Nova Brasil FM

login esqueci
minha senha
Cadastre-se no site da Nova Brasil FM
Ed Motta

perfis dos artistas /

Ed Motta

Ed Motta (Eduardo Motta)
Nascido no Rio de Janeiro (RJ) em Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1971

Ed Motta despontou em fins dos anos 80, como cantor e um dos compositores e produtores do Conexão Japeri. Uma sensação instantânea no circuito carioca de shows, que o grupo confirmou em seu disco de estréia, Conexão Japeri , em 1988, com canções como "Manuel", "Vamos dançar", "Baixo Rio" e "Um love". Sucessos marcados fortes componentes do soul e do funk ao pop-rock que então vigorava no Brasil. Ed Motta aos 16 anos chegava para ficar.

Hoje, é um cantor, compositor, multiinstrumentista, arranjador e produtor de trânsito internacional. Em seu estilo, sem abrir da veia funk-soul, tritura influências que vão do jazz à canção brasileira, das trilhas sonoras de Hollywood ao rock, da música clássica aos standards americanos, da bossa nova ao reggae. O resultado desse amalgama de referências já é reconhecido no mundo todo, confirmado nas turnês que nos últimos anos rodaram a Europa, o Japão, os Estados Unidos e a América do Sul. Em estúdios e palcos, Ed também já trocou experiências com músicos como Roy Ayers, Chucho Valdés, Jean-Paul "Bluey" Maunick (líder do Incognito), Ryuichi Sakamoto, Paul Griffin, Bernard Purdie, Bo Diddley, Ed Lincoln, Miltinho, Mondo Grosso, Marcos Valle, João Donato, Dom Salvador, entre tantos outros.

Sobrinho do criador de um soul com sotaque brasileiro e carioca, o cantor e compositor Tim Maia, ele tem como primeiras lembranças a música do tio, os discos de samba-canção e bossa nova que seus pais, Luzia e Antonio Carlos, ouviam, os sucessos de Earth, Wind & Fire, Stevie Wonder e da disco music que então vigorava na década de 70, e que sua irmã, Regina, já se aplicava. Mas o gatilho para que essa natural paixão pela música virasse uma obsessão foi mesmo o blues-rock britânico: Thin Lizzy, Humble Pie, Led Zeppelin, Free, Rory Gallagher... Obsessão que o levou aceitar o convite de um vizinho e assumir o posto de cantor do grupo hard rock Kabbalah.

Nesse período, início dos anos 80, outro detalhe de sua personalidade já era nítido: a voracidade enciclopédica com que avançava sobre um tema que o interessasse. Na infância, tornou-se um expert em peixes e aquários. A partir da adolescência, incorporou dos quadrinhos ao cinema clássico, passando a escrever para fanzines do Rio de Janeiro sobre esses assuntos. Com a música não foi diferente. Perto de esgotar o catálogo de blues e rock e seus derivados, ao ouvir "Blow by blow", Ed percebeu que o que o guitarrista inglês Jeff Beck fazia era beber dos mesmos soul e funk que ouvira em sua infância. Começa aí, em meados dos anos 80, a nascer o Ed Motta que se consagrou no disco e grupo Conexão Japeri. O grupo excursionou o Brasil todo, o disco foi um sucesso de vendas, puxado nas rádios por três grandes sucessos, "Manuel", "Baixo Rio" e "Vamos dançar", músicas que até hoje são obrigatórias em seus shows.

Mas como o próprio já contou, ele nunca se adaptou "à democracia de uma banda". E na época ninguém teve dúvidas que o Conexão Japeri era pequeno para o talento daquele múltiplo personagem.

O trabalho seguinte nos estúdios, Um Contrato com Deus (1990), já creditado ao cantor e compositor, confirmava que a carreira solo era uma seqüência natural. Mais experimental, o segundo disco foi composto, produzido e gravado por Ed e Bombom, baixista e guitarrista que também fizera parte do Conexão. Ed fez nessa época sua primeira trilha sonora, para o curta "Leonora Down", de Flavia Alfinito.

O próximo passo foi mais radical ainda. Entre e Ouça, lançado em 1992, era um profundo mergulho nas recentes descobertas de Ed Motta, apontando para um jazz pop de sofisticadas harmonizações e irresistível suingue. Entre as influências estava a dupla norte-americana Steely Dan. Hoje um clássico, reconhecido até pela Warner, que finalmente recolocou-o em catálogo a partir de 2001, na época o disco provou um choque. Foi reconhecido como uma obra-prima por poucos (e bons), mas desagradou muita gente, dos executivos, produtores e divulgadores da gravadora a radialistas e mesmo parte da imprensa e de seu público. Nesse período, excursionou pela primeira vez pelos EUA e pela Europa, incluindo apresentações no clube Dingwalls, em Londres.

Ele encerrou o ciclo na Warner com o lançamento, em fins de 1993, do disco "Ao vivo", registro de um show que fizera três anos antes. Insatisfeito com as pressões do mercado discográfico, percebendo que as portas estavam fechadas para o seu anseio por invenção e renovação, Ed Motta e sua mulher, a quadrinista e artista gráfica Edna Lopes, seguiram o conselho que, nos anos 60, o gaitista e compositor Maurício Einhorn sintetizou numa frase: "A saída para a música brasileira está no Aeroporto Internacional do Galeão". Durante boa parte de 1994, os dois viveram em Nova York, onde, paradoxalmente, Ed descobriu a força e a beleza da música brasileira, mergulhando na obra de Tom Jobim, Edu Lobo, Chico Buarque, Guinga.

Parte da temporada em Manhattan foi dedicada à gravação de um disco nunca editado, com sessões no estúdio de Donald Fagen (do grupo Steely Dan) das quais participaram cobras da cena jazz-funk norte-americana como o baterista Bernard Purdie, o tecladista Paul Griffin e os baixistas Eddie Gomez e Chuck Rainey.

De volta ao Brasil, Ed experimentou de tudo um pouco. Compôs e gravou com Aldir Blanc, no disco 50 anos; fez as trilhas do curta de animação "Ninó" (direção de Flávia Alfinito), premiada no Festival de Cinema de Vitória, do curta "Famine' (de Patrícia Alves Dias); e também compôs e gravou comerciais para a TV.

Em 1996, com a trilha para o longa-metragem "Pequeno dicionário amoroso" (direção de Sandra Werneck), Ed mostrou que começava a chegar à síntese entre ambição artística e sucesso comercial. O disco confirma as influências da MPB (da bossa nova ao choro) e do jazz.

O sucesso nas rádios da canção-tema do filme, "Falso milagre do amor", um rebuscado samba-canção de moldura soul-funk, com letra de Ronaldo Bastos, provou que Ed estava pronto. Algo que nesse período também ficou patente em muitas apresentações pelo Brasil e pelo mundo, experimentando diversas formações, incluindo sua participação na Orquestra Jazz Sinfônica, do maestro Nelson Ayres.

Contratado pela Universal, Ed lançou em 1997 Manual Prático para Festas, Bailes e Afins, Vol. 1, disco no qual dividiu a produção com Liminha. Com esse trabalho, provou que é possível fazer música pop e comercial de qualidade. Pop prêt-à-porter. Musicalmente, ousou e conseguiu fusões de suas primeiras influências, o funk, o soul e o pop, com o que passou a ouvir a partir do meio dos anos 90: orquestras, jazz, trilhas de Hollywood e musicais da Broadway.

Descontadas as muitas participações, em songbooks e trilhas sonoras, Ed Motta não lançava um disco de estúdio há cinco anos, desde Entre e Ouça (1992). Manual prático..." oferecia material de sobra para matar a saudade do seu público.

Disco lançado, sucesso de vendas e nas rádios, Ed rodou o Brasil a partir de 1997 e também se apresentou na Europa e nos EUA (incluindo um show com o vibrafonista e cantor Roy Ayers, no Summer Stage do Central Park, em Nova York). Em 1999, Ed fez uma turnê costa a costa dos EUA com Ivan Lins, sendo que o show do Carnegie Hall, em Nova York, contou com a participação da cantora Chaka Khan e do baixista Will Lee. Também neste ano, participou do disco do Mondo Grosso, projeto do compositor e produtor japonês Shinichi Osawa. Paralelamente à turnê, achou tempo para compor e gravar nos trilhas para o cinema, como o do média-metragem "De janela pro cinema" (direção de Quiá Rodrigues), premiado nos festivais de Vitória, Maranhão e Recife.

Lançado em 2000, As Segundas Intenções do Manual Prático avançava mais nos dados lançados até então. Agora o único produtor do disco, Ed gravou as bases com uma banda fixa e depois percorreu diferentes estúdios cariocas atrás do som perfeito e específico para cada um dos complementos, dos detalhes e dos solos desse mosaico musical.

Lançado em 2001, "Dwitza" era antigo projeto de Ed, que sempre sonhara com um disco instrumental. Daí o título, uma palavra por ele inventada de sotaque internacional. Com exceção das canções "Doce ilusão" (letra de Nelson Motta) e "Coisas naturais" (letra de Ronaldo Bastos e Ed), as outras 12 faixas do disco não trazem letras, ou são cantadas no singular "edmottês" que sempre esteve presente em seus vocalises e scat singing.

Paralelamente a Dwitza, Ed Motta produziu ao lado de Nelson Motta a trilha sonora do longa-metragem "A partilha", filme dirigido por Daniel Filho. No CD com a trilha, lançado pela Universal em 2001, estão canções da dupla Motta & Motta como "Tardes de verão", "Risos na noite" e "Apaixonada", interpretadas e arranjadas por Ed.

Entre 2001 e 2003, ano de lançamento de Poptical, a carreira internacional de Ed decolou de vez. Nesses dois anos fez o circuito completo dos clubes Blue Note do Japão e esteve várias vezes na Europa. Em meio às viagens, gravou com o Incognito, dividindo a parceria com Jean-Paul "Bluey" Maunick e cantando "Who needs love", faixa-título e de abertura do disco lançado em 2002 pelo grupo. Também gravou com nomes do movimento West London, como Nature's Plan (4 Hero) e Alex Attias.

Em Poptical, mais uma palavra inventada de sonoridade e sentido universais, Ed Motta retoma o formato da canção e do pop num disco no qual os sintetizadores analógicos fazem o papel de cordas e metais.

O sucesso de "Tem espaço na van" (com letra de Seu Jorge), disco funk que foi o primeiro single do álbum, mostrou que a sintonia de Ed com o público brasileiro continuava alta. Essa faceta mais para as pistas de Ed também estava presente em faixas como "Coincidência", "Eu avisei" (em sua primeira parceria com Adriana Calcanhotto) e "Que bom voltar" (letra de Daniel Carlomagno).

Como vem acontecendo desde Entre e Ouça em 1992, Ed idealizou a concepção de capa e encarte de Poptical, disco que, na Inglaterra, também foi editado em vinil, assim como Dwitza.

Desde o seu lançamento, Ed Motta tem se apresentado pelo Brasil e por diversos países do mundo com Poptical, show que também serviu de base para seu primeiro DVD.
Referência: Site oficial

Site Oficial: www2.uol.com.br/edmotta

Discografia:

Ed Motta e Conexão Japeri (1988)
Um Contrato com Deus (1990)
Ao Vivo (1993)
Manual Prático para Festas, Bailes e Afind (1997)
Remixes e Aperitivos (1998)
As segundas Intenções do Manual Prático (2000)
Dwitza (2001)
Poptical (2003)
Aystelum (2005)
Chapter (2008)

especiais Nova Brasil FM

Chico Para todos

O talento e poesia de um dos grandes nomes da música popular brasileira, que atravessa gerações.

ao vivo

no ar

enquete radar

Você aprova o fim da prorrogação em jogos de futebol, passando direto para a cobrança de pênaltis?

top 10

  • Zeca Baleiro
    Bola dividida
  • 02
    Ana Carolina e Maria Gadú
    Mais que a mim
  • 03
    Leo Maia
    Revanche
  • 04
    Roberta Campos e Nando Reis
    De Janeiro a Janeiro
  • 05
    Jorge Vercilo
    Me transformo em luar
  • 06
    Maria Rita
    Maria do Socorro
  • 07
    Maria Gadú
    Tudo Diferente
  • 08
    Ana Cañas
    Luz antiga
  • 09
    Isabella Taviani e Zélia Duncan
    Arranjo
  • 10
    Nando Reis e Ana Cañas
    Pra você guardei o amor

nova twitter

Siga a Nova Brasil FM no Twitter!

Hoje tem twitcam no #projetosonsda nova com

há cerca de 47 minutos

Entre na comunidade da Nova Brasil FM no Orkut

dê o seu recado

“Ganhei um par de convites para ir ao Festival Nova Brasil de MPB, quando vi o email confirmando que havia ganhado, fiquei sem reaçãoe muito.Muito obrigada por proporcionar um show tão especial, vou ver umas das semetinha da Elis Regina, a quem não conheci”

Aline Caroline da Silva Souza, Carapicuíba - SP

ver mais recados mande o seu

desenvolvimento

AgênciaDot. Comunicação