Ciano (Violão), Dudu (Teclado), Marcelo Melo (Violão e voz), Roberto Medeiros (Percussão), Toinho Alves (Voz, contrabaixo e produção) e Thiago Fournier (baixo)
Em 1971, surgiu em Pernambuco um grupo musical que traçava um novo caminho para a MPB. Diante da indecisão no cenário da música nacional, o Quinteto Violado apresentava uma proposta voltada para os elementos musicais da cultura regional, através de trabalhos de pesquisa e da própria vivência de cada um dos seus integrantes, originários da região Nordeste do Brasil.
Na época, os integrantes foram apresentados a um produtor por Gilberto Gil, e logo começaram a mostrar seu trabalho por todo o Brasil e também outros países. Além da música, realizaram trabalhos didáticos, ministrando oficinas de música em escolas pernambucanas.
Em 1974, receberam o Troféu Noel Rosa, como Melhor Conjunto Instrumental do Brasil, pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo.
A estréia internacional do Quinteto Violado aconteceu um ano depois, no Mercado Internacional de Disco e Edição Musical - Midem, realizado na cidade de Cannes, França. A participação neste evento resultou no lançamento do primeiro disco do grupo e do LP A Feira no Japão. Nesta mesma viagem o Quinteto foi até Paris, onde se apresentou no Olympia, ao lado de Jorge Benjor, Toquinho e Vinícius de Moraes.
O primeiro pais africano em que o Quinteto esteve, foi Angola, onde participaram do Projeto Kalunga, junto a grandes figuras da música brasileira como João do Vale, MPB-4, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Geraldo Azevedo, entre outros. O projeto era uma iniciativa de um grupo de artistas brasileiros, liderados por Chico Buarque e pelo cineasta Rui Guerra, em solidariedade à nascente democracia angolana.
Em 1990 o Quinteto levou a seis países da Europa o espetáculo O Guarany, na sua mais longa excursão internacional. Durante dois meses, o grupo percorreu 20 cidades da Alemanha, Áustria, Bélgica, Suíça, Itália e da antiga Iugoslávia.
Pensando em expandir e popularizar a musica regional, o grupo criou em 1997, a Fundação Quinteto Violado – FQV, que reúne a experiência do grupo, com o objetivo de explorar, promover e incentivar, sob todas as formas, o desenvolvimento da cultura do Nordeste do Brasil.
Portugal foi um país bastante visitado pelo Quinteto. Em 1999 participaram do V Festival de Sons e Sabores do Mundo, na cidade de Viseu e em seguida, se apresentaram na Semana de Pernambuco. Nesta viagem realizaram um grande show em benefício à população do Timor Leste, ao lado de oito artistas portugueses.
Em maio de 2008, com a morte do integrante/fundador da banda e presidente da Fundação, Toinho Alves, o grupo deu uma pausa nas apresentações, mas logo decidiu voltar aos palcos. Com um novo integrante, Thiago Fournier (baixo), gravaram o álbum intitulado Quinto Elemento.
Discografia
Quinteto Violado (1972)
Berra Boi (1973)
A Feira (1974)
Folguedo (1975)
Missa do Vaqueiro (1976)
Antologia do Baião (1977)
...Até a Amazônia? (1978)
Pilogamia do Baião (1979)
Desafio (1981)
Notícias do Brasil (1982)
Enquanto a Chaleira não Chia (1984)
Coisas que o Lua Canta (1983)
O Guarani (1986)
História do Brasil (1987)
Missa do Vaqueiro - segunda versão (1991)
Algaroba (1993)
Retrospectiva em 5 movimentos (1995)
25 anos não são 25 dias (1996)
Quinteto Canta Vandré (1997)
Farinha do Mesmo Saco (1999)
Forrozada (2001)
Visão Futurística do Passado (2001)
Retirantes (2003)
Quinto Elemento (2008)
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