Paralamas do Sucesso
Herbert Vianna - Herbert Lemos de Souza Vianna (João Pessoa/PB, 4/05/61, vocais, guitarra, violão), Bi Ribeiro - Felipe de Nóbrega Ribeiro (Rio de Janeiro/RJ, 30/03/61, guitarra) e João Barone - João Alberto Barone Reis e Silva (Rio de Janeiro, 5/08/62, bateria)
Os três músicos tocam juntos pela primeira vez no DCE da Universidade Rural do Rio de Janeiro, em 1982. Barone substitui o amigo Vital José de Assis Dias, que ensaiava há alguns meses com Herbert e Bi, amigos de infância.
Em abril de 1983, assinam com a Emi-Odeon e lançam um compacto de sucesso: "Vital E Sua Moto". O LP vem a seguir e emplaca mais um hit: "Cinema Mudo". A execução maciça de "Óculos" puxa a vendagem de O Passe do Lui, que tem quase todas as suas faixas tocadas em rádio no ano de 84.
A consagração definitiva acontece com a apresentação no Rock In Rio, em janeiro de 1985. Selvagem?, o LP seguinte, marca uma nova fase, com maior ênfase para os ritmos negros. O ano de 1987 é gasto com apresentações fora do Brasil. Em julho, tocam no Festival de Montreux, seguindo para uma apresentação no Olympia de Paris.
Ao mesmo tempo, é lançada na Europa uma coletânea com faixas do segundo e terceiro LPs. D, um registro da performance do grupo em Montreux, é o primeiro LP com a participação do tecladista João Fera.
Em janeiro de 1988, o grupo repete no Hollywood Rock o êxito do Rock In Rio. O álbum seguinte, Bora Bora, é mixado em Londres, onde foi acrescentado metais ao som da banda. O álbum mesclava faixas de cunho político-social como "O Beco" com as introspectivas "Quase Um Segundo" e "Uns Dias" (reflexo talvez da separação de Herbert com Paula Toller). Bora-Bora é tão aclamado pela crítica quanto O Passo do Lui.
O projeto de um compacto com produção de David Byrne é adiado. Em vez disso, Herbert acaba sendo convidado a cantar em "Office Cowboy", faixa de Rei Momo, LP solo do líder dos Talking Heads.
Big Bang foi lançado em 1989, tendo como hits a alegre "Perplexo" e a lírica "Lanterna dos Afogados". Seguiu-se a coletânea Arquivo, com uma regravação de "Vital" e a inédita "Caleidoscópio"(antes gravada por Dulce Quental, do grupo Sempre Livre).
O começo da década de 90 foi dedicado às experimentações. Os Grãos (1991), disco com enfoque nos teclados e menor apelo popular, não foi bem nas paradas (apesar de ter tido 2 sucessos, "Trac-Trac" - versão do argentino Fito Páez - e "Tendo a Lua") e nem vendeu muito, algo que também pode ser atríbuido à grave crise econômica pela qual o Brasil passava.
Após uma pequena pausa (na qual Herbert lançou seu primeiro disco solo), o trio retorna aos shows, que continuavam cheios, embora a banda passasse por fortes críticas da imprensa. No fim de 1993, a banda viaja para a Inglaterra, onde, sob a produção de Phil Manzanera, gravam Severino. O álbum, lançado em 1994, teve participação do guitarrista Brian May da banda inglesa Queen na música "El Vampiro Bajo El Sol". Este disco era ainda mais experimental, com arranjos muito elaborados, e foi ignorado pelas rádios e grande público, vendendo 55 mil cópias.
Mas se no Brasil os Paralamas estavam esquecidos, no resto da América eles eram ídolos. Paralamas (1992), coletânea de versões em espanhol e Dos Margaritas (a versão hispânica de Severino) estouraram principalmente na Argentina.
A despeito das fracas vendagens do CD, a turnê de Severino estava sendo muito bem sucedida, com o público recebendo sempre bem os Paralamas. Uma série de três shows, gravada no fim de 1994, viraria em 1995 o disco ao vivo Vamo Batê Lata. Vamo Batê Lata era acompanhado de um CD com 4 músicas inéditas, e o sucesso de "Uma Brasileira" (parceria de Herbert com Carlinhos Brown e participação de Djavan), "Saber Amar" e a controvertida “Luís Inácio (300 Picaretas)” (que criticava a política brasileira e os anões do orçamento) atraiu a atenção de público e imprensa de volta aos Paralamas. A volta às canções de fácil compreensão e ao formato pop colaborou definitivamente para o retorno ao sucesso de crítica e público, resultando na maior vendagem da carreira da banda (900 mil cópias).
Também começou aí a fase dos videoclipes superproduzidos, que levariam 11 VMB de 1995 a 1999, começando por Uma Brasileira, vencedor nas categorias Clipe Pop e Escolha da Audiência.
Nove Luas, de 1996 e Hey Na Na, de 1998 continuaram o caminho de êxito com faixas como “Loirinha Bombril”, “La Bella Luna” e “Ela disse adeus” (Nove Luas vendeu 250.000 cópias em um mês, enquanto Hey Na Na vendeu o mesmo em apenas uma semana).
Em 1999 a MTV Brasil chamou os Paralamas para gravar um Acústico MTV. O álbum, com canções menos conhecidas e a participação de Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana, vendeu 500.000 cópias, ganhou o Grammy Latino e teve turnê de shows lotados.
Em 2000, lançaram uma segunda coletânea, Arquivo II, com músicas de todos os álbuns entre 1991 e 1998 (exceto Severino), uma regravação de "Mensagem de amor" e "Aonde quer que eu vá", parceria de Herbert com Paulo Sérgio Valle.
Em 4 de Fevereiro de 2001, um ultraleve pilotado por Herbert Vianna teve um acidente em Angra dos Reis. A mulher de Herbert, Lucy, estava a bordo e morreu. Herbert fora resgatado e levado para a capital. As seqüelas foram duras (Herbert fora entubado e acabara preso à uma cadeira de rodas), mas assim que Herbert mostrou que podia tocar, Bi e João resolveram voltar aos ensaios e gravar um disco cujas canções já estavam preparadas antes do acidente.
Longo Caminho foi lançado em 2002. O som voltava ao principio, sem metais, em busca de um som mais “cru”. Uma apresentação no programa Fantástico, da TV Globo, serviu como a reestréia da banda, pós-acidente. A volta às turnês teve muito êxito, com shows lotados, até pela curiosidade do público em saber das reais condições de Herbert e da ansiedade em ver a banda reunida novamente. Tudo isso, aliado aos novos sucessos radiofônicos ("O Calibre", "Seguindo estrelas", "Cuide bem do seu amor" - esta última incluída na trilha sonora da novela Sabor da Paixão), impulsionou as vendas de Longo Caminho, que chegaram a 300 mil cópias.
Aproveitando o caráter fortemente emocional e emocionado dos shows da turnê, a banda grava Uns Dias Ao Vivo (2004), cheio de participações especiais (Dado Villa-Lobos, Andreas Kisser, Edgard Scandurra, Djavan, Nando Reis, Paulo Miklos, George Israel e Roberto Frejat). O disco mostrou uma banda pesada como quase nunca havia se visto. Velhos sucessos, como "Meu erro", ganhavam versões turbinadas. As novas músicas soavam ainda mais cruas. Além de tudo, a banda decidira fazer a primeira parte da apresentação num pequeno palco armado no meio da pista. A proximidade com o público colaborou para que o resultado final ficasse caloroso e captasse fielmente a emoção dos shows.
Em 2005, os Paralamas lançam seu mais recente disco, Hoje, o primeiro com músicas totalmente inéditas. A recepção foi boa e músicas como "2A", "Na pista" e "De perto" fizeram sucesso, embora não tenham sido grandes hits.
Embora o disco voltasse a trazer um som mais solar, com a volta do uso de metais, não esquecia a parte pesada que havia sido abordada em Longo Caminho, em canções como "220 Desencapado", "Ponto de vista" - que contou com o auxílio de Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura - e "Fora de lugar". Ainda havia uma regravação de "Deus lhe pague", de Chico Buarque, escolhida numa votação no site oficial da banda.
No início de 2006, foi lançado o DVD Hoje Ao Vivo, contendo um show da banda (feito sem platéia, no Pólo de Cinema e Vídeo, no Rio de Janeiro), com as músicas do disco, além de duas versões para "O Muro", música que Herbert gravara em O Som do Sim, disco solo de 2000, e Busca Vida. Ainda em 2006, é lançado documentário sobre Herbert Vianna, Herbert Bem de Perto. A direção é de Roberto Berliner, que também dirigiu o DVD
Discografia:
Cinema Mudo (1983)
O Passo Do Lui (1984)
Selvagem? (1986)
D (1987)
Bora Bora (1988)
Big Bang (1990)
Os Grãos (1991)
Severino (1994)
Vamo Batê Lata (1995)
Nove Luas (1996)
Hey Na Na (1998)
Acústico MTV (1999)
Arquivo II (2000)
Longo Caminho (2002)
Uns Dias ao Vivo (2004)
Hoje (2005)
Brasil Afora (2009)
digg
delicious
facebook
google
rec6
twitter
yahoo my web
stumble upon




