apito que se fala?). Alto pra caramba! E aquele cheiro de lenha queimada. Fagulhas voam pelas janelas. O ambiente emociona. O balanço dá tontura. A guia, devidamente vestida de cobradora de trem, vai contando a história. Do Memorial, e dos vagões abandonados nos trilhos, que precisam de verba para serem reformados. No fim, ela passa picotando o bilhete! Meu pai disse que era exatamente assim.

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O passeio dura rápidos 20 minutos. Você sai de lá com a sensação de que ter vivido nessa época devia ser muito bom. Não tinha tecnologia, não tinha TV, não tinham os remédios atuais...mas também não tinha violência, desequilíbrio social, poluição, seqüestro, não tinha funk, nem poposuda. Afff!

Como eu queria voltar no tempo. Na verdade queria que o tempo parasse naquela Maria-Fumaça. Com aquele aroma. Com aquele dejavu.

Ei, me chama aí, porque eu fiquei lá no último vagão, junto com as baronesas...rs

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SERVIÇO

MEMORIAL DO IMIGRANTE

Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Brás ( próx. A Estação Bresser-Mooca do metrô)

Ingresso: R$ 4 – visitação de 3ª a domingo – das 10 às 17 hs (inclusive feriados)

Tem o passeio de bonde também, mas ele está desativado temporariamente.

www.memorialdoimigrante.org.br

 

contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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segunda, 18 de maio de 2009

Simplesmente, Pedro Mariano

postado às 18h55 por Cristiane Tavares | 23 comentários

Quando escutei sua voz pela 1ª vez, há muitos anos, pedi para aumentarem o volume. Depois, pedi para ouvir de novo. E de novo. E mais uma vez. Perguntei quem era! Comprei o CD. Espalhei aos amigos. Virei fã. Fui aos shows. Como jornalista, o encontrei em algumas emissoras de rádio. Tivemos breves contatos. Entrei na Nova Brasil FM e pude acompanhar mais de perto seu trabalho e sua trajetória dentro da MPB.

Falo de Pedro Mariano, que se apresentará no Tom Jazz, aqui em São Paulo, na próxima 6ª, sábado e domingo, dentro do Projeto Sons da Nova.

Hoje, orgulhosamente, apresento a vocês ouvintes da Nova, leitores do blog e fãs do Pedro, uma entrevista exclusiva com o cantor.

Curtam!!

Beijo a todos (as).

 

CT. Você já gravou músicas de inúmeros compositores. Quais são seus preferidos?

Pedro Mariano- É muito difícil apontar um. Não costumo escolher as músicas pensando no compositor, isso pode gerar alguma trava ou sugestionamento. Se gosto, se ela me emociona, eu gravo, mas é claro que depois de gravar uma música de um determinado compositor, cria-se uma conexão que pode ser duradoura. Como o caso do Jair Oliveira e do Jorge Vercilo. São compositores que escolho as músicas de “ouvido fechado”!

 

CT. O que você escuta na sua casa? Quais suas influências musicais?

Pedro Mariano -Em casa não tenho hábito de ficar ouvindo música. Quando paro para ouvir, normalmente não tem uma lógica. Pode ser desde um disco meu, até Frank Sinatra. Procuro ouvir de tudo sempre que posso. Mas quando estou na estrada, é quase toda hora com o iPod no ouvido. Como disse sempre ouvindo de tudo e procurando tirar todas as informações possíveis. Sempre tem alguma coisa que sobra como resíduo, o que podemos chamar de influência. Tento tirar lições de todos os sons que escuto.

 

CT. Sendo filho da maior cantora do Brasil, Elis Regina, é de se prever que você carregue nos genes o talento herdado dela. Mas, mesmo sendo filho de pessoas famosas, sem esquecer seu pai, Cesar Camargo Mariano, o caminho para se chegar ao sucesso não é fácil. Tem que saber lidar com interesses conflitantes, com diferentes modos de pensar, até com a inveja. Qual foi sua maior dificuldade até hoje?

Pedro Mariano - Não enfrentei nenhuma grande dificuldade em minha carreira por estes motivos. O que eu enfrentei e ainda enfrento é aquela famosa situação em que um filho, ou parente de uma pessoa talentosa se depara com pessoas que acreditam que só pelo fato de ser filho, ou parente desta talentosa pessoa, você não precise trabalhar, se esforçar, porque tudo já está pronto. Se eu tenho talento para alguma coisa, a contribuição dos meus pais é pequena, porque se eu não trabalhar este talento não chegarei em lugar nenhum. São 10% inspiração e 90% transpiração.

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CT. Você tem uma filhinha pequena, a Rafaela.  Certamente ela irá acompanhá-lo na sua carreira, conhecerá os bastidores dos shows, a produção de um disco. Você gostaria que ela seguisse a carreira artística?

Pedro Mariano - Na verdade, eu ficaria muito orgulhoso se ela escolhesse a mesma profissão da família, mas não tenho o direito de opinar nesse assunto. Ela vai fazer o que ela quiser. Terá o meu apoio e o suporte necessário para seguir a profissão que ela se sentir feliz. Para mim só interessa isso, que ela seja leve e feliz.

 

CT. Lembro-me muito da época dos Artistas Reunidos, um projeto que reunia no palco do antigo Blen Blen você, Jair Oliveira, Luciana Melo, Daniel Carlomagno, Simoninha e Max de Castro.  Inclusive nasceu um CD desses encontros, lançado em 2000. Hoje todos têm suas carreiras bem definidas, estão mais maduros profissional e musicalmente. Você não pensa em reunir todos novamente para um show?

Pedro Mariano - Sinceramente não. Vejo como uma coisa mais possível de acontecer se eu me juntasse com um deles para projetos específicos. Coisa que pode realmente acontecer devido ao fato de estarmos juntos, somos amigos e partilhamos de idéias semelhantes. Mas um show ou um projeto com todos nós, da minha parte não acredito que aconteça.

 

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CT. O governo está propondo um benefício aos trabalhadores, o chamado vale- cultura. São R$ 50 por mês (sendo R$ 10 pagos pelo trabalhador) e o restante custeado pela empresa e governo. O valor pode ser usado na compra de ingressos para shows, teatro, cinema e CDs. Como você, como parte do meio cultural, vê essa iniciativa?

Pedro Mariano - Como iniciativa, penso que é um bom começo. Mas sinceramente muito longe do necessário. Sem me estender, acredito que uma série de medidas precisam urgentemente serem tomadas, senão a cultura pode começar a perder espaços que para serem retomados pode ficar muito difícil. Não adianta dar vale-cultura de R$50, se quando você for comprar o CD, este tem sobre ele, mais de 40% de impostos fazendo, às vezes, com que com esse vale, o trabalhador possa comprar apenas 1 CD e não sobrará nada para ele ir a um show, uma peça ou coisa que o valha. Shows caros, discos caros, cinemas caros. Medidas populistas não fazem minha cabeça. Quero ver dar o vale-cultura e ainda criar medidas inibidoras contra a pirataria, os cambistas, regular a meia-entrada e reduzir os impostos daqueles que alem de gerar empregos investem na cultura do pais, que são os artistas e os produtores de discos e eventos culturais. Sonhar não custa nada e nem se cobra imposto!

 

CT. Falando sobre futebol... Uma pesquisa recente constatou que 79% dos torcedores que gostam do esporte não freqüentam os estádios por causa da falta de segurança, e 14% pela falta de conforto. O ministro dos esportes, Orlando Silva, defende projeto de lei para punir com prisão, o torcedor brigão que provocar tumulto nos estádios.  Em sua opinião, o que resolveria o problema da violência no futebol?

Pedro Mariano - Não sei!! As pessoas envolvidas em resolver o problema, são as mesmas que resolveriam o problema da pobreza, da saúde, da educação da segurança e há 500 anos não só não conseguem resolver como ainda por cima tentam nos convencer que algo está sendo feito. Falta de vontade política é o mal de uma nação. Talvez se os clubes se organizassem para tentar dar mais comodidade e segurança aos torcedores que realmente querem assistira a uma partida de futebol como entretenimento familiar, pudesse mudar as coisas. Mas voltamos ao mesmo assunto: a iniciativa privada fazendo o papel do Estado, ainda por cima sem qualquer contra-partida. É frustrante.

 

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CT. Você é uma pessoa “atuante virtualmente”? Tem blog, perfil no Orkut, twitter?

Pedro Mariano - Tenho, atualmente, um blog no ar. Nele coloco muitas informações que o público normalmente não tem acesso. Costumo contar curiosidades de uma gravação de disco, backstage de shows, diários de bordo da estrada, mas tudo em caráter informativo. Discussões sobre pirataria e compartilhamento de música na web são os assuntos mais abordados. E os mais polêmicos.

 

CT. Como será seu show no Tom Jazz ?

Pedro Mariano - Será um show no formato “Acústico”, em trio, com o Conrado Goys nas guitarras e violões e com o Leandro Matsumoto no contra-baixo. Apresentaremos músicas de quase todos os discos e ainda faremos um “preview” do disco novo “Incondicional”. Esse show é bem descontraído. A cara do Tom Jazz.

 

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SERVIÇO

PEDRO MARIANO – TOM JAZZ – 22, 23 e 24 DE MAIO de 2009

Av. Angélica, 2332 – Higienópolis – SP – Tel (11) 3255-0084 www.tomjazz.com.br

www.pedromariano.com 

blog  http://pedromariano.zip.net

Agradecimento especial à Papa

 

 

contato: ctavares@novabrasilfm.com.br

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quarta-feira, 06 de maio de 2009

Maestro Simonal

postado às 16h02 por Cristiane Tavares | 3 comentários

Isso mesmo: maestro.

Estive nesta terça-feira na pré-estréia do documentário “Simonal – Ninguém Sabe O Duro Que Dei”, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvio Leal.  A produção revela a ascensão e queda de um dos maiores cantores do Brasil: Wilson Simonal (1939-2000).

 

Antes de começar o filme, os diretores fazem uma breve apresentação e seus agradecimentos. Sessão lotada. Pessoas de todas as idades. Sessentões e jovens. De várias tribos. De saudosistas a fãs de Max de Castro e Simoninha. Enfim, o filme começa.

 

De origem humilde, Simonal ganhou destaque na televisão nos anos 60, rivalizando com o domínio de Roberto Carlos e outros ídolos da Jovem Guarda.

No auge da fama, chegou a dividir o palco com a cantora Sarah Vaughan, em visita ao Brasil. O dueto é incrível!  Acho até que ele foi jantar com a Sarah depois daquela apresentação.

 

Simonal acompanhou a seleção brasileira ao México na conquista do tricampeonato, em 1970, e até arriscou a reflexão política sobre a negritude, na canção "Tributo a Martin Luther King", composta em parceria com Ronaldo Bôscoli. Pelé e Simona eram grandes amigos.  E as histórias são engraçadas.

 

 

O documentário é costurado com os depoimentos de grandes nomes do meio artístico: Chico Anysio, Nelson Motta, Toni Tornado, Boni, etc.

Simonal tem um feito único: chegou a reger um coro de 15 mil vozes no show de encerramento do IV Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho. As imagens são geniais. Ele era o verdadeiro maestro das massas.

Em 1972, no entanto, uma história mal explicada. Simonal é acusado de ser o mandante de uma surra, dada por dois policiais, no contador de sua firma, que o teria roubado. Denunciado, o cantor é condenado – e durante o inquérito, um agente do Dops ainda revelou que ele tinha sido informante do órgão. Com essa acusação de dedurismo em plena ditadura militar, Simonal passou para o completo ostracismo.

Simonal morreu em 25 de junho de 2000, aos 62 anos, em decorrência de uma doença hepática crônica.

A parte mais tensa do documentário é durante o depoimento de Rafael Viviani, o contador. A câmera ainda foca bem de perto os olhos dele, como numa tentativa de intimidá-lo, de forçá-lo a dizer a verdade. E será que aquela foi a verdade?

Outra parte emocionante é o depoimento da 2ª esposa dele, Sandra. Ela que cuidou de Simona quando ninguém mais o enxergava.   

No final, todos se levantam e aplaudem por alguns minutos. Começam as perguntas da platéia aos diretores. E um gênio fez uma que eu queria fazer: se durante a produção do documentário, eles receberam muitos “nãos” de pessoas que ainda não queriam falar sobre Simonal. E acreditem: teve gente que recusou o diálogo.

Faltou um tema importante, que vou complementar. Em 2003, a Ordem dos Advogados do Brasil “absolveu” Wilson Simonal da acusação de delação. A Comissão de Direitos Humanos da OAB examinou documentos (do SNI e da Polícia Federal, registrados na época do regime militar), depoimentos de pessoas que conviveram com Simonal e material jornalístico do começo dos anos 70 para afirmar que não procede a fama de dedo-duro que foi colada ao cantor.