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Dorival Caymi

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Dorival Caymi

Dorival Caymmi
Nascido em Salvador (BA), 30 de abril de 1914

Ouvindo os parentes e a vitrola, tomou gosto pela música e nasceu a vontade de compor.

Ainda menino, cantava em coro de igreja com sua voz de baixo-cantante. Por volta de 1930, sem nunca ter estudado música, já se acompanhava ao violão, que aprendeu a tocar sozinho, criando um estilo muito pessoal. Neste ano escreve a primeira de suas composições, a toada ''No sertão''. Aos 20 anos, estreou cantando e tocando violão em programas na Rádio Clube da Bahia.

Em abril de 1938, aos 23 anos, Dorival pega um ita (nome dado aos navios que transitavam entre o norte e o sul do Brasil) rumo ao Rio de Janeiro, com o objetivo de realizar o curso preparatório de Direito e talvez arranjar um emprego como jornalista, profissão que já havia exercido em Salvador. Empregado no jornal Diários Associados, continuava a compor e a cantar. Nessa época, conheceu Samuel Wainer e Carlos Lacerda.

Na Revista Cruzeiro, foi apresentado por um amigo a um diretor da Rádio Tupi, de propriedade de Assis Chateaubriand. Em 24 de junho de 1938, na noite de São João, estreou na rádio cantando duas cações, mas sem contrato assinado. Depois de se sair bem em suas aparições como calouro, começou a cantar dois dias durante a semana e aos domingo no programa Dragão da Rua Larga, sucesso na época.

Num desses programas, com ''O Que é Que a Baiana Tem'', composta ainda em 1938, chamou a atenção de uma empresa de cinema, que comprou os direitos da música para Carmen Miranda. A música do jovem compositor, seu primeiro e maior sucesso, substituiu ''Tabuleiro da Baiana'', de Ary Barroso, no filme ''Banana da Terra''. A música trouxe o reconhecimento do trabalho do compositor, lançou Carmen Miranda em uma carreira meteórica no exterior, e levou Caymmi aos ouvidos da elite brasileira.

Foi num programa de calouros, que conheceu a cantora Stella Maris, então com os seus 17 anos, com quem se casou em abril de 1940 e permanece até hoje.

Dorival firma-se então como autor de músicas com temáticas ligadas às tradições populares, e a partir do final dos anos 40, passa a se dedicar ao samba-canção, que vinha sendo praticado desde Noel Rosa até Ary Barroso, com temática mais urbana. Nela prevaleceram temas românticos e intimistas. A música mais emblemática dessa fase é ''Marina'', gravada em 1947 por Dick Farney.

Em 1943, Caymmi passa a freqüentar um curso de desenho na Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro, dedicando-se à pintura com intensidade por dois anos.

Nos anos 50, Caymmi é tomado como referência pelas cabeças da bossa nova. Sua música foi um dos elementos mais importantes para o estilo, desenvolvido por João Gilberto, que gravou uma série de composições suas, como ''Rosa Morena'' e ''Saudade da Bahia''. Tom Jobim passou a destacar o caráter moderno da composição de Caymmi.

Importantes homenagens dentro e fora do Brasil marcaram os anos 80 para Caymmi. Em 1984, no seu septuagésimo aniversário, ele foi condecorado em Paris pelo ministro da cultura francês, Jack Lang, com a Comenda das Artes e Letras da França, atribuída a importantes personalidades culturais. No ano seguinte, inaugurou-se em Salvador a avenida Dorival Caymmi. Em 1986, no Rio, o artista virou enredo da Estação Primeira de Mangueira, com o qual a escola de samba venceu o desfile do carnaval daquele ano

A obra de Dorival Caymmi é caracterizada pelos temas praianos e pela exaltação às belezas de seu estado natal, a Bahia. Hoje, vive no Rio de Janeiro, como patriarca de uma família de grandes intérpretes, compositores e instrumentistas: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.
Referência: Wikipédia

Discografia:
Canções Praieras (1954)
Sambas de Caymmi (1955)
Eu Vou pra Maracangalha (1957)
Caymmi e o Mar (1957)
Ary Caymmi e Dorival Barroso (1958)
Caymmi e seu Violão (1959)
Eu não Tenho onde Morar (1961)
Caymmi VisitaTom e Leva seus Filhos Nana, Dori e Danilo (1964)
Caymmi and the Girls from Brasil (1965)
Caymmi (1967)
Vinícius e Caymmi no Zum-Zum (1967)
Dorival Caymmi (1969)
Encontro com Dorival Caymmi (1969)
Caymmi (1972)
Caymmi também é de Rancho (1973)
Caymmi – Setenta Anos (1984)
Caymmi in Bahia (1984)
Caymmi Inédito (1984)
Caymmi – Som, Imagem, Magia (1985)
Caymmi’s Grandes Amigos (1986)
Dori, Nana, Danilo, Dorival Caymmi (1987)
Família Caymmi em Montreux (1991)
Caymmi em Família (1994)

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