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Paula Lima

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A carreira de Paula Lima começou ainda na infância, quando brincava de DJ nas festas de família, tocando Martinho da Vila, Glenn Miller e El Cubanito. Paula Lima, aos três anos, já acordava cantando. Estudou piano erudito dos sete aos dezessete anos e se formou em Direito pela Universidade Mackenzie.

Antes de chegar ao seu primeiro CD solo, Paula participou de bandas como Unidade Móvel e Unidade Bop (ao lado de Will Robson e Eugenio Lima), do Grêmio Recreativo Amigos do Samba-Rock, Funk e Soul (com Skowa) quando teve seu primeiro contato com o mestre Jorge Ben Jor, participando da gravação do álbum 23, nas faixas "Princesa" e "Engenho de Dentro".

Durante bom período, Paula Lima dividiu o palco com grandes nomes da nossa música e alguns de seus ídolos: Thaíde e DJ Hum (o hit “Senhor Tempo Bom”), Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, Arthur Maia, Banda Black Rio, Dona Ivone Lara, Nélson Sargento, Velha Guarda da Mangueira, Sandra de Sá, Elza Soares, Sandra de Sá, Otto, Black Allien, Marcelo D2 e Fernanda Abreu, entre outros.

Através de Seu Jorge, grande amigo e companheiro da cantora, conheceu o compositor, arranjador e produtor João Nabuco, e acabou soltando sua voz na faixa "Cego", trilha do filme "Amores Possíveis", ganhador do melhor filme latino no festival de Sundance. Logo depois, interpretou "Margem da Pele" (João Nabuco, Ana Carolina e Totonho Villeroy), também na trilha do filme.

Sua voz, através destas bandas e de sua carreira solo, alcançou o Brasil todo e chegou ao Japão, numa versão em português de "Life", da banda Mondo Grosso, do produtor Shinichi Osawa.

Em 2000, surgiu o convite de Bernardo Vilhena, diretor artístico da Regata Música, para que fizesse seu primeiro disco-solo. É Isso Ai foi gravado no eixo RJ-SP entre novembro de 2000 e março de 2001 e lançado em abril de 2001, produzido por Max de Castro, com participações especiais de Ed Motta, que co-produziu duas faixas ("Perdão talvez" e "A paz dançando na avenida"), Gerson King Combo, Ivo Meireles e Funk´n Lata, Xis e Seu Jorge. O álbum é uma mistura de samba, funk, soul e jazz e faz parte do novo movimento da nova música popular brasileira.

Em 2002, Paula Lima assinou contrato com a gravadora Universal Music, foi indicada ao Prêmio Multishow de Cantora Revelação, foi convidada a levar seu show a projetos especiais por Zuza Homem de Mello e Nelson Motta, e seu CD de estréia, É Isso Aí, foi lançado na Europa, Japão e Estados Unidos.

Em maio de 2003, Paula lança seu segundo disco solo, muito bem recebido pela crítica de todo o país.

Para o seu disco Sinceramente, Paula, libriana, perfeccionista, com a cabeça cheia de idéias e longas tranças, resolveu, há cerca de dois anos, tomar para si as decisões do que seria o seu novo disco. A primeira novidade que o álbum oferece aos que acompanham a trajetória de Paula Lima: o patrimônio do samba carioca Arlindo Cruz, criado nas hostes do Cacique de Ramos e do Fundo de Quintal, que acabou entrando no disco com nada menos que três músicas. Para começar, tem “Tudo Certo ou Tudo Errado” e “Tirou onda”, ambas parceria com Mauricião, e por fim, “Já pedi pra você parar” (de Arlindo e Babi).

Aos “40 minutos do segundo tempo do disco”, sentindo falta de um balanço, ela se rendeu a “Cuidar de mim”, parceria de Jorge com Gabriel Moura (seu ex-companheiro do grupo Farofa Carioca) e Rogê – uma suingueira romântica das boas. Já aos 45 minutos, foi a vez de entrar “Let’s go” (de Seu Jorge e Tatá Spalla), composição que, nas mãos de Paula, virou uma neobossa com veneno samba-rock.

Foram nada menos que cinco meses de e-mails e telefonemas até que ela conseguisse a sua tão ansiada música de parceria entre Zélia Duncan e Mart’nália. “Novos alvos” (que ainda conta com a assinatura da sambista carioca Ana Costa) veio na forma de uma bossa soul, meio pop, meio abolerada, perfeita para o rádio.

Outra poderosa mulher do pop-MPB que empresta sua pena é Ana Carolina. Ela respondeu à encomenda com “Eu Já notei”, uma parceria com Totonho Villeroy, ao qual Paula deu um toque de R&B anos 80 e transformou num balanção black.

Mas a grande surpresa ficou para o final: uma inédita de Leci Brandão: “Saudações”, em parceria com Paulo Henrique Ambrósio. Acústica, quase camerística, a faixa é um chamado à consciência da raça, quase como uma oração. A cantora registrou para Sinceramente em um take só, às três da manhã.

Discografia:
É isso aí (2001)
Paula Lima (2003)
Diva Paulista (Europeu - 2003)
Sinceramente (2006)

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