Alexandre Carlo (Voz e guitarra), Juninho (Bateria), Luis Maurício (Baixo e vocal).
No ano de 1996, surge num grupo de amigos em Brasília, a idéia de se formar uma banda. A intenção era fazer um reggae tipicamente jamaicano, no entanto a influência da música brasileira era muito forte nas melodias e harmonias e a vontade de se fazer um 'reggae roots brasileiro' era definitiva.
Alexandre, na época estudante universitário, tinha a música como válvula de escape das suas alegrias e desilusões com a realidade brasileira. Sem pretensões maiores, visto que já estava encaminhado na profissão de analista de sistemas, compunha canções no estilo que mais se sentia à vontade: o reggae. No ano de 1995, num pequeno estúdio, aconteceram mais ou menos 20 ensaios num período de quatro meses, onde pela primeira vez, músicas como “Liberdade pra dentro da cabeça”, “Presente de um Beija-Flor”, “Surfista do lago Paranoá”, foram tocadas em um formato diferente de voz e violão. Esses 20 e poucos ensaios foram feitos por Luís, Alexandre e Juninho já com o nome Nativus escolhido como o ideal para ser o nome do grupo. No final de 1995, Bruno se integrou ao trio. Em Abril de 1996, uniram-se Kiko Peres e Izabella Rocha. Nesse mesmo mês foi gravada a fita demo intitulada Nativus.
Alguns shows aconteceram e vislumbrou-se a possibilidade de se gravar um CD.
Um amigo da cena musical brasiliense estava no Rio de Janeiro havia algum tempo, trabalhando num grande estúdio carioca e conseguiu um esquema de pagamento por partes da tal gravação. Esse amigo era Tom Capone que acabou participando de uma faixa e posteriormente produziria dois discos da banda, o Verbalize e o Quatro que contou com Tonho Gebara na guitarra solo.
Daí para frente muita coisa rolou. Gravadora, exposição na grande mídia. Além de um processo judicial emitido pelo grupo catarinense de música regional Os Nativos para que o nome da banda fosse mudado.
A saída de Izabella em 2006, também foi de grande impacto. E foi nessa busca por caminhos musicais diferentes que ela deixou de ser "a menina que fazia corinho" no Natiruts e se juntou com Bruno Dourado e Kiko, também ex-integrantes da banda, para formar a banda InNatura.
Mas nada conseguiu frear o sucesso da banda que está com 12 anos de estrada e com de nome Natiruts, escolhido por votação do publico. Mesmo com todas as mudanças, a banda segue com o mesmo núcleo de formação que tinha em 1995, o que se reflete na identidade imutável do som.
Agora com recurso próprio para montar sua gravadora, gravar o seu disco, montar seu escritório de produção. Confirmando a frase que resume a única bandeira que é levantada pela banda “liberdade pra dentro da cabeça”.
Discografia:
Nativus (1997)
Povo Brasileiro (1999)
Verbalize (2001)
Quatro (2002)
Nossa Missão (2005)
CD e DVD Natiruts Reggae Power Ao Vivo (2006)
Brasil de A a Z (2007)
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