Jota Quest
Rogério Flausino (vocais), Marco Túlio Lara (guitarra), Márcio Buzelin (teclados), PJ (baixo) e Paulinho Fonseca (bateria)
Banda de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. O nome original era J.Quest, mas por problemas legais com a Hanna-Barbera, detentora dos direitos do cartoon “Johnny Quest”, o nome foi trocado para JOTA QUEST, pondo fim ao processo de disputa.
O Jota Quest vem imprimindo sua marca no cenário pop-rock brasileiro desde 1996. Após os três primeiros anos (1993-1995) no circuito underground de Belo Horizonte e a gravação de um álbum independente, o grupo consegue um contrato, e lança seu primeiro disco J.Quest em outubro 1996. Com sonoridade disco-funk o disco agrada a crítica.
Encabeçado pela regravação de “As Dores do mundo” do soulman baiano Hildon e seguida pelo groove de “Encontrar alguém” a, até então, “banda de bar” parte para sua primeira turnê nacional e leva para o palco as perucas “black power” que aparecem na capa deste primeiro álbum, deixando bem claras suas referências e intenções. O disco, produzido pelo paulista Dudu Marote, trazia ainda a participação especial de Tony Tornado, herói da black music brasileira na faixa “Há quanto tempo” e a regravação de um lado b de Tim Maia “Dance enquanto é tempo”. Até o final dos trabalhos, foram 130.000 cópias vendidas e mais de 150 shows por todo o Brasil.
O segundo CD De Volta ao Planeta saiu em maio de 1998. Ainda com influências da black music mas em direção a referências do pop-rock. Encabeçado pela divertida “De volta ao planeta”, critica social ao desemprego no Brasil, e seguida de perto pela canção “Fácil”, o álbum estoura em todo país e o grupo comemora seu primeiro “disco de platina” ainda em 1998. O videoclipe de “De volta ao planeta” recria a capital “Brasília” e os “macacos” da série setentista “Planeta dos Macacos” causando grande impacto. Foram 750.000 cópias vendidas e mais de 260 shows por todo pais, incluindo o primeiro show movido a energia solar da América Latina, realizado em Florianópolis no Campus da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) em parceria com o Greenpeace.
Em 2000, a banda parte para uma nova direção com a gravação do ecológico e experimental Oxigênio. Lançado sob uma atmosfera conturbada e atrelado a uma campanha de marketing com a Coca-Cola na América Latina, o álbum ganhou Disco de Platina, mas não foi bem recebido pela crítica. A canção “Oxigênio” que abria o CD e foi primeiro single teve os direitos autorais doados ao Greenpeace. O álbum, produzido por Marcelo Sussekind, trazia fusões com novas tendências do rock e da eletrônica como na pesada “Oxigênio” e nos breakbeats “Velocidade” e “Vamo lá”, mas também soube ser black e funk na versão de “Um raio laser” de Baby&Pepeu, com arranjos de Ed Motta, e na black-montanha “Desses tantos modos” com participação de Milton Nascimento. O CD teve seu grande êxito no início de 2001, com o lançamento da balada-rock “O que eu também não entendo“ que levou o álbum para o topo das paradas. Em Julho de 2001 foi lançada a canção “Dias melhor” que ganhou videoclipe gravado nos campos de captação de energia eólica em Fortaleza, no Ceará. Em setembro, vieram os atentados em Nova York e a canção ganhou grande destaque.
Em 2002, o “Jota” retorna a sua fórmula original. Com matadores grooves de baixo, rifs de guitarras funk-rock e ótimas linhas vocais eles lançam Discotecagem Pop Variada seu quarto disco. A banda recupera seu sentimento “bar-band” e emplaca “Na moral”,
com participação de Seu Jorge, seguida de perto pela balada-soul “Só hoje”. Este CD marca o início dos trabalhos com o produtor Liminha (ex-Mutantes) e conta com a participação do produtor paulista Apollo 9. Após mais de 130 shows da turnê “Discotecagem Pop Variada”, o grupo grava, em maio de 2003, seu MTV Ao Vivo. A gravação do CD/DVD aconteceu em Belo Horizonte, na Praça do Papa, ao ar livre, para mais de 80.000 pessoas em dois dias de festa. O repertório, baseado no último álbum, trazia também canções dos primeiros CDS, além das inéditas “Amor maior” e “Do seu lado” que chegaram, na seqüência, o topo das paradas.
Participaram como convidados especiais, Arnaldo Antunes, na canção “Tanto faz” e o rapper Thaíde na suingada “Por mim e por você”. O CD vendeu mais de 1.000.000 de cópias no Brasil, Portugal e América Latina e o DVD, mais de 250.000.
O quinto álbum de estúdio do grupo, Até Onde Vai, foi lançado em outubro de 2005. O CD mistura rock, funk e elementos da música eletrônica e foi também produzido por Liminha. A primeira canção de trabalho foi uma nova versão para o hit setentista “Além do horizonte” de Roberto Carlos. Em seguida, a canção “O sol” chega também ao topo das paradas tornando-se a canção mais executada do ano de 2006. Mais recentemente, após o grande sucesso da balada “Palavras de um futuro bom” as rádios já executam “Já foi” um novo e funkeado hit.
Em maio de 2006 o Jota Quest se apresentou na segunda edição do “Rock in Rio Lisboa” juntamente com Carlos Santana e Roger Waters, dando mais um passo em direção a sedimentação de sua carreira em terras lusitanas. Já foram lançados por lá os álbuns De volta Ao Planeta, MTV Ao Vivo e Até Onde Vai.
Ainda em 2006, o cantor Rogério Flausino foi convidado pela dupla inglesa de música eletrônica Layo & Bushwaka para atuar em seu último álbum Feels Closer na faixa “Sunshine in Ipanema” que também integra o álbum Até onde vai em versão “Jotaquestiana”.
A banda lançou o DVD Até Onde Vai – Ao Vivo com show gravado em setembro de 2006. O concerto aconteceu no Anfiteatro Pôr-do-Sol, em Porto Alegre, Rio Grande Do Sul, ao ar livre, em uma linda tarde-noite de domingo na presença de 50.000 pessoas. Para este DVD, foi produzido o documentário “20%”. Dirigido por Bruno Natal, o documentário dá uma geral nestes 10 anos de história do Jota Quest.
Discografia:
1996 - J. Quest
1998 - De Volta ao Planeta
2000 - Oxigênio
2002 - Discotecagem Pop Variada
2003 - MTV ao Vivo
2005 - Rio de Janeiro, 28/01/2005
2005 - Até Onde Vai
2006 - Planeta Atlântida
2008 - La Plata
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